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terça-feira, 5 de outubro de 2010

COISAS DA CHINA: "A FEBRE DA COMPRA DE AUTOMÓVEIS FABRICADOS NO OCIDENTE"

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As vendas de carros de luxo importados segue de vento em popa.
Por Du Juan (China Daily)
Actualização: 2010/10/06 08:33
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PEQUIM - O mercado chinês de automóveis importados continua a florescer, com vendas de 460 mil unidades nos primeiros sete meses deste ano. Representa um crescimento de 150 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado.

Um modelo de vestido extravagante, adorna um carro importado em um salão automóvel, em Pequim. [Foto / China Daily]


"Os carros importados não são mais de que um parente pobre dos carros nacionais no mercado chinês, mas formam um sector que está se desenvolvendo rapidamente com seu próprio estilo e é mais personalizado para atender às demandas dos clientes", disse Shen Jinjun, vice-presidente da China Automobile Dealers Associação, falando durante o Auto Importado Expo de Pequim 2010.
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A taxa de crescimento das marcas estrangeiras de alta de automóveis como Audi, Mercedes-Benz e Lexus já ultrapassou os 100 por cento - muito superior ao de outros carros importados.
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Jiang Wei, gerente de vendas de Beijing South Star Automóvel Co, disse que os novos ricos na China prefere "high-end" automóveis construídos nos EUA, porque eles têm uma quantidade generosa de espaço, qualidade e confiáveis e um serviço de adaptações individualizadas.

"Nossos melhores vendedores são o Lincoln Navigator, a um custo de 1,86 milhões de yuan (273,53 mil dólares americanos) e do Cadillac Escalade, por 1,45 milhões de yuans. Temos ordens para estes dois modelos de todo o caminho até janeiro próximo", disse Jiang.
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Os veículos utilitários desportivos, limousines, carros à prova de bala e salões fabricados nos EUA estão provando ser populares entre o entusiasmo, actual, de carros de luxo e o rápido desenvolvimento económico da China nos últimos anos, Jiang acrescentou.
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O preço médio desses carros high-end construída nos EUA é de cerca de 1,5 milhões de yuan, que é facilmente acessível para compradores chineses ricos.
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Segundo Jiang, 70 por cento dos compradores de automóveis de luxo americanos são pessoas de negócios ou funcionários de departamentos do governo.

De vendas da "Estrela do Sul Automobile Co", de carros importados construídos nos EUA dobrou em 2010. Jiang estimou a taxa de crescimento, no próximo ano a nível nacional, para carros importados construída nos EUA seria de 20 a 30 por cento.

De acordo com estatísticas da empresa, os best-sellers sobre o ano passado foram Lincoln, Cadillacs, JMCs e Hummers.

ATÉ OS "RUSSOS" FALAM DE NÓS: "OS PORTUGUESES"

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Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo "socialista" (só em nome) de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita/direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
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E não é porque eles são portugueses. Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e você vai descobrir que doze por cento da população é português, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e Austrália.
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Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no PSD/PS, gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde a Revolução de Abril de 1974.
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O objectivo? Para reduzir o défice. Por quê? Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
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Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se a ser sugado é aquele em que
a agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos EUA (onde havia de ser?) virtual e fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
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Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos?
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Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois que suas tropas invadiram seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.
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E Portugal? Olhe para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
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Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro-direita), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê? O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza em uma base sustentável?
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Aníbal Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam despejando biliões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal.
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Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
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Sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inepta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.
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Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
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O resultado, concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.
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Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini. Mazerati. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares.
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O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.
E ele é um dos melhores.
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Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissariado para os Refugiados e um candidato perfeito para o Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que nunca tinha qualquer hipótese de governar (não viu a armadilha), resultando no horror de dois mandatos do José Sócrates, um Ministro do Ambiente competente mas ...
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As medidas de austeridade apresentado por este…senhor...são o resultado da sua própria inépcia como primeiro-ministro no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação).
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E, assim como seus antecessores, José Sócrates demonstra uma falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
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Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%)
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%)
Concordo com o sacrifício (1%)
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Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.
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Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.
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Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado a votar em excelentes ideias e propostas concretas. No caso do PCP, é melhores salários, maior produção, a diversificação da economia e, basicamente, o respeito pelas pessoas que têm apoiado essa absurda e demente governação PSD/PS durante décadas. PCP: Um excelente produto sem um departamento de vendas capaz.
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Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, traidora, enviou os interesses de Portugal no ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão levando cada vez mais portugueses a questionarem se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha.
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Que nojento e ao mesmo tempo, que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certo, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe política abominável (do centro, à direita). Quanto à esquerda, ainda existe a divisão, e a falta de marketing.
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
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© 1999-2006. «PRAVDA.Ru». No acto de reproduzir nossos materiais na íntegra ou em parte, deve fazer referência à PRAVDA.Ru As opiniões e pontos de vista dos autores nem sempre coincidem com os dos editores.

A REPÚBLICA QUE PRODUZIU SALAZAR

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A república que produziu Salazar
5 de Outubro, 2010 SOL José António Saraiva
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Os republicanos não faziam a menor ideia do que era governar, criando todas as condições para o aparecimento de um Messias
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As comemorações do primeiro centenário da República, em que esta é apresentada como a salvação de um país envolto no mais negro obscurantismo, criarão nos espíritos menos avisados a ideia de que I República foi um mar de rosas.Ora não pode haver ideia mais enganadora.
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O regime republicano, em lugar de salvar Portugal, mergulhou-o numa crise profundíssima, criando todas as condições para o aparecimento de um Messias.
Os republicanos e os seus sucessores detestam Salazar. Ora Salazar não surgiu do nada. A subida de Salazar ao poder e o seu longuíssimo consulado explicam-se pelo estado desgraçado e caótico em que a I República deixou o país.
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Do ponto de vista económico, do ponto de vista financeiro, do ponto de vista da ordem pública, do ponto de vista do prestígio do Estado, em suma, de quase todos os pontos de vista, a República foi uma autêntica calamidade.
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Comecemos por um tema pouco abordado, até por ser incómodo: a violência.
A partir de meados do século XIX, a violência parecia definitivamente afastada da vida política portuguesa. Depois das desgraças da guerra civil e dos tumultos militares da primeira metade do século, Portugal parecia ter entrado na rota da acalmia e do progresso.
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Mas a República, de mãos dadas com a Maçonaria e a Carbonária, trouxe a violência de volta. A coisa começou em 1908, com o assassínio do Rei e do príncipe herdeiro. O 5 de Outubro nem foi violento - e a Monarquia caiu quase sem sangue. Mas a partir de 1915 é que foram elas. Nesse ano deu-se a revolta que depôs Pimenta de Castro e fez mais de 100 mortos, depois foi o atentado contra o chefe do Governo João Chagas, os assaltos aos estabelecimentos em Maio de 1917 que provocaram mais de 50 vítimas, a Leva da Morte, o assassínio de Sidónio Pais, a Noite Sangrenta com as suas rondas da morte e o massacre de alguns fundadores da República desiludidos com o regime como António Granjo, Machado Santos e Carlos da Maia - isto sem contar com um sem-número de revoltas que provocaram mortos e feridos e em certos períodos atingiram um ritmo semanal.
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E, como ponto alto deste período marcado pela violência civil e militar, temos a famosa carnificina da Flandres, que custou ao país 15 mil mortos de jovens na flor da idade, mandados para a frente de combate pelo fervor ideológico de Afonso Costa e seus companheiros.
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Perante este quadro negro, o movimento militar de 28 de Maio e a ocupação do poder pela tropa, e sobretudo a subida de Oliveira Salazar à chefia do Governo, seis anos depois, foram recebidos com um suspiro geral de alívio. Finalmente o país tinha paz!
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A República fundou-se em duas ideias, ambas erradas: que as causas do atraso de Portugal estavam, em primeiro lugar, na existência de uma Monarquia, e em segundo lugar na influência da Igreja Católica. Ora, que a existência de uma Monarquia não impedia o progresso, provava-o o facto de países avançados como a Inglaterra, a Bélgica ou a Holanda não precisarem de depor a Coroa para se desenvolverem.
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Mas os republicanos só tinham olhos para França e acreditavam piamente que Portugal era atrasado porque tinha um Rei - o qual protegia os padres, que tinham uma influência nefasta sobre o povo. Assim, a primeira coisa que os republicanos fizeram, depois de deporem a Monarquia, foi perseguir a Igreja, confiscar-lhe os bens, acabar com o ensino religioso e, de uma forma geral, afastar a Igreja Católica da área do poder e influência.
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Só que, depois de terem feito tudo isso, os republicanos concluíram com angústia que o país não se desenvolvia, pelo contrário, definhava. Ou seja, verificaram que o país não era atrasado por causa do Rei e dos padres mas por outras razões.
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A República fez com que Portugal se tornasse mais pobre porque o clima de instabilidade política e de violência assustou os industriais e os banqueiros, travando os investimentos e dizimando os poucos embriões de um Portugal moderno que existiam no princípio do século XX.
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Na segunda metade do século anterior o país tinha conhecido efectivamente um certo desenvolvimento, tendo surgido um grupo de industriais e banqueiros com espírito capitalista - Alfredo da Silva, Burnay, Sotto Mayor, etc. - que prenunciava a entrada de Portugal nos tempos modernos. Ora estes embriões de um país desenvolvido foram dizimados no tempo da I República, levando o país a andar para trás.
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Perante um quadro tão negro, Salazar, quando subiu ao poder, tinha tudo para vencer. Bastava-lhe fazer exactamente o contrário do que fizera a República, ou seja: restabelecer a ordem pública e a autoridade do Governo, equilibrar o Orçamento, normalizar as relações com a Igreja. Salazar só não restaurou a Monarquia porque, embora sendo monárquico, viu que isso não era decisivo e ia criar uma polémica desnecessária.
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Além disso, Salazar percebeu que, à falta de uma classe empresarial, tinha de concentrar no Estado o desenvolvimento do país. Finalmente, substituiu o internacionalismo republicano, assente em ideias importadas de fora, por um nacionalismo intransigente.
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Com estas ideias e uma grande eficácia na acção, Oliveira Salazar teve logo de início um apoio popular enorme. O que se percebe. No próprio ano em que assumiu a pasta das Finanças (1928) equilibrou as contas públicas e recusou um empréstimo da Sociedade das Nações, considerando as condições humilhantes para Portugal. Por isso foi designado o mago das Finanças .
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E rapidamente restabeleceu a ordem pública, tornando Portugal de facto um país de brandos costumes . É certo que o fez à custa de uma Polícia política execrável, da proibição dos partidos, da censura à imprensa e do mais que sabemos. Mas, para termos uma ideia comparativa, durante o período que durou o Estado Novo foram mortos ou morreram na prisão 50 militantes do PCP (o partido mais fustigado pela PIDE). Isto, note-se, em 48 anos. Ora este número de mortos era frequentemente alcançado numa só noite, nas constantes revoltas que marcaram o tempo da I República.
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O prestígio de Salazar ainda aumentaria quando, no princípio dos anos 40, evitou a entrada de Portugal na II Grande Guerra. Aí, tornou-se um Santo . E, mais uma vez, fez o contrário do que tinham feito os republicanos: onde estes tinham mandado os soldados para a Flandres, mal equipados e pior armados, para servirem de carne para canhão, ele seguiu o caminho oposto - e não só optou pela neutralidade como convenceu o vizinho Franco a fazer o mesmo. E em plena guerra na Europa ainda arranjou forças para organizar em Lisboa a grande Exposição do Mundo Português (1940).
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Da fugaz I República ficaram pois, quase exclusivamente, as boas intenções. A intenção de educar o povo, de proteger o povo, de contar com o povo. Mas esse mesmo povo abandonou a República no primeiro momento, talvez pensando que de boas intenções está o Inferno cheio.
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Isto também explica que a República tenha durado uns escassos 16 anos, enquanto o período seguinte (1926-74, dominado por Salazar entre 1928 e 1968) durou uns longos 48 anos, ou seja, três vezes mais.
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Tudo somado, pode dizer-se que a I República não deixou saudades. E se hoje se comemora com tanto fervor é mais por razões ideológicas - e porque no poder está o partido que herdou a tradição republicana, o Partido Socialista - do que pelas virtudes que mostrou.

GELO NA CELEBRAÇÃO DO SÉCULO DA IMPLANTAÇÃO DA REPUBLICA

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Gélida e caiu neve em todos os locais que a celebração teve lugar.
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Estiveram lá eles os que têm proveito político e, claro está, cumpriram suas obrigações.
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O público, em Lisboa, alheou-se aos eventos em diversos locais e os que estiveram, foi por mera curiosidade e não pelo sentido patriótico. Este infelizmente está perdido e venha alguém que o saiba colocar no lugar que lhe é devido.
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Como pano de fundo e, aposta numa parede lateral a fotografia do Manuel Buiça e o que liquidou, a sangue frio, o Rei Dom Carlos no Terreiro do Paço.
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Terrorista que depois de 100 anos não foi esquecido e voltou herói entre os que nos governam presentemente.
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Talvez, penso eu, se por aí aparecesse outro Buiça depravado e mandasse, fazer tijolo, alguém que nos tem governado mal e porcamente, fosse já colocado como herói e não daqui a 100 anos.
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Agora eleger um Buiça que assassinou a sangue frio um Rei de Portugal, um homem culto e amigo do Povo maugrado daquele que teve a indecente ideia de colocar um aventureiro, que teria sido feito na sacristia de uma igreja em Trás-os-Montes. O Buiça, filho do pecado e apetite da carne de um pároco de aldeia. Um Buiça que ao fim de ter assassinado o Rei Dom Carlos, sua família riscou o apelido Buiça e não mais foi usado.
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O Terreiro do Paço de onde ali foi gerida a programação da RTPi, apesar de vários espectáculos onde não faltaram os gigantones, minhotos, divertimentos, para atrair o “poviléu” absolutamente vazio.
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O Palácio de Belém, habitado pelo casal Silva, informa a RTPi que foi visitado, nestes últimos dias, por cerca de 30 mil almas. Pouco, e os poucos que o visitaram, por mera curiosidade, foi para saber como o casal Silva vive, à conta do contribuinte.
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Nada que se parecesse, no Terreiro do Paço, como de quando Sua Santidade o Papa Bento XVI ali celebrou missa campal, em Maio último, que segundo a comunicação social estariam presentes 100 mil pessoa.
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Não houveram farnéis, garrafões de vinho e público vindo de todos os pontos de Portugal, para em alegria festejar o século de república.
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É que a República nada lhes diz... porque se como afirmaram os demagogos dos discursadores um feito histórico o derrube da monarquia, eles e os seus predecessores que têm governado este Portugal, triste de momento, não governaram melhor os portugueses como o regime monárquico os haja governado.
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Para o Povo tanto se lhes dá como se lhes deu ser Governado pela república, pela monarquia, pela ditadura, desde que sejam governados e não lhes falte o trabalho, o pão nosso de cada dia, assistência médica e respeito pelos velhos que começam a tombar, pelas esquinas, como “tordos”, porque até a crueldade do Governo, no poder, lhes nega os medicamente grátis.
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Mas a humanidade não existe entre eles os governantes mas sim o “bandulho”, a vida prazenteira à conta dos pobres de Portugal.
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Governados por tão reles gente o Povo Português, absolutamente deprimido enojou-se, como eu, da celebração de uma efemeréde onde apenas estiveram os palhaços e os artistas de circo, com as bancadas vazias sem ninguém a bater-lhes palmas.
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Mas a montagem do circo foi com os 10 milhões de euros que roubaram ao Povo... e esta foi a maior ofensa para a realização de um espectáculo de circo cujo “show” foi apenas dos que vão sugando o pouco que ainda há para estafar.
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Caiu neve em Portugal no dia 5 de Outubro de 2010. Hoje, dia 6, a neve cristalizou e formou-se em gelo.
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O gelo da memória dos vivos da “palhaçada” política de um país sem governo.
José Martins
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PORTUGAL: "A CULTURA DE HONESTIDADE ENTROU NO REVERSO DO GAMANÇO"


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Estão metendo a mão no meu bolso e eu não gosto nada disso, aliás, ninguém gosta!
Nem eu, nem tu!
Andam-me a ROUBAR porque, dizem, precisam aumentar a receita pra pagar o descalabro em que puseram o meu país... o meu e o teu!
E isto porque não sabem, dizem, onde cortar mais na despesa pública!
Não sabem?
Não sabem porque não querem... não querem prejudicar os "BOYS", coitadinhos! Isto não vai ter conserto... nem nos próximos 20 anos, habituaram-se a gastar (o que não é deles) e poupar é palavra desconhecida em tudo o que é público: Governo, Assembleia...
Por falar em Assembleia, já agora, clica nos endereços abaixo (são parecidos, mas não faz mal!) e, simplesmente, compara!!! Talvez comeces a compreender, porque é que esta República das Bananas chegou a este ponto...

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REPÚBLICA E O ENSINO ESCOLAR


Dois tipos de escolas primárias de Salazar. Conforme a população assim eram construídas para fazer face às necessidades
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Segui os discursos e as entrevistas, hoje, durante a celebração do século da República. Os discursos nada me disseram e o mesmo palavreado.
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Entrevistas de historiadores e outros, como palavras tiradas a papel químico, foram sempre as mesmas: “antes da implantação da República, o povo atrasado, analfabeto etc.etc.”
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Ora quando eu nasci, em 1935, depois de 25 anos do regime republicano, já vigorar, o Povo continuava analfabeto, a fazer as contas pelos dedos.
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Tinha sido a República uma “buracada” e quem iniciou a escola para todos (obrigatória) foi de quando o Prof. Oliveira Salazar assumiu as rédeas do poder e mandou construir, milhares de escolas, a partir de 1940, pelas cidades, vilas e aldeias de Portugal.
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Escolas que têm sido encerradas, sistematicamente e a algumas até aproveitadas para o turismo rural.
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Assim que não me venham com “balelas” os que falam em cima do analfabetismo e do atraso.
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Os nossos vizinhos catelhanos não estavam melhores que nós!
José Martins

JOÃO SEVERINO: REPÚBLICA ABANDONADA

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> Milhões de euros foram gastos nas comemorações do Centenário da República. O resultado está triste e desoladamente à vista. A adesão popular foi nula. O povo tem outras prioridades: leite, pão, renda da casa, luz, água, gás, prestação do carro, do televisor e do frigorífico. Tem as filas do Instituto do Emprego para perder horas em pé. Tem os tribunais onde aguarda pelo resultado das suas queixas contra as penhoras injustas. Tem os transportes públicos onde aguarda horas pela sua chegada e onde fica sem as suas malas e carteiras. Tem os bancos de urgência dos hospitais e centros de saúde onde aguarda horas por uma consulta.
O povo português demonstrou que está farto, farto de promessas, farto de sofrer, farto de sacrifícios em vão, farto de apertar o cinto para nada de bom acontecer em benefício das gerações vindouras, farto de impostos, farto de desemprego, farto de coimas injustas, enfim, farto desta escumalha política que tem desbaratado o dinheiro público em festanças semelhantes à nulidade que se verificou nesta comemoração do Centenário da República.
Os políticos deste Portugal, em face de toda a apatia e ausência popular dos festejos republicanos, apenas têm de extrair uma conclusão: que o povo está descontente, muito descontente, perigosamente descontente com todos aqueles que o têm enganado ao longo de anos.

COMO VIMOS A 16 MIL QUILÓMETROS A CELEBRAÇÃO DO SÉCULO DA REPÚBLICA

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Muita gente fina do Governo e faltaram as casacas à grilo e as cartolas.
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Lisboa mandou a celebração às urtigas.
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Faltou-me a paciência de ouvir as "tretas" demagógicas dos discursos.
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Abaixo vão fotos e legendadas, apenas, três.
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O Buiça o terrorista como pano de fundo.
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Vamos lá nós entender esta "merda"...
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Um terrorista pode vir a ser classificado de heroi!!!
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Para finalizar: "nós pagámos os 10 milhões de euros para a festa deles que o público não pateou porque faltou a uma celebração que não lhe diz nada...!!!"
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Eles fizeram as festa, tocaram a música e deitaram os foguetes e "mai nada."
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AS SUAS NOTÍCIAS NO DIA 05.10.10

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Porto: Choque frontal
Ambientalistas 'fazem explodir' quem não emite menos dióxido de carbono
Menina vê a mãe morrer
Alberto João Jardim: Inverno mais cedo
José Sócrates: ‘Manif’ no Facebook

Capa do Público Público

Villas-Boas: “Queremos o mesmo sentido de culpabilização do árbitro”
Ao 12.º jogo o FC Porto tropeçou
Sorteio do Loto 2 (40º/2010)
Paulo Sérgio: “É óbvio que há desassossego, não queríamos estar tão longe dos da frente”
Etarras presos confirmam ter recebido treino na Venezuela

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

BE lança iniciativa pró-Scut
Aeroporto vai ser alertado para voo de megafoguete
Caso Museu do Ouro custa 16 mil euros só em jurados
Família de Márcia pede explicações à Refer e CP
Rei Ghob vai fazer testes psicológicos

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

O dia chegou
Lego Wear abriu no Vivaci Maia
Tricotar camisolas e cachecóis
Diamante rosa e raríssimo vai ser leiloado
Diana Piedade saltou de pára-quedas

Capa do i i

O morto de Arroios é o almirante Reis. Viva a Revolução
Acção em tribunal tenta travar construção de nova cadeia
Cavaco apela à união patriótica para salvar a República
PS. Austeridade (também) no verbo até à apresentação do OE
Contratação de médicos reformados está ameaçada

Capa do Diário Económico Diário Económico

Jardim defende queda do Governo para quebrar "enguiço"
Detidas 102 pessoas por venda ilegal de bilhetes para os U2
Sócrates visita Timor-Leste após aprovação do OE
Wall Street sofre maior queda num mês
20 anos de reunificação: a coexistência pacífica

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Centro Champalimaud: mais próximo do desconhecido
Selos nunca perderam valor no mercado dos coleccionadores
Cautela com resultados e economia deixam Wall Street no vermelho
CGD vende edifício sede por 251,8 milhões de euros ao fundo de pensões
Irlanda: "Os números mostram que as finanças públicas estabilizaram"

Capa do Oje Oje

Mercados encerram negativos pressionados por indicadores económicos
PSI20 fecha em queda, energéticas pressionam
Nobel da Medicina atribuído a "pai" da fertilização in vitro
Sanofi-Aventis lança OPA hostil sobre a Genzyme
Anteprojecto do Orçamento do Estado grego aponta para défice de 7%

Capa do Destak Destak

Mulher morre esmagada por placa quando demolia anexo de casa
Vaticano critica escolha de Nobel da Medicina para responsável por "venda de milhões de ovos"
Detidas 102 pessoas por venda ilegal de bilhetes para os U2
Jardim defende queda do Governo de Sócrates para quebrar "enguiço"
Folha do líder já tem nódoas

Capa do A Bola A Bola

Sp. Espinho e Castêlo da Maia disputam Supertaça
O melhor arranque de Carlos Martins
«O importante é pontuar» - Pereirinha
«Agora será a nossa vez de pedir justiça» - Villas Boas
«Resultado é justo» - Manuel Machado

Capa do Record Record

Nasce um novo Martins
Capela recebeu nota "insatisfatória"
Ruben Amorim vai ser reavaliado
Assobios e insultos no regresso a Lisboa
Cardozo sem direito a folgas

Capa do O Jogo O Jogo

Veloso em risco para a equipa das 'quinas'
Xavi distinguido com prémio do desporto da Catalunha
Villas-Boas em destaque na imprensa norte-americana
De Jong excluído da ‘laranja mecânica’
Ramos Horta elogia estádio da Luz