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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NA PISTA DO FOTÓGRAFO J. ANTÓNIO

Se há figuras, portuguesas ou luso descendentes que residiram na Tailândia, uma que me tem fascinado é o fotógrafo J.António e o maior artista em fotografia, de sempre, que viveu em finais do século XIX e principio do XX, em Banguecoque.

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Olhando para a parca tecnologia em cima da fotografia na época em que dissiminava no Mundo, J.António legou à Tailândia fotografias com arte.

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Várias publicações, europeias, plagiaram-nas. Outras há, ainda, que figuram em museus e arquivos particulares. Raros são, os possuidores, que mencionam o autor e preferem designá-lo como desconhecido.

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Este artista na arte da fotografia (desenhador também) era de uma humildade e modéstia enorme que ignorava o assinar as suas fotos. Umas foram “pilhadas” e outras, acredito, tê-las vendido pelo preço do custo de uma ridicularia. Nunca trabalhou para a “cagança” de ser conhecido, mas sim para a sua arte, que ele, tão-pouco sabia a enormidade de arte contida. Era um fotógrafo perfeito.

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Nas minhas pesquisas em inscrições consulares antigas na Embaixada de Portugal em Banguecoque (que não andem por aí as línguas sujas a dizer que eu surripiei documentos porque para tal eu tive autorização, por despacho, do Palácio das Necessidades), vim encontrar um título de nacionalidade, Nº 15, em nome de José António Tito Lívio de Barros, com validade até ao dia 16 de Fevereiro de 1919 e emitido, no mesmo mês, no ano de 1918.

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O José António tinha na altura 37 anos. Ora o que acontece que as inscrições consulares (algumas) ou títulos de nacionalidade foram escritos em cima do joelho onde não aparece a filiação, local de nascimento e daí as dificuldades com que me tenho deparado.

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O José António desaparece depois (pelo que investiguei) da secção consular e, depois de ter percorrido os cemitérios (hoje desaparecidos de Banguecoque) e o novo, para onde foram transferidas as ossadas, dos extintos, na província de Nakhon Pathon (cerca de 45 quilómetros da baixa de Banguecoque), apesar de lá haverem, muitas placas apostas nos túmulos com nomes portugueses, não encontrei, nenhuma designação com o nome José António.

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O fotógrafo J.António desaparece da cena e continua a ser um inigma na história e de quando a cidade de Banguecoque sai das de suas raízes tradicionais e volta-se para a modernidade a partir de meados do século XIX.

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Porém o fotógrafo J.António é membro da Sociedade de Geografia de Lisboa, embora saibamos pouco sobre qual teriam sido as obras feitas e reconhecidas para lhe ser conferida a honraria, dado que nesta agremiação, virada para a cultura, em Portugal, só entram pessoas gradas e com obra.

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Assim parto próximo sábado (dia 9) para Macau, a convite de um grande amigo meu e velho residente do ex-território (46 anos) http://cambetabangkokmacau.blogspot.com/ .

António Cambeta me irá guiar até ao Arquivo Histórico de Macau na esperança que descobra outras informações sobre o fotógrafo, J.António.

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Para saber mais sobre o J.António convidamos a um clique a seguir e ler a 3ª parte. A primeira e segunda partes estão depois desta.

J. António: O Fotógrafo Português e a Rua Charoen Krung (New Road)-Terceira Parte.

José Martins

PREPARE-SE OH POVO...ESTÁ POR AÍ UM NOVO "CHULECO" A FAZER-SE AO PISO...!!!

Quarta-feira, Outubro 06, 2010