Uma Wikileak à portuguesa

As informações são reveladas pelo "El País", citando a correspondência diplomática entre a Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa e a secretaria de Estado norte-americana, divulgada pela Wikileaks.
No âmbito da estratégia de entrada no mercado iranianiano, o presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, é citado várias vezes. "Tentou conciliar interesses tão contraditórios como fazer negócio com o Irão sem que isso afectasse a excelente relação de Portugal com os Estados Unidos. Para isso, propôs fazer trabalhos de espionagem para os Estados Unidos: a troco de entrar no Irão, o BCP ofereceria a Washington informação sobre as actividades financeiras da República Islâmica". Santos Ferreira estaria na disposição de ceder "ao governo dos estados Unidos o controlo sobre as contas iranianas no millennium BCP".
A noticia também informa que "a operação seria do conhecimento do primeiro-ministro, José Sócrates, e de membros do seu governo".
Vejam lá os sacanas do Wikileaks que logo se foram lembrar de inventar um telegrama em que é tudo mentira e logo sobre Portugal, a banca, o governo e ainda por cima com o Irãio, inimigo público nº2, entre a Coreia do Norte e a Venezuela, metido na história. Mesmo assim, se tivesse conta no BCP ia lá tirá-la, que pelos vistos não são muito impremiaveis a "vender" informações sobre contas. Depois, se é preciso mais coragem para ficar que para se ir embora, e não me parece que o que andamos a fazer seja um concurso para saber quem é o mais bravo dos bravos, não se esteja a sacrificar. Nós entendemos.
Quem também parece não saber nada sobre isto é o governo, mas daí também não se esperava uma resposta diferente. Já tem muita prática como se vê pelos voos de aviões da CIA.





Providências cautelares logo no início de Janeiro. Recurso ao Tribunal Constitucional. Queixa à Organização Internacional do Trabalho e junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Estes são alguns dos instrumentos que os sindicatos da Administração Pública pretendem accionar logo a partir de 1 de Janeiro, de modo a travar os polémicos cortes salariais no Estado. 























