Já antes falamos em cima de como seria possível tanta documentação sair do Serviço dos Estrangeiros dos Estados Unidos para a praça pública internacional das nações do mundo.
.
Evidentemente que não vamos bater palmas ou dar glór
.
Ora a diplomacia foi criada há muitos séculos e esta serve para o relacionamento entre as nações, criar a paz, produzir ultimatos, a guerra, cultura e comércio. Cada país envia o seu representante para outros países e portador das Cartas credenciais que o acredita como o representante do chefe máximo de seu país.
.
Ostenta imunidade diplomática e o pais onde está acreditado deve respeitá-lo e proteger a sua integridade física. Poderá receber, do país onde está acreditado, o estatuto de “person non grata” , pelo facto de sua má conduta pessoal, ingerência nos assuntos, políticos, do país acreditante ou em outro casos, pelo corte de relações diplomáticas entre o seu e o país que o acolhe como representante.
.
Um representante de um país acreditado em outro é sabido que é um “espião” e não está ali, para se movimentar nos salões de candelabros de cristal no tecto; beber uns copos, apanhar umas inocentes “pielitas” (os diplomatas são como os outros humanos), saber rir-se e sorrir na altura exacta; comportar-se como um “gentleman”; fazer uns “engates” femininos, se tiver oportunidade (sem assédio sexual, diplomático) e saber com arte beijar as mãos, aneladas, das senhoras nas recepções.
.
O diplomata terá que ter vocação para exercer a profissão e não será qualquer “zé dos anzóis” que pode ser diplomata, terá que possuir perfil, matreiro, expedito porque a sua missão no país onde está acreditado é para enviar informações, para o seu país, políticas e comerciais para que a sua Secretaria de Estado saiba qual a estratégia, política ou comercial que deve usar em relação ao país onde reside o seu representante.
.
Porém dentro das missões diplomáticas podem existir conspiradores e o chefe da missão diplomática ter um funcionário a dormir, com ele, sob o mesmo cobertor e passar informações a outros países que o aliciaram com dinheiro.
.
Há 20 anos, sucedeu um caso destes em Banguecoque, um funcionário da embaixada do Reino Unido, situada na avenida da Ploenchit, estava a passar informações à Embaixada da União Soviética, situada na avenida Sathorn.
.
Mas a Embaixada do reino Unido nunca deu por tal... O diplomata continuava a levar material informativo à Embaixada da União Soviética à avenida da Stahorn, entrando pela pequena porta, de metal, de serviço e deixou de o fazer, por que, a polícia tailandesa do terraço do Prédio Robot, o mais alto da Sathorn na altura, com máquinas fotográficas e lentes zooms colheram imagens (depois publicadas na imprensa) do conspirador britânico.
.
Claro que o conspirador não foi preso pela polícia, mas informada a embaixada do Reino do Unido que lhe teria dado o destino merecido.
.
O Julian Assange só poderia ter acesso ao material pelo envio do “miolo” da Secretaria de Estado dos Estrangeiros, por um conspirador.
.
Pode de facto a Internet não ser um meio de comunicação seguro e permitir em escasso segundos o vazamento de milhares de documentos, sensitivos, de um departamento estatal de um país que pode essa documentação provocar atritos ou até guerras!
.
Assim só pelas velhas comunicações, poderão oferecer segurança, transmitidas pelo telex, por pontos em fita de papel e depois esta decifrada ou cifrada nas velhas máquinas Siemens, inventadas pelos alemães (operaram na II Guerra Mundial) e que eu por vários anos operei uma na Embaixada de Portugal em Banguecoque.
José Martins





































