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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

REQUIEM PARA CARLOS PINTO COELHO: "MORTOS À COVA E GLÓRIAS AOS VIVOS"

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Morreu há dois dias e ontem o seu adeus ao mundo terreno. Carlos Pinto Coelho foi uma das muitas pessoas que conheci em Banguecoque e já lá vão uns (se não estou equivocado) 25 anos e quando ainda um jovem, pouco conhecido, jornalista.
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Pouca importância tenha dado ao Carlos Pinto Coelho, assim teria sido com o meu compadre e amigo até hoje o Dr. Paulo Rufino e o número dois da missão diplomática de Portugal na Tailândia, sob a gerência do Embaixador Mello Gouveia.
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Carlos Pinto Coelho, acompanhado do Jornalista Fernando Carneiro, regressavam a Lisboa vindos de Macau; por uns dois dias fizeram uma paragem em Banguecoque e como não poderia deixar de o ser, visitaram a embaixada e a então, já famosa, “Casa Nobre” (a residência dos embaixadores) acabada de restaurar e o orgulho do Embaixador Mello Gouveia que das ruínas tinha trazido à luz do dia uma das mais belas peças, edificada na década sessenta do século XIX, da arquitectura sino portuguesa, junto à margem do grande rio Chão Praia, que divide a capital tailandesa em duas partes.
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Um Carlos Pinto Coelho, igual a outros jornalistas que eu lidei e acompanhei, em Banguecoque e de quando me inciciava na difícil arte de lidar com a gente da diplomacia e não lhe foi dado nenhum tratamento especial.
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A normal hospitalidade igual ao de outros, jornalistas, que passaram por Banguecoque com o almoço da “praxe” oferecido pelo Embaixador Mello Gouveia que depois de partirem escreviam e publicavam algo sobre a embaixada de Portugal em Banguecoque que se quedava uma ignorada no Reino da Tailândia.
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Carlos Pinto Coelho partiu de Banguecoque e nunca mais o vi e até não li (se escreveu) alguma sua peça nos jornais, que chegava a Banguecoque, passado três ou quatro dias de publicado o “Diário de Notícias”.
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Mas em 1994, a realizadora Cristina Antunes, da RTP, veio à Tailândia fazer um filme e eu, já um “gajo” famoso na Tailândia, fui o da logística e de apoio durante os cerca de 10 dias da Cristina e seguimos por esse interior da Tailândia a rodar o vídeo a que lhe foi dado o título: “À Beira do Canal”.
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A Cristina Antunes ofereceu-me uma quantidade de brindes da RTP, a divulgar a RTP Internacional e falou-me já estar a ser emitida e chegar à Tailândia. Uma novidade para mim!
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Os pratos satélites em cima dos telhados ainda eram raros na cidade de Banguecoque, mas desde logo tratei de adquirir um que custavam os “olhos da cara” na altura e, em verdade, não estava prevenido para despender dois mil e quatrocentos dólares americanos (mais de quatro meses de trabalho na embaixada onde ganhava o miserável ordenado de 500 dólares por mês), encarreguei, então, minha mulher (vivência de 30 anos) para o comprar aos “soluços” e ser pago durante um ano a prestações de 5 mil bates (moeda tailandesa) por mês.
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Depois de instalado o prato satélite na varanda de minha casa (ainda hoje ali reside) houve alguma dificuldade de os técnicos acertarem o sinal da RTPi e passo a ter Portugal em minha casa.
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As primeiras imagens que surgiram no vidro do televisor era uma lição de história do Prof. Herman José Saraiva que me haja deliciado. Passado dias surge-me no vidro o programa “Acontece” do Carlos Pinto Coelho. Lembrei-me daquela figura que tinha conhecido em Banguecoque, havia uns 8 anos, mas já com alguns cabelos grisalhos.
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Nunca mais perdi o “Acontece” e uma delícia ouvir aquele Homem de cultura, sempre acompanhado de figuras ligadas às artes e letras.
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Abruptamente o programa “Acontece” foi interrompido, em 2003, sem uma palavra que fosse ou mesmo “burro queres tu água”, a razão de tal coisa. Evidentemente e por que não sou burro nenhum, entendi, que a suspensão do “Acontece” que ali deveria ter havido as habituais “raivinhas” políticas e ´zás catrapus´ acaba-se com o programa, cultural do Carlos Pinto Coelho e que vão colher urtigas os que apreciam o “Acontece” e o autor que se vá para a prateleira e para devaneio que vá captando umas fotografias e se entretenha a divulgar, esporadicamente, a sua arte em exposições.
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Carlos Pinto Coelho desde 2003 e de quando por “raivinhas” políticas lhe terminaram com o “Acontece”, pouco haja sido falado. Morreu o “Acontece” e com ele, ainda vivo, Carlos Pinto Coelho.
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Há dois dias o Carlos Pinto Coelho partiu desta para melhor e então, já morto que era, os jornais as televisões não pararam de lhe oferecer a elogia fúnebre. É isto que sempre “acontece” e segue em Portugal, os valores, esquecidos e atraiçoados em vida, são lembrados quando dão o “badagaio” ou em outros casos passados anos.
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Ainda vivo que sou, mas morto prematuramente, avento que quando for para os “anjinhos” que vai aparecer um “maduro” vivo a dizer: “o Zé Martins foi um gajo porreiro em Banguecoque...!!!”
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Finalmente Carlos Pinto Coelho encontrou a paz agora e aquela que lhe faltou depois de lhe terem “assassinado” o seu amor “Acontece”.
José Martins
A última entrevista a Carlos Pinto Coelho
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OS RUSSOS DIVERTEM-SE À MANEIRA!

Melhor do que uma roleta russa: a pular com a corda!

Juventude russa em busca de emoções pode agora encontrar a felicidade pulando "pulando".
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Um desporto radical - e ilegal - que se parece estranhamente de bungee jumping, com duas exceções: ela é praticada desde o telhado de um edifício e uma corda de escalada, que não tem nada elásticas.
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A corda de salto foi inventado por Dan Osman , um alpinista americano entusiasta dos esportes extremos, o dia em que ele pulou de um penhasco que teve que subir ao ser contido por uma corda. Este alpinista morreu de que a paixão 23 de novembro de 1998, com 35 anos, quando ele pulou de um penhasco, no parque natural de Yosemite, na Califórnia. Sua corda não de choque.
A corda de salto, praticado na Rússia há menos de dois anos, tenha sido regulamentada. Apesar da ausência de uma proibição oficial, a polícia começou a dispersar os grupos que a praticam.

Vídeo postado no YouTube por dsfedorovv .
Vídeo postado no YouTube por TheGteamNN . Ambos os vídeos foram filmados em Nizhny Novgorod, que abriga o maior grupo de pular corda russo.
Contribuintes

Timofei Zuev

"Nós ficamos três cordas em um caso de cair"

Timofei Zuev, 24, é um empresário e pulando corda prática. Ele mora em Nizhny Novgorod.

Em nosso grupo, temos trinta membros, mas há entre 300 e 400 pessoas que vieram saltar connosco ocasionalmente. Uma centena deles vêm regularmente e que todos nós conhecemos pessoalmente. Mas tudo começou há dois anos com apenas duas pessoas, incluindo eu.

Existem outros grupos, particularmente em São Petersburgo, assim como pequenos grupos, em Moscou, Urais e Sibéria. Em Krasnoyarsk [sul da Sibéria], há também algumas boas bandas que saltar de uma rotina muito agradável situado não muito longe da cidade.

Se você pular, porque o amamos, isso é tudo. É verdade que, inicialmente, que foram atraídos pelo esporte para o lado inusitado e pela adrenalina. Mas hoje, tornou-se um momento de prazer por completo. Também é bom tê-lo feito para os outros, pela primeira vez. Para meu conhecimento, desde a sua criação, sem incidentes e nenhum caso de ferimento ou morte tem sido identificada, exceto alguns riscos que são feitas ocasionalmente subindo a escada de incêndio para atingir os telhados dos edifícios.

Nós preparar meticulosamente cada salto. As cordas deve ser bom viver, devidamente posicionado e bem presa. Há três cordas, como que, se um deles quebra, sempre haverá outros dois para a segurança. É improvável que os três cadeias são quebradas ao mesmo tempo, isso nunca aconteceu. "

Timofei Zuev

Ignorando nos países da ex-URSS

Em São Petersburgo. Vídeo postado no YouTube por ff0000hate .
Em Moscou. Vídeo postado no YouTube por FlyRopeJumping .
Uma mulher idosa salto em Minsk, na Bielorrússia. Vídeo postado no YouTube por alexkislov .
Moldávia. Vídeo postado no YouTube por 45extreme .

A RAPARIGA E SUA PEDALADA NA BICICLETA

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TRABALHADORES DOS CONSULADOS E MISSÕES DIPLOMÁTICAS A SAGA CONTINUA.

Número de Documento: 11889304
Londres, Reino Unido 16/12/2010 12:14 (LUSA)
Temas: Trabalho, Conflitos laborais, Política, Sociedade
Consulados: Trabalhadores em Londres dizem-se “abusados” após desconto inesperado de IRS
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Londres, 16 dez (Lusa) - Uma trabalhadora do consulado de Londres passou a dormir nos sofás de amigos e a embaixada de Londres ficou sem cozinheiro por causa da redução no salário após o desconto inesperado do IRS.
“Sentimo-nos abusados e ignorados”, queixaram-se alguns funcionários à Agência Lusa.
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A situação foi desencadeada após a Direção Geral dos Impostos (DGCI) ter decretado que, a partir de junho, os funcionários contratados para as missões diplomáticas no Reino Unido deveriam pagar imposto sobre os rendimentos.
Estes pensaram estar isentos por nunca ter sido descontado IRS desde a assinatura dos contratos, alguns dos quais em 2008.
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Agora confrontam-se com uma redução de 21,5 por cento no ordenado.
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“Tenho de me ir embora porque assim não é possível viver”, lamentou uma funcionária, que quis manter o anonimato, à Agência Lusa.
O elevado nível de vida na capital britânica foi o motivo invocado nomeadamente pelo cozinheiro da embaixada para demitir-se há cerca de três meses.
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A situação afeta, pelo menos, seis dos 13 trabalhadores do consulado de Londres e cerca de oito da embaixada, o que motivou reclamações.
Também o anterior embaixador, António Santana Carlos, que deixou o posto no final de outubro por limite de idade, tentou interceder, mas em nenhum dos casos o MNE respondeu.
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Num parecer datado de maio, a DGCI sustenta a decisão na Convenção celebrada entre Portugal e o Reino Unido para evitar a dupla tributação.
“É legal, mas não é ético”, condena o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas no Estrangeiro (STCDE), Jorge Veludo. Isto, explicou hoje à Agência Lusa, porque estes trabalhadores assinaram contratos pensando que estariam isentos deste encargo pois “era a prática na altura”.
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O dirigente sindical admite que ainda existem centenas de funcionários em consulados e embaixadas que não pagam IRS. A solução que o STCDE defende é uma “equiparação salarial” com os colegas que receberam uma compensação salarial em 2001 para passarem a pagar o imposto.
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Foi neste sentido que o STCDE iniciou há duas semanas uma ação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa contra o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
“Há pessoas com a mesma categoria, no mesmo posto e com o mesmo tipo e quantidade de trabalho a ganharem muito menos”, denuncia.
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É o que acontece em Londres, onde pessoas responsáveis pela emissão de documentos de identificação, vistos, registo civil ou cartório podem ganhar menos do que telefonistas. Os funcionários afetados não questionam a necessidade de pagar IRS, mas querem a restituição dos descontos feitos e um novo contrato que reveja o nível salarial.
Só em seis meses, estimam ter perdido cerca de 3 000 euros, “o que corresponde a quase três meses de trabalho”.
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O valor reclamado pelo STCDE, com efeitos a partir de 01 de Janeiro de 2009, para os cerca de 200 associados nesta situação ronda os seis milhões de euros.
Mas a fatura, avisou, pode ser maior se outros funcionários que não pertencem ao sindicato exigirem o mesmo.
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Questionado pela Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, referiu que “está a ser estudada uma fórmula para acomodar essas alterações de modo a diminuir o reflexo negativo no salário dos trabalhadores em causa”, mas não especificou quando essa situação poderá estar resolvida.
BM.
Lusa/Fim
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