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sábado, 18 de junho de 2011

A FEIRA DO TIO BELMIRO DE AZEVEDO

 

O Tio Belmiro de Azevedo é o agricultor que Portugal necessita de momento.
Um tio de ideias e um medicamento dentro do prazo e não como de quando António Guterres governava que respondeu a um jornalista que seu executivo estava fora de prazo.
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O tio Belmiro nunca deu ponto sem nó! 
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Começa quase de nada no Marco de Canavezes, licenciou-se em engenharia química, o banqueiro Afonso Pinto de Magalhão deu-lhe a mão e depois viria a tomar-lhe, o pé, o corpo e a alma após o 25  Abril de 1974.
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A SONAE Indústrias foi a menina de seus olhos principiando por produzir aglomerados de graínha de uva (que não viria a resultar) e trocou o bagaço do fruto da videira pelos laminados (formica) e aglomerados de madeira. 
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Depois foi subindo, subindo na actividade empresarial: turismo, comunicações, imobiliário e os Continentes em Portugal, Brasil e não sei mais aonde.  

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O Tio Belmiro de Azevedo está listado na revista  Forbes, como  um Patinhas daqueles que não sabem quanto papel têm depositado, nos não sei quantos bancos, pelo mundo, cujo primeiro quinhão foi ganho na pátria onde nasceu.
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A história alonga-se e apenas me quero referir à feira do Tio Belmiro na Avenida da Liberdade de Lisboa, com o apoio da RTP e da Câmara Municipal de Lisboa. 
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A avenida foi fechada, houve muita música, canções populares, ranchos folclóricos e para o final da festa o nosso mais lindo e amado (pelo lado feminino)  cantor, romântico,  Toni Carreira. 

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Como comunicadores, principais, da RTP o "maricas e nogento"  João Baião e a  boneca de peluche Tânia Ribas.
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Como convidados especials, muitos e entre eles a Rosinha Mota aquela que lá por ganhar uma maratona, olímpica, continua a ser aproveitada, demagogicamente, como uma heroina nacional. 

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Portugal continua a ser um país provinciano e de "pacóvios".
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O objectivo da Feira é incentivar os portugueses a comprar e alimentar-se de produtos nacionais...!!!
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Não me atire o Tio Belmiro Azevedo areia para os olhos, porque Portugal não produz comida suficiente para os portugueses dar ao dente, mas encapuçada a feira como um meio de propaganda e barata das suas super lojas Independentes.
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Suas lojas vão continuar a vender a comida estrangeira importada pela organização do Tio Belmiro de outros países e onde tem grandes negócios.
José Martins
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Portugal importa 30 por cento dos alimentos
imgBeringelas da Espanha, morangos ou mamão do Brasil, cogumelos da Holanda, espargos do Peru, nêsperas da Guatemala, amoras do México, mirtilos do Chile, romãs da Turquia ou pimentos do Uganda. Maçãs e peras de Portugal.
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Esta foi a realidade encontrada em finais de Janeiro deste ano pelo agrónomo e ex-ministro da Agricultura Armando Sevinate Pinto, na banca de fruta de um supermercado.
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O artigo, publicado no Público no passado dia 8, adianta ainda que o ex-ministro Gomes da Silva considera que esta situação está na origem daquilo que também designa por "mito urbano". De acordo com esse "mito", Portugal deixou de ter agricultura, importa tudo o que produz, abandonou terras, estoirou as ajudas europeias na compra de jipes ou de casas em Cascais e é hoje um sector marginal e incapaz de ajudar o país a sair da crise.
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O que, de acordo com o ex-governante, não é absolutamente verdade pois a agricultura nacional nunca foi capaz de garantir abastança e o país tem de importar quase um terço das suas necessidades alimentares. Acrescenta o artigo que " se a produção global estagnou e a necessidade de importar comida se manteve foi principalmente por causa da redução brutal da área de produção de cereais. Sem essa redução, o sector agrícola não seria hoje visto como um patinho feio da economia, mas talvez como um herói da competitividade nacional.
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Reconhecendo que há uma crise grave nos cereais, ressalva-se que nas outras culturas a situação é mais favorável pois a agricultura foi capaz de se adaptar aos mercados e aproveitar a sua feição mediterrânica para suprir as perdas.
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Se o valor da produção de cereais caiu de 343 milhões de euros em 1986 para 155 milhões em 2009, os hortícolas aumentaram de 371 para 1094 milhões, as frutas de 586 para 1082 milhões, o azeite de 590 mil euros para oito milhões e o vinho de 342 para 678 milhões de euros.
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Ou seja, hoje, o sector hortofrutícola, no qual o país tem vantagens comparativas (é, por exemplo, capaz de produzir legumes dois meses antes dos holandeses ou belgas), já representa um terço do valor final da produção da agricultura.
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Fonte: Jornal Público

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