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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PEIXEIRADAS PORTAS E JARDIM E MAIS AINDA!


 Que comece a peixeirada


O líder do CDS-PP, Paulo Portas, foi à Madeira festejar o aniversário do CDS e afirmou não ser possível à Região Autónoma da Madeira endividar-se mais.
Paulo Portas disse ainda que Jardim na Madeira é igual a Sócrates no continente. «No país, os socialistas fizeram uma política de endividamento para lá do que era aceitável e aqui, na Região da Madeira, os sociais-democratas fizeram uma política de endividamento que é também para lá do aceitável. É que não é possível continuar a endividar mais um país ou uma região».
Alberto João Jardim guardou os ataques ao CDS para a festa anual do partido no Chão da Lagoa, e sem nunca mencionar Paulo Portas, Jardim referiu-se aos centristas como "os fariseus do CDS" e "falsos cristãozinhos", que criticou por terem optado pela abstenção na votação da lei das finanças regionais. "Vejam a lata deles. Dizendo-se um partido cristão foram para a Assembleia da República querer fechar o ''Jornal da Madeira''. São aqueles fariseus que têm de ser expulsos do templo com chicote", afirmou Alberto João Jardim, acrescentando que "eles sabem é jogar no casino".
Mais um murro no estomago do Passos Coelho que agora ainda vai ter de se preocupar com a guerra entre o seu parceiro de coligação e os madeirenses do PSD. Pela primeira aproximação, se o Portas não mete a viola no saco, a coisa vai ficar animada.


Espiões à portuguesa


Um caso de espiões portugueses onde tudo começou com um SMS da Manuela Moura Guedes para o Passos Coelho para lixar o Bernardo Bairrão. Dai até agora muito mais já se sabe e nada cheira bem. De negações que depois se confirmam verdades, do SMS tantas vezes naegado até à informação enviada pelo chefe dos nossos espiões para a Ongoing onde agora trabalha. Ora o marido da Manuelinha é Administrador da Ongoing pelo que é fácil descobrir como ela soube dos dados da investigação, desmentida, feita ao Bairrão. Poretanto um espião, o chefe do serviço de segurança do Esatado, envia informações para uma empresa privada que o viria a contratar e um administrador dessa empresa conta à mulher que, por acaso, até é jornalista e vingativa.
Isto só por si era mau e grave, mas pior ficamos quando vemos o tal espião, Jorge Silva Carvalho, ir à Assembleia reconhecer que tinha enviado informações do seu computador para empresas privadas mas com autorização até do Primeiro-ministro da altura José Sócrates. Grave, mas depois ficámos a saber que afinal o nome do Sócrates tinha sido invocado em vão e nem o Sócrates nem ninguém tinha dado ordem ou autorização para o envio dessa informação. O Espião resolve então dar o dito pelo não dito e dizer que afinal não tinha enviado informações nenhumas para a Ongoing, mas arranja um advogado para processar, por violação do seu mail, aqueles que dizem que ele enviou a informação, que pelos vistos enviou como comprovam os mails supostamente violados.
Eu não sou Espião mas tenho a certeza que tinha arranjado uma história mais credivel e não tinha metido tanto os pés pelas mãos. Acreditava eu que um Espião devesse ter mais jogo de cintura e uma melhor capacidade para gerir situações apertadas. Este nem necessitou de ser torturado para se baralhar todo. Pelo menos nos filmes os espiões parecem mais capazes e competentes. Aguardemos sentados o resultado de tudo isto e do inquérito que, se ainda não mandaram fazer, vão mandar.

Os Silvas vão de férias para a Coelha


De partida para férias o Presidente da República, Cavaco Silva, escreveu uma mensagem no Facebook aos portugueses:
“Nesta época em que muitos podem abrandar o ritmo de actividade ou gozar uns dias de descanso merecido, muitos outros não poderão fazê-lo, ou vivem uma grande intranquilidade quanto ao seu futuro. Os portugueses estão hoje plenamente conscientes das dificuldades que enfrentamos e que exigirão um grande esforço para serem ultrapassadas. Por isso mesmo, este é o momento para recuperar forças e ânimo… para um novo ano, que será de grande exigência mas que deverá também ser, como tanto desejamos, de coragem e de esperança. Portugal não pode falhar o esforço de recuperação da economia e da confiança dos investidores internacionais, para o que é fundamental o contributo, a energia e a determinação de todos nós”.

Quando vejo o Cavaco a fazer estas retoricas em que fala muito para não dizer nada, em que tudo esprimido não é mais do mesmo, da necessidade de nos conformar com a nossa sorte e aceitar e trabalhar para servir os interesses dos mercados, só me apetece mandá-lo de vez ao "cócó". Que vá usufruir dos bons negócios que fez na altura do BPN para a sua vivenda na Coelha, convide os seus amigos como o Dias Loureiro, ou os seus ex-ministros como o Mira Amaral, Que vá mas que se cale que já não há paciência para o ouvir. Desapareça.

Sei que nos últimos dias tenho abusado da imagem de grupos de mafiosos para fazer os meus bonecos, mas quando olho para tudo isto que se passa à nossa volta é o que vejo. Atacam os nossos direitos e os nossos salários, aumentam impostos e preços, reduzem a quantidade e qualidade dos serviços públicos e começam a desbaratar o que ainda resta do estado. O caso do BPN é um caso evidente. Vende-se o banco onde os contribuintes já "enterraram" mais de 5 mil milhões por 40 milhões e onde o estado ainda vai pagar o despedimento de mais de 750 trabalhadores, capitalizar o banco em mais 550 milhões e ficar com o resto do "lixo tóxico" e do crédito mal parado que por lá exista, sabendo que havia quem desse mais, (fala-se em 100 milhões) e se comprometesse a não despedir ninguém. A juntar a isto e, perante as dúvidas e indignação geral de muitos, o PSD e o CDS recusaram que os preteridos no negócio e até o próprio Ministro das Finanças, fosse ao parlamento dar explicações. O caso do BPN é o maior caso de trafulhices e roubalheira de toda a história portuguesa, (o Alves dos Reis era um anjinho comparado com esta gente), e não se vêm culpados em lado nenhum. Será que é porque a justiça é cega ou porque vê bem demais?

Alvaridades


O Ministro Álvaro Santos Pereira, o tal que veio do Canadá para nos salvar, foi à Assembleia da Republica responder a perguntas dos deputados. Devia ter ido para responder a perguntas mas como parecia não ter respostas para nada, (ficou para as enviar mais tarde por escrito), ocupou todo o tempo a queixar-se do passado e a promover a sua pessoa. Um triste espectáculo o de dizer que encontrou no Ministério "regalias exageradas e salários desproporcionados, que serão devidamente analisados e reajustados" e depois tentar justificar que tenha nomeado uma chefe de gabinete que ganha "mais 50%" do que os chefes de gabinete dos restantes ministros (Primeiro Ministro incluido), simplesmente pela competencia da Senhora. "Também é verdade que a minha chefe de gabinete é uma super-chefe de gabinete. Está a perder mais de 50 mil euros em ordenado por estar a trabalhar para nós", justificou Santos Pereira."Desde que sejam respeitadas as regras estabelecidas pelo Governo para salários, a qualidade tem de ser paga", insistiu o ministro, considerando que "esta pessoa tem as qualidades que é preciso para governar um super-ministério da melhor maneira".
Um Super-ministério de que ele se considera um super-ministro e andou a apagar luzes e de onde até agora saíram a ideia das bandeirinhas de portugal e o aumento dos transportes públicos que nalguns casos ultrapassa os 25%.
Mais um a quem todos deviamos era fazer um belo manguito, pagar-lhe o bilhete de avião de volta para de onde veio. Recusar pagar bilhete nos transportes públicos, se feito por muitos, pode ser uma boa ideia para começar.


Um gang de bons rapazes


Imposto extra ordinário sobre o 13º Mês, aumento de transportes que chegam aos 25% e ainda falta o IVA, o IMI e sei lá que mais impostos para aumentar porque cada milhão é necessário para conter o défice e pagar a dívida. Vendem-se as empresas do Estado. Ou serão que, como no caso do BPN, para oferecer? Oferecer com bonus. Um banco onde já foram enterrados 5 mil milhões dos nossos impostos, sem que se veja acusar ninguém pela da maior fraude de sempre da História Portuguêsa. Há mesmo quem fizesse parte dos Órgãos sociais do BPN que seja nomeada para a nova administração da CGD. O grande amigo do Cavaco, Dias Loureiro mudou de ares para o sol de Cabo Verde. BPN agora vendido por 40 milhões em que vai ter de ser o Estado a pagar o despedimento de 750 trabalhadores depois de capitalizar o banco com mais 550 milhões do dinheiro dos nossos impostos, dos nossos sacrificios. Lixa-se a vida de milhões de portugueses para poupar meia duzia de milhões e depois oferecem-se 550 milhões de mão beijada. Tenham vergonha, os vampiros que nos sugam e nós força para os combater.

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