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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

MIA COUTO: O PRIMEIRO BRANCO

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O Primeiro branco- Artigo de Mia Couto
Sábado, 29 Janeiro 2011 00:00 Mia Couto
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O que se vê hoje em Portugal é o resultado de uma mistura não selectiva e uniforme de 10 por cento de pretos e 90 por cento de brancos num todo o homogéneo. Trata-se de, facto, de uma nova raça - uma raça que estagnou na apatia e nada produziu de novo em 400 anos de História.
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Os portugueses são o povo mais atrasado da Europa porque há séculos que se misturam com os negros. Quem o afirma é o jornal National Vanguard Tabloid, publicação oficial de uma organização inglesa que defende a "pureza da raça branca".
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É curioso que o editorial da publicação tenha escolhido Portugal como o exemplo dos malefícios da contribuição do "sangue negro" para as sociedades europeias e americanas. Racismo assim, às claras, é já muito pouco frequente. O caso é tão raro que vale a pena visitá-lo. O jornal assenta a sua argumentação em "factos históricos".
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Portugal recebeu os primeiros escravos negros em meados do século XV. Dezenas de anos depois, os negros já eram 10 por cento do total da população lisboeta. Essa percentagem viria a crescer para 13 por cento no século seguinte. A pergunta imediata é a seguinte: estes africanos que destino tiveram? Regressaram a África. A resposta é não.
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Eles foram absorvidos, misturaram-se do ponto de vista genético, social e cultural. Eles ajudaram a construir a Portugalidade. Introduziram valores e dados de cultura. A palavra minhoca é apenas uma de dezenas de outras marcas no domínio linguístico. O autor de tal prosa racista do tal tablóide inglês não tem dúvida em identificar nesta mistura de raças e de culturas a razão daquilo que ele chama de "declínio da sociedade portuguesa.
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Passo a citar: Os portugueses eram, até então, uma raça altamente civilizada, imaginativa, inteligente e corajosa. Mas devido ao rápido crescimento da população negra e o correspondente declínio dos brancos (cujos machos estavam em viagem longe da Europa) todo esse património de pureza foi adulterado.
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Falo deste caso como forma de reconhecer que os preconceitos rácicos são múltiplos e de múltiplas facetas. O mundo não obedece a uma fronteira simples que divide os racistas dos não racistas e que separa vítimas e culpados. Vale a pena, pois, continuar a citar as razões invocadas pelo "National Vanguard", para a chamada degradação da cultura e enfraquecimento da raça :
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O que se vê hoje em Portugal é o resultado de uma mistura não selectiva e uniforme de 10 por cento de pretos e 90 por cento de brancos num todo o homogéneo. Trata-se de, facto, de uma nova raça - uma raça que estagnou na apatia e nada produziu de novo em 400 anos de História.
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A culpa desta estagnação, segundo estes neonazis, reside na liberdade com os portugueses se "cruzaram" com os africanos. Isso resultou numa mudança profunda do carácter e da psicologia da nação lusitana. O "National Vanguard" não tem nenhuma dúvida ao afirmar: "os portugueses do século XVII e os dos séculos seguintes são duas raças diferentes".
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Os articulistas advogam obviamente a favor da separação racial. Sociedades como a americana contiveram e contém uma percentagem considerável de negros. Mas essas "souberam" manter uma céptica fronteira entre os grupos raciais. Não houve cruzamento nem mestiçagens. Assim diz o jornal.
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Foi essa separação que, segundo a racista publicação, ajudou a manter a capacidade de progresso em países como os Estados Unidos da América. E conclui: não existe evidência nenhuma que a integração dos negros e dos judeus tenham trazido alguma vantagem em qualquer parte do mundo.
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Embora estas publicações sejam casos isolados e representem uma faixa desprezível da opinião pública, a verdade é que não é por acaso que o jornal escolheu Portugal como um caso paradigmático. Todos nos lembrarmos do que escreveu Kaulza de Arriaga, quando explicava as maiores capacidades dos europeus do Norte em relação aos do Sul.
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Os trópicos como evidência de degradação e desumanização é um estereótipo antigo. Essa atitude de arrogância não é sequer nova. Uma parte da Europa há muito que lança sobre Portugal um olhar distante e de superioridade racial. Portugal é, afinal, o país de Eusébio, de Ricardo Chibanga, de Sara Tavares.
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Um episódio antigo ligado ao explorador britânico Livingstone ilustra bem como essa Europa olhava e olha para Portugal.
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Livinsgtone vangloriava-se ter sido o primeiro branco a atravessar a África Austral. Um dia alguém lhe chamou publicamente a atenção que isso não era verdade. Antes dele já o português Silva Porto tinha realizado tal travessia. Imperturbável, o inglês ripostou:
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- Eu nunca disse que fui o primeiro homem a fazê-lo. Disse apenas que fui o primeiro branco.
http://opais.sapo.mz/index.php/opiniao/126-mia-couto/12035-o-primeiro-branco.html

SALAZAR: UMA CARTA A RICARDO PEREIRA

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Exmo. Senhor Ricardo Pereira,

Li ontem, com toda a atenção, o artigo que escreveu na última edição da "Visão". Versa o excelso artigo produzido sobre o tema que agora está na moda: Quais os Portugueses que mais se evidenciaram ao longo da nossa história. Ensaia V. Exa. ao longo do mesmo artigo um conjunto de afirmações sobre Oliveira Salazar: Começa por afirmar a sua admiração pela sua inclusão na famosa "Lista", compara-o a Adolfo Hitler e termina, afirmando, que se Salazar ganhasse o concurso seria a primeira vez que teria ganho umas eleições democraticamente.

Perante o estilo leviano do artigo e a piadinha fácil, não me surpreende a comparação com A. Hitler. Surpreende-me, isso sim, que se tenha esquecido do óbvio. O tal Adolfo foi eleito democraticamente na Alemanha. E democraticamente eleito conquistou quase toda a Europa e democraticamente eleito ordenou o holocausto. Numa guerra onde morreram milhões e milhões de Europeus. Conclusão óbvia: As eleições, mesmo as "democráticas" valem o que valem. Nesta guerra não morreram Portugueses em combate.

Sabe o Exmo. Senhor a quem deve tal feito: Pois é! Ao tal que não foi democraticamente eleito.

· Sabe o Exmo. Senhor os esforços diplomáticos que foram feitos para evitar a entrada de Portugal na Guerra?

· Sabe quem gizou diariamente a estratégia? Sabe os riscos que corremos? As pressões que sofremos?

· Estimará quantos mortos morreriam se tivéssemos entrado briosamente no conflito? Muitos de nós hoje não estariamos cá, pois os nossos pais ou avós teriam certamente tombado em combate!

· Sabe o estado em que Salazar herdou o país após a espantosa 1ª República, que é tanto admirada pela família Soares? Eleita democraticamente claro está!

· Sabe a que estado de miséria chegou o povo que em 1928 abominava os partidos políticos, os quais os considerava os criminosos responsáveis pelo estado de ruína a que o país se encontrava.

· Sabe quem delineou, pela primeira vez, a viragem para a actual U.E.?

Pois é: O tal que não foi democraticamente eleito. Vá verificar, caro amigo. Leia. Sabe quem nunca fez obra? O que mandou construir a Ponte sobre o Tejo, a barragem de Castelo de Bode, o Aeroporto da Portela. Sabe quem nunca abandonou 1 milhão de Portugueses nas ex-colónias à sua sorte/morte? Pois é, pois é. Fácil foi fazer como se fez a seguir ao 25 de Abril. Fugir é sempre fácil. Além de ser próprio dos fracos. Sabe quem morreu na miséria, tendo servido a causa pública sem receber uma atenção, uma recompensa, um prémio, uma benesse, uma jóia, um diamante? Sabe quem foi íntegro no exercício do poder? Pois é, pois é. Se V. Exa. tem dúvida que Salazar ganharia todas as eleições durante o período que esteve no poder, está muitíssimo mal informado. Leia. Estude sobre a época. Que era alérgico a elas. Sem dúvida. E com razão, a meu ver. Estude a 1ª República. Os governos que se sucederam. O desgoverno que se atingiu. Vem daí a alergia. E quanto à censura: Pois. E a informação que temos hoje? Eu prefiro a censura. Evitaria ter de ler, por exemplo, o que tão infantilmente escreveu. Numa palavra: Não escreva sobre o que não sabe. E ainda tem uma surpresa. Num país infestado pela corrupção, pela mediocridade e pela ambição desmedida pelo poder na busca da corrupção, eu voto no Salazar. E não serei o único. Garanto-lhe.

Cumprimentos do,

Pedro Mota

PS: Não tenho 100 anos. Tenho 43. Não vivi no tempo da "maldita" Ditadura. Ao invés, li e estudei muito sobre ela. Não me atrevo a sugerir tal. A ignorância neste país é desmedida. Não fuja, pois, à regra.

MACAU: MISTURA, MACAENSE, DISTINTA MANTÉM-SE A UM CANTO DA CHINA



Thomas Lee para o International Herald Tribune
Por ANDREW JACOBS
Publicado em: 07 fevereiro de 2011
Thomas Lee para o International Herald Tribune
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Aida de Jesus uma cozinheira de 95 anos de idade, cuja ancestralidade é traçada a partir de Goa, Malaca e outras terras do antigo Império Português. Senhora de Jesus, como ela prefere ser chamada, cresceu a celebrar o Natal e Ano Novo chinês com as refeições que se confinam em português pelo chouriço, galinha à cafreal, um prato de frango com condimentado com piri-piri africano. Ela falava, quando jovem, o português na escola, cantonês na rua e um crioulo, animado, conhecido como patuá com "as meninas".
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"Nós macaenses estivemos sempre misturados," Senhora de Jesus disse com uma gargalhada, falando em Inglês, como ela estava no restaurante de sua família e executado ao longo de décadas. "Estamos muito adaptáveis." Mas, estes dias, os Macaenses, como são chamados - residentes desta antiga colónia portuguesa de raça mista - estão nadando contra a maré, demográfica, que ameaça a subsumir seu cocktail cultural.
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Sempre superados em número pelos imigrantes chineses e comerciantes portugueses que lotaram esta mancha densamente povoadas no delta do rio Pérola, os macaenses, que ficaram depois de Pequim tomou de volta o território em 1999, são decididamente em minoria. Menos de 10 mil macaenses residem aqui, pelo contrário, a população de Macau é de 500.000 habitantes é de cerca de 95 por cento chinesa e continuam subindo.
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"Há provavelmente mais macaenses que vivem na Califórnia e no Canadá do que em Macau", disse Miguel de Senna Fernandes, advogado e escritor, cujo pai, algo de uma instituição cultural local, narrou a vida dos macaenses, em comum, numa série de romances. "Agora que somos parte da China, estamos diante de uma, muito, absorvente, irresistível força."
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Não é que o Sr. Fernandes diga para desistir. Além da organização de eventos sociais, através de seu grupo, a Associação Macaenses, ele também surgiu como o D. Quixote do patuá, que é tombado, pela Unesco, como uma língua em extinção. Ele ajudou a publicar um dicionário de expressões de patuá, e nos últimos 18 anos encenou uma peça de teatro, anual, que revive pessoas e locais designado de "Papiaçam doci", ou de fala doce, um ensopado de português arcaico, malaio e cingales temperada com Inglês, holandês, japonês e, mais recentemente, uma grande integração do cantonês.
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Sr. Fernandes de 50 anos, disse que os vestígios são o fascínio do patuá de sua avó, que iria escorregar nele quando fofocando com os amigos durante o "chá gordo", ou chá de gordura, uma interpretação tipicamente macaense de chá Inglês, cuja superabundância de macarrão da Malásia, bolinhos de bacalhau e pastéis de nata, portugueses, explica a gordura.
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"Atraído pelas suas gargalhadas, eu ia esconder-me num canto e depois pedia a minha avó me explicasse sobre as expressões da linguagem que eu nunca tinha ouvido antes", disse ele. Mais frequentemente do que não eram impróprios para os ouvidos de um rapaz de 8 anos de idade, mas sua avó obrigaria-o a traduções higienizado, seguido por uma repreensão de estar a furar os estudos do português correcto.
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"Os mais velhos, considerado, o Português Patuá quebrado ou ruim", ele disse, "mas desde então tem sido fisgado." A língua está entre os últimos dos crioulos que uma vez floresceu na constelação dos portos que compõem as explorações da Ásia e Africano de Portugal.
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Ao contrário dos colonizadores britânicos que manteve uma certa distância entre seus súbditos, em Hong Kong e apenas a viagem de uma hora de ferry para Macau, os portugueses, freqüentemente, se casaram com mulheres locais, que depois se converteram ao catolicismo.
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Alan Baxter, linguista da Universidade de Macau e um especialista em crioulos baseados em português, disse que as raízes do patuá remontam ao século 16, quando os comerciantes portugueses e seus seguidores faziam negócios com os africanos, indianos e malaios, em seguida, rumaram e estenderam-se a outras colônias do império.
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"Imagine se você fosse aqui novo e fosse privado do conhecimento de uma língua local e apenas aproveitou os pedaços úteis que você ouviu para preliminares conhecimentos", disse ele, explicando sua evolução.
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As contribuições para cantonense inserido no Patuá veio muito mais tarde, a partir do final do século 19, após o muro português de Macau e bairros chineses foram derrubadas, e então os dois grupos começaram a misturar-se.
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Nestes dias os macaense ainda dão o nome a “mainato” vindo do Sul da Índia e relativo ao criado doméstico de sua residência e este dirigia-se a seu patrão por "chai amo", uma mistura do "amor". O português e a expressão cantonense para verbos são "um pouco". conjugados, os nomes são repetidos para sugerir o plural e as palavras são, por vezes, montadas em uma maneira que imita a estrutura do clássico de idiomas chineses.
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No início de Macau esta linguagem, provinda de sangues caldeados, foi útil a governantes portugueses e uma ponte entre governantes portugueses de Macau e seus habitantes predominantemente, chineses. Mais, recentemente, depois que eles começaram a enviar seus filhos às escolas portuguesas, os macaenses se tornaram, indispensáveis, como gerentes e burocratas.
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Até o momento a China assumiu a administração do enclave depois de mais de 400 anos de domínio Português, os macaenses dominam serviço civil do território. Embora a maioria doa macaenses, nos dias de hoje, são rapidamente sugado pelos casinos de Macau - entre eles o The Venetian, um dos maiores do mundo - aqueles que caminham pelas ruas da cidade de calçada estreitas são atingidos pela coexistência do esforço do Oriente e do Ocidente. Ruas impregnadas de incenso templos budistas, igrejas barrocas, padarias, farmácias portuguesas e lojas chineses de venda de barbatanas, amontoadas, de tubarão onde todas as raças se harmonizam.
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Essa mesma mistura joga fora na vida dos macaenses, muitos dos quais são consagrados católicos e dão a seus filhos pequenos envelopes, vermelhos, de dinheiro sobre o Ano Novo Lunar. Venha o meio ano da festa, um outro feriado chinês, eles vão às ruas, este ano, com lanternas em forma de coelho.
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"Muitos de nós fomos educados na Europa, mas nenhum macaense ousaria mudar para uma casa nova sem consultar um especialista em feng shui", disse Carlos Marreiros, arquitecto que desenhou o Pavilhão de Macau na Expo Shanghai 2010. "Sou cristão, mas eu também acredito que Deus é um grande oceano e todos os rios da religião estão correndo para encontrá-lo."
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Nos anos que antecederam a transferência para a China, milhares de macaense ficaram apreensivos, com resolução da entrega a administração de Macau, à China, por Portugal. Mas, ao longo depois de passada a última década, Pequim se manteve fiel à sua promessa de dar a Macau 50 anos de autonomia relativa, a emigração tem abrandado e um número pequeno, mas constante de macaenses retornaram.
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Uma atracção irresistível foi o crescimento econômico desenfreado, estimulado principalmente pelo jogo e a construção, que no ano passado ajudou a impulsionar o crescimento de 20 por cento na economia. Abastecido por jogadores do continente, as receitas de jogo de Macau está agora a quadruplicar o dos casinos de Las Vegas.
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O impacto sobre a população local tem sido irregular. Uma lei que proíbe não-residentes de trabalhar como croupiers que ajudou a proporcionar empregos bem remunerados, mas também tem atraído os professores, valorizados, fora da sala de aula.
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O sorteio também foi irresistível para os jovens, um número crescente dos que estão a abandonar a escola ou faculdades e pular directos para os casinos. Prosperidade que trouxe e desvantagens também : a especulação, imobiliária, desenfreada real é que a população, local, está fora do mercado de habitação.
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O sono de Macau que já teve muitos adormecidos é agora cada vez mais englobada pela buzina e dos ritmos maníacos, associados geralmente com Hong Kong. "Tudo está acontecendo muito rápido: a construção é rápida, o negócio é fácil e todos estão mais estressados", disse José Sales Marques, 55, o prefeito passado, o enclave de português, que agora trabalha para promover melhores relações entre Macau e a Europa. "Prosperidade é maravilhoso, mas no final do dia tudo que o dinheiro não pode comprar uma cultura e uma identidade."
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Filomeno Jorge está determinado a manter viva uma vertente dessa identidade. Todas as quarta-feiras, ele agita os sete, outros membros, na sua banda, Tuna Macaense, a correr com um repertório diversificado que inclui surpreendentemente português fados, baladas, canções pop, cantonês e filipino.
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Os pilares são, contudo, o vintage patuá, alguns datando de 1935, quando a banda foi fundada por José dos Santos Ferreira, poeta e letrista acreditado como trazer a legitimidade cultural para o dialeto macaense. Ao mesmo tempo, a Tuna Macaense teve três dezenas de membros e a banda ficou conhecida por fazer visitas, sem aviso prévio, em casamentos e festas de aniversário.
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"Eles viajam a pé pelas ruas de Macau por uma causa tão pequena", disse Jorge, gerente de segurança no MGM Macau, que entrou na banda há 25 anos. "Nós não podemos fazer isso agora, porque há muito tráfego."
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Embora a Tuna Macaense seja abençoada com espectáculos frequentes, o Sr. Jorge, 54 anos, é cada vez mais preocupado com a constatação de sangue novo para a banda, uma busca que tem sido até agora sem êxito.

"Todos nós da banda temos mais de 50 anos", disse ele. "Depois morrerá e a nossa música, também, vai morrer e eu não posso deixar que isso acontecer."
Hilda Wang contribuiu com a pesquisa.
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À MARGEM: Não poderia deixar de traduzir e transcrever a excelente peça publicada pelo “Washington Post” que mão amiga, o Eng. Rui Belo, velho residente, na Tailândia me enviou. Apesar de eu não viver em Macau, adoro esta porção de território e enclave da China. Estou ligado, de muitas formas e feitios a Macau, desde 1982 e de quando o visitei pela primeira vês. Estive lá, por ano, de 1987/1988, ao serviço da Companhia de Electricidade de Macau. Macau era pequenino e ainda por lá existia muito de português de séculos atrás. Voltei depois em 1998, um ano antes de Macau passar para a China e novamente, por 9 dias, em Outubro de 2010, a convite do amigo António Cambeta, com quase meio século de vivência em Macau. Foi bonito, ver o progresso de Macau e conhece-lo mais profundamente, porque num ano que lá vivi e,depois visitei, não tive a oportunidade de o fazer e conhecer melhor com em Outubro.
José Martins

Clique em baixo para ver os slides

Swimming Against a Demographic Tide in Macao

Tuna Macaense

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TODA A VIDA EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ



Quando leio isto não posso deixar de pensar quanto tempo levará até que não se ofenda ninguém se começarem a dizer que a tragédia do US World Trade Centre nunca aconteceu ?
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Verifique o seguinte artigo publicado em Espanha, em 2008.
Nunca veremos este género de artigo na nossa imprensa. Ele ofenderia muitas pessoas.
Algo a considerar (ou a ter em consideração).
Segue-se a cópia de um artigo escrito pelo escritor espanhol Sebastian Vilar Rodriguez , publicado num jornal espanhol, em 15 de Janeiro de 2008.
Não é preciso muita imaginação para extrapolar a mensagem ao resto da Europa e possivelmente ao resto do mundo.
Quando estiver a ler lembre-se que foi num jornal espanhol, datado de terça feira, 15 de Janeiro de 2008, às 14h 30m.
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TODA A VIDA EUROPEIA MORREU EM AUSCHWITZ
Por Sebastian Vilar Rodriguez
Desci uma rua em Barcelona, e descobri repentinamente uma verdade terrível. – A Europa morreu em Auschwitz. Matámos seis milhões de Judeus e substituímo-los por 20 milhões de muçulmanos.
Em Auschwitz queimámos uma cultura, pensamento, criatividade, e talento.
Destruímos o povo escolhido, verdadeiramente escolhido, porque era um povo grande e maravilhoso que mudara o mundo.
A contribuição deste povo sente-se em todas as áreas da vida: ciência, arte, comercio internacional, e acima de tudo, como a consciência do mundo. Este é o povo que queimámos.
E debaixo de uma pretensa tolerância, e porque queríamos provar a nós mesmos que estávamos curados da doença do racismo, abrimos as nossas portas a 20 milhões de muçulmanos que nos trouxeram estupidez e ignorância, extremismo religioso e falta de tolerância, crime e pobreza, devido ao pouco desejo de trabalhar e de sustentar as suas famílias com orgulho.
Eles fizeram explodir os nossos comboios, transformaram as nossas lindas cidades espanholas, num terceiro mundo, afogando-as em sujeira e crime.
Fechados nos seus apartamentos eles recebem, gratuitamente, do governo, eles planeiam o assassinato e a destruição dos seus ingénuos hospedeiros.
E assim, na nossa miséria, trocámos a cultura por ódio fanático, a habilidade criativa, por habilidade destrutiva, a inteligência por subdesenvolvimento e superstição.
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Trocámos a procura de paz dos judeus da Europa e o seu talento, para um futuro melhor para os seus filhos, a sua determinação, o seu apego à vida porque a vida é santa, por aqueles que prosseguem na morte, um povo consumido pelo desejo de morte para eles e para os outros, para os nossos filhos e para os deles.
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Que terrível erro cometido pela miserável Europa.
O total da população islâmica (ou muçulmana) é de, aproximadamente, 1 200 000 000, isto é um bilião e duzentos milhões ou seja 20% da população mundial. Eles receberam os seguintes Prémios Nobel:
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Literatura
1988 – Najib Mahfooz
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Paz
1978 – Mohamed Anwar El-Sadat
1990 – Elias James Corey
1994 – Yaser Arafat
1999 – Ahmed Zewai

Economia
(ninguém)
Física
(ninguém)

Medicina
1960 – Peter Brian Medawar
1998 – Ferid Mourad

TOTAL: 7 (sete)
O total da população de Judeus é, aproximadamente, 14 000 000, isto é catorze milhões ou seja cerca de 0,02% da população mundial. Eles receberam os seguintes Prémios Nobel:
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Literatura
1910 - Paul Heyse
1927 - Henri Bergson
1958 - Boris Pasternak
1966 - Shmuel Yosef Agnon
1966 - Nelly Sachs
1976 - Saul Bellow
1978 - Isaac Bashevis Singer
1981 - Elias Canetti
1987 - Joseph Brodsky
1991 - Nadine Gordimer World
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Paz
1911 - Alfred Fried
1911 - Tobias Michael Carel Asser
1968 - Rene Cassin
1973 - Henry Kissinger
1978 - Menachem Begin
1986 - Elie Wiesel
1994 - Shimon Peres
1994 - Yitzhak Rabin
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Física
1905 - Adolph Von Baeyer
1906 - Henri Moissan
1907 - Albert Abraham Michelson
1908 - Gabriel Lippmann
1910 - Otto Wallach
1915 - Richard Willstaetter
1918 - Fritz Haber
1921 - Albert Einstein
1922 - Niels Bohr
1925 - James Franck
1925 - Gustav Hertz
1943 - Gustav Stern
1943 - George Charles de Hevesy
1944 - Isidor Issac Rabi
1952 - Felix Bloch
1954 - Max Born
1958 - Igor Tamm
1959 - Emilio Segre
1960 - Donald A. Glaser
1961 - Robert Hofstadter
1961 - Melvin Calvin
1962 - Lev Davidovich Landau
1962 - Max Ferdinand Perutz
1965 - Richard Phillips Feynman
1965 - Julian Schwinger
1969 - Murray Gell-Mann
1971 - Dennis Gabor
1972 - William Howard Stein
1973 - Brian David Josephson
1975 - Benjamin Mottleson
1976 - Burton Richter
1977 - Ilya Prigogine
1978 - Arno Allan Penzias
1978 - Peter L Kapitza
1979 - Stephen Weinberg
1979 - Sheldon Glashow
1979 - Herbert Charles Brown
1980 - Paul Berg
1980 - Walter Gilbert
1981 - Roald Hoffmann
1982 - Aaron Klug
1985 - Albert A. Hauptman
1985 - Jerome Karle
1986 - Dudley R. Herschbach
1988 - Robert Huber
1988 - Leon Lederman
1988 - Melvin Schwartz
1988 - Jack Steinberger
1989 - Sidney Altman
1990 - Jerome Friedman
1992 - Rudolph Marcus
1995 - Martin Perl
2000 - Alan J.. Heeger
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Economia
1970 - Paul Anthony Samuelson
1971 - Simon Kuznets
1972 - Kenneth Joseph Arrow
1975 - Leonid Kantorovich
1976 - Milton Friedman
1978 - Herbert A. Simon
1980 - Lawrence Robert Klein
1985 - Franco Modigliani
1987 - Robert M. Solow
1990 - Harry Markowitz
1990 - Merton Miller
1992 - Gary Becker
1993 - Robert Fogel
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Medicina
1908 - Elie Metchnikoff
1908 - Paul Erlich
1914 - Robert Barany
1922 - Otto Meyerhof
1930 - Karl Landsteiner
1931 - Otto Warburg
1936 - Otto Loewi
1944 - Joseph Erlanger
1944 - Herbert Spencer Gasser
1945 - Ernst Boris Chain
1946 - Hermann Joseph Muller
1950 - Tadeus Reichstein
1952 - Selman Abraham Waksman
1953 - Hans Krebs
1953 - Fritz Albert Lipmann
1958 - Joshua Lederberg
1959 - Arthur Kornberg
1964 - Konrad Bloch
1965 - Francois Jacob
1965 - Andre Lwoff
1967 - George Wald
1968 - Marshall W. Nirenberg
1969 - Salvador Luria
1970 - Julius Axelrod
1970 - Sir Bernard Katz
1972 - Gerald Maurice Edelman
1975 - Howard Martin Temin
1976 - Baruch S. Blumberg
1977 - Roselyn Sussman Yalow
1978 - Daniel Nathans
1980 - Baruj Benacerraf
1984 - Cesar Milstein
1985 - Michael Stuart Brown
1985 - Joseph L. Goldstein
1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]
1988 - Gertrude Elion
1989 - Harold Varmus
1991 - Erwin Neher
1991 - Bert Sakmann
1993 - Richard J. Roberts
1993 - Phillip Sharp
1994 - Alfred Gilman
1995 - Edward B. Lewis
1996- Lu RoseIacovino
TOTAL: 128 (cento e vinte e oito)
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Os judeus não estão a promover lavagens cerebrais a crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar um máximo de mortes a judeus e a outros não muçulmanos.
Os judeus não “tomam” aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, nem se fazem explodir em restaurantes alemães.
Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja. NÃO há um único judeu que proteste matando pessoas.
Os judeus não traficam escravos, não têm líderes a clamar pela Jihad Islâmica e morte a todos os infiéis.
Talvez os muçulmanos do mundo devessem considerar investir mais numa educação modelo e menos em queixarem-se dos judeus por todos os seus problemas.
Os muçulmanos deviam perguntar o que poderiam fazer pela humanidade antes de pedir que a humanidade os respeite.
Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os seus vizinhos palestinianos e árabes, mesmo que creiamos que há mais culpas na parte de Israel, as duas frases que se seguem realmente dizem tudo:
“Se os árabes depusessem hoje as suas armas não haveria mais violência. Se os judeus depusessem hoje as suas armas não haveria mais Israel” (Benjamin Netanyahu)
Por uma questão histórica, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou todas as vítimas mortas nos campos de concentração nazi, mandou que as pessoas ao visitarem esses campos de morte, tirassem todas as fotografias possíveis, e para os alemães das aldeias próximas serem levados através dos campos e que enterrassem os mortos.
Ele fez isto porque disse de viva voz o seguinte:
“Gravem isto tudo hoje. Obtenham os filmes, arranjem as testemunhas, porque poderá haver algum malandro lá em baixo, na estrada da história, que se levante e diga que isto nunca aconteceu.
Recentemente, no Reino Unido, debateu-se a intenção de remover o holocausto do curriculum das suas escolas, porque era uma ofensa para a população muçulmana, a qual diz que isto nunca aconteceu. Até agora ainda não foi retirado do curriculum. Contudo é uma demonstração do
grande receio que está a preocupar o mundo e a facilidade com que as nações o estão a aceitar.
Já passaram mais de sessenta anos depois da Segunda Guerra Mundial na Europa ter terminado.
O conteúdo deste mail está a ser enviado como uma cadeia em memória dos 6 milhões de judeus, dos 20 milhões de russos, dos 10 milhões de cristãos e dos 1 900 padres Católicos que foram assassinados, violados, queimados, que morreram de fome, foram espancados, e humilhados enquanto o povo alemão olhava para o outro lado.
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Agora, mais do que nunca, com o Irão entre outros, reclamando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar-se de que o mundo nunca esquecerá isso.
É intento deste mail que chegue a 400 milhões de pessoas.
Que seja um elo na cadeia-memorial e ajude a distribui-lo pelo mundo.
Depois do ataque ao World Trade Center, quantos anos passarão antes que se diga . “NUNCA ACONTECEU”, porque isso pode ofender alguns muçulmanos nos Estados Unidos ???
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LF/ 15 JAN 2011

AS SUAS NOTÍCIAS NO DIA 09.02.11

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Morta em casa há nove anos
Noronha Nascimento: "Sangria de juízes"
Jorge Barreira: Inspector da PSP
Jorge Costa: Novo director
Fig. da Foz: Agredido pela mulher

Capa do Público Público

EUA querem que Governos possam vetar endereços da Internet
Morte de três adolescentes dos EUA em Ciudad Juárez faz disparar alarmes
Quadro de Picasso leiloado por 30 milhões de euros
“Não sou o salvador da pátria”, diz Liedson na apresentação
Rui Machado segue em frente no Open do Brasil

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Ucraniana reconhece que vela provocou incêndio
Governo discorda de parecer da CNPD
PSD reabre guerra ao Governo, PS em sobreaviso
Rui Pereira demite director-geral mas esconde relatório
José Penedos confiante no processo Face Oculta

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Toyota ilibada de suspeitas sobre fiabilidade de sistemas electrónicos
Vice-presidente do Egipto avisa que protestos não serão tolerados por muito mais tempo
Eva Longoria e Eduardo Cruz apanhados a beijarem-se
Quadro de Picasso vendido por quase 30 milhões de euros
Adiado julgamento de extradição de Assange

Capa do i i

Homicídio. Dois anos à espera para morrer por uma filha
Dirigente do PS acusa partido de apagar críticos das actas
RTP perde comentadores séniores que acumulam reformas
Belém deixa de negociar diplomas com governo
Comissão de protecção de dados arrasa acordo Portugal-Estados Unidos

Capa do Diário Económico Diário Económico

Banca promete dar crédito para apoiar exportações
Crise trava venda de alimentos importados
Eni interessada em ficar na Galp
O Congresso sector a sector
Empresas esperam resultados concretos

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Fundos apostam na Renováveis, Portucel e Jerónimo
Teixeira dos Santos põe Inspecção Geral de Finanças a vigiar Execução Orçamental
"Sociedades maiores estão pressionadas por uma clara redução de serviços"
Totta aposta nos depósitos e admite cortar crédito
Abertis prevê ficar com mesma representação na Brisa

Capa do Destak Destak

Paulo Bento compara jogo com Argentina ao da Espanha
The Strokes disponibilizam novo single para download gratuito
Amiga de Rui Costa apoiou equipa de futsal do Benfica
Adiada a conclusão do processo de extradição de Julian Assange
Manifestantes continuam na praça Tahrir para não deixar morrer contestação

Capa do A Bola A Bola

Filipe Albuquerque perto da Audi oficial
Bom mesmo é ver Ronaldo e Messi
Falcao regressa mais cedo que Alvaro Pereira
Fábio Coentrão tem o Real Madrid a seus pés
Barcelona ofereceu 60 euros a Mourinho como ordenado em 1996

Capa do Record Record

Tudo encaminhado para mais uma época
Sílvio na hora certa
José Augusto: «Exibição de luxo»
Distinção presidencial
Queridos inimigos

Capa do O Jogo O Jogo

Sub-20: El Salvador excluído dos campeonatos da CONCACAF
Costa do Marfim vence Mali no regresso de Drogba
Barcelona: “Culés” mudam de patrocínio
Corinthians: Liedson garante que pode “ajudar a equipa de imediato”
Liévin: Arnaldo Abrantes a um centésimo do mínimo para o Europeu de Paris