co mais de dois meses como representante de Por
tugal neste Reino. Mas culpo seu antecessor o embaixador António Faria e Maya e sua esposa a embaixatriz Maria da Piedade pelo desinteresse, total, de servirem Portugal na Tailândia..
A Embaixada de Portugal participa no evento de caridade desde 1914 (quase há 100 anos) e de quando na gerência do Encarregado de Negócios Luís Leopoldo Flores assumiu a gerência, cujos fundos recolhidos seriam para socorrer as vítimas da I Guerra Mundial.
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Estou ligado a estes eventos de caridade desde 1984 e nas gerências de seis embaixadores: Mello Gouveia, Sebastião de Castello-Branco, Mesquita de Brito, José Tadeu Soares, Lima Pimentel e Faria e Maya. Porém desde 1995 e na gerência do embaixador Mesquita de Brito a comparticipação da Embaixada de Portugal foi entregue a mim. Procurei dar-lhe realce e consegui largos montantes que foram entregues à Cruz Vermelha sob o patrono de Sua Majestade a Rainha da Tailandia Sirikit.
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De quando a gerência do embaixador Sebastião de Castello-Branco, foi presidente, pela parte das esposas dos diplomatas, acreditados em Banguecoque, vários anos, a embaixatriz (falecida) Maria Luísa de Castello-Branco, que embora a embaixada não tivesse contribuído com largas contribuições,monetárias, era uma se
nhora dinâmica que muito viria a conseguir em outros campos..
Foi pelo mérito de sua excelente colaboração, ao serviço da Cruz Vermelha Internacional de Banguecoque, que Sua Majestade a Rainha Sirikit honrou Portugal, com sua visita à residência dos embaixadores de Portugal na Tailândia em 14 de Maio de 1994.
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Os Embaixadores de Portugal Maria Luísa e Sebastião de Castello-Branco partiram de Banguecoque, tomam-lhe o lugar Babete e Gabriel Mesquita de Brito e a parte lojista do pavilhão Portugal, do bazar, foi-me entregue a mim. Eu e minha mulher fomos considerados as pessoas, das embaixadas, mais antigas a trabalhar nos bazares.
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O nosso trabalho era preparar o pavilhão e vender com outras pessoas que seleccionávamos. N
ós nada tínhamos com a parte protocolar e essa pertencia aos Embaixadores de Portugal, para receberem, junto ao pavilhão. Suas Altezas as Princesas Reais, alternadamente, inauguravam o evento, por norma nos fins dos meses de Fevereiro o Março, de todos os anos.O pavilhão, anos sucessivos, foi realizado tipo feira e ao ar-livre com milhares de tailandeses a fazer as suas compras de “coisas” estrangeiras, a preços em conta e vendidas nos pavilhões das embaixadas.
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Todos os anos e já fora das minhas funções da Embaixada de Portugal em Banguecoque a Cruz Vermelha nunca nos ignorou e lisonjeado com os convites. Hoje
não fui, eu sei, só um homem fraco e magoa-me ver uma obra que eu construi e o embaixadores de Portugal Maria da Piedade e António Faria e Maya destruíram-na..
Assim se foi a popularidade das sardinhas em lata dos Açores, as azeitonas em frasco do Alentejo, o bom azeite de Trás-os-montes, vinhos portugueses, as deliciosas compotas de Alcobaça. Tudo se foi pelo desinteresse de quem o deveria ter.
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Esta é a nossa sina do desleixo e, de mais, no ano das celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Reino do Sião em 1511.
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Não me venham com as fanfarronices, bacocas, que um país se divulga, sob os candelabros de cristal e para uma ou menos centenas de pessoas, sentadas em cadeiras e beber, depois de um discurso, larachado, uns copos e uma “mastiga” sob o manto da hipocresia e de vaidades balofas.
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Um país divulga-se quando se leva, e se vende, ao grande público e oferecendo-lho aquilo que ainda temos para exportar.
Portugal merecia mais!
José Martins
























