Ontem sábado (2.4.11), pelas 6 horas da tarde, teve lugar mais um encontro de futebol (em casa) entre a equipa do treinador, português, Henrique Calisto, o Muang Thong United” http://www.mtutd.com/ e o “Bu
riram” http://www.burirampea.com/ no estádio Yamaha.
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Calisto que depois de sua actividade, de vários anos, como treinador da selecção do Vietname onde viria a ganhar enorme notoriedade ao vencer a “Asean Football Federation AFF Cup 2008 Suzuki” quando derrotou a selecção da Tailândia por 3-2, no final do torneio, perante o delírio 40.000 vietnamitas na cidade de Hanói.
Na ocasião, Nguyen Trong Hy, Presidente da Federação de Futebol do Vietname disse “Calisto é um bom treinador, muito preciso na escolha dos jogadores.
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O torneio das Federações de Futebol Asean, provou que ele é o melhor treinador que até agora treinou a selecção nacional. E termina obrigado Calisto por tudo que haja feito!”
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Porém Henrique Calisto, depois dos seus bons ofícios no Vietname, que o faz entrar no caminho da fama,em princípio do passado mês de Março é a melhor escolha e condições, que oferece, para dirigir o campeão da 1ª. Liga de Futebol Tailandesa, por dois anos consecutivos, o Muang Thong United Futebol Clube de Banguecoque a capital da Tailândia, onde o treinador viria a encontrar algumas arestas, na organização da equipa de futebol e no balneário que não será possível da noite para o dia limá-las.
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Em menos de um mês a dirigir o seu novo clube, encontramos substanciais melhorias de combatividade e sicronizção dos seus atletas em campo. O jogo de ontem com o Buriram, que viria a terminar 0-0, era o encontro, assim de momento, que mais preocupava Calisto, dado que situa em primeiro lugar da tabela classificativa. A lotação, do estádio Yamaha, de 25 mil lugares, estava, completamente cheia.
Video de parte do encontro
O futebol é a festa do povo. Nos estádios de futebol se despejam as emoções e as paixões do quotidiano de pessoas. O futebol também é cultura, queiram ou não aceitá-lo como assim. No meu caso descobriu-o tarde e graças ao Henrique Calisto, agora um português, emigrante, na Tailândia, estou dentro dele.
A equipa de futebol de Henrique Calisto entra em campo de mão-em-mão com crianças dos dois sexos.
Não entendo nada daquilo que está acontecendo no relvado, mas dou conta das emoções dos espectadores e a lente das minhas três modestas máquinas fotográficas registam e arquivam toda a beleza daquilo que se passa nas bancadas de um estádio. Henrique Calisto, um homem simples, que não nasceu, em Matosinhos, num berço de ouro e conheço-o há menos de um mês.


O árbitro deita a "moedinha" ao ar para a escolha de metade do campo. Segue-se o aperto da praxe.
Desde logo dei conta que estava em frente de emigrante português, dos muitos que existem pelo mundo que vão dando nome à Pátria onde abriram os olhos. Os poucos portugueses que residimos na Tailândia Henrique Calisto, do pouco contacto que hajam tido com eles, desface-se em amabilidades, confraternizando com eles e oferecendo-lhes bilhetes VIP para assistir aos encontros de futebol da equipa que dirige em camarotes. Mas ao fim do encontro, convida-os para jantar com ele e junto aos seus atletas, no restaurante do estádio.
As queridas, simpáticas, raparigas do Muang Thong United. Eu sei que estou a desfocar o "boneco" estando junto a elas, na imagem do lado esquerdo. Qual será o velho, como eu, que não gostaria uma foto como estas
Na quinta-feira, passada, tive-o a almoçar em minha casa, por que me lembrei que Henrique Calisto, seguia com o desejo de saborear umas batatas com bacalhau. Assim foi, por pouco mais de duas horas (um treinador de futebol não lhe resta tempo livre) o tive-o à minha mesa. Conversamos de muita coisa e nada relacionado com o futebol, mas falamos do Porto e de Matosinhos, por que eu estou ligado às duas cidades, nelas passei parte da minha e ele, também, as infâncias.
Imagem lado esquerdo; o massagista, Fábio Gomes, brasileiro. O Fábio é daqueles "gajos" porreiros, ladino, sempre com os olhos nos jogadores, em campo, do Muang Thong e o meu fornecedor de água ou fortificantes de quando a sede me aperta e a desidratação invade a pele do meu corpo. Imagem do centro: Robert, assistente e o treinador Calisto, conversam antes a bola rolar no estádio. Um "maduro" adepto abre os braços para a lente da Nikon.
Ronnarit o jovem presidente do Muang Thong sempre coupadíssimo, antes do jogo com o Buri Rama atende uma, das muitas chamadas telefónicas que recebe constantemente. Agora, sentado, na cadeira do "sofrimento", indica-me amistosamente, o dedo polegar. Um já, simpático, meu amigo.
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Entre o marasmo, vindo distante, o nome esquecido de Portugal na Tailândia e de quando os portugueses, como os primeiros europeus conhecerem o antigo Reino do Sião em 1551 e este ano os já 5 séculos passados, sinto me orgulhoso da presença de Henrique Calisto, um português a treinar um clube de futebol em Banguecoque.
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Milhares de tailandeses (senão milhões) que principiam a conhecer e a decorar o nome português Calisto. Vimos ontem e até com certa emoção, Hennrique Calisto, depois de terminar o encontro com a equipa adversária de seu clube a ser engolfado por dezenas de adeptos, dos dois sexos, de todas as idades e crianças a pedirem-lhe autógrafos e uma fotografia junto a ele. O futebol é cultura queiram ou não desejem classificá-la com tal.
Um adepto do Muang Thong usa binóculos para estar mais perto dos jogadores no relvado. Sempre elas no cuidado e vaidade de seus cabelos.
Imagem da esquerda: Eles são famosos, comunicadores, de um canal de televisão, de Banguecoque e de face virada para a bancada mostram camisolas do Muang Thong com o número três. Um mar de braços levantados nas bancada do Muang Thong.
A claque e o adepto, excêntrico, exibe a sua cabeleira, postica multicolorida, São as excentricidades que o futebol nos oferece.
Expectativa! Todos de olhos virados para o estádio com o pensamente no golo e depois o sabor da vitória.
Depois do jogo e do empate 0-0 como se fosse vitória começam os autógrafos e, de todos os lados,chegam adeptos para Henrique Calistos lhe aposte um. A imagem do lado direita Calisto, conversa com o eng. José Serafino, o número 2 da Embaixada de Portugal e Marco do Vale, também, funcionário da missão diplomática de Portugal em Banguecoque
Os autógrafos pedidos a Calisto continuaram e as imagens inseridas, bem dão conta, da popularidade que o treinador português na Tailândia está a grangear.
Ao fim do jogo a habitual conferência de imprensa. As explicações, como decorreu o jogo de Henrique Calisto, sempre concisa a resposta às perguntas dos jornalistas.Ao seu lado, o Presidente Ronnarit que recebe as perguntas, em língua tailandesa, que depois transmite as respostas do treinador, português Henriqie Calisto
José Martins