Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
terça-feira, 3 de maio de 2011
MERDA E MAL CHEIROSA É O PRÉMIO QUE MERECEM
REFORMAS: "DITOSOS FILHOS A PÁTRIA VOS CONTEMPLA"
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Criou-se em Portugal a ideia de que qualquer pensão de reforma de montante elevado é uma reforma milionária, os nossos jornalistas até esperam ansiosamente a publicação das listas da Caixa Geral de Aposentações para denunciarem mais umas quantas reformas “milionárias”.
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Todavia, nunca vi uma lista das reformas dos bancos e das grandes empresas, ou mesmo do Banco de Portugal. Gostaria, por exemplo, de saber qual a reforma de Bagão Félix que foi negociada quase em simultâneo com o convite para ser ministro do Trabalho.
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Mas os jornalistas que denunciam as reformas supostamente milionárias nunca nos dão os dados relativos à carreira contributiva dos beneficiários. Conheço alguns “milionários” que foram médicos desde os vinte e cinco aos setenta anos, muitos altos quadros da Administração pública que só se aposentaram quando atingiram o limite de idade (setenta anos), ou magistrados que se reformaram com a mesma idade. Confundir um destes aposentados com os que há uns anos atrás se aposentaram com cinquenta anos é uma mentira.
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Reformas milionárias são, por exemplo, as reformas dos ex-governadores do Banco de Portugal que as recebem desde o momento em que abandonaram o cargo onde por vezes nem estiveram muito tempo. Não é a reforma de quatro mil euros de um funcionário que descontou até aos sessenta e cinco ou até aos setenta anos que é milionária, uma reforma milionária e, pior ainda do milionária, oportunista e abusiva é a que Luís Campos e Cunha recebe desde que deixou de ser vice-governador do Banco de Portugal e que é de oito mil euros, mais do que recebia quando era ministro ou do que aquilo que recebe um Presidente da República.
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Mas não são apenas as reformas elevadas que poderão ser milionárias, se alguém trabalhou durante toda a vida em esquemas e depois recebe uma pensão de sobrevivência de trezentos ou quatrocentos euros também recebe uma reforma milionária. E nesta situação estão dezenas de milhares de portugueses que muitas vezes são tratados como vítimas.
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De qualquer das formas, os últimos governos corrigiram esta situação e neste momento é impossível alguém aposentar-se aos cinquenta anos beneficiando de leis de que Cavaco Silva foi o pai ou receber mais de pensão do que recebia quando trabalhava. Apesar da oposição de muitos dos que agora falam contra as reformas milionárias e dos muitos votos que isso custou ao governo, a verdade é que foi posto um travão à situação que vigorava.
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Falar de reformas milionárias para justificar a privatização da segurança social é uma mentira, o que Pedro Passos Coelho propõe nada tem que ver com as injustiças do passado e muito menos com a sua correcção, aliás, quando chumbou o PEC usou as pensões como argumento, isto é, o mesmo que achou justo um corte no vencimento foi contra um corte nas pensões milionárias de que agora se queixa.
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O que Passos Coelho propõe efectivamente é que os funcionários públicos melhor remunerados descontem apenas sobre parte do seu vencimento, a parte que permite atingir o montante de reforma que ele propõe de forma populista como limite máximo. Ora, isso não impede que o funcionário que ganha acima desse montante venha a ter uma pensão elevada, basta que desconte o montante remanescente num esquema privado e é precisamente isso que Passos Coelho pretende, desnatar a segurança social e enriquecer quem o "convenceu" desta solução
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Ao invocar as pensões baixas para justificar o sistema público e ao usar as elevadas para falar de uma suposta injustiça Pedro Passos Coelho está usando a vaga de populismo para fazer passar uma mentira, a de que vai cortar nas pensões e poupar o Estado. É mentira, o que mais pesa nas contas dos contribuintes são as reformas concedidas abusivamente no passado e as pensões atribuídas a quem não descontou. Isto não é falar verdade, é não apresentar claramente as suas propostas, iludindo os eleitores com meias verdades ou mesmo mentiras.
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O país deveria repor justiça no passado e da mesma forma que corrige as reformas futuras limitando-as (muito bem) às carreiras contributivas, deveria também ter a coragem de fazer o mesmo em relação às reformas concedidas no passado e que hoje já estão a ser pagas pelos que trabalham e que estão sujeitos a cortes de vencimentos e não sabem qual vai ser o seu futuro.
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É esta a coragem que falta ao país, da mesma forma que falta a coragem de suspender as reformas oportunistas como a que Luís Campos e Cunha recebe graças a uma situação de oportunismo criada no passado. Como é possível que este senhor ainda tenha coragem de opinar em público sobre os problemas do país quando recebe desde os quarenta e nove anos de idade uma reforma de 8.000 euros depois de ter descontado apenas durante os seis anos que esteve no BdP?
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O mesmo se pode dizer de Bagão Félix que além da reforma do BCP negociada com um convite para ministro no bolso também beneficia de uma reforma do BdP!
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É uma vergonha tratar um funcionário que se reforma aos setenta anos com quatro ou cinco mil euros como se fosse um bandido, quando anta por aí tanto bandido emproado, com altos cargos no Estado, a escrever em jornais de referência, quando as suas contas bancárias foram conseguidas à custa da delapidação da riqueza do país.
PRÓXIMO À DEBANDADA COLOCAM-SE OS RAPAZES E AS RAPARIGAS A CHUPAREM O NOSSO DINHEIRINHO...!!!
Listagem de boys PS, nos últimos 30 dias
Clique: http://www.opovoequepaga.com/
governo cair.
HENRIQUE CALISTO: UM TREINADOR DE FUTEBOL, PORTUGUÊS, NA TAILÂNDIA,SOMA SUCESSOS
| Hanoi T & T 0-0 Muang Thong Unidos | | ![]() |
Uma evolução muito liberal

ORA VIVAM AS REFORMAS DE LUXO!
Catroga recebe 9693 euros de pensão
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20 Março 2007
O ex-ministro Eduardo Catroga, não revela se se vai retirar da vida activa
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“Tenho uma carreira de vinte anos como funcionário público e de quarenta como funcionário privado”, explicou o ex-ministro, que prometeu e cumpriu a retoma económica portuguesa nos anos de 1990, adiantando que contribuiu tanto para o regime geral da Segurança Social como para a CGA.
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Apesar de ser o valor mais alto da lista dos aposentados e reformados cuja pensão é paga pela CGA a partir do mês de Abril, a reforma de Catroga não é a única a ultrapassar o limite dos 12 salários mínimos nacionais (4836 euros) impostos no sector privado.
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PERFIL
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A CGA não aceita novas inscrições desde o início do ano passado. Com vista à aproximação entre os regimes público e privado, o ministro das Finanças decidiu que os novos funcionários públicos passariam a ser inscritos no regime geral da Segurança Social. Os 739 664 funcionários inscritos na CGA até 31 de Dezembro de 2005 mantêm-se abrangidos por este regime.
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REGIMES ESPECIAIS
O Governo aprovou em Outubro passado legislação destinada a pôr fim aos regimes especiais de aposentação no Banco de Portugal e na Caixa Geral de Depósitos. O regime especial permitia que um administrador destas instituições recebesse uma reforma completa após cinco anos de serviço.
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O número de reformados da Função Pública ultrapassava os 505 mil até Dezembro de 2005, de acordo com os últimos dados disponibilizados pela CGA. O valor médio das pensões era, naquele ano, de 1104,78 euros, mas o universo de pensionistas com prestações superiores a quatro mil euros ultrapassava os 3076.
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A idade legal para a reforma dos funcionários públicos vai aumentar progressivamente - seis meses a cada ano - até atingir os 65 anos em 2015. O tempo de serviço também vai aumentar até serem atingidos os 40 anos de carreira contributiva em 2013.
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EDUARDO ALMEIDA CATROGA
- Professor catedrático convidado do ISEG
9693,54 euros
LÍDIO J. LEITE PINHEIRO MAGALHÃES
- Juiz conselheiro do tribunal de Contas
5834,70 euros
MARIA TERESA T. LOPES, GERMANO REIS FONSECA E JOAQUIM FERREIRA PASCOAL
- Juízes desembargadores do Conselho Superios de Magistratuta
5664,76 euros
ACÁCIO ALVES, JOSÉ MADALENO E VÍTOR BAYAM
- Controladores de tráfego aéreo da NAV Aérea Portugal
4902,37 euros
FRANCISCO FONG
- Chefe do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Coimbra
4883,76 euros
UM GRITO DE REVOLTA: "MANDÁ-LOS À "PUTA QUE OS PARIU" É TRATÁ-LOS BEM!
> Já esqueci o ben Laden quando os média portugueses não falam de outra coisa. Começamos o dia da pior maneira, a ouvir que esses chulos da troika vão reduzir as pensões superiores a 600 euros. 600 euros? Mas, eles saberão o que é viver com o exacto quantitativo que eles gastam em almoços e jantares numa semana? Isto é revoltante e não podemos ficar passivamente a assistir à nossa morte lenta. Se as reformas superiores a 600 euros forem reduzidas como uma decisão dos novos patrões de Portugal, não poderemos ficar quietos. A revolta global impõe-se e vamos acabar com a conversa mole das manifestações pacíficas. Chegou a hora de mostrarmos ao mundo que não somos cobardes, que não somos enteados, que não baixamos as calças por uma esmola hipócrita e exploradora.
A revolta tem de ser dura, a tiro se necessário. Espanha passou por uma guerra civil e sobreviveu com uma vida melhor para todos os cidadãos. Chegou a hora de sairmos à rua para destruir tudo o que nos leve a uma maior miséria. E o "tudo" significa uma greve geral por tempo indeterminado a partir do dia em que for aprovada pelo governo a redução das reformas inferiores a 1.500 euros. A partir da greve geral, caso se mantenha a decisão, o povo português deve revoltar-se com violência contra os governantes e todos quantos apoiarem as suas directrizes. Assumo plenamente o que escrevo. E não sou o ben Laden...








































