Terça-feira, 31 de Maio de 2011
por Sérgio de Almeida Correia | 31.05.11
Há menos de um ano ele considerava, e bem, que o líder do PSD dava "uma demonstração de ignorância face aos ideais democráticos e assemelhou-a à dos tempos do Movimento das Forças Armadas (MFA)", chegando a referir que "as pessoas que estão a fazer este projecto com certeza não sabem o suficiente sobre Direito Constitucional, sobre a história do partido e sobre a história constitucional portuguesa. O doutor Pedro Passos Coelho até tinha dito no congresso que não ia propor nada para alteração do sistema do Governo, agora vem mexer e mexer no pior em que podia mexer, isso não pode ser”.
Na altura, quando questionado sobre a crítica de que fora alvo o líder do PSD respondeu que "esse é o tipo de comentário que classifica quem o utiliza".
Hoje, ante a perspectiva de isso lhe poder render mais uns votos, esquece o comentário e quem o proferiu e ameaça com o regresso dele.
Haverá quem chame a isto coerência. Um "menor mal" dizia o outro. Para mim é pura e simples falta de vergonha e mais uma demonstração de oportunismo de um "jotinha" que tudo faz para ser exactamente igual àqueles que critica.
De Alberto Cunha a 31 de Maio de 2011 às 20:20
O Guterres não tinha opiniões (ou, se as tinha, não as executava).
O Sócrates tem opiniões em demasia (até as impõe autocraticamente aos outros, dentro e fora do seu partido).
O PPC tem muitas ideias, algumas opiniões e vai mudando de opinião ao longo do tempo.
Não há aqui qualquer identidade de estilos.
Na verdade, o Sócrates é um mentiroso compulsivo, que recusa ver a realidade e continua a falar e a agir como se a realidade fosse aquela que ele gostaria que fosse... mas não é!
O seu estilo é totalmente original, inconfundível e, espera-se, irrepetível.
O estilo do PPC é, nessa medida, o oposto do do Sócrates. Fala verdade em vez de mentir e muda de opinião em vez de persistir na mesma ideia.
O Sócrates apelida o enfrentamento da realidade por parte do PPC como impreparação e irresponsabilidade. Pudera, o Sócrates não quer ver a realidade (logo, nunca poderia estar preparado para a enfrentar) e é tão responsável que a evita, mentindo.
Tendo o Sócrates já governado e o PPC não, há que destacar o seguinte:
- Apesar da sua teimosia, algumas das reformas do Sócrates recuaram. Pelo meio provocou danos de difícil reparação (p. ex. com grande parte das classes profissionais, designadamente os Professores e os Magistrados). Seria preferível que fosse como o PPC e mudasse de opinião antes de fazer asneiras.
- Apesar da cegueira do Sócrates em ver a realidade, esta consumou-se: o resultado foi a quase bancarrota do país, com os resultados que se conhecem. Seria preferível alguém como o PPC que, enfrentando a realidade, tivesse evitado a bancarrota.
Sendo assim, comparar os estilos de Sócrates e de PPC é como comparar a água e o vinho. Aquela hidrata, este embriaga.
De tric a 31 de Maio de 2011 às 21:03
eu só não sei como é que alguem em consciência pode votar no Socrates? quanto ao Passos é um clone do gajo que levou o país à miséria
Não acha que já chega?
De Mário Cruz a 31 de Maio de 2011 às 21:32
Tanto azedume oh Sérgio!!
São as sondagens que o põem assim?
Nunca vi ninguém incomodado com a união e o cerrar de fileiras normal, em semana final, de campanha eleitoral.
Não viu o Soares todo enjoado a dizer que... pois e tal, já que todos são fixes... o Sócrates tb é... e ele, Soares, nunca deixaria cair o partido.
Então, porque ficou tão arísco com o apoio do Santana Lopes e da Manuela, ao Passos?
O Ribeiro e Castro também anda ali, todo esticado, a fingir que apoia o Portas e ninguém estranha...
Essa sua "estranheza" com o Passos é que me parece mt mt estranha, Sérgio!!