Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
sábado, 11 de junho de 2011
AINDA O DIA DE PORTUGAL VISTO PELO KAOS
Dia de Portugal e do Sr. Silva

Ontem foi dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. De Portugal pouco resta agora que a Alemanha e o grande poder económico tudo abafam, do Camões uma matéria chata do nono ano e as Comunidades já não são o que foram porque Portugal também já não é o que foi.
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Do país, o que sobra é a cultura de oitocentos anos e que nos está incrustada naquilo que somos, do Camões um feriado e das comunidades só as noticias dos êxitos conseguidos pelos jovens, que conseguiram escapar ao destino de trabalhos precários em caixas dos supermercados dos merceeiros Belmiro e Jerónimo Martins e abandonaram o país por este não lhes oferecer alternativas para os conhecimentos e excelência que possuem.
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Vivemos na era da globalização, do mercado livre e sem fronteiras em que se privilegia o lucro e o capital e se desprezam as pessoas, a sua terra e as suas vidas, a sua cultura. Vivemos numa sociedade e numa economia em que somos inviáveis no mundo que se opõem àquilo que somos.
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Temos mesmo de escolher se abdicamos da nossa cultura e daquilo que somos, ou do "sonho" que o capitalismo nos vende. Pessoalmente, escolho continuar a ser quem sou.
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P.S. - Texto do Kaos
E HOJE DESTACAMOS ESTA PEÇA COM SENSO CABEÇA E BRAÇOS
CDS: PP quer dizer Partido do Pote?
Portugal é um país pequenino e não só – nem sobretudo – no tamanho. A forma desavergonhada como o clientelismo e o nepotismo são praticados e alardeados deveria ser escandalosa, mas é considerada tão natural que Sílvia Ramos, uma dirigente concelhia do CDS-PP de Beja, pôde afirmar, depois das eleições, o seguinte:
Este é o Momento…de se correr atrás de lugares…uma coisa eu informo o CDS Beja irá estar nos devidos lugares proporcionalmente ao nosso peso político e porque temos isso legitimado pelos votos que obtivemos.
O portuguesinho no seu melhor está patente neste monumento ao chico-espertismo de uma classe política que se dedica a distribuir cargos públicos pelos seus apaniguados, mal consegue abocanhar o poder.
Será esse mesmo chico-espertismo que levará à próxima atitude que consistirá em explicar o que se queria mesmo dizer, com argumentos tão profundos como “as minhas palavras foram mal interpretadas” ou “o que disse foi retirado do contexto”. Fico a aguardar, quase fascinado, como será possível descobrir virtudes em expressões como “correr atrás de lugares”. Espero a melhor das ajudas para que me ajudem a descobrir que leis nos permitem confirmar que há lugares legitimados pelos votos, para além dos que resultam, exactamente, dos votos.
Para além da notícia, podem ler aqui as declarações completas, para que não fiquem retiradas do contexto.
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Publicado em política nacional | Tags Beja, cds, clientelismo, sílvia ramos | 1 Comentário
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P.S. - A grafia é da responsabilidade deste blogue
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