Calisto, ontem domingo 12 de Junho de 2011, conquistou mais uma vitória ao vencer a equipa, forte e agressiva, Pattaya United por 2-0. .
O técnico português, a treinar o Muangthong United, de Banguecoque, desde o príncipio de Março, último, sitiado numa classificação modesta na tabela que não correspondia à grandeza do bi-campeão, ontem colocou-se em quarto lugar e com um ponto menos do segundo classificado o Chomburi (ver tabela em baixo).
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Mercê de um trabalho, diário, árduo o treinador conseguiu moldar os seus atletas e com aspirações de guindar o Muangthong a vencedor a Taça da Liga 2010/2011.
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Não será tarefa fácil desalojar a forte equipa Burirama, bem provida de meios financeiros cujo estes lhe permitiu a aquisição de jogadores, de craveira, estrangeiros.
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Calisto desde que assumiu a responsabilidade de treinar o Muangthong ainda não foi ao “mercado” para adquirir novos atletas, tem usado a prata da casa e a que veio encontrar completamente desorganizada e graças a si, os seus jogadores têm outra forma de estar no relvado, senhores do domínio da bola e o caminho são a redes do adversário.
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A chegada de Henrique Calisto e a toma de responsabilidade da direcção dos atletas viria a fazer voltar a moralização da “claque” do Muangthong United, a esvair-se pelos fracos resultados obtidos desde o inicio da 1ª Liga de Futebol da Tailândia.
Calisto não brinca em serviço e um mau perdedor e não comunga ou aceita a derrotas, mas vitórias... Bem razão tenho de o afirmar, isto por que tenho sido uma presença junto a Calisto, em todos os jogos (menos um) disputados na Tailândia.
Ao fim dos encontros jantamos juntos, no restaurante do estádio do Muangthong United, onde directores, atletas, esposas se sentam nas mesas ao nosso lado, mas sem festa mesmo que haja vitória.
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Ontem, minutos antes do encontro com o Pattaya... digo a Calisto: “Olhe se perdermos o jogo não janto, não estou na conferência de imprensa, desapareço e vou direito para casa...!!! Calisto retorquiu-me: .... E eu também vou para casa...!!! Como já o escrevi não conheço o nome da "madam", mas ela está sempre na bancada a dar força aos jogadores no relvado. Sempre carregada de joias e pedraria. Ontem a "madam" chegou decorada com pedras de Jade, desde o peito à cabeça.Tomei-a, desde há muito, de "ponta" e alvo da objectiva da minha Nikon D70. Quando ela me deslumbra, no relvado, oferece-me, um sorriso. Não sei a sua idade, mas deve estar na ternura do meio século. Deveria ser uma mulher, muito bela, na idade dos 20. Mas ela ainda o é!!!
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Nada viria acontecer... Jantamos lado a lado. Pela primeira vez, presenciei, na ementa, umas caixas de tabletes de chocolates, de sobremesa, para o pessoal se servir à vontade... Indiscrição... Ela, a "madam" de certo de me vai perdoar, de a objectiva da minha Nikom D7 a atacar pelas costas...!!! A curiosidade foi que a "madam" não descorou ornamentar seus cabelos com as pedras de Jade.
. Foi a doçura e o símbola da vitória do jogo que antes a equipa de Calisto ganhou e na corrida para ocupar o topo da tabela classificativa e alcançar o tri-campeão para o Muangthong United, o maior clube de futebol da Tailândia e treinado, pela primeira vez, por um técnico português.
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Depois do sucesso e fama no Vietname, hoje Calisto, em pouco mais de três meses e já um dos grandes, nomes, portugueses na Tailândia.
José Martins