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E depois destas desgraças todas os gajos que nos lixaram a vida lavam as mãos como o Pilatos e não passa nada.... Só falta lhe mandarmos ramos de flores! Filhos de uma grande P...........!
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Risco de bancarrota de Portugal e Espanha em máximos
O efeito positivo da cimeira europeia foi de curta duração.
A semana fecha em máximos. Situação em Espanha agrava-se e Portugal está, apenas, a 3 pontos percentuais da Venezuela
23:37 Sexta feira, 24 de junho de 2011
A probabilidade de default (incumprimento) da Grécia fechou a semana em 83,70%, a de Portugal em 51,94%, a da Irlanda em 50,19%, a de Espanha em 24,26%, a de Itália em 17,13% e a da Bélgica em 14,27%, segundo dados da CMA DataVision. Tudo valores acima do fecho de quinta-feira e em máximos nos casos dos quatro primeiros países.
A Grécia caminha para níveis de risco de bancarrota eminente e Portugal e a Irlanda fecham a semana acima da barreira dos 50%. Portugal está agora apenas a pouco mais de 3 pontos percentuais da Venezuela, um "histórico" do "clube" do risco de default.
As maiores subidas diárias de risco verificaram-se com a Itália e a Bélgica, o que está a deixar muito preocupados os analistas, em virtude de se estar a observar um movimento sincronizado no risco dos seis países da zona euro, ainda que em patamares distintos.
Clube do default mantém quatro da zona euro
No "clube" dos 10 países com maior risco de incumprimento estão hoje quatro membros da zona euro (Grécia, que lidera, Portugal em 3º lugar, Irlanda na 4ª posição, e Espanha em 9º). Um outro país europeu, a Islândia, está na 8ª posição, com um preço dos credit default swaps (cds,seguros financeiros contra risco de incumprimento das dívidas) a cinco anos no mesmo patamar dos 300 pontos base do que Espanha.
Com um nível de custo dos cds na ordem de 306,89, a Espanha atingiu um novo máximo histórico depois da adesão ao euro no prémio de risco que já se cifra em mais de 260 pontos base em relação ao custo dos cds para a dívida alemã (que serve de referência).
Resta acrescentar que, em termos do indicador dos custos dos cds a 12 meses, a situação da Grécia é hoje similar à da Argentina em julho de 2001, apenas cinco meses antes do default em Buenos Aires.
Nas yields (juros implícitos) dos títulos soberanos no mercado secundário, segundo dados da Bloomberg, está a verificar-se uma tendência de aumento dos juros exigidos para a dívida de Portugal, Irlanda e Espanha. Apenas a Grécia conseguiu conter a escalada de dias anteriores e tem todas as maturidades com valores abaixo do fecho de ontem.
Juros das OT a 3 anos em 15,4%
Os juros das obrigações do Tesouro portuguesas (OT) a 3 anos já chegaram aos 15,4% no mercado secundário, um valor acima do fecho de ontem. A manter-se esta tendência fixar-se-á hoje novo máximo depois da adesão ao euro.
A maior pressão neste grupo de quatro países está a exercer-se, de novo, sobre as obrigações espanholas (OE), cujas maturidades estão todas em alta, com valores acima do fecho de ontem. Os juros das OE a 10 anos poderão hoje fixar novo máximo acima dos 5,68% em que estão a meio da tarde.
Sintoma de que a situação europeia não está em desanuviamento é o facto da variação mensal do indice iTraxx Europe Crossover série 15 da CMA DataVision para os credit default swaps relativos a dívidas de entidades europeias revelar hoje uma variação nos últimos 30 dias ainda maior do que a verificada ontem: 39,29% para as maturidades a 5 anos e 53,54% para as maturidades a 10 anos.
O filme do dia: dos sorrisos em Bruxelas ao temor de um momento Lehman
A abertura dos mercados financeiros da divida mostrou um clima de desanuviamento com uma clara tendência de baixa dos riscos de incumprimento e dos juros dos títulos da dívida soberana dos países da zona euro sob observação - o grupo de seis países, formado pela Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha, Itália e Bélgica.
A cimeira europeia de Bruxelas ao dar mais uns dias de margem de manobra ao governo grego e adiando qualquer decisão de fundo sobre o segundo plano de resgate à Grécia e sobre a modalidade de reestruturação "suave" da sua dívida, parecia ter acalmado os investidores na dívida soberana. Mas foi sol de pouca dura.
À tarde começou a ser visível uma reviravolta. As dúvidas avolumam-se sobre a capacidade do governo grego em fazer passar no Parlamento em Atenas o novo plano de austeridade e de privatizações - o governo dispõe, de momento, apenas de uma maioria de 3 votos. Por outro lado, os mercados interiorizaram o "alerta vermelho" do presidente do Banco Central Europeu e o risco sistémico que foi explicado pelo próprio Jean-Claude Trichet e depois por Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal, nos Estados Unidos.
O calendário domina, agora, a cabeça dos investidores: dias 28 e 29 de junho decorre a votação em Atenas do programa de austeridade e privatizações entre 2012 e 2015, com uma greve geral em paralelo, a que se seguirá a 3 de julho a reunião do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro); dia 5 de julho na Alemanha o Tribunal Constitucional irá apreciar a questão da constitucionalidade ou não do primeiro pacote de resgate à Grécia (de maio de 2010) e também a sua conformidade com as leis europeias; e entre 2 e 15 de agosto há o risco de um "default restrito" (na definição da agência de notação de risco Fitch) se o teto de endividamento federal não for aumentado.
Os analistas pessimistas falam do risco de ocorrer neste verão um "momento Lehman", uma expressão usada na linguagem técnica para simbolizar a ruptura no sistema financeiro e o desencadear do pânico e da crise em setembro de 2008 quando a firma financeira Lehman Brothers se declarou em bancarrota.
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