Assim aconteceu ao despedir-me, de Henrique Calisto, depois do jantar no restaurante do clube Muangthong United, junto das 11 horas da noite do passado dia 29 de Junho, perguntei-lhe qual o dia do próximo jogo do seu clube, que naquela noite,sob uma forte pluvisiodade antes e depois do desafio, ganhou por quatro bolas a zero diz-me: o seguinte será no dia 5.
Henrique Calisto junto à "capelinha", onde está exposta a imagem de São Pedro e à entrada do edifício museu na paróquia de São Domingos no "Ban Portuguet"
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Acrescentou: “domingo não há jogo devido a eleições na Tailândia”. Digo-lhe então: “ se há folga, quer ir visitar o Campo Português, em Ayuthaya e a ponte sobre o Rio Kwai? Ficou assim acordado que Domingo pelas 9 horas da manhã estaria à porta de seu condominum de uns ou mais 20 pisos para então seguirmos os destinos propostos.
Calisto observa o esqueleto de um português (com centenas de anos) no edifício museu da que foi a paróquia de São Domingo no "Ban Portuguet"
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Combinado que o potente automóvel “topo de gama”, que lhe foi distribuído pelo seu clube para as deslocações, diárias, seria o utilizado na viagem e eu conduzi-lo durante os 500 quilómetros da viagem. Calisto conduz bem e a opção caiu, em mim, dado que sou como peixe na água a conduzir (meu narcisismo...!!!) nas estradas da Tailândia. A minha idade de 76 anos ainda não é drama ou susto para quem viaja comigo a conduzir...!!!
Calisto à entrada da ponte sobre o rio Kwai. Ao lado esquerdo uma bomba, lançado de avião das tropas aliadas que não rebentou, com a finalidade de destruir parte daquela estrutura.
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Veio-me à ideia de convidar mais dois portugueses, residentes em Banguecoque nos fazer companhia. Telefonei ao transmontano Marco do Vale, funcionário da Embaixada de Portugal e ao Eng. Rui Belo, empresário, açoreano das costelas todas para nos fazerem companhia.
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Marco do Vale (pau para toda a colher e vinho (bebe moderadamente) de todo o pipo, estava disponível, enquanto e até com pesar, nosso, o Eng.Rui Belo, tinha agendada uma revisão à “tripa” e desintoxicação do “sarro”, proveniente, de pinga de estalo, colado às paredes da tripalhada. Nada de preocupações, porque o Eng.Rui Belo goza de excelente saúde, bebe com rigor e capaz de fazer um quatro, perfeito sem cair, com as duas pernas ao fim de uns quatro copos numa refeição.
Calisto na ponte e como pano de fundo a extensão de ferro e aço que a compõe
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Pensei dia de eleições as ruas e estradas vão estar vazias de carros no Domingo e não vão existir problemas de tráfego em Banguecoque e no percurso do itinerário traçado de uns 500 (mais ou menos quilómetros). Enganei-me redondamente, logo à partida, o meu compadre Marco do Vale, atrasou-se uma hora na distáncia, de 20 quilómetros, que separa a minha casa da dele. O povo ia cumprir o seu dever, cívico, no caminho das urnas
Esta mania,minha, que não se aparta de fotografar belezas femininas...Fiquem a saber meus senhores, que são, turistas chinesas que descobriram a Tailândia quer para passear ou darem o nó. Pena tive de não me responderem quando lhes perguntei, em língua inglesa, de que parte da China seriam... São jovens, bonitas, na ponte sobre o Rio Kwai. Todos os velhos como eu nasceram numa data errada!!!!
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Chegamos, os dois, ao condominium de Calisto com uma hora de atraso. Banguecoque, está constantemente a evoluir e naquela área, onde Calisto se acolhe, que há anos eram campos de arroz, hoje numa zona, de luxo, urbanizada onde já não me entendo a conduzir. O meu “pendura” Marco do Vale, de telefone em punho ia comunicando a nossa posição a Calisto para nos orientar. Num local indicado, estacionamos e pelo pé Calisto chegou até nós e nos levar à sua residência.
Lado esquerdo o meu compadre Marco do Vale e lado direito Henrique Calisto
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Partimos, seguidamente, mas com hora e meia de atraso. Fiz conta à distancia, de 500 quilómetros, que não era nada pequena para cobrir durante o dia um círculo, geográfico, central do mapa da Tailândia.
Calisto na ponte do Rio Kwai, como pano de fundo belezas chinesas, turistas, de visita à ponte.
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Nas minhas previsões estaria visitar primeiro a ponte sobre o Rio Kwai e dali, para Ayuthaya visitar o "Ban Portuguet" (Aldeia dos Portugueses de 1511 a 1767) e depois regressar a minha casa, onde minha mulher aguardava, depois, um telefonema meu, para colocar as batatas e o bacalhau na panela e cearmos uma bacalhoada à maneira do fiel amigo de quatro dedos de altura.
Henrique Calisto à frente de um dos três cemitérios de guerra de Kanchanaburi. Milhares de placas, com nomes de soldados das tropas aliada, estão ali designados a relembrar o sacrifícios a que foram submetidos pelas tropas imperiais japonesas de 1939-1945.
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Inverti a viagem e começamos, porque estava em mão, pelo “Ban Portuguet”.
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A fotografia inseridas bem conta dão da viagem e umas horas excelentemente passadas.
José Martins
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Duas crianças à janela do coimboio que atravessa a ponte sobre o Rio Kwai