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quinta-feira, 21 de julho de 2011

CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES A AYUTHAYA, SEGUNDA CAPITAL DO REINO DO SIÃO (TAILÂNDIA NOS DIAS DE HOJE)

1ª Parte

Faz precisamen, no ano decorrente, 500 anos da chegada (1511) dos  portugueses ao Reino do Sião (Tailândia) e os primeiros europeus a conhecerem-no.
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Aconteceu depois de o Grande Afonso de Albuquerque ter conquistado Malaca,  cujo este empório comercial, de toda a Ásia e Oriente, .estava sob a soberania do Reino do Sião de que o Sultão, muçulmano, insubordinou-se negando-se a prestar vassalagem ao Rei e pagar a tenção, anual, em Ayuthaya. 
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Albuquerque, além de um magnífico guerreiro é senhor de perfil diplomático brilhante e seria de primordial importância criar boas relações  com Ayuthaya.
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Como enviado especial, com credenciais de embaixador, envia Duarte Fernandes, em 1511 a Ayuthaya, sendo-lhe concedida uma audiência pelo Rei Rama Tibodi II. Desde essa longínquoa data, cinco séculos passados, Portugal  e Tailândia têm gozado de relacionamento impar, na história, secular de duas nações, amigas, se tenha registado conflito social entre a comunidade portuguese e luso tailandesa, residente, ou diplomatico. 
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Entre vários eventos, levados a efeito das celebrações, de colaboração conjunta, entre Portugal e a Tailândia, no passado dia 20 de Julho de 2011, quatro autocarros, com convidados, sairam de Banguecoque com destino a velha capital carregada de história, não só da Tailândia como de Portugal.
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A minha presença no evento pedagógico, foi voluntário e a minha expensas, aliás como sempre nas inúmeras visitas que tenho efectuado à região, com o propósito de servir Portugal e a Tailândia.
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Porém a história de Portugal na Ásia e Oriente regista,  grandes obras dos portugueses e outras de maldade de "bestas quadradas; a escória lusa que pelo Sião passou e os corvos do oportunismo, que atingiram a minha honra e dignidade.
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Ainda seguem a pairar, mesmo distantes, como gaviões, a voar o céu deste maravilhoso Reino, que me acolhe há mais de três décadas na melhor harmonia, para em vôo picado atingirem vítimas. Porque eles são apátridas e a sua pátria é o vigarismo, a maldade e a ruindade desde a nascença de quando  paridos.
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Em várias partes serão relatadas as actividades e apostas legendas nas imagens abaixo inseridas.  
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A visita começa pelo Porto Internacional de Pom Phet, situado na embocadura do Rio Pasak que despeja as águas no grande rio Chao Prya, vindas da região do nordeste da Tailândia e também conhecido pelo Isarn e antigo império dos Khmer. Ponto estratégico de defesa do Reino do Sião e controlo das navegações, no rio Chao Praya, nas idas e vindas do Golfo do Sião. Quando os siameses se mudaram, em 1350, de Sukhothai para Ayuthaya, no local foi construído uma paliçada, rudimentar, de defesa. Seria então pelo conselho do missionário Jesuita, do Padroado Português do Oriente, Tomaz Valguanera, que aconselhou o Rei Narai, na década sessenta do século XVII, que para que Ayuthaya fosse defendida contra as investidas, constantes, do Reino do Pegú, deveriam ser construídos fortins, nos pontos estratégicos, na margem do rio Chao Prya e estes, nos moldes arquitectónicos dos contruídos em Portugal e as ameias, semelhantes, às existentes, ainda hoje, nos numerosos baluartes que se topam por todo o território português.
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Ruinas da praça de armas do interior do Forte Pom Phet. Alí, como soldados do Reino do Sião, artilheiros portugueses, mestres na arte do disparo do tiro de canhões de boca larga. Ora os portugueses, residentes Ban Portuguet (Aldeia dos Portugueses) a mais ou menos dois quilómetros, a jusante, na margem esquerda do Rio Chao Praya, ocuparam-se, nas artes e ofícios e evidentemente, já nascidos em Ayuthaya, como praças e oficiais militares ao serviço do Rei. Os portugueses, sendo os primeiros ocidentais a conhecerem o Sião (onde o homem ocidental de nariz, bicudo e de barbas longas nunca, antes, visto), introduziram as novas tecnologias europeias onde se incluem a fundição de ferro, alfaias agrícolas, a culinária e a arte do manejo de armas de fogo. As espingardas, desconhecidas, no Sião, são os portugueses que as viriam a introduzir e a ministrar o manejo aos siameses. São os portugueses de grande importância para a conservação e defesa da soberania do Sião.
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O Forte de Pom Phet, desde a queda de Ayuthaya, em 1767, pela invasão das tropas peguanas ficou à mercê do abandono, dado que nova capital é fundada mais ao sul e a 90 quilõmetros de distância, a que lhe é dado o nome de Banguecoque. A falta de materiais num zona pantanosa e onde crescia o mangal, parte dos materiais foram transportados em juncos chineses e bargues, pelo Rio Chao Praya, para construir a cidade que hoje umas das grandes urbes, modernas, de toda a Ásia. Mas algo ainda ficou e os anos fizeram envolver o Pom Phet em denso matagal (como ainda o conheci na década 70 do século passado). O que restava do forte, foi sujeito a duas reconstruções. Escavações iniciadas em 1992, pelo Fine Arts Department da Tailândia (Belas Artes) e  a segunda, recentemente, onde  as ameias surgem com a imponência da época de sua construção e voltou num  espaço agradável para ser visitado ou passar ali umas horas, sob a sombra de árvores tamarindeiras.
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O Rio Chao Prya, ainda hoje, é de grande importância para o desenvolvimento da Tailândia. Compridos comboios de barcaças, navegam, carregados com matéria prima para a construção de edificios na cidade de Banguecoque e arredores. Hoje a cidade, quase não despega, de casas e de fábricas até Ayuthaya. Todo o material para a totalidade das obras da capital, chegam a navegando, do norte, pelo rio. Areia, lavada, extraída do fundo do rio mais ao norte de Ayuthaya, enquanto a brita, das montanhas, escarposas de Lopburi, a 145 quilómetros de Banguecoque.Mas o Rio Chao Prya continua a ser uma fonte de vida e de movimento. Milhares de pessoas se deslocam, dia.a.dia, para as suas ocupações atravessando a partir das margens de um lado e outro da cidade de Banguecoque. Mas ao longo até à sua navegalidade, mais ao norte, o rio está cheio de vida e não só uma importante reserva de alimentação, para as populações onde cresce, abundantemente, peixe.

Junto às nove da manhã, chegam os primeiros convidados e iniciar a visita, do dia 20, pelo Forte de Pom Phet. Os visitantes são recebidos por quatro estudantes, futuros guias turisticos, de uma universidade de Ayuthaya. A Tailândia, desde que vivo neste país, o Governo prepara jovens e vocacionados para o turismo. Existem pelo reino várias escolas, de educação secundária, denominadas " Vocational Colleges", onde ali os jovens vão ao encontro de sua verdadeira vocação. O turismo na Tailândia, pode considerar-se, ainda, em embrião, o seu início tem lugar principio da década 70 do século, último e acontece com o desenvolvimento da construção de grandes aviões de transporte de passageiros. Ainda me recordo que em 1977 e na minha primeira visita a Banguecoque, o avião que me transportou da Arábia Saudita, era um "ronceirão" DC8, cujo o capitão da aeronave era um "farangue" (estrangeiro na Tailândia).
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Quatro estudantes, com quem conversei quando esperava pelos visitantes, convidados. A gente tailandesa, é afável e comunicatica. Os jovens curiosos, querem saber coisas de outros países. Alí estão quatro, dois rapazes e duas raparigas, à entrada do Forte Pom Phet, com mapas na mão,  para distribuirem, Quatro estudantes, recrutados de sua escola vocacional para, graciosamente e de boa vontade, prestar um excelente serviço ao turismo de Ayuthaya. Gente ambiciosa e se  avalia pela chegada, constante, de turistas estrangeiros, que não param de chegar à Tailândia. O grande quinhão, de momento, vem dos países da Àsia.
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Entre o grupo dos primeiros visitantes, chega o meu velho amigo (de óculos) de 28 anos, o arqueólogo Patipat Pongpongpaet. Patipat, reformado, é uma legenda em Ayuthaya. Foi ele o autor das escavações das ruínas do Campo da Paróquia de São Domingos. Tantos anos já se foram e amizade que perdura... Quando eu visitava Ayuthaya e apaixonado pela vida e história dos portugueses em Ayuthya, juntos beberricavamos uns goles de cerveja Singha, junto à margem do Chao Prya Prya. Patipat, foi o Director do Fine Arts Department em Ayuthaya. Simples e um bom homem e pertence ao grupo de minhas amizades tailandesas.
A segunda leva de convidados, desce as escadas que os levarão ao espaço do Forte Pom Phet. À frente (de óculos escuros) Luisa Dutra, adida cultural junto À Embiaxada de Portugal em Banguecoque.
Os primeiros visitantes, junto a mapas de Ayuthaya, escutam a lição do historiador. Outra gente chegaria depois.
Depois da visita ao Forte Pom Phet, agora os convidados da parte da Tailândia e da Embaixada de Portugal, estão no grande salão do Centro de Estudos Históricos de Ayuthaya. Recomenda-se aos estudioso o visitarem, alí está toda a história da fundação de Ayuthaya, a segunda capital do Sião, fundada em 1350 pelo Rei Utong.
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Enchem-se as escadas de pessoas e sobem para o primeiro andar do Centro de Estudos Históricos de Ayuthaya.
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A cópia, em miniatura, de um barco que navegava desde o Mares do Sul da China, do Golfo do Sião ao Porto de Pom Phet, exposto no primeiro andar do C.E.H. de Ayuthaya. Dado à pouca profundidade do leito do rio Chao Prya, são estas embarcações e os juncos, milenários, chineses que chegam ao Porto de Pom Phet. As naus portuguesas, de tonelagem, razoável, não navegacam a Ayuthaya, lançavam o ferro na embocadura do Chao Prya, e alugavam os juncos chineses, para o transbordo e carregamento de mercadorias. As lorchas, construídas em Macau, e de proprietários portugueses, navegavam a Ayuthaya, Há registos, históricos, desses pequenos barcos, ter navegado a Ayuthaya.
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A legenda está na designada na fotografia...!!! Agora as opiniões são dos leitores.
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Jorge Morbey, professor universitário em Macau, foi convidado pelo Fine Arts Department, para proferir uma palestra no dia 19 sob o tema: Thailand and Portugal: the Image of Each Other over Five Centuries of Bilateral Relations”. Dr. Morbey tem sido um estudioso em cima das relações, históricas, de cinco séculos, entre Portugal e a Tailândia, juntou-se aos convidados para a visita a Ayuthaya e evento que viria a ter lugar no "Ban Portuguet".
Um excelente lanche "buffet" foi servido e oferecido aos convidados num hotel de 5 estrelas, junto à margem do rio Chao Prya, em Ayuthaya. Não foi notada a falta de apetite a nenhum dos convidados...!!!
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Numa mesa sentam-se duas senhora (lado esquerdo que não conheço pelo nome) a seguir a Drª Luisa Dutra, adida cultural e o Dr. Jorge Morbey. Pelo sorriso, simultâneo, dos quatro, nos salta à vista a felicidade que segue dentro deles.
José Martins
Continua