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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

GREVES E CARNIFICINA À CABEÇA: " O BANCO. O ALGUIDAR, A FACA E O PORCO...!!!"

Greves. Um perígo tumultuosamente colossal

“Uma onda de greves sistemáticas não teria outra consequência se não empobrecer mais o país e tornar mais difícil a vida de quem já tem uma vida muito difícil", afirmouPaulo Portas no encerramento das Jornadas Parlamentares do CDS-PP, no Funchal. Portas reiterou que deveria ser melhorado em Portugal "o diálogo com os parceiros sociais democráticos, sejam os representantes dos empregadores, sejam os representantes dos trabalhadores."
«Da parte da UGT, não vai haver greves sistemáticas, mas poderá haver greves para defender os direitos dos trabalhadores», disse João Proença. O secretário-geral da UGT considerou ainda que tem havido «falta de diálogo» por parte do Governo, mas admitiu que isso possa decorrer do pouco tempo em que o Executivo está em funçoes.

O Passos Coelho veio falar de não aceitar tumultos, mas o Paulo Portas que é mais inteligente escolheu as greves como alvo. Compreende-se que o Portas não queira greves que possam colocar em cauasa um governo onde tem grandes responsabilidades, mas que seja o Secretário Geral de uma Confederação Sindical a comprometer-se em não as fazer já é mais estranho. Quando os direitos de quem trabalha estão a ser completamente usurpados pelo poder, mais desemprego é notícia diária de telejornal, os salários descem e os bens essenciais sobem violêntamento assim como os Impostos contrariamente aos direitos sociais em transformação para a caridadezinha um "sindicalista" compromete-se a não utilizar a sua melhor arma.
É no diálogo que tudo deve ser resolvido mesmo sabendo que este governo já nem se dá ao trabalho de fazer qualquer diálogo.
Os trabalhadores têm o direito de se defender da perda de direitos, (a que o governo gosta de se referir como regalias), e os cidadãos de lutar contra quem os quer fazer mais pobres ou contra quem os atira para a miséria e a fome. Se há que interromper este caminho, se é necessária mudar então todas as formas de luta que o possibilitem são legitimas. Se defendermos a nossa vida é um direito, defender a dos nossos filhos é uma obrigação. Que mundo e que amanhã lhes queremos entregar?

PS: Sabiam que do Orçamento do Estado saiem todos os anos meio milhãos de euros para pagar a sindicatos e organizações patronais por participarem na Consertação Social?

A galinha dos impostos de ouro


Quem tem uma loja e não está a fazer o dinheiro suficiente com as vendas pode sempre tentar aumentar um pouco os preços. Mas quem tem uma loja também sabe que há um limite a partir do qual perde tanta clientela que passa a fazer ainda menos dinheiro. O mesmo se passa com os nossos impostos que de tanto aumentarem acabam por criar falências, o fim de muito comércio e de emprego. Menos IRC, menos IRS, menos IVA, menos receitas sociais. Na ânsia de tudo ganhar muito rapidamente mata-se a galinha dos ovos de ouro.

A BODA DE LUIS ALONSO,COM CASTANHOLAS


Do nosso correspondente nos Estados Unidos, Adalino Cabral, chegou-nos esta maravilha

A Boda de Luís Alonso, com castanholas  

                                       FANTASTICOOOOOOOOOOOOOOO !!

                                                                                                                                                   Vale a pena ver.

Ó RELVAS, Ó RELVAS O BRASIL À VISTA!

Exclusivo VISÃO

Miguel Relvas, o Bem-Amado

Miguel Relvas não é só o poderoso número dois do Governo. Também no Brasil tem amigos de peso e portas abertas. Lá, o ministro-adjunto garantiu sólidas amizades, influência e bons negócios. LEIA AQUI UM EXCERTO DO TEXTO PUBLICADO NA VISÃO DESTA SEMANA

Miguel Carvalho
12:04 Domingo, 4 de Set de 2011


Miguel Relvas não é só o poderoso número dois do Governo. Também no Brasil tem amigos de peso e portas abertas. Dos homens do "mensalão" às agências de marketing, da direita conservadora a decisores políticos e empresariais, dos media ao jet-set, a sua agenda regista várias figuras de relevo na sociedade brasileira, por boas e más razões. Lá, o ministro-adjunto garantiu sólidas amizades, influência e bons negócios. E foi lá também que o PSD começou a ganhar as eleições...

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Miguel Relvas é cidadão honorário do Rio desde 2008. Mais difícil é precisar o momento em que ministro-adjunto se tomou de amores pelo Brasil. Até há uns anos, ele situava as melhores férias da sua vida na Baía. Aí, em 2000, fez turismo cultural com a família e descansou num resort da Ilha de Comandatuba lendo teses e ensaios sobre Eça de Queirós. Relvas gosta de seguir a máxima que diz que nunca se é feliz duas vezes no mesmo lugar. À ilha, não voltou, mas o Brasil é um eterno retorno na sua vida.
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Para lá viajou com o primeiro-ministro Santana Lopes, em setembro de 2004. Era então secretário-geral do partido e conheceu Nizan Guanaes, dono de um dos maiores grupos de marketing político e considerado pelo Financial Times um dos brasileiros mais influentes do planeta. Naquela altura, Relvas procurava quem refinasse a campanha do PSD no ano seguinte, embora mantivesse contrato, desde 2001, com o brasileiro Einhart da Paz. No Rio, em 2005, o atual ministro também representou o antigo líder do partido, Marques Mendes, na reunião da comissão executiva da Internacional Democrata Centrista, à época presidida por José María Aznar.
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A partir de 2006, iniciou a sua atividade como gestor e consultor de empresas privadas e começou a viajar com regularidade para o outro lado do Atlântico. A frequência acentuou-se a partir de 2009, ano em que se dedicou exclusivamente à gestão e consultoria na Kapaconsult, Finertec e na Alert, a multinacional portuguesa de software clínico.
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O grupo Finertec é uma empresa com interesses nas áreas das energias, tecnologia, construção, imobiliário e turismo, sobretudo em África. Já a Alert, graças a Relvas, conquistou mercado no Brasil. O primeiro contrato foi celebrado em 2007 com a secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais e, daí para cá, a empresa está presente em dezenas de hospitais, institutos, clínicas e unidades de saúde, sobretudo em Minas, mas também em São Paulo, Rio e noutros estados.
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Com a entrada para o Governo, Relvas cessou estas atividades. "Fiz sempre questão de receber todos os meus honorários em Portugal, recusando utilizar a faculdade que a lei me concedia de pagar os meus impostos fora do País", esclarece. Em 2010, apresentou um rendimento global de quase 230 mil euros.
Os amigos no Brasil atravessam vários quadrantes e atividades. E carregam alguns fardos também. 
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César Maia (ex-prefeito do Rio) e Rodrigo Maia (atual deputado) - pai e filho, ambos do partido Democratas - dão Relvas como exemplo. "Tem sido uma referência para todos nós", diz César. "Estivemos com ele no dia da eleição em Portugal", recorda Rodrigo. No DEM, sigla pelo qual esta força política de direita é conhecida no Brasil, vários deputados foram apanhados em casos de corrupção. Em 2007, segundo O Globo, o partido herdeiro da ARENA, base da ditadura militar, ocupava o primeiro lugar no número de políticos que perderam o mandato por denúncias de corrupção (69). 
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No ranking dos Estados com maior número de políticos "cassados", na expressão brasileira, Minas Gerais liderava. Jorge Borhausen, antigo dirigente da ARENA, e Paulo Bornhausen, deputado, abandonaram o DEM. Conheceram o Relvas nos anos 90 no Brasil e permanece uma "profunda amizade", atesta Paulo. "É um profissional muito competente. Tem amigos no mundo da economia, da política e em muitas outras áreas". Jorge festejou com Relvas e Passos Coelho após a tomada de posse em Lisboa. 
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Paulo ajudou a fundar o novo PSD brasileiro, que há dias entregou no tribunal o processo para a legalização. O partido começou torto: nos primeiros documentos, apareceram milhares de assinaturas falsificadas e mortos. Agora, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, presidente do PSD e próximo de José Serra, candidato derrotado por Dilma nas presidenciais, tenta pôr ordem na casa. Amigo de Relvas, polémico, tem explicar à justiça, por estes dias, o aumento do seu próprio salário em 51 por cento.
LEIA A REPORTAGEM COMPLETA
NA VISÃO DESTA SEMANA

"....EXISTEM IMENSOS TIMORENSES, DAS MAIS VARIADAS FAIXAS ETÀRIAS,QUE PASSAM DIAS SEM COMER."

Clique a seguir e vá para a peça completa

CALDEIRADA À MODA DE TIMOR-LESTE COM FARTURA




Como se fosse uma ementa que nos possibilitasse conhecer as especialidades da casa podemos fazer o mesmo, relativamente a Timor-Leste, no menu dos acontecimentos da semana que vai passando e que foram objeto de notícia na comunicação social tradicional e, ou, nas alternativas online.

Neste menu não haverá lugar a perguntar se querem assim ou com mais molho porque devemos ser frugais por razões da doentia obesidade. Isto para aqueles que realmente comem, porque, é bom não esquecer, existem imensos timorenses, das mais variadas faixas etárias, que passam dias sem comer. Mesmo aquilo que possam vir a comer num dia ou noutro é mais que frugal, são refeições de fome em que a predominância é oxigénio e água…

Sirva-se a caldeirada e não se delongue os rodriguinhos porque há os que já estão com água na boca.

PAULO PORTAS O HOMEM SURPRESA - OU O KISSINGER À LÁ PORTUGUESA

Oi empresário portugueses, para a Líbia e em força! Na Líbia, no deserto e nos camelos está a alavanca e a salvação da economia nacional!
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NA CASA ONDE FALTA O PÃO TODOS RALHAM, MAS ALGUNS, COM RAZÃO

O ministro Paulo Portas, muito preocupado com o "bicho" da Madeira vai ignorando o caso, grave, da greve dos funcionários diplomáticos e consulares  na Suíça. Me parece que Paulo Portas, não entende ou não quer entender que se reflete, como vergonha e humilhação, nos emigrantes portugueses (dizem uns 200 mil) que residem e trabalham no país. Ao que se chegou neste Portugal!

 Situação tensa na Suíça

Pois pelos dados, o ambiente na Suíça é muito, mas muito, tenso. Trabalhadores consularesn insatisfeitos, professores revoltados, emigrantes a perderem a calma, e tudo isto perante a aparente passividade de Lisboa. É caso para dizer que um embaixador de Portugal, assim, tem a incomodidade de ter de escolher entre mal com El-Rei por amor dos homens, mal com os homens por amor de El-Rei, porque a imagem de Portugal não sai beneficiada não valendo a pena pintar a manta a El-Rei, muito menos aos homens. Veremos. A imprensa local continua a falar do caso, muito crítica, ontem os grevistas e delegação sindical foram recebidos pela MNE suíça, desconhecendo-se por ora o que daí saiu. Mas, para já, impacto nas Necessidades está a ter, pela calada.
O certo é a greve vai prosseguir por tempo indeterminado

Também pelos dados, o ambiente na comunidade é de indisfarçável azedume para com o governo e MNE, reservando para os funcionários em greve atitude de compreensão, mas já com nervosismo e muita irritação a ser notada. A continuar a greve ninguém sabe onde isso vai parar - não estão a ser executados atos consulares vai para duas semanas, e alguns são urgentes.


 Ajuntar à contestação dos funcionários, a situação dos professores é igualmente muito volátil. Veremos também.

Ahhhhhh pois foi... mas esta história ainda não foi bem contada.... lá iremos, lá iremos com tempo... Lá se foram as monografias, históricas, (as consideradas lixo pelo embaixador Sebastião) para a formiga branca.
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E então fomos surpreendidos com a formiga branca a atacar aquele local das estantes onde temos a colecção integral da revista Veja... Fomos a tempo.
Está explicado este pequeno hiato. Mss aquele bicho não deixa de ser uma metáfora.

A MENSAGEM DO DIA DE 7 DE SETEMBRO DE 2011

MENSAGEM DO DIA...



“Um brinde aos nossos defeitos,
Porque as nossas Qualidades
Filho da Puta nenhum
Reconhece. "

NÂO SOU ALMOCREVE DAS PETAS MAS O DA REALIDADE QUE NÃO DÁ ESCONDÊ-LA

Últimas

Somos o único país em recessão na União Europeia

Crescimento económico da Zona Euro foi de apenas 0,2% do PIB

O Eurostat confirmou a estagnação da economia portuguesa no segundo trimestre, face ao anterior. A queda de 0,9 por cento do PIB face ao período homólogo também foi confirmada, o que pressupõe também um abrandamento do crescimento da economia na Zona Euro e na União Europeia.

Contas feitas, Portugal foi o único país da União Europeia a apresentar uma contracção do PIB quando comparado com o segundo trimestre do ano passado. A contracção da economia é explicada pela queda do consumo privado.

Já em comparação com os primeiros três meses deste ano, Portugal regista o pior crescimento a par da França e Hungria.

Note-se que os valores revelados pelo Eurostat para a economia portuguesa confirmam assim os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, no dia 16 de Agosto.
Zona Euro regista abrandamento económico

De acordo com as segundas estimativas que foram divulgadas esta terça-feira, o crescimento económico na Zona Euro foi de apenas 0,2 por cento do PIB deste conjunto de países, igual valor registado na União Europeia, comparando com o primeiro trimestre do ano.

Prova deste abrandamento é a estagnação do crescimento económico em França no segundo trimestre, face aos valores dos primeiros três meses do ano, e o crescimento residual verificado na Alemanha, que é a maior economia da Europa, que apresenta uma variação positiva de apenas 0,1 por cento face ao primeiro trimestre do ano.

MOÇAMBIQUE:"RESQUÍCIOS DE HISTÓRIA DE UMA DESCOLONIZAÇÃO EXEMPLAR"

07/09/2011

AFINAL OS “ACORDOS DE LUSAKA” FORAM UMA IMPOSTURA POLÍTICA?

Ouvir com webReader
Acordo04 Por Viriato Caetano Dias
“Nenhuma mentira pode viver para sempre.
A verdade, mesmo esmagada, volta a nascer.”

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Carlos Cruz, escritor português
“A mentira pode correr um ano. A verdade apanha-a num dia”. Assim reza o rifão popular africano.
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Sou por natureza um ser insatisfeito. Um homem, diga-se de passagem, atormentado pela dúvida. Foi assim que, cedo decidi trilhar os caminhos do meu coração e optei por fazer o curso de História, instigado pelo facto desta ciência ser a única no ninho das ciências sociais e humanas que têm como hipótese de trabalho o pessimismo, querendo perspectivar o futuro. 
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Posso estar equivocado, é claro, mas fico com a impressão de que há dissimulação política, talvez propositada e intencional, ante o propalado “Acordos de Lusaka” entre o Estado Português e a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), movimento nacionalista que desencadeou a Luta Armada de Libertação Nacional, com o objectivo de conquistar a independência de Moçambique. 
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Que fique claro logo à partida que a FRELIMO - FRENTE DE LIBERTAÇÃO DE MOÇAMBIQUE, perverteu-se com o advento da Frelimo como partido político e não só, tal veio a suceder-se à luz do seu IIIº congresso, realizado em 1977. Lá falaremos adiante.
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 Permitam-me que debite da minha alma um testemunho, talvez pouco comum no início de uma reflexão pelo seu tom pessoal e directo, mas que me é necessário e mesmo imperativo dar: O meu processo de formação em História teve início na Universidade Pedagógica (UP), em Nampula e Maputo, respectivamente. A UP que é uma instituição pública de ensino superior concebida, exclusivamente, para a formação de professores mas, actualmente, tem vindo a acomodar os interesses do “Sistema”. 
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Há muito que a UP abdicou dos seus princípios básicos de orientação profissional – vocacionados na formação de professores – servindo, desta feita, de bóia de salvação para os aventureiros e excluídos das outras universidades, públicas e privadas, conferindo a estes, muitas das vezes, os graus de licenciado e mestres. Dai a razão da febre constante da falta de professores um pouco por todo o país e não só, as dificuldades que o sector da educação enfrenta, quando o assunto é a qualidade de ensino no país.
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Haja honestidade, mas também há, na UP, profissionais que conheci e conheço que têm sido autênticos “bombeiros” para salvar a glória e honra da casa. Escuso-me aqui de citar os nomes. Um bom profissional não se esconde, simplesmente porque não se improvisa nem se forja. Sabem eles quem são, os que sempre pautaram com zelo e dedicação à sua missão profissional. À esses profissionais deixo ficar, nesta reflexão, a minha singela mas grata homenagem de um aluno eternamente reconhecido, quer pelos ensinamentos adquiridos, quer também pelos erros evitados. Obrigado a todos.
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Depois houve a necessidade de partir para outros cantos do mundo em busca de mais saberes, sobretudo em busca dos conhecimentos que me faltavam e me faltarão sempre (porque o Homem, esse animal político morre aprendendo, sempre!), foi então que aconteceu o meu encontro (literalmente) com alguns escritores de proa; para alguns trata-se de estreia no ofício, para outros, nem por isso, mas todos eles convergem num aspecto, diga-se de passagem, são verdadeiros colossos incontornáveis na arte de “ser e estar” e com uma larga experiência de vida, nomeadamente: António Guterres, Carlos Cruz, Carlos Fino, Cárcere Monteiro, João Guerra, Iaian Christie, Hersh Seymour, Mário Soares, Christine Garnier, Cláudia Furiati, David Aloni (já falecido), este último meu eterno mestre. 
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A conversa recitada com estes escritores foi uma oportunidade soberba para o esclarecimento de algumas dúvidas, ainda que na vida não há verdades absolutas, mas também para tirar ilações para o futuro. Uma visita literária a estes escritores, para além de ser um conhecimento grátis que se adquiri, é também uma forma de compartilhar ideias, afinal de contas ninguém é detentor absoluto da verdade.
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 Foi com Mário Soares, na sua obra “Memória Viva” (2003), que veio a minha estupefacção, motivo para a reflexão de hoje. Não queria acreditar e nem quero, porque me custa acreditar. Sabia por imposição da dúvida que a nossa “História Oficial” carece de muletas, pois nem todos os processos históricos revelados até agora são para levar à letra (consideração). É preciso rescrever a nossa História. Mais não foram escritos em função dos apetites e estrabismos político da época. 
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O que não esperava era, depois de 35 anos da assinatura (?) dos “Acordos de Lusaka”, vir saber que um dos seus signatários, afinal, não assinou o referido acordo com a FRELIMO, por responsabilidade desta. Está lá escrito, com letras douradas, cito: “não assinei os Acordos de Lusaka”. Contrariamente a informação publicada nos nossos manuais de ensino (ainda em uso nas nossas escolas) Mário Soares, esta figura lendária e meticulosa de gabarito internacional, deixou claro que, de facto, houve um encontro em Lusaka, mas nega ter assinado os “Acordos de Lusaka” com a FRELIMO.
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O mesmo autor, na sua supramencionada obra, “Memória Viva”, enfatiza o seguinte, cito na integra (sic): “Encetámos então as negociações. Mas estás vieram a verificar-se mais difíceis, porque Chissano, o numero dois de Samora, e actual presidente, avisara-nos que o cessar fogo só seria respeitado uma vez obtidas garantias solenes da nossa parte quanto ao reconhecimento da FRELIMO como representante legítimo do povo Moçambicano. Houve um acordo verbal, abraços e novos aplausos, mas quando nos sentámos à mesa das negociações, eles recusaram-se a assinar.” (pp. 100).
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Mário Soares acrescenta, o seguinte: “Em contrapartida não assinei os acordos com Moçambique, mas apenas assisti, após os acordos, ao acto de independência de Moçambique, no Maputo, assim como também não negociei, uma vez que já não era ministro dos Negócios Estrangeiros, a independência de Cabo Verde e de São Tome (pp.102). O sublinhado no texto é meu.
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Se uma das partes signatárias do “pacto” escreve no seu aludido livro que não assinou os “Acordos de Lusaka” com a FRELIMO, a menos que esse “acordo” se traduza em abraços e aplausos, festa e dança, o que era de esperar, porquanto tratava-se do primeiro encontro “oficial” em que o Estado Português reconhecia, pública e internacionalmente a derrota militar e ideologicamente ante a invencibilidade do povo moçambicano. 
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Convenhamo-nos, modesta à parte, o Estado Português só e só aceitou sentar-se à mesa das negociações com a FRELIMO devido as baixas nas suas fileiras militares, apesar de não ignorar os factores internos precedidos da revolução de 25 de Abril de 1974. “É preciso dar ao César o que é de César, e a FRELIMO o que é da FRELIMO!”.
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O tal “Acordos de Lusaka” ganha perplexidade, na minha maneira de ver, quando o governo moçambicano ESCUSA-SE de revelar ao seu povo os seus contornos. Não revelando o que se especula (tomemos como especulações as declarações de Mário Soares) o governo moçambicano não só perde como o seu povo fica, duma ou doutra maneira, condenada à preconceitos e meias verdades. 
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É curioso, abrindo parêntesis, saber que o assunto Anibalzinho é, para o governo moçambicano, mais restritivo e secreto que divulgar as clausulas dos “Acordos de Lusaka”. Não será este criminoso mais importante que o próprio Estado? É caso para dizer que os ditos “Segredos do Estado” estão, muita das vezes, à mercê de quem os queira ter. 
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Anibalzinho goza deste privilegio. Teimo que se consuma as palavras do actual Procurador Geral da República, Dr. Juiz Paulino pronunciadas em pleno julgamento na ´Cadeia da Machava`, cito de memória: “Anibalzinho pode enganar a todos mas não ao Estado. Ninguém está acima da lei”. Palavras idênticas foram proferidas pelo actual Presidente da Assembleia da República, Dr. Eduardo Mulémbuè, também cito de memória “num país de direito como o nosso pode falhar tudo, menos a justiça.”
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Voltando às vacas frias, como sóis dizer-se. Não é preciso ser historiador nem compreender muito de direito internacional para perceber o alcance das palavras de Mário Soares ante o “silencio mortal” mas incomodo - da Frelimo - em NÃO revelar, na integra, as potenciais clausulas do propalado “Acordos de Lusaka” que, na verdade, foi o primeiro passo conducente à independência nacional. Tal imposição, por um lado, vem anuir àqueles que abonam que os “Acordos de Lusaka” mais não foram uma impostura política, por outro lado, duvidar do governo moçambicano pela sonsice no assunto. 
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Podemos dizer, na pior das hipóteses, que estamos perante três tipos de acordos: o verbal e o escrito. Um terceiro seria o somatório dos dois. Ou seja, na prática o somatório levaria-nos à inexistência de tal acordo, pelo menos à mesa das negociações, não obstante a efectivação do encontro, como disse anteriormente, aconteceu em Lusaka, a 7 de Setembro de 1974. 
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Havendo a possibilidade do acordo ser verbal como, aliás, admitiu Mário Soares, então, há que suprimir as informações gratuita que pousam na Internet e nos manuais de ensino que desinformam “à seiva da nação”, pois crispa a verdade dos factos. Sempre defendi uma história de consenso, porque não há verdades absolutas onde a maioria das pessoas comungam os mesmos ideias, sem hipocrisia nem impostura, seja qual for a pretensão. Porque os tempos que correm são de paz, de concórdia, de progresso, de tecnologias, do saber, de reconciliação com o passado, que o futuro a construir seja risonho, sem mácula e nem meias verdades. Que seja, enfim, auspicioso!!!
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Ao terminar esta reflexão, gostaria de deixar claro o seguinte: esta reflexão não põe em causa o dia da vitória - o 7 de Setembro de 1974 -, longe de mim quem assim ousar pensar e verbalizar. Pelo contrário, concebo o 7 de Setembro como o culminar de um processo de luta hercúlea para a descolonização do país das garras do colonialismo português, e fizemo-lo com êxito. Mas sim de espevitar o Governo a equilibrar a balança, trazendo ao de cima os processos históricos de interesse nacional à nação, porque há muito que estes “deixaram” de ser segredos do ESTADO. Boas festas e viva o 7 de Setembro..
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PS: Até ao fecho desta reflexão aguardo a disponibilidade do Dr. Mário Soares para um encontro de cortesia, que será uma grande honra para mim. Peripécias dos “Acordos de Lusaka” como não podia deixar de ser, vai ser o pano de fundo do encontro.
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06.09.2009
Adenda, 06.09.2009: Agradeço bastante ao amigo e compatriota Viriato Dias pela contribuição ao Reflectindo para uma celebração consciente do dia 7 de Setembro. É verdade que o questionamento sobre os que chamamos de "Acordos de Lusaka" não é para pôr em causa a independência nacional, mas apenas se questiona a forma, procurando ver se não podia ter havido a melhor e quais foram as consequências indesejáveis. 
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Se viajarmos para todos os países ex-colónias portuguesas detectaremos algumas consequências de uma descolonização. No caso de Moçambique, ainda me interrogo se uma outra forma, a do tipo Zimbabwe e Namíbia não teria evitado o êxodo da mão de obra qualificada e a guerra civil que durou 16 anos com quase de dois milhões de vítimas mortais. 
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Assisti a humilhação a missionários combonianos, pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), os que a apoiaram e foram vítimas do regime colonial. Também assisti o abandono infeliz de quadros válidos e pacíficos como foi do director da escola secundária de Nacala-Porto, o Vieira.
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NOTA:
Soares é um mentiroso compulsivo. Vejam a sua assinatura no documento apenso(Click para ampliar).
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE

"QUANDO VOCÊ PERCEBER QUE, PARA PRODUZIR,PRECISA OBTER AUTORIZAÇÃO..."




Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (Judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:
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Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

O GASPAR DISSE...!!! E DAÍ ACREDITAM-SE?

 
 
Esta gente é toda igual... São crentes, mas não falam na certeza do milagre porque este é impossível. 
É natural que a coisa da dívida esteja, em parte, resolvida e saída do coiro e cabelo dos portugueses e mais empobrecidos. 
A economia de um país resolve-se com as exportações e Portugal pouco ou quase nada tem para equilibrar o pêndulo da balança comercial. 
Portugal não produz, sequer, comida para alimentar a população e vamos com isto a continuar encalatrados no futuro. 
Portugal e por causa dos políticos está a ficar um país velho e moribundo, cuja revigoração demorará mais de meio século... 
Este milagre só poderá acontecer se houverem homens, ainda, com sentido da nacionalidade lusitana. 
O território, nos meios rurais, está a ficar um deserto e local onde só uns poucos velhos vão cultivando as suas terras. - José Martins
Economia

PARA O QUE LHES POSSA SERVIR - RECEBIDO DA EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BANGUECOQUE


Exmo(a) Sr.º e Sr.ª,

Para conhecimento e devidos efeitos se transcreve a informação veiculada pelo IRN sobre o número de contribuinte atribuído aos residentes no estrangeiro.
 .
“De acordo com a execução do Acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia de 5 de Maio p.p., não é exigível a imposição da designação de representante fiscal aos não residentes com domicílio nos 27 Estados-Membros da União Europeia.
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Nestes termos, aos processos de cartão de cidadão que cheguem a este Organismo e que não possuam NIF, mas estejam dentro dos parâmetros anteriores, ser-lhes-ão atribuídos NIF.”

Com os melhores cumprimentos,

Embaixada de Portugal
26 Bush Lane (Soi New Road 30)
New Road, Bangrak                                                                      
Bangkok 10500                                               
Thailand
Tel.: (+66) 2 234 7435 / (+66) 2 234 0372
Fax: (+66) 2 639 6113
  
                     
 

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As capas dos jornais e as principais notícias de Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Adepto galês morre antes de jogo com Inglaterra
Eddie Murphy apresenta Óscares em 2012
Altura: Atropelado na EN125
Alvor: Ferido em despiste na A22
Faro: Empréstimo de 16 milhões
EUA: Quatro mortos em tiroteio
Barcelos: Cão morde criança

Capa do Público Público

Pelo menos nove mortos em atentado em Nova Deli
Obama vai apresentar novo plano de estímulo económico
Renato Seabra volta a tribunal em Nova Iorque
Maria de Belém presidente do PS
Paulo Bento: "Ricardo Carvalho deve um pedido de desculpas, não a mim mas aos portugueses"
Vítor Pereira: "Gostamos de ir na frente, mas o importante é terminar na frente"
Itália e Espanha garantem a qualificação para o Euro 2012

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

PS revê segredo de Estado acolhendo reservas de Cavaco
Professores com nota negativa terão aulas observadas
Bispo do Porto critica Igreja velha e distante da realidade
Fim do subsídio atinge quase 15 mil desempregados/mês
Depois de Passos, também Portas se diz preocupado com agitação social
Maria de Belém para a presidência do PS
Morreu Magalhães Pinto

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Maria de Belém sucede a Almeida Santos na presidência do PS
Petrogal classifica explosão em Leça como "potencial acidente grave"
Bebida alcoólica adulterada mata 50 pessoas no Equador
Paulo Bento lamenta "acto irrefletido e extremamente grave" de Ricardo Carvalho
Tiroteio em restaurante do Nevada faz quatro mortos
Criado ranking dos sonhos mais populares
Vieira e Godinho afinam estratégia sobre dossiê federativo

Capa do i i

Sumário: skate, boas maneiras, cozinha e aulas ao ar livre
Concursos nas escolas de risco. Num jogo viciado ganham sempre os mesmos professores
Críticas na coligação. Portas deita água na fervura do CDS
Imposto sobre fast food. OMS disponível para dar apoio técnico
GNR e PSP de Beja. Juntos no aeroporto até que o ministro os separe
Custo do pão pode aumentar com subida dos preços dos cereais
Seguro leva até ao limite escolha do novo presidente do PS

Capa do Diário Económico Diário Económico

Assunção Esteves questiona Zon sobre fim do canal Parlamento
Berlusconi sobe IVA e cria imposto em plena greve geral
Madrid recupera aumento da carga fiscal
Acção social vai sofrer corte orçamental
Seguro escolhe Maria de Belém para presidente do PS
Tribunal Constitucional decide hoje sobre legalidade de planos de resgate
O fim da hegemonia dos EUA

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Tempestade no Golfo do México suporta preços do petróleo
As notícias em foco na edição de hoje, dia 7 de Setembro, no Negócios
Hora H com Carlos Costa
Bolsas asiáticas recuperam de três dias de quedas
Brasileiros têm dinheiro, franceses sinergias e alemães são parecidos
Governo estuda IVA a duas velocidades para a restauração
Suíça abre nova vaga na "guerra cambial"

Capa do Oje Oje

Wall Street fecha no vermelho, penalizada por crise europeia
Perda de confiança no mercado interbancário
Martifer com prejuízo de 15,3 milhões no 1º semestre
Airbus ultrapassa Boeing no número de encomendas recebidas até Agosto
Ikea investe 444 milhões em Xangai
Carlyle avança com IPO de 100 milhões em 2012
Zoellick descarta nova recessão nos EUA, mas adverte Europa

Capa do Destak Destak

FC Porto goleia e alcança 1º lugar da Liga
Confirmado: Eddie Murphy é o apresentador dos Óscares
Tiago Pires supera 1ª ronda em Nova Iorque
Irão de Queiroz empata com o Qatar
Governo lança Documento Verde para receber contributos para a reforma da administração local
Eurodeputada Ana Gomes considera "imperativo" que Governo português proteste
Jay Z elogia Beyonce durante entrevista ...da cantora

Capa do A Bola A Bola

Bruno Ribeiro sabe como bater o Dragão
«Médico mudou mas Sporting tem agora mais lesionados» - DN
Nuno Ribeiro regressa à competição
Penhora gera perplexidade
Miguel Vítor alternativa a Maxi e Rúben Amorim
«Quero mostrar o meu futebol» - Elias
«Ricardo Carvalho devia pedir desculpa aos portugueses» - Paulo Bento

Capa do Record Record

NACIONAL-V. GUIMARÃES, 0-1 (1.ª parte)
CAN'2012: Angola bate Uganda
Postiga apresentado esta segunda-feira
Resultados e marcadores da 3.ª jornada
FC Porto falha acesso à Liga dos Campeões
Edurne muito apaixonada por De Gea
Moreirense-Freamunde, 0-0: Jogo muito equilibrado

Capa do O Jogo O Jogo

Shaffer: “Quem marca mais golos acaba por vencer”
Hulk: “Esperemos que não seja nada de grave”
Nice: Treinador aguarda resposta da FIFA sobre transferência de Djaló em uma semana
Pedro Caixinha: “Penso que o resultado é excessivo”
Vítor Pereira: “A nossa vitória é justíssima”
Europeu sub-17: Portugal goleia Inglaterra por 10-0
Dragões vencem UD Leiria por 5-2 e isolam-se na liderança