Como ontem tudo igual na área onde resido. Continua a existir o nervoso miudinho se a minha área vai ser ou não invadida pela águas. Porém, até ao momento, ainda não houveram informações, oficiais, que a minha zona, Bangkuntien, vai ser ou não invadida.
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O que acontecer que venha e certamente não irá a inundação provocar mais estragos do que os que todos nós já contabilizamos.
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Banguecoque não é zona de ciclones, terreno acidentado em que venha a provocar desmoronamentos de elevações de terrenos dado que geográficamente a cidade é plana, assente em solo lodoso, pouco consistente, afunda-se anos por anos e onde por séculos cresceu o "mangal". Situa-se a cerca de 20 quilómetros da Barra do Sião e a embocadura do Rio Chao Prya.
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Esporádicamente o Rio Chao Prya tem estado sujeito a grandes inundações e três já contam durante a minha permanência: 1984 - 1995 e a de momento 2011. Mas a cheia de 1984 (esta bastante violenta) e a de 1995, foram bem diferentes da de momento. Em 1984 a cidade de Banguecoque era uma "bela adormecida" de apenas de 202 anos e onde a crise do desenvolvimento ainda não tinha chegado.
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Em 27 anos, que já lá vão, desde 1984 muita coisa foi transformada nesta cidade, enorme, onde vivem (?) 12, 14 ou mais milhões de almas. Com cheias, sem elas, com afundamento do solo Banguecoque vai continuar a existir até sempre. - José Martins
Um dos canais na área onde moro o nível da água igual ao de ontem.
O trânsito, aliviado, porque hoje até segunda-feira é feriado em Banguecoque e províncias afectadas. O Governo aconselhou os residentes a deslocarem-se para as províncias e quedarem-se junto a famílias e amigos.
De minha casa a caminho da baixa de BanguecoqueA pouco mais de 200 metros da margem esquerda do Rio Chao Prya e debaixo da grande ponte Rei Rama IX, que o atravessa e o eixo rodoviário que liga a Tailândia a Singapura.
A cerca de 150 metros da margem esquerda do Rio Chao Prya (Estrada Ratchadapisek ou a circunvalação de Banguecoque), regista a primeira inundação. Mais abaixo fiz o U volta para me livrar de problemas e ficar engolfado em água. A minha experiência de mais de 30 anos de me movimentar nas cheias de Banguecoque trouxe-me entendimento.
Entro na grande ponte com o nome de Sua Majestade o Rei Rama IX e actual reinante e sigo para a minha área ao sul/oeste de Banguecoque.
Há centenas de carros estacionados nas auto-estradas. Mas entendam por aí... Estes carros não foram aqui estacionados com o receio que a inundação os levasse barra fora e os despejasse no Golfo do Sião. Acontece que os carros mergulhados, por dias e mais na inundação o material, especialmente, o eléctrico detiora-se e terá que ser subsituído. Eu mesmo tive essa experiência nas cheias de 1995, circulando nas inundação com uma viatura movida por um motor a diesel, infiltrou-se água no diferencial através do respirador que o viria a gripar e substitui-lo por outro que não foi nada em conta.
Espero a àgua serenamente. Que venha e em bem!Bota de borracha, alta, para caminhar na cheia e me livrar da "bicharada"



























