Por Amadeu
Araújo,
em Viseu21 Março 2007
Até na morte Salazar "foi um bom homem que olhou por nós, pois o funeral foi atrasado 15 dias para compor a estrada, vieram cantoneiros de todo o distrito e até electricidade puseram", conta um saudoso Manuel Cordeiro, 76 anos, encostado à ombreira da sua casa no Vimieiro. E é difícil aqui encontrar uma voz que seja contra a nomeação do ditador para Os Grandes Portugueses.
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"Nasceu
pobre e pobre morreu, mas deixou os cofres cheios", conta Maria Natália,
que não sendo por Salazar, optava "pelo Barroso, aquele que está na Europa
e que também é muito inteligente".
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Na aldeia que o
viu nascer e onde está hoje sepultado, Salazar continua a ser a figura dilecta,
muito por culpa da maneira como os cidadãos olham hoje os políticos.
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"Só enchem
o rabo e não fazem nada", desabafa Carlos Coelho. Apesar disso, e sabendo
da disputa entre os dois inimigos nos credos políticos, para ver quem é
considerado o melhor português, sempre reconhece que "também é preciso o
comunismo, para equilibrar as coisas e, para isso, têm de existir todos".
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"Que bem
era cá preciso, para endireitar isto, que ele tirou-nos da guerra e só errou
quando não deixava ir os portugueses ganhar a vida para Angola e
Moçambique", conclui Manuel Cordeiro.
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