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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

QUE NÃO SE TOME A NUVEM POR JUNO...!!!

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Campos e eiras de morte está Portugal cheio!!! Amanhã e porque já é tarde (10 da noite em Banguecoque - Tailândia) daremos um testemunho sobre a matéria e não se estar a julgar que são esqueletos de "insurretos", sifilíticos e bêbados farrapilhas soldados de Napoleão. De facto estes, também foram abatidos a machado, enchadas em todas as aldeias da Beira, mas não penso que esta soldadesca francesada fosse enterrada num convento... Isso é que era bom! Os filhos da puta saqueavam as igrejas das localidades, por onde passavam, de Portugal. Só à força poderiam ser acolhidos e enterrados no Convento de S.Francisco. No convento teriam sido enterradas, muitas vítimas da Santa Inquisição, em vala comum.José Martins.

600 esqueletos encontrados em obras no Convento de São Francisco

Histórico: "É sabido como, nessas alturas represálias sangrentas e trágicas, eternizadas por esse país fora, por toponímias alusivas. Como exemplos, lembro o Campo da Forca, em Odivelas, o Vale dos Enforcados, em Caria, hoje freguesia de Moimenta da Beira, designações encontradas na "Etnografia", onde Leite de Vasconcelos refere como as justiças e castigos respectivos se realizavam, habitualmente, em sítios ermos e elevados. Assim em Panaguião, "fazem as audiências, onde chamam Pousadouro, erguido na praça pública e ´hi tem forca e picota´(poste de madeira), em cuja extremidade se expunham as cabeças dos condenados). Tudo isto se passava sempre em terrenos ermos,... No Arcozelo, o terreno em questão tinhas as características exigidas. Mas nada disto me satiisfazia"...

Há tempos, disse-me uma senhora da terra,  que já sabia dar resposta à pergunta que lhe fizera. A mãe que conhecia muitas coisas antigas transmitira-lhe que o caso. na base de tal nome, provinha de facto passado há mais de duzentos anos. Contou-lhe então que ladrões vindos de longe (Nota minha: franceses?), roubaram a mais linda imagem da igreja, a de Nossa Senhora das Dores. Presentidos e descobertos foram seguidos por populares através do caminho do Rabaçal. desembocando naquele ponto onde haviam deixado um carro de bois. Alcançados pelos arcozelenses que lhes gritavam: ou vida ou morte, largaram a imagem e fugiram. Teria sido, por isso, que os salvadores (da santa) colocaram no local um madeiro com a designação "Eira da Morte". Claro que esta "estória" não passará de lenda.

Assim, escreve o Professor Abilio  (Vinhó, pág. 21) que foi estabelecido ã distância um campo de saúde, para onde eram levados os doentes que ali ficavam impedidos de regressarem ao povo, mesmo depois de mortos, sendo sepultados em cemitério de emergência, situado ainda mais longe, cujo local mantém o nome de impedidos e está assinalado com um cruzeiro dito das Almas mandado erguer pelo Prior Baltazar em 1630, com o fim de, com seus paroquianos, lhes ir rezar no dia dos Fiéis Defuntos". 

Ter-se-ia passado algo semelhante com a nossa "Eira da Morte")

P.S. Maria Zilda Borja Santos - Manual de Operações Biblioteca Dr. Sílvio Gomes Henriques.