
Não é só o Presidente a dizer que a desistência de Passos e Gaspar
põe em causa o interesse nacional. O parceiro de coligação, Paulo
Portas, veio dizer claramente que “concorda com o Presidente”. Ora, se
Paulo Portas concorda com o Presidente, o governo em funções perdeu
legitimidade institucional para prosseguir esta política. Portas pode
ser o número 3 do governo – como Passos Coelho docemente indicou –, mas
acabou de escrever directamente à troika e partiu a coligação num tema
crucial. O governo é hoje uma coisa fantasmagórica.
Ana Sá Lopes, i