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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

CORTICEIRA AMORIM ATINGE MÁXIMOS - À MARGEM

Corticeira Amorim atinge máximos
Negócios
28/02/12, 01:06
OJE

A Corticeira Amorim atingiu, em 2011, o melhor ano de sempre em termos de vendas e de resultados. A unidade de negócios das rolhas teve um papel crucial ao nível das vendas consolidadas.
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A empresa revela que a rolha de cortiça ganhou quota de mercado em relação aos vedantes de plástico e de alumínio, o que levou as vendas a máximos de 494,8 milhões de euros, mais 8,3% do que no período homólogo, enquanto o resultado líquido se situou nos 25,274 milhões de euros. Este valor representa uma subida de 23,1% em face do exercício anterior.
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A inovação também foi relevante nas vendas, pois a unidade de negócios de revestimento registou um crescimento de 10% devido ao aumento da procura do novo conceito de pavimento flutuante LVT.

Em contraste, a unidade de isolamento, que está muito dependente dos mercados europeus de construção e de reconstrução, não aumentou as vendas. A segunda metade do ano foi complicada para a Europa e a faturação no Médio Oriente não foi suficiente para compensar as quebras.
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Entre os indicadores relevantes regista-se a subida de 9,7% do EBITDA corrente, para os 72,4 milhões de euros, enquanto o rácio EBITDA/Vendas revelou uma subida ainda mais expressiva, de 14,6%, tendo atingido um dos melhores rácios de sempre da empresa.
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No EBITDA consolidado tiveram impacto a unidade de rolhas, com 37,4 milhões de euros, e as matérias--primas, com 19,6 milhões de euros. Em termos comparativos entre os dois últimos exercícios, a subida mais expressiva aconteceu com a unidade de revestimentos, tendo o EBITDA aumentado de 6,3 milhões para 10,3 milhões de euros.
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A margem bruta operacional atingiu os 5,12%, revelando uma ligeira descida face ao exercício anterior. A influenciar este valor esteve o aumento das matérias-primas e o efeito cambial desfavorável. A margem bruta subiu 7,7% para os 18 milhões de euros.
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Presença em 103 países
A Corticeira Amorim está presente em 103 países e gerou, no ano passado, vendas superiores a 490 milhões de euros. Esta indústria tem um impacto relevante na conservação e preservação da biodiversidade na bacia do Mediterrâneo.
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Gastos operacionais sobem
Os gastos operacionais correntes aumentaram 6,2%, tendo sido afetados pelo crescimento dos fornecimentos e serviços externos, que subiram 10,5%. Este item foi afetado pelo aumento do preço dos combustíveis, eletricidade e transportes.
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À MARGEM: Estou ligado à Corticeira Amorim há 28 anos. 
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Quando o embaixador Mello Gouveia, foi acreditado representante de Portugal no Reino da Tailândia (1982) pretendeu activar as relações comerciais entre Portugal e a Tailândia, convidando várias empresas portuguesas para se instalarem na chancelaria da embaixada e utilizar seus meios de comunicação. 
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Nessa altura as comunicações eram o telefone e o telexe (o faxe aparecia depois de 5 anos) e a Tailândia, era ainda uma bela adormecida ainda não tinha espirrado para o progresso e isso veria acontecer, em grande escala na década 90 do século passado. 
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A Corticeira Amorim desde logo enviou um seu representante, o Fernando de Oliveira que se instalou na chancelaria e a base de suas deslocações para outros países da Ásia.  O sr. Américo Amorim, embora já grande empresário, mas não com a dimensão actual e o homem mais rico de Portugal. 
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As vendas de cortiça na Ásia atingiram quantidades astronómicas, graças ao dinamismo de Fernando Oliveira que ainda hoje, embora já não resida em Banguecoque, viaja à Ásia e ao Oriente duas vezes por ano a vender cortiça e seus afins. 
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Continuamos a ser bons amigos e de Portugal me carrega, sempre que vem a Banguecoque, 5 quilos de Bacalhau, porque neste Reino não há à venda, seco, o fiel amigo. 
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O sr. Américo Amorim que já não vejo há 13 anos, quando passava por Banguecoque gostava de conversar comigo. Era um homem simples e bom conversador. 
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De quando o ICEP encerrou a representação em Banguecoque e eu tinha sido, por 5 anos, o representante depois de saber a "desgraça" o senhor Américo Amorim que o ICEP deixava de existir, escreveu e assinou por sua mão, uma carta, informando que não deveria ser encerrado e deu as melhores referências de minha pessoa como um elemento útil ao desenvolvimento no comércio na Tailândia. 
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Nada já haveria a fazer... O ICEP deixava de existir, criado em seu lugar o AICEP e a diplomacia económica que foi a maior "cavalada" do ministro dos Estrangeiros, de má memória,  embaixador Martins da Cruz de ser criada uma floreira (espaço de boys) de rosas mal-cheirosas. Voltaremos ao assunto em altura oportuna.
José Martins

As capas dos jornais e as principais notícias de Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012.

Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Prémio de 983 mil euros para Bairrão
Partidos: Multas de 313 mil €
Padre Manuel Morujão: Indecisão nos feriados
Aguiar-Branco: Menos EUA nas Lajes
Fernando Oliveira: “Vencer o Sporting”
Portimão: Menina atropelada
Loures: Esfaqueado por ladrões

Capa do Público Público

Tenha acesso a mais informação. Torne-se assinante Público.
Ovários das mulheres adultas têm células estaminais com o potencial de produzir óvulos
Lei do arrendamento não deve ser aprovada de uma só vez, diz Freitas do Amaral
Nono triunfo seguido deixa Sp. Braga perto do duo de líderes
S&P corta rating da Grécia para “incumprimento selectivo”
Mário Soares diz esperar que democracia portuguesa não perca o seu “cunho social”
Vinte clubes da I e II Ligas concentram direitos televisivos para renegociar com Olivedesportos

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Incêndio ataca Parque Nacional Peneda-Gerês
Os salários da Alemanha, de Portugal e da China
As ideias comandam os factos
Veja aqui os prémios da Lotaria Clássica
Fenprof contra exigência de candidatura a três distritos
Maioria dos medicamentos suspensos sem "substitutos"
Combate na época mais crítica terá 44 meios aéreos

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Barco de pesca chegou à zona onde está o "Costa Allegra"
Viatura entra pela porta do quartel da GNR de Nelas
Grécia prepara incumprimento parcial da sua dívida soberana
Brasil reitera discurso contra intervenção armada na Síria
Defesa do consumidor lança protesto virtual contra lei do Mundial2014
Fisco vai avaliar 20 mil casas por dias para cobrar imposto
Michael J. Fox paga a portugueses para estudarem Parkinson

Capa do i i

Capa do Diário Económico Diário Económico

Krugman insiste: “Portugal tem de baixar os salários”
Assembleia geral do BCP vai reunir 48% dos accionistas
Sonangol é primeiro accionista a mandar
O novo modelo de gestão
Orçamento Rectificativo dá mais 200 milhões para os hospitais
Roche deixa de fornecer medicamentos
‘Troika’ autoriza pagamento das dívidas da Saúde

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Irlanda recebe mais 3,2 mil milhões do FMI
Escolha a acção para Ulisses Pereira analisar
A capa do Negócios da edição de hoje
EUA: FBI "prende" 3.000 e recupera 9 mil milhões de euros com combate ao crime financeiro
"Os mercados estão a subvalorizar Portugal"
Krugman: "Sem moeda própria não há muito espaço de manobra neste país"
Mário Soares diz esperar que democracia portuguesa não perca o seu "cunho social"

Capa do Oje Oje

Corticeira Amorim atinge máximos
CGD prepara-se para aumentar capital
Governo garante tratamentos após suspensão do crédito pela Roche
Elpida avança com pedido de falência
Independentes ainda esquecem seguro de acidentes de trabalho
HSBC reitera meta de lucro para 2013
José Pina: "Os setores público e privado vão coexistir e têm o seu papel juntos"

Capa do Destak Destak

PSP faz maior apreensão de sempre de cobre/chumbo e apanha 12 suspeitos de furto
18 mortos em ataque a autocarro no norte do país
Bolsa de Tóquio fechou a ganhar 0,92%
Tribunal condenou dirigente dos "camisas vermelhas" a sete anos de cadeia por crime de lesa-majestade
Presidente do Banco Mundial interrompido por contestatário chinês
Costa Allegra está a ser rebocado por pesqueiro francês
Xangai aumenta salário mínimo 13 por cento, para 170 euros

Capa do A Bola A Bola

«Cristiano Ronaldo está a fazer um grande trabalho no Real Madrid» - Rivaldo
Man. United junta-se a Barça e Real Madrid na luta por Javi Martínez
Schalke avança por Podolski
Éder Luís com regresso marcado
Lima ‘descola’ de Cardozo
«Há três jornadas davam as faixas de campeão ao Benfica» - Hulk
Rinaudo poupado para o Manchester City

Capa do Record Record

Motivação extra para a Luz
Rodrigo Galo: «Temos de recuperar dinâmica de vitórias»
Edinho é referência
Vanessa Fernandes: «Está fora de hipótese ir aos Jogos Olímpicos»
Novo M para o miolo
Ismaily: «Os golos vão surgir»
António Caldas: «Prémio à dedicação dos meus jogadores»

Capa do O Jogo O Jogo

Rui Vitória: "Também não somos os piores"
Leonardo Jardim: "Eu não assumi nada"
Braga goleia V. Guimarães
Marussia falha testes
Rui Patrício sem limitações
Schaars : "Imperioso ganhar a Taça de Portugal"
Só três portugueses em Istambul

ENCAIXE SENHOR SILVA E COLOQUE, NO PRESENTE, UM LACINHO DE SEDA


“No desempenho das suas funções, neste segundo mandato, Cavaco Silva oscila entre a gaffe mais tosca, imprópria de quem desempenha funções políticas desde o primeiro governo de Sá Carneiro, já lá vão mais de três décadas, e uma acutilante censura às medidas de austeridade do governo.”
Tomás Vasques, jornal i

PENSEI QUE O PAULINHO, LIGEIRINHO, JÁ ESTAVA A CAMINHO DE DAMASCO

Pois claro o Paulinho já lá deveria estar a tratar de negócios e trazer uns sírios, feridos, para serem tratados em Portugal. Fazer como o fez na Líbia que para lá marchou, lampeirinho, para a reconstrução do território depois de bombardeado, pela NATO e gerar uma quantidade enorme de postos de trabalho para desempregados portugueses. O Paulinho só se manda com vaidades e paneleirices internacionais.

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    ANDRÉ VILLAS-BOAS SOB O TEMOR DE SER DESPEDIDO DO CHELSEA


    André Villas-Boas admitiu temores do machado de Romam Abromovich
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    Por Mark Irwin - The Sun
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    André Villas-Boas admite que pode agora ser demitido por Roman Abramovich.
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    Villas-Boas já não sabe se o patrão, bilionário, do Chelsea, o apoia.
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    E ele sente que poderá ser expulso como seu predecessor Carlo Ancelotti.
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    O treinador português, que anteriormente sempre alegou total apoio de Abramovich, disse: "Estamos agora no momento exacto mesmo do ano passado, é uma cópia exata..

    "Eu acho que eu senti a confiança de Abramovich. Mas o padrão de comportamento do proprietário levou a uma queda  em situações semelhantes ou até mesmo" melhores "situações.

    "Qual será a reação Será um dos dois - uma continuação do projecto e total apoio ou simplesmente o padrão cultural que já aconteceu antes Nós não sabemos.".

    André Villas-Boas de 34 anos, está sob crescente pressão, recentemente, depois de maus resultados e discussões com jogadores experientes como Frank Lampard e Ashley Cole.

    Ambas as estrelas de Inglaterra estiveram no banco durante a recente derrota na Liga dos Campeões Napoli.

    E Lampard tem declarado que a sua relação com André  é a  "não ideal".

      André tem apenas 17 por cento de taxa de vitória de seus últimos seis jogos, enquanto Ancelotti foi de 50 por cento no período que antecedeu a sua saída de Maio passado.

    Mas se ele sobreviver em Stamford Bridge, Villas-Boas tem condições de construir pelo seu lado o  caminho e não espirrar a fortuna como Roberto Mancini fez no Manchester City.
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    Ele declarou: "Recuso-me a construir uma equipa como o Manchester City eu não gosto  de seu futebol a City é uma equipa italiana e seguem padrões italianos...

    "Quanto a Frank Lampard, ele não é um jogador regular por causa da estratégia da equipe. Mas ele é um dos melhores do mundo."

    Ele revelou: "Eu vejo espaço para um jogador explosivo na asa, alguém que é forte no um-contra-um situações Hulk se encaixa nesse perfil.".

    Ele também gosta de meio-campo do Porto João Moutinho e asa-back Alvaro Pereira.

    CHELSEA BOSS PREÇOS
    WIN 1992-2012

    Guus Hiddink (2009) - Win Taxa de 73% P22 W16 D5 L1 F41 A19

    José Mourinho (2004-07) - Win Taxa de 68% P182 W123 D39 L20 F326 A115

    Avram Grant (2007-08) - Win Taxa de 67% P54 W36 D13 F97 L5 A36

    Carlo Ancelotti (2009-11) - Win Taxa de 63% P107 W67 L21 F238 D19 A89

    Phil Scolari (2008-09) - Win Taxa de 56% P36 W20 D11 F66 L5 A24

    Claudio Ranieri (2000-04) - Win Taxa de 53% P197 W105 D46 L46 F353 A197

    Gianluca Vialli (1998-2000) - Win Taxa de 53% P140 W74 L29 F219 D37 A123

    Ruud Gullit (1996-98) - Win taxa de 50% P82 W41 L24 F157 D17 A108

    André-Villas Bôas (2011 -) - Win taxa de 49% P39 W19 D11 F69 L9 A42

    REINO UNIDO: "JORNALISTAS PRESOS POR CORRUPCÇÃO"


    Altos funcionários de jornal, londrino, “The Sun” foram acusados, ​​ontem, de pertencerem a uma teia de corrupção pelo facto de penetrarem na vida privada de pessoas no Reino Undido, canalizando centenas de milhares de libras para uma rede de policias, corruptos e funcionários.
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    Em um dia de prova sensacional, no Inquérito Leveson, em padrões de imprensa, o oficial a liderar as investigações da Scotland Yard para as "artes negras" dos jornais, Rupert Murdoch, revelou que uma "cultura de pagamentos ilegais" tinha tomado de aperto o jornal britânico mais vendido - onde
    suborno foi "abertamente" discutido e jornalistas estavam bem conscientes de que estavam infringindo a lei.
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    "Vários pagamentos" foram feitos a  funcionários públicos, polícia, militar, prisões e serviços de saúde, a vice-comissária Polícia Metropolitana, senhora Sue Akers, disse.
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    Um funcionário público foi pago em torno de £ 80.000 libras por períodos de anos e um jornalista ter recebido mais de 150.000 libras para pagar a "fontes", senhora Akers disse, acrescentando que o suborno não era para desenterrar histórias de interesse público, mas "piadas picantes".
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    No mês passado, nove jornalistas, seniores, do The Sun foram presos depois de um inquérito feito por agentes do departamento anti-corrupção  a que lhe chamaram “Operação Elveden” e os agentes a intensificarem as investigações, criminais, em que aparentemente houve um desenfreamento de violação da lei na sede da News International em Wapping, leste de Londres.
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    Depor no início da investigação do Inquérito Leveson e da relação entre a polícia e a imprensa, a senhora Akers disse ao Lord Justice Leveson: "A avaliação actual da prova é que ela revela uma rede de funcionários corrompidos Não parece ter sido um. cultura do "The Sun" em proceder a pagamentos ilegais e sistemas criados para facilitar os pagamentos. "
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    O inquérito confirmou o jornal The Independent e em exclusivo no sábado que o ex-chefe da News International executivo Rebekah Brooks, um dos favoritos de Murdoch, recebeu informações privilegiadas de um policia sénior sobre o inquérito de escutas telefónicas  ao News of the World, há seis anos.
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    250 pessoas exigiram - ou em breve vão exigir - a compensação da News International por invasão de sua privacidade em uma outra série de casos embaraçosos.
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    Um total de 169 policias e funcionários são motivo de investigação pela Scotland Yard por escutarem telefones celulares e computador para actos de seus proveitos de corrupção.
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    Após a detenção do editor-adjunto do Sun, editor-adjunto, repórter principal, correspondente estrangeiro chefe e editor de imagem em 11 de Fevereiro e editorialista veterano do papel político, Trevor Kavanagh, acusou a polícia  de lançar uma "caça às bruxas", impressionista, com histórias contra os jornalistas.
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    Senhora Akers  acrescentou às alegações de ontem, pintando um retrato de uma organização de notícias fora de controle, onde o suborno era rotina e sancionado pelos executivos.

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    Delineando o progresso da operação Elveden, ela disse que pagamentos tinham sido feitos por jornalistas de que estavam "bem cientes" de que "o que estavam fazendo era ilegal".
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    Os pagamentos não foram para a hospitalidade - como alegado por alguns jornalistas do Sun - mas eram "regulares, e muitas vezes significativo" e incluiu "vários pagamentos no valor de milhares de libras", disse ela.
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    Jornalistas que fizeram os pagamentos eles sabiam que  eram ilegais, aventurando-se a perder seus empregos e as reformas em risco se forem achados culpados, salientando a necessidade de "cuidado" e "pagamentos" e usar "manhas" para encobrir subornos por pagamentos aos amigos e parentes de informantes corruptos.
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    Depois de ter lançado a edição de domingo de sol no fim de semana, Murdoch procurou ontem afastar o jornal diário do suborno. "Como eu tenho muito claro, que prometeram fazer tudo o que pudermos para chegar ao fundo de irregularidades anteriores a fim de nos colocar no caminho certo para o futuro", disse ele.  "As práticas de Sue Akers descritas no Inquérito Leveson são aquelas do passado, e não existem mais para o The Sun ."

    Tom Watson,  MP do Partido Trabalhista que trouxe para a praça pública o escândalo, disse: "Um juiz revelou ordens executivas foram dadas para excluir provas que possam danificar defesa News International em casos civis 
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    Documentos revelam que Rebeca Brooks teve acesso de uma investigação a um documento, original, da policial em 2006. Policias revelaram que o sistema  operava com uma rede de funcionários públicos corruptos. Os executivos envolvidos devem  renunciar ou ser demitido.
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    Fonte "The Independent". Tradução livre

    KAOS "PING-PONG E O ´PAULINHO´COM OS CORNOS NA PAREDE"

    Com os cornos na parede

    O líder do CDS-PP, Paulo Portas, mostrou-se contra uma eventual renegociação da dívida pública portuguesa e disse que, a verificar-se, essa opção pode levar o país a «bater na parede». 
    Durante a cerimónia de inauguração da nova sede do CDS-PP na ilha do Faial, nos Açores, Paulo Portas afirmou à imprensa que «ou Portugal quer ser Portugal, um caso específico, um país que honra a sua palavra», ou admite «reestruturar ou renegociar a dívida» e vai «direitinho para a parede, ou dito de maneira mais clara, fica igual à Grécia». 
    O meu conselho é que comecemos todos a andar com um capacete que a parede aproxima-se a grande velocidade. Já todos sabem e não conseguem esconder que a renegociação é inevitável e a necessidade de uma nova ajuda uma possibilidade bem real. É que por mais que o repitam, por mais que o desejem que assim não seja, na realidade somos todos gregos, como depois outros  também virão a ser todos portugueses.

    Ping-pong, ping-pong, ping-pong…

    “Não tenho um pingue-pongue público com o Presidente”.”Eu não respondo ao senhor Presidente da República”, disse Passos Coelho sobre as declarações feitas por Cavaco Silva, que afirmou que não se pode somar austeridade.

    O JORNALISTA ORLANDO CASTRO: "O DÉFICE PROTEGE OS AUDAZES"

    Clique a seguir para ler o texto

                                     O défice protege os audazes

     "Portugal precisa de  reduzir os seus salários relativamente aos países 'core' da zona euro", considerou hoje o economista Paul Krugman.

    VIVA O PORTO CARAGO!


    Clique  em baixo e divirta-se

    O SENHOR KRUGMAN TERIA QUE DIZER ASSIM EM PORTUGAL...PODERIA LÁ SER "BOTAR" ALARMES...!!!

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    Economia

     

    Krugman antevê que Portugal se mantenha no euro, Grécia de fora


    Paul Krugman, Nobel da Economia, de visita a Lisboa, referiu ter quase a certeza de que Portugal se vai aguentar no Euro.

    NÓS OS PORTUGUESES SOMOS ISTO... VALDEMAR ALVES NA ROTA DOS PORTUGUESES EM CEILÃO (SRI LANKA)

     Não conheço, pessoalmente, Valdemar Ribeiro Alves,  e tenho-o como leitor, assíduo, dos meus blogues. Emigrante português na Austrália e de quando em quando desloca-se a vários países da Ásia e aqueles por onde passaram os portugueses. Acabou de efectuar uma viagem a Ceilão e dá-me conta, por e-mail, num breve trecho o que viu na ilha da canela anexando 6 fotografias que publico. Os portugueses são isto... Longe da Pátria e perto o coração dela! Um abraço de mim ao Valdemar.
    Valdemar Ribeiro Alves valdemar.ribeiroalves@gmail.com
     2012/2/27   
    Amigo José Martins,
    Aprendi várias coisas na Trapobana do Luís Vaz. A primeira é que durante a nossa Expansão Marítima nunca tivémos mais que 12.000 efectivos por todo o nosso Império, o que tendo em consideração os 22.000 que (salvo erro) estiverem em Moçambique FOI OBRA!... A segunda é que derivado a tão poucos homens, os portugueses trouxeram para o Ceilão umas quantas Companhias de Moçambicanos que hoje ainda se podem localizar os descendentes, os chamados KAFFRINHAS que igual que OS CASADOS por aqui ficaram, felizes da vida, deixando quase um SILVA em cada esquina... Por último aprendi o que eu já suspeitava... Os holandeses/ingleses destruiram-nos quase todos os fortes e as igrejas mas o que ficou de pé os Filhos da Puta RETIRARAM O BRASÃO DAS QUINAS e puzerem os deles... passando a chamar-se "Dutch Forts e Dutch Reformed Churchs"... E como uma desgraça nunca vem só, até o Consulado de Portugal em Colombo fica situado NUMA FARMÁCIA!... Um abraço.
    Valdemar Alves


     O que escrevi em 2003 sobre Ceilão e a visita que fiz à ilha em 1982, precisamente há 30 anos.

    Luis de Camões no Canto Primeiro da sua imortal Obra os Lusiadas  designa o Ceilão como a Taprobana:
    <
    Que, da Ocidental praia Lusitana,
    Por mares nunca dantes navegados
    Passaram ainda além da Taprobana,
    Em perigos e guerras esforçadas
    Mais do que prometia a força humana,
    E entre gente remota edificaram
    Novo Reino, que tanto sublinharam>>
     
    Ante das naus de Portugal chegarem ilha do Ceilão (também conhecida pela da canela), o território já era conhecido na Europa e o naturalista, romano, Plínio depois de meados do século I, (era de Cristo) já se refere  à Taprobana na sua obra; como sendo uma terra tretos elefantes. Ceilão na língua sinhalesa significa leão e, assim a “Ilha dos Leões”
    .
     
    No início do século I as rotas marítmas para a Índia e o Ceilão eram efectuadas pelo Mar Vermelho e teriam que ser aproveitadas as monções. Cada viajem (de Julho a Setembro demorava três meses) e o regresso, se procedia,  de meados de Novembro a Fevereiro com igual de tempo do percurso.. 

    As especiarias e outros produtos da ilha chegavam aos mercados, costeiros, mediterrânicos aos portos de Veneza, Piza e Génova (Itália) pela rota de Ormuz e dos rios Tigre e Eufrates.
    A descoberta da rota marítima por Vasco da Gama, em 1498, leva que os portugueses venham a ser os senhores do comércio marítimo da Ásia e, evidentemente, sem ser uma ocupação colonialista, mas em procura da conquista do monopólio do comércio nas zonas,  arrearam as âncoras das naus nos portos da Costa do Malabar e, oito anos depois, chegam ao Ceilão.
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    Não são, de todo, fáceis os contactos com as populações mas deparadas dificuldades e pelejas, no princípio, para encetar o relacionamento, comercial, com os povos dessas paragens dado que os árabes e os sultões otomanos eram os senhores  da navegabilidade dessas águas e da permuta mercantil entre a Ásia e a Europa. 

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    As caravelas lusas navegam, sem embates navais; o receio dos assaltos da pirataria no oceano Índico desde Goa, Ormuz, Malaca e não tardam a chegar aos portos do mar do Sul da China e ao do Japão. 
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    Vasco da Gama, em Maio de 1498, aporta em Calecute, com quatro velas sob  o seu comando e depois em 1503 Afonso de Albuquerque conquista, definitivamente, Cochim (conhecida como a ilha da pimenta) e está, portanto, consolidada a ocupação, mercantil e Portugal; fica com isto o senhor do comércio das especiarias e a navegabilidade, franca, nas costas de Malabar, do Coramandel, da baía de Bengala e mais para o sul o mar de Andaman, o estreito de Malaca e o Golfo do Sião (Golfo da Tailândia) e daqui aberta a porta para o extremo Oriente.

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    No ano de 1506 os portugueses desembarcam, em Ceilão, na ilha de Sinhala dripa e  passados  oito anos de Gama ter chegado a Calecute. A ilha está dividida em vários condados e como chefe máximo um Grande Rei ou Imperador. 
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    Como religiões tem a budista e, outras com menores significados a muçulmana e a hindu. É muito fértil de produtos gerados da terra, onde se destaca, em primeiro lugar a canela, a folha do betel, corantes, marfim, pérolas e safiras.
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    Porto de águas seguras e de notável movimento marítimo é o de Colombo, a uma hora de viagem de Kotte, na Costa Ocidental. O palácio do Grande Rei está edificado na cidade de Kotte, que os portugueses tentaram desde logo dominar e, embora, com algumas dificuldades o propósito foi conseguido. 
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    Após uma dúzia de anos (1518) dos portugueses chegarem ao Ceilão já tinham construído uma fortaleza para defender o Rei de Kotte. Passado três anos (1521) os portugueses dominam, totalmente, o comércio do Ceilão. A influência lusa expande-se, pela ilha e dentro dos muros do palácio imperial. 
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    Os sobrinhos do Grande Rei, princípes Raygam, Mayadunne e Bhuvanaikabahu conspiraram contra o tio, para, assim, concretizarem as sua ambições do Poder e assassinaram-no. O propósito dos conspiradores era o de dividirem o Reino em  três parcelas. 
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    Dada solidificação e poderio dos portugueses no Ceilão são chamados para arbitrarem a questão da situação. O portugueses colocam-se ao lado do princípe Bhuvanaikabhu e intronizado como Rei de Kotte. E como seu colaborador fica o irmão Raygam, que acabou por falecer pouco depois.  
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    O princípe Mayadunne, foi lhe oferecido o condado de  Sitavaka e  aliou-se aos muçulmanos de Calecute, dado, que estes estavam alarmados com a influência dos portugueses na corte do Rei de Kotte e decidiram atacar para o destronar Bhuvanaikabhu. A decisão dos portugueses de terem optado pelo príncipe Bhuvanaikabhu teria que ser respeitada e, para que que fosse aumentada a defesa dos porto, do palácio e do monarca foi pedido auxilio naval a Goa e dali parte uma armada, debaixo das ordens do Vice-Rei D. Garcia de Noronha e comandada por Miguel Ferreira.
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    Havia a necessidade, dos portugueses, de fortalecer a defesa do Ceilão, não só dos muçumanos mas também dos turcos dado que corriam rumores, em Goa, que a chegada deles à ilha seria eminente. O Vice-Rei D. Nuno da Cunha, ordenou a partida da nau Catur com a finalidade de alertar os portugueses da costa do Coramandel que os otomanos tinham partido de Diu para Goa.
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    A disputas de 1521 a 1538 entre os portugueses e muçulmanos eram constante e foi então travada uma batalha em 1538 por Martin Afonso de Sousa, na cidade de Vedalai (norte do Ceilão, que desbaratou a frota muçulmana e entra triunfalmente em Kotte. 
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    No ano seguinte  os muçulmanos não desarman e convencidos que ainda podem derrotar os portugueses e chamar a eles o comércio da ilha, são definitivamente derrotados por Miguel Ferreira, à porta de Kotte.
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    Miguel Ferreira um português de convicções, depois de vencer os muçulmanos avança, com os seus aliados sinhaleses e  suas tropas para Sitavaka e exige um tratado de paz com Mayudunne e, uma das condições que lhe foram impostas: lhe entregasse as cabeças dos líderes muçulmanos.
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    Miguel Ferreira partiu para Ceilão, sob as ordens do Governador Nuno da Cunha  e, em 26 de Novembro de 1539 está de regresso a Goa e elabora um extenso relatório ao Rei D. João III a dar-lhe conta da vitória sobre os muçulmanos em Ceilão.
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    Numa das passagens do relatório Miguel Ferreira informa o rei de Portugal, do seguinte: que enviara como seu emissário Manuel Queiróz para negociar a paz com Mayadunne e uma das suas exigências era que lhe entregasse as cabeças dos líderes muçulmanos. Passagens do relatório dirigido ao Rei João III de Portugal
    <>....
     
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    <<...e no derradeiro os mandou matar e me mandou as cabeças delles e mandou-me a cabeça de Patemerqua e a de Cunhalemerqua e seu sobrinho e a de hu seu cunhado e d’outros muytos capitães e alargou a el-Rey todas as terras que tinha e todos os portos do mar que tinha e pagou a el-Rey todos os gastos, que tinha feitos na guerra.
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    E asy se veo el-Rey pera Cota muito ledo e muito comtente louvando muito a Vossa Alteza, que lhe mamdara emtregar seu Reino tudo ha elle perdido.>>
    A paz fica, mais ou menos estabelizada, com o Rei ao lado dos portugueses, no Ceilão.
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    O prestígio de Portugal no Oriente destaca-se e em 1542 uma delegação diplomática, do Ceilão chefiada pelo Embaixador Sri Radaraksa, parte com destino a Lisboa, fazendo uma escala por Goa onde dali segue para Lisboa e avistar-se com o Rei D. João III.
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    Com eles, seguem presentes para o monarca português e duas estatuetas, uma com a figura do Princípe Dharmapala que tinha a sua altura e uma coroa, de ouro maciço para que D.João III lha colocasse na cabeça como forma de o intronizar como Rei de Kotte e herdeiro de Bhuvanek Bahu que sempre estivera ao lado dos portugueses.
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    A cerimónia, segunda foi narrada pelo Padre F. Queiroz (1687) : “que o Embaixador do Ceilão foi recebido por D.João III, que coroou o Príncipe na presença de grandes personagens do reino, aos quais foi lida uma mensagem.”
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    Em princípios do ano de 1541, D. Martim Afonso de Sousa, quando foi assumiu o alto cargo de Governador da Índia, cerimónia que teve lugar em Lisboa, teria garantido a S. Francisco Xavier que a ilha de Ceilão estava pronta para aceitar a religião Cristã e a conversão da população. 
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    A informação transmitida ao Apóstolo das Índias, já tinha sido dada, oficialmente, de Goa ao rei de Portugal pelo D.Estevão da Gama que era o segundo filho de Vasco da Gama. Francisco Xavier chega a Goa em 1542 para a missão, ao serviço do Rei de Portugal, de cristianizar o Oriente.
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    O Rei de Portugal, por anos, foi firmando tratados com  o Rei do Ceilão. No primeiro instrumento estão descritas várias cláusulas em que se nota que Portugal tinha absoluta suserania sobre o Ceilão e do seu Rei. Se compreende a razão do monopólio para evitar a infiltração dos muçulmanos.
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    Numa clásula:
    1º - O rei de Ceilão é obrigado a pagar ao rei de Portugal determinada quantidade de <>< muitas veses, porém, a produção da canela excede muito a referida quantidade, pelo que pede que a canela, que sobrar, possa ser vendida << do Cabo de Camorym pera baixo>>;
    2º - Toda a canela produzida, deveria ser metida numa casa da qual o feitor de D.João III terá uma chave e o <> do rei de Ceilão terá outra; como, mesmo assim, o feitor desvia, em seu proveito, a canela melhor, deve prover-se no sentido de evitar um tal abuso.
    3º - Os portugueses que forem negociar para Ceilão, deverão pagar os direitos de tudo o que venderem ou comprarem, assim como nenhum mercador poderá impor preços ou forçar a venda dos artigos que pretendem obter.
    Durante o reinado de D.João III foram efectuadas diversas negociações com o Rei do Ceilão
    Almeirim, 12 de Março de 1543
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    Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito do direito de sucessão do Príncipe Dharmapala;
    Almeirim, 13 de Março de 1543
    Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito do comércio dos portugueses em Ceilão; 
    Almeirim, 13 de Março de 1543
    Alvará de D.João III para o Rei Bhuvaneka Bahu a respeito da construção naval dos portugueses em Ceilão;
    Almeirim 13 de Março de 1543
    Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito das terras dos portugueses em Ceilão;
    Almeirim, 13 de Março de 1543
    Alvará de D.João III para Bhuvakeca Bahu a respeito do controle ou vigilância dos barcos;
    Almeirim, 14 de Março de 1543
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    Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito so comércio de compra e venda dos portugueses;
    Almeirim, 14 de Março de 1543
     Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu a respeito dos direitos alfandegários;
    Almeirim, 14 de Marçol de 1543
    Alvará de D. João III para Bhuvaneka Bahu a respeito dos direitos a pagar pelos Neo-convertidos;
    Almeirim, 16 de Março de 1543
    Alvará de D. João III para Bhuvaneka Bahu a respeito do lugar de interprete em Ceilão;
    Almeirim, 16 de Março de 1543
    Alvará de D.João III para Bhuvaneka Bahu sobre o lugar de camareiro-mor do Rei de Kotte
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    São, assim, assinados 13 Alvarás que continuam a garantir ao Rei de Portugal a concessão do comércio geral com o Reino do Ceilão.
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    O relacionamento entre os dois reinos é salutar e prova-o os presentes, valiosos, oferecidos ao Rei João III e aos vice-Reis da Índia. O Rei Bhuvaneka e conhecendo o poderio naval dos portugueses, com bases em Goa e em  Malaca e da navegabilidade, constante, das naus nos mares da Ásia, só Portugal lhe pode garantir (mesmo com os monopólios concedidos) o trono e a coroa.
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    A descoberta do Caminho Maritímo pela rota do Cabo para Índia, por Vasco da Gama, dá os seus frutos logo após a conquista de Malaca, por Afonso de Albuquerque, em 1511 e em meados dos século XVI e poderia português na Ásia está em absoluta consolidação.
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    S.Franscisco Xavier sonha e nos seus planos está a conversão dos sinhaleses ao cristianismo, mas sabia,também, que iria deparar com dificuldades, não de carácter violento, mas porque, embora a religião budista não tenha as raízes no Ceilão, mas na Índia; foi desta ilha que partiram os monges budistas, missionários, a dissiminá-la pela Ásia até ao Japão.
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    S.Francisco de Xavier em 1543 encontrava-se em Cochin e, ainda nada sabia daquilo que se estava a passar no Ceilão, sobre a cristianização e, entretanto chega do Ceilão André de Sousa com o Princípe D. João, filho de Bhunaveka Bahu e que lhe tinha sido dado o nome do de Infante D.João. 
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    Oito dias depois chegava a Cochim um outro seu irmão que  com o nome, cristão de Luiz. S.Francisco de Xavier, avistou-se com eles e não os conseguiu convencer. O mesmo já tinha sucedido, o mesmo, ao Frei João de Vila do Conde.Os principes, defacto tinham nomes cristãos, mas não se tinham convertido. O clérigo pensavam, porém, que os princípes se converteriam e assim, obterem, mais protecção dos portugueses.
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    O Apóstolo do Oriente, veio para a Índia e umas das suas convicções era que o Ceilão iria ser uma certeza cristã dado que tinha sido informado dos resultados de 600 baptismos na ilha de Mannar (norte da ilha) e que teriam sido os convertidos dominados e obrigados à conversão pelo rei de Jafna.
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    O Mestre Francisco ( como o tratava o Fernão Mendes Pinto) não desiste dos intentos de vir a concretizar o sonho de introduzir o cristianismo no Ceilão.
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    Vejamos o que nos diz o Padre Fernão Guerreiro na sua obra “Relação anual das coisas que fizeram os Padres da Companhia de Jesus nas suas missões do Japão, China, Cataio, Tidore, Ternate, Ambrino, Malaca, Pegu, Bengala, Manar, Ceilão.......(seguem-se outros países), Tomo primeiro, de 1600 a 1603 (Coimbra, Imprensa da Universidade, 1930, dirigido e prefaciado por Artur Viegas):
    << A companhia de Jesus que, por intermédio de S. Francisco Xavier, foi a primeira a pregar o Evangelho em Ceilão, para evitar contendas com os  Franciscanos não continuou o seu trabalho apostólico. Porém, em 1602, decidiram recomeçá-lo.
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    O primeiro padre da nossa companhia que entrou na ilha de Ceilão foi o Padre Mestre Francisco, há mais de  cincoenta anos, e nela pregou o sagrado evangelho principalmente no Reino de Candia, onde converteu o mesmo rei e muitos dos seus....>>
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    De facto o cristianismo penetrou na ilha do Ceilão mas nunca ganhou raizes e passados 460 anos apenas 8% da população é cristão, 69% budista, 15% indu e 8% muçulmana.
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    Luis de Camões, o poeta, no Canto IX, estância 14) e,  Canto X, estãncia 51, continua a referir-se ao Ceilão e, sem a menor dúvida que o poeta esteve na ilha. O poeta  transmite a visão e os seus sentimentos daquilo que observa, por onde passa, não para a prosa, corrente, mas sim para a lirica

                                       <<...Com que Ceilão é rica, ilustre e bela.>>
                                            A nobre ilha tambem de Taprobana
                                            Já pelo nome antigo tão famosa,
                                            Quanto agora soberba e soberana
                                            Pela cortiça cálida, cheirosa,
                                            Dela dará tributo à Lusitana
                                            Bandeira, quando, excelsa e gloriosa,
                                           Vencendo, se erguerá na torre erguida,
                                            Em Columbo, dos próprios não temida.>>
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                                       << Olha, em Ceilão, que monte se alevanta
                                Tanto, que nuvens passa ou a vista engana;
                                Os naturais o tem por cosa santa,
       Pola pedra onde está a pegada humana....>>                           
     
    A religião cristã, de facto, não se instalou no Ceilão, mas a influência portuguesa na ilha ficou vinculada, desde Colombo a Jefna no norte. Ela reside e, ainda, muito forte na ilha.

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    Em 1982 visitei a ilha por 15 dias. Não fazia a minima ideia de que os portugueses tinham passado por ali e permanecido pelo curto espaço de cerca de um século. Antes do avião aterrar no aeroporto de Colombo deparamos, do alto, uma beleza que nos maravilha. A aeronave, na sua queda para se aproximar da  pista, passa arasar  a copa da ramagem, verde, dos coqueiros.
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    A poucos quilómetros do aerporto e quase a entrar na cidade de Colombo deparo com as tabuletas a anunciar as lojas comerciais, escritas, em nomes portugueses, e ali estão: os Sousas, os Gamas, os Xavieres, os Coutinhos e outros nomes e apelidos lusos.
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    Entretanto não ficaram só os nomes, por gerações, mas também a memória da passagem dos portugueses no Ceilão. Ela constitui um facto e, mais nos deu a convicção de tal, depois de viajarmos de comboio de de Colombo a Baticola (há aqui um forte português com canhões da fundição do Manuel Bocarro de Macau), Jafna e  Kenkansantorai e, com as pessoas que falámos e, quando lhe dissemos que eramos de Portugal, foi visivel a satisfação das pessoas que nos ouviram e simpáticamente nos ofereceram chá e a bebida, fortificante, “tódi” extraída da árvore do coqueiro.

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    A norte e na província de Jafna na ponta ao norte da ilha e o estreito que liga o  as águas do Coramandel, uma pequena povoação costeira de nome Kenkansantorai, hospedei-me numa humilde pousada do Governo de Sri Lanka, para que ali ficassem acomodados os visitantes estrangeiros. 
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    Para lá do canal, à noite, vislumbravam-se as luzes de Madras, na Índia e durante o dia, coisa nunca vista, pescadores com água até aos joelhos agarravam peixes à mão, quando estes ao saltar da água azul do mar e, brilhavam as suas escamas, prateadas, ao penetrarem na luz do sol.
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    O gerente dessa pousada da etnia singalesa, Joaquim de Sousa, quando soube que eu era português foi buscar-me um livro da terceira clase, do ensino elementar; um gravador e pediu-me que lhe gravasse todo o conteúdo para que o aprendesse. O que naturalmente o fiz da primeira à última página.
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    No Ceilão foi cunhada moeda portuguesa. O comércio português na Ásia atinge o auge já no reinado de D. Manuel e porisso há a necessidade de ser emitida moeda dado que esta se poderia perder, roubada pelos piratas que infestavam os mares, ou nos naufrágios das naus durante as tempestadas ou erros de navegação que as levava aos encalhes ou detroçadas contra os 
    rochedos das costas do Atlântico e do Índico.
     
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    No reinado de D.Manuel I é cunhada moeda em Goa, Cochim e Malaca; nos de D.João III e D. Sebastião em Goa; na era filipina e no reinado de D.João IV a moeda continua a ser produzida nas Casas da Moeda de Goa e no Ceilão. 
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    A moeda portuguesa está assim instrumentalizada nos portos da Ásia e extremo-Oriente dado que, também, não ser efectuada nenhuma transação comercial com o ocidente, dispensar a língua lusa, na concretização das permutas comerciais, quer nestas fosse utilizada a moeda ou os produtos da terra.
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    Depois da moeda cunhada na ilha temos o teatro, as procissões as cerimónias religiosas  introduzido pelos missionários franciscanos de carácter lusitano. Certas passagens do autos de Gil Vicente foram adaptados a peças teatrais e exibidas no Ceilão.
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    Duzentas e dezanove palavras lusas foram introduzidas na língua sinhalesa. E mais, os pandeiros do Minho, as peneiras de arame, as almofadas de rendilheiras de Vila do Conde, os bilros da Póvoa de Varzim, as espichas de osso para correias de roca de Santa Maria de Portuzelo, as lanternas das Alminhas, as camisas de mulher de Viana do Castelo que ainda hoje estão em uso no Ceilão. Sobre a história de Portugal no Ceilão há muito mais para descrever durante os 165 anos de permanência lusitana na ilha.
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    O Rei de Kotte, ofereceu, várias peças artisiticas, onde se incluiam cofres de marfim ao Rei de Portugal e a Vice-Reis da Índia de valor incalculável cujo estas peças valiosas foram executadas em 1545. Porém, sem se saber como foram, algumas, parar a Munique e vendidos em Lisboa ao Arquiduque ou Hertzog Albrecht da Baviera, através dos seus seus enviados comerciais (ou diplomáticos).
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    B.Xavier Coutinho na sua obra “Portugal na História e na Arte de Ceilão”, 1972 escreve:
    << Porém, do que não há dúvida, é que estes cofres vieram de Ceilão para Lisboa e pertenceram a D.João III. Inexplicávelmente, porém, desde 1598, estã na capital do reino da Baviera, em Munique. Assim, os dois cofres, vindos para Lisboa, certamente no século XVI; segundo o inventário citado, eram de proveniência indiana, o que aliás não é verdade, mas afirmação que se compreende, pois, para o inventariador do século XVI, Ceilão era Índia.>>
    José Martins 2003
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    P.S. Foi-me muito últil a informação recolhida da obra “Portugal na História e na Arte de Ceilão “Tombos of Ceylon (Arquivo Histórico Ultramarino) – Ceilão e Portugal-Relações Culturais de B. Xavier Coutinho -  Lisboa 1972