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sábado, 14 de abril de 2012

A MISÉRIA CHEGA TODOS.... ATÉ À GENTE DE LEIS...!!!

As capas dos jornais e as principais notícias de Domingo, 15 de Abril de 2012.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Jovem detido com drogas duras presas ao pénis
Boliqueime: Acidente corta EN125
Portagens: Protesto na ponte
P. Varzim: Mãe e filho traficavam
Maia: Ladrão fica em preventiva
Trofa: Despiste faz dois feridos
Primeiro-Ministro guineense levado outra vez para Bissau

Capa do Público Público

Tenha acesso a mais informação. Torne-se assinante Público.
Godinho Lopes “completamente tranquilo” em relação à suspensão de Pereira Cristóvão
Paulo Alves: "Saímos de cabeça levantada"
Rodrigo: "Se perdêssemos, as pessoas iam tratar isto como a Liga dos Campeões"
Crónica de jogo: A lei do Benfica
Candelária também na "final 8" da Liga Europa
Messi salva Barcelona e iguala recorde de Ronaldo

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Casal holandês vítima de assalto violento na sua moradia
É urgente!
Antes insultados que misericordiados
Cadáver dá à costa
Retomada circulação no IC2
Centenas manifestam-se contra os cortes no SNS
Boletim milionário registado em Mirandela

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Núria gostava de ter filhas gémeas
Godinho Lopes assegura que o clube "não está metido em nenhuma confusão"
Festival das "orgias" sob investigação
Governo deixa sem controlo aceleras da VCI do Porto
Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses acusado de liderar golpe em Bissau
"Barça" imita Real Madrid, Messi "bisa" e iguala Ronaldo
Benfica vence Gil Vicente e conquista Taça da Liga

Capa do i i

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Seguro: PS vai propor diminuição das rendas nos sectores eléctrico e do gás
Seguro desafia primeiro-ministro a dar a cara por "novas medidas de austeridade"
Casos de abastecimento e fuga tiveram aumento significativo este ano
Mota Soares garante que Governo não está a ponderar aumentar a idade de reforma
Fornecedor austríaco das Pandur exige 192 mil euros em juros de mora ao Estado português
Administração considera que preço oferecido pela Camargo subavalia a Cimpor
Bolsas norte-americanas fecham a perder mais de 1%

Capa do A Bola A Bola

Alvo do FC Porto defende-se no balneário com arma falsa
Festa em Barcelos apesar da derrota
«Hugo Viana merece a Seleção» - Laurent Robert
Janko homenageado pelo Twente
«Temos de alterar o balanço para sermos aceites na UEFA» - Godinho Lopes
Morosini tinha família com história trágica
Liga Europa: Benfica e Candelária na «final a 8»; FC Porto vence mas está fora

Capa do Record Record

Piloto volta a sorrir cinco meses depois
Convidados de luxo vão discutir a SAD
Goleadores envolvidos numa cena de Hitchcock
O dono da baliza está de regresso
Neymar protagonista na festa do Santos
Para o museu do golo
Messi acredita na revalidação do título

Capa do O Jogo O Jogo

Barcelona ganha com dois golos de Messi
Paulo Alves: “Saímos de cabeça erguida”
Jorge Jesus: “É bom ter ganho”
Benfica, Oliveirense e Candelária na “Final a 8” da Liga Europeia
Tiago Monteiro na “pole” em Marrocos
Benfica derrotou Madeira SAD
“Movimento dos Clubes” ameaça tomar medidas drásticas pelo alargamento

CRAVOS E CROMOS DE 25 DE ABRIL DE 1974

DO BLOGUE: A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER


Clique na imagem do ex-ministro da Defesa Paulo Portas

O ex-ministro da defesa grego foi detido...e o nosso???? - Ex-ministro grego preso após compra de submarinos 13 Abr, 2012, 09:36 *O ex-ministro da defesa grego foi detido por suspeitas de corrupção na compra de qu...

SENHORAS E SENHORES SÃO CRAVOS, SÃO CRAVOS DE ABRIL DE 1974!



JOÃO PEREIRA COUTINHO - O BAIXINHO SUBMISSO E A DE PELO NA VENTA



Sexta-feira 13 foi um dia histórico para Portugal: os deputados aprovaram o "pacto orçamental" cozinhado nas suas costas por Merkel e o pequeno Sarkozy. O que significa este pacto? Na linguagem europeia, destina-se a disciplinar as contas dos Estados-membros, evitando défices excessivos e contribuindo para uma maior estabilidade monetária. Em linguagem de gente, significa apenas a rendição voluntária (e até festiva) da soberania do Parlamento perante um poder europeu que os portugueses não elegeram.
João Pereira Coutinho, Correio da Manhã

PORTUGUESES, NO PAÍS DOS "BIFES", PÁRIAS

Clique em baixo para ir para o video e ver a desgraça


KAOS: "CADEIAS - SUPER-AMONTOADOS".

Super-amontoados

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Ainda sobre as prisões, embora superlotadas e mal equipadas ainda se destingem de alguns países em que o superlotado se transforma em super-amontoado.  
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Talvez por isso os nossos governos olhem com tanta displicência para o crime de corrupção, pois se prendessem todos os corruptos também Portugal transformaria o lotado em amontoado. 
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Ou, se calhar não é por isso?

O ANO NOVO BUDISTA E A FESTA DA ÁGUA

A decorrer de momento, em toda a Tailândia, o Ano Budista e a Festa da Água. A tradição mantém-se viva e aproveito o meu relato de 3 peças, escritas em 2008, em Ayuthaya e na velha capital do Reino do Sião de 1350 a 1767 que viria a dar lugar à grande capital a cidade de Banguecoque

Thursday, April 10, 2008


REPORTAGEM: AYUTHAYA - SONGKRAN - A FESTA DA ÁGUA

Cheguei ontem dia 11, Abril, a Ayuthaya. Dois dias antes de começarem as festividades do Songkran que englobam o começo do Ano Novo Budista e a Festa da Água. A água de grande importância para os viver dos tailandeses. O símbolo da fartura. A cidade que a conheci há uns trinta anos era então um meio rural onde a agricultura era um factor importante da vida dos tailandeses. 
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Porém a cidade cresceu, tremendamente, desde a décado de noventa do século passado. Investimentos japoneses em parceria com empresas tailandesas viria a modificar a vida dos habitantes. 
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Os campos verdejantes, quase a perder de vista, com a plantação de arroz deram lugar a fábricas, novas urbanizações e a abertura de grande superfícies para abastecimento dos habitantes. Abertos novos hospitais e a construção de novas estradas. 
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Nos dias de hoje os 90 quilómetros que separam Banguecoque Ayuthaya não despegam as casas, fábricas e estabelecimentos comerciais. Aquela cidade quando a conheci ainda havia por lá muitos vestígios similares aos do tempo dos portugueses que ali viveram por cerca de 250 anos no "Ban Portuguete". 
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Casas de madeira de teca levantadas em cima de estacas junto às margens dos três rios que circundam a cidade Chao Prya, Lopburi e Pasak. Canais e pequenos lagos onde as plantas de flores de lótus crescem para decorar os altares dos templos budistas, sementes para a alimentação e confecção de doçaria.

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Foto da esquerda: Um dos muitos templos que existem na cidade real. O hotel "Thai Thai Palace" a 600 bates a diária. 
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Ayuthaya continua a manter a suas história, com as ruínas que em tempos estiveram adormecidas. Hoje revividas, restauradas sem contudo bulir no passado. 
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Milhares de turistas visitam, anualmente, a antiga capital, fundada em 1350 e destruída, pelas tropas invasoras, peguanas, no príncípio do mês de Abril de 1767. 
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Mas Ayuthaya adormeceu por mais de dois séculos, o capim e o matagal a tomou conta das ruínas que eram o fantasma da derrota que nenhum siamês queria aceitar. 
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Cabeças de pedras de centenas de budas foram serradas, levadas dali e os dorsos de suas santidade espalhados pelo terreno. Os tailandeses como peregrinos visitavam Ayuthaya e os templos, oravam aos seus ídolos e deixavam umas flores a seus pés. 
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Mas aparte das ruínas existem outros templos, espalhados pelos subúrbios e os mais importantes são: Vharn Phra Mongkhon Bopit onde se encontra um buda dourado de grande dimensão, exposto. Centenas senão mais de uns milhares o visitam diariamente e Wat Yai Chai Mongkhon com a sua enorme "stupa" onde do alto se pode admirar toda a grandeza de Ayuthaya. 
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Voltarei, em pormenor relatar a história de Ayuthaya antiga e a presença dos portuguesa; seu modo de vida, servindo Reis, ensinado artes aos siameses onde se inclui a de defesa.
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O sol esconde-se atrás das ruínas templo Wat Phra Si Shanphet, o tempo sagrado, a Sala Vihara, avançada dos muros, um baluarte com ameias portuguesas onde estiveram montadas bocas de fogo grosso.
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 Desde as 9 da noite do dia 11 até às 2 tarde, de 12, as filas de carros direcção ao norte e este da Tailândia apresentavam-se assim Uma cordão de mais de 100 quilómetros de Banguecoque até junto ao hotel onde me hospedei. Cinco filas de carros e muitas horas despendidas para fazer 100 quilómetros. Depois do Songkran o balanço é trágico. Umas centenas de mortos e milhares de feridos. Tem sido assim todos os anos... Ninguém faz parar a alegria e a euforia dos tailandeses durante as festividades do Ano Novo e da Água.
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Nascer do sol na manhã de 12 de Abril. O templo sagrado Viharn Phra Mongkhon Bopit
Uma mãe ensina a filha acender velas. Uma raparia vende pássaros que depois serão posto em liberdade pelos peregrinos que visitam o templo Viharn Phra Mongkhon Bopit
Sua Santidade o Buda dourado no templo Viharn Phra Mongkhon Bopit. Um jovem despeja água nas mãos de uma imagem de Buda.
Tailandeses gente de fé oram ao Lorde Buda.
Jose Martins

.Sunday, April 13, 2008


REPORTAGEM - SONGKRAN - A FESTA DA ÁGUA

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Ayuthaya 13 de Abril, o início do Songkran. Porém já, ontem, teve lugar em várias províncias da Tailândia onde, com maior significado, nas cidades de Banguecoque e Chiang Mai. O Songkran na minha forma de o analisar compõe-se de festividades sagradas e as profanas. 
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Nos tempos antigos as pessoas mais jovens visitavam a idosas e em termo de cerimónia religiosa deitavam-lhe água, respeitosamente, nas mãos. No mesmo modo nos templos budistas onde as pessoas de todas as idades, para lá se dirigiam e colocavam água nas mãos de imagens do Lorde Buda e nos monges. 
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Hoje, a tradição, ainda se mantém, nos templos com a mesma religiosidade de há séculos, mas nos últimos 30 anos a festa da água tomou um cariz diferente, estendeu-se a todo país passou para as estradas, artérias das cidades, vilas, aldeias e mesmo em pequenos lugarejos. Ali a água já não é colocada nas mãos ou no corpo das pessoas, em forma de macieza, mais das vezes. atirada, com alguma violência. 
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O pacato transeunte, no seu tranquílo caminhar numa rua, nunca sabe se de uma esquina lhe chega uma "baldada" de água que o deixa molhado da cabeça até ao pés. Água, alguma, de procedência duvidosa que poderá ser recolhida num dos muitos canais que atravessa o burgo. 
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Para além dos baldes, tijelas ou panelas, utilizam umas pistolas de plásticos que atiram jactos a grande distancia que podem, se acertar nos olhos, cegar para sempre uma pessoa. São as próprias autoridades a reconhecerem isso. 
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Não se sabe ao certo, na Tailândia, quantas pessoas estarão engajadas nas festa do Songkran, mas certamente metade da população de cerca de 65 milhões. Os habitantes da cidade de Banguecoque, partem de carro, comboio e autocarro para as provincias visitar suas família. 
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Muitas pessoas das que partiram já não regressam... Saldam-se em umas centenas de perda de vidas humanas e uns milhares de feridos vítimas de acidentes de viação. A euforia apodera-se das pessoas e o álcool faz o resto. 
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Não chegam os aviso das autoridades policiais e os postos de fiscalização ao longo das estradas, devido à quantidade de pessoas, em movimentação, ser-lhes-ia impossível controlá-las. Igualmente a polícia fazer soprar o balão a milhões de pessoas que se deslocam em todas as direções da Tailândia. 
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Hoje lemos num diãrio de Banguecoque que o Ministro da Cultura aventou a hipótese de vir a ser mudada a data do Songkran, cujo o motivo seria que fossem evitados a quantidade de acidentes e a subquente perda de vidas.
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Quando cheguei, sob o escuro da madrugada, nas imediações do templo Viharn Phra Mongkhon Bopit ainda não havia viva alma. Os primeiros monges budistas chegam pouco depois.


A cerimónia do Songkran, com toda a religiosidade teve lugar hoje junto ao nascer do sol e prolongar-se-ía por cerca de uma hora, nas imediações do templo Viharn Phra Mongkhon Bopit. 
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Cerca de uma centenas monges receberam ofertas dos fieis de Ayuthaya. Presentes as altas individualidades de Ayuthya que seriam depois, "barrufadas" com água por dois monges superiores da hierarquia, religiosa, budista. 
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Um grande número de mesas foram colocadas nas duas margens da passadeira que se dirige para o templo Bopit para que nelas os fieis colocassem as oferendas; destinadas aos monges, para depois levarem para os templos onde se acolhem, nas redondezas de Ayuthaya. Monges que vivem de esmolas, segundo os preconceitos da sua religião.
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Os primeiros fieis chegaram ao lusco fusco com as suas dávidas
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A cerimónia encerra rara beleza, onde se mistura a cor do açafrão, dos robes dos monges budistas e os trajes das pessoas que vão oferecer o tributo e o seu respeito aos monges. A cerimónia de Ayuthaya é pouco conhecida dos estrangeiros. Eu o único "farangue" (estrangeiro para os tailandeses) ali presente a obter imagens da cerimónia. 
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Entretanto os tailandeses são pessoas que integram os "farangues" no seu seio e agrada-lhes a sua presença em qualquer festa seja ela de que natureza for e que as suas tradições de vida sejam divulgadas no exterior. Recebemos de todos aqueles sorrisos, característicos, que bem nos são conhecidos.
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Uma equipa de de televisão, Canal 11, monta a aparelhagem para emitir a cerimónia em directo. Enquanto os fieis vão chegando, tomam seus lugares e colocam as oferendas em cima de mesas.
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Como nota curiosa o "tempo é de mudanças! Há algo que mudou nas ofertas aos monges budistas... Hoje os presentes são bem diferentes daqueles que o foram por muitos anos. São fáceis obter nas grandes superfícies ou nas "loginhas" do "Sevem Eleven" abertas 24 horas ao público. 
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A vida actual tem mudado os hábitos alimentares da população mundial e os tailandeses não fugiram à "desgraça" imposta pelo viver moderno e o consumismo. Dávidas embrulhadas em embalagens plásticas onde dentro estão produtos que foram fritos em óleo. 
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Entre tantos lá encontramos os pacotinhos de leite em vez dos potes de leite de soja e de coco. Não vimos numa mesa que fosse o "Foi Tong" e o "Tong Ion", duas especialidade de doçaria deixada pelos portugueses na Tailândia. 
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Vimos alguns doces deliciosos tailandeses e alguma marmelada de favas de tamarindo. Porém vimos muitas flores orvalhadas e nenhuma plástica. Muita abundância de ofertas mesmo que estas tenham sido embrulhadas em plástico e não em folhas de bananeira.
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Chegam os vendedores de colares confeccionados de flores amarelas e de jasmim. Os elefantes também estiveram presentes em procura de umas gulozeimas e umas bananas
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Chegam os elefantes e os vendedores de colares de flores para os fieis oferecerem aos monges. 
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Uma manada de elefantes de uma dúzia abeiram-se dos fieis, fazem-lhe vénias, ajoelham-se alguns, estendem a tromba, gentilmente, junto às pessoas e esperam que lhes ofereçam uma "mastiga" de qualquer coisa. Depois da oferta agradecem. São elefantes amestrados que apesar daquela bruteza corporal, de toneladas, obedecem ao seu tratadores. O elefante faz parte da cultura dos tais. 
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Desempenhou um papel importante na agricultura, na remoção e transporte de objectos de largo porte. O elefante no seguimento dos séculos, no Reino do Sião, está envolvido, como bestas de guerra nos vários conflitos e feudais entre o Reino do Pegu. 
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O nosso Fernão Mendes Pinto na sua "Peregrinação" bem descreve os elefantes nas guerras e entre várias passagens num capítulo diz: ..."aos sete dias do mês de Abril do ano de 1548, com este campo de oitocentos mil homens, dos quais só quarenta mil eram a cavalo e todos os mais a pé, em que entravam sessenta mil arcabuzeiros e levava cinco mil elefantes de dente"...
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Um contra-luz. A fazer pano de fundo o imponente templo Viharn Phra Mongkhon Bopit com os douradas a emitir raios quando o sol lhes chega
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Mas voltando a descrever a hospitalidade das gentes tailandesas, Pinto quando permaneceu em Ayuthaya e viveu, por períodos, no "Bangue Portuguet" entre os anos (supõe-se esta data) de 1540 a 1550 dá conta da boa vivência havida com os siameses. Coloca em destaque os reis e um antes de morrer, mandou lavrar em seu testamento: "E aos cento e vinte portugueses que com lealdade vigiaram sempre na guarda de minha pessoa, darão meio ano do tributo da raínha de Guibém, e liberdade em minhas alfândegas, por tempo de três anos, sem lhe levarem coisa alguma por suas fazendas, e seus sacerdotes poderão publicar nas cidades e vilas de todo o meu reino, a lei que professam, do Deus feito homem para salvação dos nascidos, como algumas vezes me têm afirmado"



Chegam dos templos os monges budistas. Debaixo de uma tenda aguardam o começo da cerimónia



Um monge idoso (talvez na proximidade da idade de um século) benze a água. O mongue superior prega o sermão aos fieis budistas

As pessoas gradas de Ayuthaya ouvem o sermão do monge superior. Depois a benção da água e para a boa sorte no Ano Novo que principia
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A multidão de fieis chegam-se aos monges e oferecem-lhe esmolas. O tributo e o agradecimento ao Lorde Buda.
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A crente e a flor de lótus. Três sorrisos francos de três jovens tailandesas que foram para mim. São meus e ficam para sempre na minha memória. Há sorrisos que não há moeda alguma que os pague! São os sorrisos que me chegam directos da alma de quem mos oferece.

Monday, April 14, 2008 - 3ª Parte


REPORTAGEM - SONGKRAN - A FESTA DA ÁGUA

Recomendamos o nosso wesite: www.aquimaria.com e o blogue http://portugalnatailandia.blogspot.com
A água na Tailândia é sagrada e a fonte da vida dos tailandeses. O Reino é daqueles bafejados com muita pluviosidade de água que enche os caudais do norte, este e oeste. A maior parte deles desagua no grande rio o Chao Prya, também chamado dos Reis e a Mãe das Águas, que despeja as águas na barra do Sião. A água, o clima e a humidade são os factores de grande importância de que fazem um país farto de comida. Nunca os tais experimentaram crise de alimentação. 
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Os Reis do Sião sempre tiveram a preocupação que aos seus súbditos nada lhes faltasse. Ainda hoje e desde que foi entronizado, em 1946, Sua Majestade o Rei Bhumibol Adulyadej, tem-se debruçado na procura de melhoria de vida dos tailandeses. 
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Imagem impressionante no primeiro dia do Songkran e a batalha da água, na avenida principal de Ayuthaya
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Durante as guerras 1ª e 2ª mundial, enquanto na Europa as populações viam-se com dificuldades em obter comida os grandes armazéns junto às margens do Rio Chao Prya, em Bang Sai (ao sul e a poucas milhas do Ban Portuguet) e em Banguecoque estão repletos de arroz. 
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Ora os habitantes de um país onde existe fartura de bens alimentares, vivem felizes. Foi assim que desde que o reino do Sião se fundou em Sukhothai nos anos 1180 que os tais viveram sob o signo da abundância. O Fernão Mendes Pinto, na sua imortal obra a Peregrinação assim a relata: " ...da muita fertilidade do reino do Sião, e de outras particularidades dele: "... grandeza, abastança, riqueza e fertilidade que vi neste reino de Sião... Pinto continua: Há neste reino muita pimenta, gengibre, canela, cânfora, pedra-ume, canafístula, e cardamomo, em muito grande quantidade, de maneira que bem se pode dizer e afirmar com verdade o que há naquelas partes ouvi muitas vezes, que é este um dos melhores reinos que há em todo o mundo, e o mais fácil de tomar e de sustentar que outra qualquer província, por pequena que seja. E realmente afirmo que de coisas que vi nesta nesta cidade Odiá (Ayuthaya - Aiutaá) sómente, poderia ainda contar muitas mais particularidades do que contei de todo o reino, mas deixo de o fazer para não causar aos que isto lerem, a mágoa que eu tenho de ver o muito por nossos pecados, nesta parte perdemos, e o muito que poderíamos ganhar". Aqui temos um Pinto, patético, como sempre o haja sido em sua vida e a revelar a mágoa de não ter amealhado uns cabedais no Reino do Sião quando nele permaneceu. 
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Porém não deixa de ser impressionante, para quem como eu conhece a Tailândia, a forma verídica como Pinto descreve o Sião. Considera-o o melhor do mundo! Mas deixando a história dos relatos do Pinto (que me considero um pouco igual a ele), vamos dar a continuação da festa de rua e o entusiamo que existe na camada jovem durante os três dias. De todos os lados surgem carrinhas carregadas de gente e de bidões de água. Juntam-se os veículos na avenida principal que leva à parte histórica onde se situou a Cidade Real, o palácio dos Reis e os templos budistas. Normalmente a guerra da água principia depois da uma tarde e prolonga-se até ao escurecer. Nos bidons de água (desde há poucos anos) atiram-lhe blocos de gelo para que a arrefeça. Há arrepios no corpo quente e molhado levar com barrufos, meigos ou violentos de água gelada. O mesmo que temperar uma barra de ferro ao rubro e metê-la num tanque de água. 
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Um mistura de um pó branco, extraído de tapioca ou de calcário é dissolvido, em pequenos baldes, com uma pouca água que depois com as mãos barram as faces de uns e outros. 
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Depois seca assemelham-se as pessoas a palhaços de circo. Os jovens vibram com a brincadeira, o controlo foi-se e ninguém o faz parar. Obti imagens de uma certa distância para proteger as duas máquinas fotográficas. Até estas não são são respeitadas tal é a cegueira em que intervenientes na guerra da água vão envolvidos. Há muito cerveja no meio desta guerra. É o Songkran. 
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Porém e digno de registar não há escaramuças e lutas corporais. Há sim os desastres dos motociclistas que com alguma inconsciência lhe arremessam com "baldadas" de água que os fazem despitar e estatelarem-se no solo, muitas das vezes feridos de morte. São três dias de guerra aberta. A de maiores batalhas acontece no primeiro. No segundo ainda tem algum significado mas não como a do primeiro. Ao terceiro dia os jovens estão absolutamente fora do combate. Embora alguns, mais resistentes, não abandonam a luta. Este ano as festividades do Songkran tiveram 6 dias seguidos 12,13,14,15,16 e 17 de Abril. O Governo este ano concedeu mais um dia feriado isto porque a data do começo das festas teve início num Domingo.
José Martins
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P.S. Usamos para efectuar este trabalho de reportagem (embora modesto) com os meios mais modernos que um "repórter" pode usar para efectuar "bom trabalho". Recolhemos imagens no locais que mais nos interessava. Regressamos ao quarto do hotel, desenvolvemos as imagens, escrevemos o texto no blogue que inserimos. Para ligação à Internt usamos uma "modem" sem fios. Por fim não fomos atingidos com nenhuma baldada de água selvagem... Tivemos cautela de protegermos o material de recolha de imagens. Porém fomos benzido, com umas chapinhadelas de água, pelo velho monge budista no dia abertura do Songran junto ao templo, sagrado, Viharn Phra Mongkhon Bopit. Estou benzido até ao próximo Songkran e protegido (contra o mau-olhado), por Sua Santidade o Lorde Buda.