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domingo, 15 de abril de 2012

As capas dos jornais e as principais notícias de Segunda-feira, 16 de Abril de 2012.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Mulher morre em excursão ao Alto Minho
Menino de 9 anos morre na moto do pai
Saviola: “Não há suplentes”
Fátima Mata Mouros: Proposta pelo CDS
Cristina Kirchner: Abandona cimeira
Marcelo: Ministro enganou-se
Viseu: Bebé ferido em despiste

Capa do Público Público

Tenha acesso a mais informação. Torne-se assinante Público.
Sete movimentos debatem hoje causas para ter audiência com o primeiro-ministro
O Athletic voltou a mostrar uma das suas grandes armas: a cabeça de Llorente
Portugal leva golpe da Guiné-Bissau ao Conselho de Segurança da ONU
Quarteto aumentou vantagem e está a um triunfo da meia-final
CDS propõe juíza Fátima Mata Mouros para Tribunal Constitucional
Sporting de Espinho juntou-se a Benfica na final

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

O que fazes tu pelo teu vizinho?
Centenas de pessoas protestaram em Lisboa
Despiste causa dois mortos na EN9
Homem morre em despiste e queda de veículo de ponte
GNR recupera 10 mil euros em ouro
Câmara tem condições para renegociar com Bragaparques
Empresa quer fornecer dados de cidadãos às autoridades de socorro mas não consegue parcerias

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Portuguesa perde e desce à segunda divisão do "Paulistão"
Ban Ki-moon e Paulo Portas discutiram golpe de Estado na Guiné Bissau
Morreu a mulher do cantorJosé Malhoa
Villas-Boas sai da toca e foi a discoteca de Vizela
Estado entrega a quem quer 90% das obras
Voltar a comer quando a terra decide
Cidadã suíça raptada no norte do país

Capa do i i

Capa do Diário Económico Diário Económico

Chefias municipais escolhidas por concurso mas autarca é que decide
Mário Lino sai da Caixa por acumular pensão e salário
Factura do gás natural vai aumentar mais de 4% até Dezembro
Luz com novas subidas
Preço dos combustíveis sofre hoje primeira descida em dez semanas
Crise está a fechar 26 empresas por dia desde o início do ano
Empresas denunciam atrasos no IVA

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Avaliação de Cavaco cai de 13,1 para 6 valores
Acções do BES ajustam hoje para 0,633 euros
A primeira página do Negócios da edição de hoje
Preço do gasóleo e da gasolina desce hoje
O capitalismo morreu, viva o capitalismo!
"Não temos qualquer hipótese de competir com a China pelo preço"
Crise sobe vendas no "outlet" de Vila do Conde em 10%

Capa do Oje Oje

Famílias vão ter soluções
TD com perdas devido ao BCP
InterCement critica proposta da Semapa
BESOR anuncia aumento do resultado líquido em 93%
L’Oréal fatura mais 9,4%
Brasil mantém meta de 5,5% para o ano
Anonymous

Capa do Destak Destak

Forças Armadas em exercícios militares simulando defesa a ataque chinês
Partidos aprovam hoje "Carta de Transição"
Euro perdeu terreno no mercado asiático
400 detidos amotinados em prisão de Aracaju
Talibãs responsáveis por ataques desde domingo foram mortos - autoridades
Bolsas do sudeste asiático negativas com exceção do Vietname
Filipinas e Estados Unidos iniciaram exercícios militares conjuntos

Capa do A Bola A Bola

«Acho que a bola não entrou» - Terry
«O Real tem Ronaldo, o Barcelona tem Messi, nós temos Falcao», diz Simeone
Chelsea pede desculpa por comportamento dos adeptos
Carriço novamente em destaque
«Merecíamos estar na frente» - Bruno César
«Eles acham que estou a drogar-me» - Souza
Pedalada para um dia inteiro em Vila do Conde

Capa do Record Record

Ricardo Tomás: «O Sporting não vai abdicar de ter o seu pavilhão»
Cartão vermelho a Pereira Cristóvão
Artur já corre para o Dragão
Segurar Hugo Viana é desejo de Salvador
Rui Vitória e Luís Cirilo discutem renovação
Hugo Miguel já ganhou mais de 33 mil euros
Fluminense goleia (5-1) com contributo de Deco

Capa do O Jogo O Jogo

Falcao mantém Atlético de Madrid rumo à Liga Europa
Técnico do Bilbau impressionado com Matías Fernández
Saviola: "Todos os jogadores são importantes"
Rinaudo é reintegrado amanhã
Witsel quer mais títulos
Forcing por Toscano
Fernando reavaliado amanhã de manhã

DO BLOGUE CAUSA NOSSA: "SUBMARINADA COM TODOS"



Domingo, 15 de Abril de 2012

German Submarines

In the town where I was born
Ruled those set to steal the people
And they chose German suppliers
To get bribes for submarines

So we sailed on to the crisis

Till we sank in a sea of sleaze
And ruined the Union beneath Merkel
With our German submarines

We all bought a German submarine

Two German submarines or
Three German submarines.
We all sink in a German submarine
Sold by German Ferrostaal
Hiring banks and lawyers
To engineer bribes and fake offsets

And the rulers close their eyes

In Brussels, Lisbon, Athens or Berlin
And the gang continues to steal

We all bought a German submarine

While they stole taxpayers and
Even got bribes for it
We all sink in a German submarine
Sold by German Ferrostaal

{Full speed ahead Captain Barroso,full speed ahead

Full speed ahead it is, Master Merkel
Cut the corners, drop the sail,
Ignore courts, shut the media
Aye, aye, Mam, aye, aye
Captain, captain}

As people live a life of misery

Some have much more than they need
(In Merkel's recession the rich get richer and greedier)
Sky of Europe and sea of corruption
(Sky of Europe and sea of corruption)
In our German submarines
(In our German submarines.. aha)

We all sink in a German submarine

In Greece, Portugal, the Troika steers
In Berlin they close their eyes
Who cares who is to fault for
Excessive sovereign debt
Buying a German submarine
Two German submarines
Many German submarines...

In Greece people rebel - arrest the Minister who signed the contract!

In Portugal justice is too busy
To even hear the then Defense Minister
Now so busy
In Foreign Affairs business...

We are sailing Merkozy's stormy seas

Barroso swims trough darkest waters
Nobody cares at EU's helm
We are sailing
At German submarine speed
To crash at the bottom of the crisis.

We will all sink in German Europe.


original by Songwriters: Lennon, John; Mccartney, Paul; © SONY BEATLES LTD; SONY/ATV TUNES LLC;


These lyrics are freely adapted by Ana Gomes, MEP


ALGUNS COMPORTAMENTOS EXEMPLARES PARA FAZER FACE Á DESIGUAL PARTILHA DE “VALOR ACRESCENTADO.


 

Descrição: 8EF48D191A264E9295F32BEE3D142375@DRJAFONSO

Ponto da situação
Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor...


Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagam impostos como no Norte da Europa; têm um nível de vida como no Norte de África. Como são um povo ao qual é difícil agradar, ainda se queixam. Sem razão, evidentemente.
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A campanha eleitoral foi dominada por uma metáfora, digamos, dietética: o Estado era obeso e precisava de emagrecer. Chegava a ser difícil distinguir o tempo de antena do PSD de um anúncio da Herbalife.  
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"Perca peso orçamental agora! Pergunte-me como!" O problema é que, ao que parece, um Estado gordo é caro, mas um Estado magro é caríssimo. Aqueles que acusavam o PSD de querer matar o Estado à fome enganaram-se. 
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O PSD quer engordá-lo antes de o matar, como se faz com o porco. Ninguém compra um bácoro escanzelado, e quem se prepara para comprar o Estado também gosta mais de febra do que de osso.
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Embora o nutricionismo financeiro seja difícil de compreender, parece-me que deixámos de ter um Estado obeso e passámos a ter um Estado bulímico. Pessoalmente, preferia o gordo. 
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Comia bastante mas era bonacheirão e deixava-me o décimo terceiro mês (o atual décimo segundo mês e meio, ou os décimos terceiros quinze dias) em paz.


Enfim, será o preço a pagar por viver num país com 10 milhões de milionários. Talvez o leitor ainda não tenha reparado, mas este é um país de gente rica: cada português tem um banco e uma ilha. 
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É certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, mas são nossos. Todos os contribuintes são proprietários do BPN e da Madeira
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Tal como sucede com todos os banqueiros proprietários de ilhas, fizemos uma escolha: estes são luxos caros e difíceis de sustentar.  
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Todos os meses, trabalhamos para sustentar o banco e a ilha, e depois gastamos o dinheiro que sobra em coisas supérfluas, como a comida, a renda e a eletricidade.
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Felizmente, o governo ajuda-nos a gerir o salário com inteligência. Pedro Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa, mas era previsível. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor.  
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Afinal, o orçamento gordo era o nosso. Agora está muito mais magro, elegante e saudável. Mais sobra para o banco e para a ilha.

TAILÂNDIA POLÍTICA: "EX-PRIMEIRO-MINISTRO THAKSIN SHINAWATRA, MUITO CEDO PARA REGRESSAR, MAS O 2012 É UM BOM ANO"

Thaksin Shinawatra, entre seus apoiantes em Siem Reap, Cambodja
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The Nation, Abril 16, 2012 1:00 am
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Muito cedo para voltar, mas é um bom ano, Thaksin diz
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Ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, ontem, reiterou seu desejo de acabar com sua vida no exílio e fazer um retorno, tão esperado na Tailândia este ano e o que ele disse seria marcado por ocasiões auspiciosas para a Família Real.
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Depois de liderar camisas vermelhas, bem-intencionados, no mérito de decisões em Angkor Wat em Siem Reap, Cambodja, ele revelou aos jornalistas o seu desejo de regressar à sua pátria e agora reavivado quando milhares de seguidores de camisa vermelha chegaram a cumprimentá-lo na quadra do Songkran (Ano Novo Budista)
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"Estou muito feliz em ver que as pessoas que me apoiam e estão chamando por mim para  voltar para casa", disse ele.
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"Fiquei emocionado ao ver homens chorando e me dizendo para regressar a casa ... o povo ama-me e  misericórdia por mim."
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Mesmo estando desaparecido de seu país há muito, desde sábado passado, quando conheceu uma grande quantidade de camisas vermelhos, devotos, mas o tempo ainda não tinha amadurecido para um regresso a casa.
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"Eu gostaria de esperar até que a situação melhorasse a tal ponto que eu posso abrir uma loja de venda de macarrão na berma da estrada", disse ele.
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2012 é um ano auspicioso para a monarquia e os tailandeses devem parar as brigas e as feridas devem ser saradas, disse ele.
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Sua Alteza Real o Príncipe Maha Vajiralongkorn iria completar 60 anos e Sua Majestade a Rainha giraria 80 este ano - por isso será um grande ano para os tailandeses, disse ele.
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Não haveria nenhum novo golpe, como os militares haviam aprendido seria inútil para as forças armadas de tomar o poder.
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As pessoas e todos os lados, excepto a oposição do Partido Democrata, gostaria de ver a reconciliação realizada.
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Seu retorno não iria colocar pressão sobre o governo de sua irmã Yingluck para tentar trazer a reconciliação, uma vez que era uma questão a ser discutida no Parlamento.
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Os democratas iriam finalmente encontrar-se isolados, se não atenderem o desejo do povo para a nação ver a unidade e a harmonia restabelecida.
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Processos judiciais foram iniciados contra ele e processados ​​através de um "sistema injusto" para que ele não voltasse ao país para cumprir uma pena de prisão.
Mas ele não se importaria de enfrentar novas investigações e testes que os casos fossem reiniciados sob um sistema judicial justo.
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Se ele voltar para a Tailândia, o motivo não seria  político, porque sua irmã tem tido um bom desempenho como primeiro-ministro e que ela iria ser competentemente assistida por ex-executivos do Partido Rak de quando eles sairem da proibição, de cinco anos, de afastamento político que termina próximo mês, disse ele .

O MEU 25 DE ABRIL - HÁ 9 ANOS EU ESCREVI E PUBLIQUEI A PEÇA TRANSCRITA EM BAIXO


"E no quartel de Abrantes tudo bem pior do que antes"


O MEU 25 DE ABRIL
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Digo o meu  25 de Abril (igual a outros tópicos, que escrevo, em artigos que se referem aquilo que considero muito  meus), que festeja os 29 anos da chamada revolução dos cravos de alegria e da liberdade em Portugal.
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Estou a 15 mil quilómetros de Portugal e, ali hoje, como é óbvio, se festeja a Revolução que deu a liberdade aos portugueses, a livre expressão do pensamento, o fim da polícia política e da ditadura em Portugal. 
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Certamente vai haver cerimónia militar, na Avenida da Liberdade, onde estarão presentes as individualidades mais gradas do país, pessoas, nos passeios a ver a parada a passar, venda de cravos vermelhos ( o simbolo do 25 de Abril de 1974) e na avenida a rolar o material, circulante que serviu na guerra do ultramar (é feia para mim a palavra colónial) e, a obsoleta metralhadora ligeira G3 a quem os soldados portugueses, na giría, chamavam , na guerra: “ a costureirinha”. 

Nasci debaixo da ditadura de António de Oliveira Salazar e muito me honro de ter sido meu comprovinciano. Tive a felicidade de ter pernoitado numa casa, um pouco mais acima da do apelidado ditador, casa que possuia, no Rojão Grande, no distrito de Santa Comba Dão. Casa modesta, constituída por um rés-do-chão e pelas paredes teimava em subir uma frondoso hera. Da estrada eram visíveis as ramadas de videiras que existiam nas traseiras da moradia. 
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Já lá vão (como o tempo passa numa fona!), uns 44 anos, eu era um rapaz cheio de ambições e servi, por uns 8 dias, como motorista, o director de compras, da Companhia Resineira, para a recolha da seiva dos pinheiros das matas da Beira da Alta 
                
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Era uma Beira rural, onde as pessoas se ocupavam do amanho das terras, havia rebanhos de ovelhas e cabras a pastar nos montados e lameiros de onde  som das campainhas e dos chocalhos nos penetrava e sensibilizava os tímpanos.
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Searas de centeio, douradas, que ondolavam quando o vento suão lhes batia. Homens, honrados, onde a palavra valia mais num empréstimo contraído que  uma letra bancária. Rezava-se, na lareira, depois da ceia da família. 
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Em minha casa, era o meu Pai (se fosse, hoje, vivo teria 96 anos), que encomendava os Padres Nossos ás almas da família que tinham partido para o céu ou o purgatório. Os quatro da família de mãos postas e a rezar. 
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As orações eram demoradas, isto porque o meu pai designava os nomes, dos tios, avós, bisavós, os primos, amigos e, nos meus oito anos, uma noite, no meio daquela cerimónia, solene, religiosa, caseira, olhei para a minha irmã Emilia e ri-me. O meu pai, com a velocidade de um relâmpago, disparou, o braço direito e deu-me uma cota-de-mão na face que me doeu mesmo. 
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A reza continuou e, o sermão do velhote ficou para depois da cerimónia. Para sempre me ficou na memória e, abençoada cota-de-mão do meu saudoso pai.
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Em minha casa, graças a Deus, havia muito pão para a boca e, liberdade racionada, nada de pisar o risco, porque se isso acontecesse havia uma vide seca, com nós, a cair, com alguma crueldade nas nádegas do infringedor ( era eu, amante da liberdade e sempre irreverente às imposições e leis da Casa da Fonte).
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Aldeias tranquilas, onde se ouvia o som dos sinos , ao alvorecer e ao escurecer o toque das Trindades.  Quando principiava a badalar o sino, na torre da igreja,  anunciando o toque das Avés Marias, ao escurecer, era ver a miudagem, da rua, a bater com os calcanhares no traseiro; a correr para casa e, se o toque já tivesse terminado antes de chegar a casa, esperava por ele a vide ou uma varinha de marmeleiro, rastiço, que magoava.
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Mãos calejadas de homens que arranhavam quando cumprimentavam com uma mansada as mãos mimosas do  amigo vindo da cidade que visitava a sua terra.
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Mulheres vestidas de negro, com lenço preto na cabeça e com a saia a roçar os tornozelos caminhavam pelas calçadas do povoado. 
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Moçoilas de faces rosadas a bambalear as ancas, apetitosas, no caminhar e crianças, de ranho no nariz, calças de cotim remendadas nos fundilhos, despreocupadamente, a jogar com uma bola de trapos num descampado relvado. 
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Comboios, ronceiros, de passageiros e de mercadorias, arrastavam-se pelos carris, entre as cordilheiras rasgadas,  a levante do rio Mondego, lançando fumo negro pela chaminé cujo o som do apito ouvia-se a uma dezena de quilómetros.
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Hoje, penso, que já assim não é... deixei a minha aldeia com 10 anos e fui, até hoje, pegar o mundo pelos “cornos”.
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Na generalidade toda a gente, na Beira Alta e praticamente nos meios rurais portugueses vivia assim. 
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Havia pão, meia sardinha, como conduto e muito caldinho da horta temperado com banha de porco da salgadeira. Liberdade condicionada e muito respeito pela gente velha. 
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Claro que não havia a droga, as discotecas, na beira das estradas, com mulheres de várias nacionalidades a alternar. 
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Roubos da propriedade alheia não existia e as chaves de portas, das cortes e de casa, havia anos, de permanecerem no mesmo sitio que era um prego, batido, um pouco a cima da gateira, na parte de trás da porta.
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Mas quem serei eu, agora, para ir contra aqueles que amam o Dia da Liberdade,que lutaram ou não por ela e, que passado 29 anos andam a “badalar” o 25 de Abril, a nomear os nomes daqueles que partiram para a eternidade?
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Quanto ao Prof. Oliveira Salazar não se conheceram casos de corrupção e, até penso, poucos dos membros do seu Governo. 
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Não se constou que o velho governante tivesse contas na Suiça e casas de férias no Algarve. O caso mais falado e aproveitado para o “sussurro” político foi o “Ballet Rose” em Lisboa.
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O Prof. Marcelo Caetano, proeminente figura que respeito muito, sabia que quando substituiu o Prof. Salazar se desse muita liberdade, política, certamente não tardaria a ser implantado, em Portugal, um sistema semelhante ao do Fidel de Castro e o nosso país ser a Cuba da Europa. 
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Com isso se seguia a ocupação de fábricas, (algumas foram) despedir os exploradores dos patrões, erigir nas praças, principais, públicas, de Portugal bronzes com a esfinge do Lenine, bandeiras vermelhas com a foice eo martelo a flutuar por todos os lados. Bancas de venda de livros com tópicos  politiqueiros baratos e, ainda cassetes com os discursos e palavras de ordem dos líderes cuja demagogia, apenas servia, para destruir Portugal e não o fazer progredir. 
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Vejamos por exemplo a tão falada “Reforma Agrária” no Alentejo, onde algumas propriedades foram tomadas de “rompante”, camaradas que para ali se deslocaram e, segundo tive conhecimento, eram necessárias 15 pessoas, por dia, para apanhar um alqueire de feijões. 
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Se essas propriedades não voltassem aos seus legítimos proprietários, certamente que até as varas dos porcos teriam deixado de existir e apenas ficava por lá a bolota caída junto ao toro das azinheiras.
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A Revolução dos Cravos partiu das Forças Armadas Portuguesas, mas tive sempre dúvidas se esta foi mesmo para restituir a liberdade aos portugueses, acabar com a guerra em Angola, Moçambique e Guiné ou se intenção seria a de fazer valer determinados interesses.
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Conhecedor que fui do palco das operações militares, em Moçambique, sabia que havia oficiais militares que já tinham feito mais do que uma comissão de serviços e até, não estavam mal instalados no território.
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No mato as picadas eram percorridas pelos militares, normalmente, de alferes até ao soldado raso.
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Esquecendo o passado e voltando à realidade do presente, o que mais me tem surpreendido é que de facto o 25 de Abril de 1974, aconteceu, há 29 anos (uma meia vida), e Portugal não passou da cepa-torta.
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Por exemplo para 2003 a taxa, económica, de crescimento de Portugal é de 0,3%. 
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E para o ano 2004 não se pode advinhar se ficam, apenas zeros à esquerda.
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Vão se ouvindo muitas promessas (as palavras também confortam...) que Portugal está no caminho certo para a recuperação económica, um país atractivo para o investimento estrangeiro e, infelizmente me chegam notícias, através da RTPi, de fábricas a encerrar e mandar as pessoas para o fundo do desemprego.
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A essas palavras de consolação seguem-se outras, que devemos aumentar as exportações; melhorar a produção para entrarmos na competitividade dos mercados internacionais.
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Mas quando será que isso vai acontecer se Portugal não pode competir com os mercados asiáticos, devido à mão de obra barata e às novas tecnologias de produção, implantadas, pelos investidores estrangeiros naqueles paises?
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Agora pergunto aos que me queirar responder: “O que fizeram os políticos portugueses que governaram Portugal durante 29 anos, que continuam a falar na vitória das liberdades alcançadas no 25 de Abril de 1974 e, o porquê que Portugal se situar na cauda das nações inseridas na União Europeia”? 
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Porque será que os portugueses, no limiar do século XXI, cada vez mais estão a encontrar dificuldades e com menos poder de compra? 

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E não ficamos por aqui... as cadeias vão continuar a encherem-se, os assaltos vão continuar a ser um facto corrente do dia-a-dia dos portugueses e vai-se gerando um reino do medo; a droga a destruir corpos e famílias, a homogeneidade lusa a perder as suas raizes tradicionais, dado ao êxodo migratório de há anos nas aldeias onde só ficaram os velhos e, depois de partirem para o outro mundo, são espaços rurais que antigamente tiveram vida e, serão e, não tarda, ocupados por outras pessoas, alheias à cultura e tradições lusas oriundas de países agora inseridos na União Europeia.
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Portugal vai ficar a porta aberta para a Europa onde, todas a boa gente se movimenta livremente, tão livremente que é ver a “escória” internacional a procurar abrigo no nosso querido Portugal,  dado a sua hospitalidade e liberdade de movimentos.
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Portugal, demográficamente, foi composto de mestiçagem e vai continuar e no futuro a raça lusitana (aquela que me orgulho e a escassos quilómetros de Folgosinho, onde dizem ter nascido Viriato), ficará um passado histórico.
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Faço votos que os filhos dos meus netos ainda vejam um Portugal, forte economicamente e com políticos que o saibam levar ao destino certo.
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No meu tempo e no dos meus contemporâneos não prevejo futuro brilhante, porque os políticos que governaram Portugal desde o 25 de Abril de 1974, mais procuraram satisfazer as suas ambições pessoais de que servir os portugueses.
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Já que para Portugal o século XX foi padrasto, oxalá que o XXI lhe traga mais sorte e imensa prosperidade e, (claro sem eles nada pode acontecer) políticos modernos  que olhem mais para o povo português e parem de andar, nas campanhas eleitorais, de mercado em mercado mercado  a promoverem-se, a “beijocar” e a enganar as tias Marias e os tios Maneis com promessas que depois não cumprem.
José Martins 
P.S. - Publicado em 2003 no nosso website  www.aquimaria.com

OS 38 ANOS 25 DE ABRIL DE 1974 ESTÃO A ABRIR A PORTA, MAS O SILÊNCIO DOS "ABRILADOS" É DE PRATA....HIPOCRESIA COM TODOS!!!


KAOS: Uma Segurança Social para ricos e outra para pobres


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A Segurança Social pode evoluir para um sistema misto público/privado, disse neste sábado o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares. «É importante podermos introduzir mudanças que garantam uma base pública do sistema de Segurança Social, que a base essencial seja pública, mas que ao mesmo tempo seja dada liberdade de escolha, nomeadamente às novas gerações». 
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Liberdade de poder descontar-se para o sistema público ou para outros sistemas como mutualistas ou privados, explicou. E isso, para Pedro Mota Soares, significa «introduzir limites nas contribuições mas, acima de tudo, introduzir limites nas pensões que são pagas pelo Estado».
Este governo continua a por em prática a sua agenda neo-liberal de destruição da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde e agora da Segurança social. Há muito que os grandes grupos económicos se babam pelos dinheiros da Segurança Social e há muito que a desculpa da insustentabilidade do sistema é utilizado para promover a sua destruição. 
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Em todos os governos este assunto é levantado, aumenta-se a idade da reforma, diminuem-se as prestações sociais e todos garantem que dessa forma a sustentabilidade está garantida para as próximas décadas, até chegar o governo seguinte e tudo voltar ao principio. 
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Agora é a solução é criar um limite máximo para as pensões pagas pelo estado para reduzir a despesas. como se isso não faça reduzir também as contribuições e com isso as receitas dessa mesma Segurança Social. 
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Esse dinheiro passa a ir para os Privados que podem garantir o pagamento daquilo que o estado não pode. Ninguém questiona que os mesmos descontos no Estado não cheguem para pagar as pensões mas nas mãos dos privados dêem enormes lucros. 
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É que, mesmo nas mãos do Estado a Segurança Social acaba sempre com lucros o que para o neo-liberalismo é um horror. Milhares de milhões que podiam colocar nos seus bolsos a serem utilizados para o bem comum.

48% DOS BRITÂNICOS DESEJAM EMIGRAR



The Sun, 15 de abril de 2012
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Uma sondagem do jornal The Sun mostra que quase metade de britânicos, prontos, a emigrar. No pensamento de muitos britânicos consideram o desejo estranho
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Por TIM SPANTON
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Quase metade de todos os britânicos estão "considerando seriamente" se deslocarem para o exterior, uma sondagem, exclusivo, para o The Sun.
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Austrália está no topo da lista de desejos da deslocalização seguido os EUA, Canadá e Nova Zelândia.
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O custo de vida,  clima, desemprego e criminalidade são as razões mais comuns para querer sair da Grã-Bretanha.
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Os entrevistadores do The Sun questionaram 1.650 adultos  em relação ao caso, da Dave Jones e mulher Jackie que emigraram para a Austrália com os seus 12 filhos.
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A família de Barrow-in-Furness, Cumbria - que nunca reivindicaram benefícios - sai em desespero com o que observam  na Grã-Bretanha que dá  esmolas estatais, em vez de oportunidades de trabalho.
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Dave, 42 anos, disse: "Eu tenho que fazer o melhor para meus filhos e eu sinto as oportunidades que eu quero para eles o que não conseguem no Reino Unido."
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Pesquisa do The Sun revelou que a maioria dos britânicos concordam. Três em cada cinco acha que a qualidade de vida vai ser pior para os seus filhos do que tem sido para eles. Apenas 13 por cento pensam que os filhos terão melhor.
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Seis por cento dos inquiridos estão ativamente fazendo planos para emigrar e 42 por cento dizem que vão considerar seriamente.
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O custo de vida foi de 52 porcento  dos  inquiridos que emigrar era um bom motivo para sair do Reino Unido.
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37 por cento com a disponibilidade de trabalho 31 por cento e 27 por cento  o motivo da saída era criminalidade. Padrões de poluição, educação e meio ambiente foram listados como boas razões para mudar para o exterior.
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A pesquisa também mostra uma mudança de atitudes em relação à emigração. Enquanto metade de nós hoje consideraria deixar o nosso país de origem, apenas 20 por cento dizem que seus pais, avós ou bisavós se mudou para a Grã-Bretanha do exterior.
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Quando perguntado o que as pessoas pensavam sob que circunstâncias devem ser autorizados estrangeiros a emigrar para a Grã-Bretanha, 50 por cento dizem que as pessoas devem por vezes ser autorizados a vir aqui para encontrar trabalho.
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Mas 38 por cento disseram que isso nunca deveria ser permitido. A maioria concordou que os estrangeiros devem ser autorizados a emigrar para Inglaterra, unicamente, para estudar em universidades.
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A pesquisa também revelou que os aspectos mais importantes da vida na Grã-Bretanha se agravou nos últimos 20 anos. Maneiras e polidez foram mencionadas por 83 por cento, a economia em 81 por cento, 68 por cento da criminalidade e educação de 55 por cento.

Este primeiros-ministros, na opinião dos britânicos fizeram mais mal que bem.

Na sondagem perguntando aos inquiridos, se os últimos cinco PMs que remontam a Margaret Thatcher tinha feito o país melhor ou pior. Todos consideraram como terem feito mais mal do que bem - com Gordon Brown e David Cameron fazendo, especialmente, muito mal.
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Dave pagou £ 8.000 para voar as crianças - com idades entre quatro meses para 18 a Brisbane. Ele disse: "É um momento feliz, porque é uma vida nova e uma nova oportunidade para todos nós."
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Charlotte Ward freelancer que mudou para a Austrália
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Eu parti de Londres, em setembro do ano passado, movendo-se para Sydney para uma revisão de vida.
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Meu trabalho como um escritor freelance tinha-se tornado mais difícil ao longo dos meses anteriores.
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O clima e estilo de vida na Austrália parecia melhor e eu tinha certeza que ia encontrar novas oportunidades.
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Seis meses depois, parece ter sido a escolha certa. Eu estou começando um trabalho regular e outros emigrados têm histórias semelhantes.
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A única queda é que a Austrália é extremamente caro, com preços exorbitantes a ser cobrado em Sydney, para bens do dia a dia e aluguer de casas.
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Mas uma curta viagem de autocarro para o movimento de vida da cidade e também posso sair da minha porta da frente e estar na praia em cinco minutos.
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Os inquiridores do The Sun interrogaram 1.650 adultos dia 12-13. 
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Números nem sempre somam exatamente 100 por cento por causa de arredondamentos ou múltiplas respostas.

DO BLOGUE ALTO HAMA - RECOMENDÁVEL LEITURA

Clique na imagem

  *O primeiro-ministro de Portugal afirmou em entrevista à revista brasileira "Veja" que a actual situação da economia portuguesa foi gerada por "más decisõ...

POSTAIS ILUSTRADOS DA MINHA TERRA

CRISE - ECONOMIA E A EXPLICAÇÃO EM DOIS MINUTOS....!!!

JORGINHO SAMPAIO NUNCA DEU PONTO SEM NÓ....


Senhas do Dr. Jorge Sampaio
 – Fundação Cidade de Guimarães

 
E VIVA PORTUGAL!!!!!!!!!  
 
 CONTRA FACTOS...
Reencaminhem, p.f., ao maior nº de contactos possível!
É imperioso e urgente que o nº máximo possível de Portugueses tomem conhecimento destas vergonhas!!!
Verdadeiro crime social!!! (entre muitos outros).

Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães

Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:

-  Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
-  Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 €  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião

-  João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
-  Manuel Alves Monteiro
- Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião


Todos os
15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.

Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injectado pelo Estado Português) em salários.
Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros!!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM!


Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!
Alguém acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?