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segunda-feira, 30 de abril de 2012

As capas dos jornais e as principais notícias de Terça-feira, 1 de Maio de 2012.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Mali: Tiroteio entre militares faz mortos na sede da rádio e televisão públicas
Maquinista pára comboio e salva mulher
Júlio Magalhães: Último programa
Bethaney Wallace: Anorexia leva à morte
Jean-Claude Juncker: Contra Merkozy
Lisboa: Choque em cadeia
Ponte 25 de Abril: Mulher ferida

Capa do Público Público

Tenha acesso a mais informação. Torne-se assinante Público.
Governo prevê poupar 250 milhões com prestações sociais em 2013
Sporting olha para a Champions, Académica mais longe da manutenção
Riscos orçamentais das empresas públicas podem chegar a oito mil milhões
Sorteio da Lotaria Clássica
Governo conta com recessão abaixo do que prevê a troika
Es.Col.A leva para frente da câmara actividades que desenvolvia na Fontinha

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Porque escrevemos sobre Miguel Portas?
Não é armar a tenda, mas barraca
Vila Joya é primeiro português nos 50 melhores do Mundo
Só três rios têm reservas acima da média
Identificados 121 lares de idosos clandestinos
Genéricos 20% mais baratos a partir de quarta-feira
BE propõe isenção de propinas a bolseiros

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Tiroteio entre militares no Mali faz mortos na sede da rádio e televisão públicas
Confrontos em Berlim na véspera do 1.º de Maio
Juncker sai do Eurogrupo por causa do eixo franco-alemão
Enfermeiras vão a casa ensinar pais a cuidar dos bebés
Vítor Pereira presta homenagem ao pai após festa do título
Área Metropolitana do Porto com 50 novos desempregados todos os dias
Partilhe os seus convocados para o Euro2012

Capa do i i

Capa do Diário Económico Diário Económico

Bolsas dos EUA caem pela primeira vez em cinco sessões
OE para 2013 já vai prever contratos de serviço público para todas as empresas
Recurso da banca à ajuda estatal estimado em seis mil milhões
IKEA repudia mas admite trabalho forçado de prisioneiros
Empresas públicas precisam de mais 2,19 mil milhões
Governo vai rever política salarial da Função Pública
Governo espera recessão menos profunda este ano

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Governo mais optimista que a troika em toda a linha
Governo estima um superavite externo da dimensão do alemão em 2016
Governo analisa sustentabilidade da Segurança Social com a troika
Reditus apresenta maiores prejuízos de sempre
Preocupações com crescimento global penalizam Wall Street
Empresas públicas com ordem para vender imóveis
Itália: Governo aprova mais cortes na despesa para evitar novo aumento do IVA

Capa do Oje Oje

Tecnologia fotovoltaica faz aumentar a potência instalada
Loures assume gestão urbana do Parque das Nações
El Mundo despede um terço dos colaboradores
Massa monetária sobe em Março na Zona Euro
Recurso ao crédito continuará restritivo em Portugal
Ordens de bolsa caem 19,3% em Março, diz a CMVM
JM, Galp e Zon puxam pela bolsa

Capa do Destak Destak

Salário médio oficial dos trabalhadores urbanos ronda os 240 euros mensais
Banco central baixa taxa de juro para 3,75%
Temporada de touradas à corda na ilha Terceira começa hoje
Representante da ex-junta garante que a capital está "segura"
Hugo Chávez volta a Havana para nova fase do tratamento contra o cancro
Morreu o último fundador da Frente Sandinista
Ban Ki-moon reuniu-se com Suu Kyi

Capa do A Bola A Bola

«O título ainda não está decidido» – Kompany
Busquets admite que Barcelona joga para que Messi seja o melhor marcador
Selecionador italiano admite chamar Cassano
«Estávamos cansados das promessas do presidente» - Bruno Moraes
Ronaldo não descarta jogar em Itália
Sylvie: a mulher de Rafael é de cortar a respiração
Airton pode regressar ao plantel

Capa do Record Record

Gonçalo fez estreia de futuro promissor
Acordo concluído com Rui Vitória
Nuno André Coelho foi aposta ganha
Penáltis abrem via para festa do título
Terceira tentativa de um líder ansioso
Amido Baldé: «Só não fiquei feliz porque perdemos»
Allegri: «Fico até fim do contrato»

Capa do O Jogo O Jogo

Manuel Sérgio nega entrevista
Pedro Emanuel: “Vamos lutar até ao fim”
Sá Pinto: ”Jogo da Liga Europa pesou hoje”
Sporting vence e fica a três pontos do Braga
Manchester City vence vizinho United e sobe ao comando
Sá Pinto foi buscar Xandão devido à lesão de Izmailov
Ismailov lesionou-se no aquecimento

E TODOS VÃO RECEBER OS SUBSÌDIOS AO "TANAS" NO DIA DE SÃO NUNCA!




Reposição de subsídios só em 2018 não convence esquerda


Paulo Alexandre Amaral, RTP
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“Burla” e “mentira” foram epítetos lançados a partir da esquerda face ao anúncio de que os subsídios de férias e de Natal começarão a ser repostos em 2015 ao ritmo de 25 por cento por ano. O PS diz que o país ficou a saber o que "valem as promessas do primeiro-ministro". O bloquista Francisco Louçã deixou todas as dúvidas sobre uma promessa feita com “sete anos” de antecedência. Os comunistas fizeram as contas para acusar o Governo de “roubar” mais de 10 mil euros a cada pensionista e trabalhador da Administração Pública nesse período.

HÁ GUERRA NA CAPOEIRA AICEP - PAULINHO PORTAS E SUAS CACETADAS...QUEM CACETADAS DÁ, CACETADAS LEVA CEDO OU TARDE...!!!



30 de Abril, 2012 
por Helena Pereira - Sol
Afastamento de Eurico Dias da agência tutelada por Portas está na origem de mal-estar entre Seguro e o Governo.
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Eurico Dias, dirigente do PS e principal conselheiro de António José Seguro para a área económica, foi afastado da nova direcção da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), agora tutelada por Paulo Portas. Um facto que criou um grande mal-estar na direcção de António José Seguro, que se queixa de o processo não ter sido conduzido com «a devida consideração», pelo facto de se tratar um dirigente máximo do PS.
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«Não houve lisura e correcção em relação ao maior partido da oposição», resume ao SOL fonte da direcção de Seguro.
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Eurico Dias é uma peça essencial na direcção de Seguro. Não é só o principal conselheiro na área económica, como integrou as delegações do PS que reuniram com a troika. Em artigos de opinião publicados na imprensa, como em conferências de imprensa no Largo do Rato, tem feito críticas duras ao Governo, culpando-o pelo «desemprego descontrolado», «a espiral recessiva» e «o empobrecimento» do país.
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Este caso é um grão na engrenagem da relação entre PS e Governo, que os socialistas não ignoram. Para mais, envolvendo um partido com quem as coisas até tinham começado bem. António José Seguro e Paulo Portas almoçaram no Verão, pouco depois de o Governo tomar posse. E depois disso falaram algumas vezes a propósito de questões de política externa. Contudo, desde este episódio, no final de 2011, as relações azedaram.
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Eurico Dias tinha entrado para o AICEP em 2007, pela mão de Basílio Horta. «Fez um excelente lugar», elogia este último. Foi primeiro administrador da AICEP Global Parques. Depois foi promovido para a AICEP Portugal Global, onde ficou com o pelouro da internacionalização de PME’s. «O seu mandato foi interrompido – só acabaria em 2013. E para ser interrompido tem que haver uma causa forte. Não sei qual foi», diz Basílio Horta.
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Ao SOL, Eurico Dias explica que a decisão lhe foi comunicada pelo chefe de gabinete de Portas, explicando que o Governo queria mudar toda a direcção. «Se não fosse assim, gostava de ter terminado o mandato, mas não encaro isto com dramatismo», explicou.
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Questionado pelo SOL, o presidente da AICEP, Pedro Reis, não quis fazer comentários. Da sua equipa fazem parte um embaixador, o ex-chefe de gabinete de Portas no Ministério da Defesa, um ex-quadro do BES e um dirigente do AICEP com 20 anos de casa.

O SENHOR SILVA É GATO EM TELHADO DE ZINCO QUENTE...!!!

Clique na imagem para ler a peça

Cavaco Silva reagiu à notícia do DN

COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Cavaco reage à Grande Investigação do DN

(Actualizada às 20h30) Cavaco Silva reagiu hoje à Grande Investigação que o DN está a publicar sobre o escândalo BPN.

O Presidente da República colocou um comunicado no seu site rebatendo alguns dos textos...

DO BLOGUE CANTIGUEIRO:Subsídios de férias e natal



Pois... roubo! Não devo dizer, porquê? É muito “pesado” para classificar a política destes canalhas quanto aos subsídios de férias e de natal, que regressarão lá para 2018... na melhor das hipóteses?
Ah... e “canalhas” também é demasiado agreste para classificar os ladrões que nos querem impor esta refinada canalhice?
Pronto... então chamo-lhes exactamente o quê?!

KAOS:Sinónimo de Cavaquismo



Sempre que se fala do BPN há nomes ditos impolutos, até um para quem ainda está por nascer alguém mais honesto que ele, que aparecem sempre. Apetece-me sempre fazer-lhe mais um boneco, mais que não seja para memória futura, pois quem sabe se um dia quando se falar de cavaquismo, ele seja sinónimo de BPN, que já é agora sinónimo de corrupção, roubo e compadrio.

Como o azeite...mais tarde ou mais cedo vem ao de cima...


E  Ferreira do Amaral, ex-ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva e actual mamador gordo da Lusoponte não é investigado? Por muito menos, Isaltino Morais, ex-ministro de Durão Barroso já tem prisão garantida.
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Cuidado: não há prisões que cheguem para a gatunagem do PS e do PSD. Quando dão nas vistas, fogem para Paris ou para Cabo Verde. É urgente construírem-se mais prisões e expropriar-lhes os bens. 
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Num instante põe-se fim à austeridade, diminuirá o desemprego, aumentarão salários e vencimentos, devolver-se-ão os subsídios de Natal e de Férias que o actual desgoverno roubou aos portugueses.
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Até quando, a rapaziada mais informada deste retângulo vai continuar a aceitar passivamente a ladroagem desbragada dos “representantes eleitos” e respectivos patrões?
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Ou será necessário criarem-se grupos para os capturar e pendurar no poste de iluminação mais próximo de suas casas?  

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Texto de Paulo Morais, Professor Universitário
A participação privada na nova travessia do Tejo nasceu de um embuste, a tese de que o estado não teria dinheiro para construir a infra-estrutura e recorria ao apoio dos privados, a quem mais tarde pagaria determinadas rendas.  Nada mais errado! 
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Até porque os privados entraram com apenas um quarto dos 897 milhões de euros em que orçava o investimento. O restante foi garantido pelo estado português, através do Fundo de Coesão da União Europeia (36%), da cedência da receita das portagens da Ponte 25 de Abril (6,0%), e por um empréstimo do Banco Europeu de Investimentos (33%).
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O verdadeiro investidor foi o estado português, que assim garantiu a privados uma tença [pensão] milionária ao longo de anos. Só em 2010, as receitas das portagens atingiram quase 75 milhões de euros.
Ao mesmo tempo, os privados eliminavam a concorrência, pois garantiam que ninguém poderia construir uma nova travessia no estuário do Tejo sem lhes pagar o respectivo dízimo.
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Para piorar a situação, o estado negociou, ao longo de anos, sucessivos acordos para “a reposição de reequilíbrio financeiro”, através dos quais se foram concedendo mais vantagens aos concessionários. Ainda antes da assinatura do contrato de concessão, já o estado atribuía uma verba de 42 milhões de euros à Lusoponte para a compensar por um aumento de taxas de juro.
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Mas os benefícios de taxas mais baratas, esses reverteram sempre e apenas para a Lusoponte. Sem razão aparente, o estado prolongou ainda a concessão por sete anos, provocando perdas que foram superiores a mil milhões. E muito mais… um poço sem fundo de prejuízos decorrentes de favorecimentos à Lusoponte.
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Aqui chegados, só há agora uma solução justa: a expropriação da Ponte Vasco da Gama, devolvendo aos privados o que lá investiram. As portagens chegam e sobram para tal. 
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Não se pode é continuar a permitir que, por pouco mais de duzentos milhões de euros, uns tantos senhores feudais se tornem donos de uma ponte que não pagaram, cativem as receitas da “25 de Abril” e sejam donos do estuário do Tejo por toda uma geração.

NESTE MUNDO SE FAZEM E NELE SE PAGAM!


  (esta frase é do Min. dos Negócios Estrangeiros)

A entrevista de Mário Soares ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal

“SE NECESSÁRIO O EXÉRCITO ATIRARÁ SOBRE OS COLONOS  BRANCOS”




Entrevista a Mário Soares, Ministro dos Negócios Estrangeiros
 
 
O Ministro dos Negócios Estrangeiros português Mário Soares sobre a descolonização em África
 
 
SP – Sr. Ministro, o Governo Provisório está em vias de conceder a independência às colónias da Guiné-Bissau, Angola e Moçambique. Há portugueses que se interrogam se este Governo de Transição, que não foi eleito pelo povo, mas empossado por um golpe militar, tem legitimidade para tomar uma decisão tão histórica.
MS – Isso nos perguntámos logo a seguir à revolução de 25 de Abril. Ponderamos se a descolonização se deveria fazer apenas após eleições regulares. Mas verificou-se que o problema era candente, que dificuldades e demoras surgiam no processo. E assim convencemo-nos que precisávamos de nos apressar.
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SP – Há portugueses que julgam que o Sr. se tenha apressado demais – como em tempos os belgas ao se retirarem do Congo.
MS – Estamos há 3 meses no governo, e entretanto fizemos contactos e progressos, mas não creio que tenhamos sido demasiado apressados. Pelo contrário. A situação em Angola, que nos últimos tempos se tornou explosiva, prova que talvez não tivéssemos andado suficientemente depressa.
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SP – Sobre as condições de independência o Sr. negoceia exclusivamente com os movimentos de libertação africanos. Na sua opinião eles são os únicos legítimos representantes das populações nas colónias?
MS – Bem, se quisermos fazer a paz – e nós queremos sem demora a paz – temos que falar com os que nos combatem. Isto não implica uma avaliação política ou ética dos movimentos de libertação, mas resulta da apreciação pragmática de determinada situação. E quem nos combate na Guiné? O PAIGC. Assim temos de falar com o PAIGC. Quem nos combate em Moçambique? A Frelimo. Assim temos de falar com a Frelimo.
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SP – E com quem pode o Sr. negociar em Angola onde existem vários movimentos rivais?
MS – Em Angola há dois movimentos de libertação reconhecidos pela OUA – o MPLA e a FNLA. Assim temos de negociar com ambos. Para avaliar qual dos dois é o mais representativo do povo é um problema que os Angolanos e as coligações que no futuro formarão governo terão de resolver mais tarde.
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SP – Acredita que esses movimentos e em particular os ainda discutíveis têm suficiente autoridade de impor a solução que vai ser negociada.
MS – Esperamos que sim. Mas o processo de descolonização em Portugal, no formato, não deverá decorrer de modo muito deferente do da Inglaterra e França.
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SP – Na Argélia havia um movimento de libertação muito forte, como no Kénia e sem dúvida também na Guiné-Bissau e Moçambique. Mas e em Angola?
MS – Sim, na verdade em Angola a situação é difícil devido às divisões dentro dos movimentos. E nós não podemos alterar aí quase nada. Estamos prontos a falar com cada uma das facções e, dentro das nossas possibilidades, procurar que se unam. Mas não temos muitas ilusões, as nossas possibilidades de intervir aqui são muito limitadas.
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SP – Se o processo de descolonização português correr como o inglês ou o francês, na sua opinião qual será a tendência a seguir - como no Kénia que seguiu a via capitalista, ou como a Zâmbia que tenta uma espécie de socialismo africano? 
MS – Eu julgo que é sempre perigosa a transposição de modelos estranhos. Mas, de momento, parece-me que a evolução em Moçambique será semelhante à da Zâmbia. Noutras regiões poderá haver outras soluções. Quando falei da semelhança do nosso processo de descolonização com o inglês ou o francês, pensei mais nas linhas gerais – que nós, como potência colonial, como os ingleses e os franceses, devíamos negociar com os movimentos fortes a operar nas colónias.
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SP – E o que virá depois das negociações?
MS – Parece-nos importante que as populações sejam consultadas e que, depois do domínio português, não lhes seja imposto outro domínio que poderá não ter a maioria. Gostaríamos que a liberdade da população fosse garantida e assegurada. Mas temos nós, como antiga potência colonial, autoridade bastante para discutir isso? A nós parece-nos isso muito problemático. Por outro lado, o PAIGC e a Frelimo são movimentos de libertação que  em anos de luta renhida pela independência ganharam indiscutível autoridade. Eles têm chefes muito qualificados e conscientes das responsabilidades. Com quem mais, a não ser com eles, deveremos negociar?
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SP – Sente-se o novo governo português também responsável por aqueles milhares de africanos que, por motivos diversos, colaboraram com o anterior regime?
MS – Certamente que nos sentimos responsáveis por essa parte da população e sobre o seu destino já se falou por diversas vezes nas conversações. No caso concreto da Guiné, onde o processo está mais avançado, tencionamos, por exemplo, repatriar para Portugal os ex-combatentes africanos que o queiram por não se conseguirem integrar na nova República independente.
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SP – Quantas pessoas são essas?
MS – Sabemos de cerca de 30 antigos comandos que aos olhos do PAIGC representam um certo perigo. Para estas pessoas temos de encontrar uma solução qualquer – talvez integrá-los nas forças armadas portuguesas ou coisa semelhante.
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SP – Acredita que do lado dos movimentos de libertação exista a boa vontade de não exercer represálias contra os colaboradores africanos do antigo regime?
MS – Sim, isso foi-me espontaneamente assegurado, mesmo antes de nós termos levantado o problema. Também nos deram certas garantias, os movimentos de libertação não são racistas. Eles estão conscientes dos imensos problemas que terão de enfrentar e não querem comprometer já a sua vida política com crueldades e actos de vingança.
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SP – No entanto, a “Voz da Frelimo” emissora do movimento para Moçambique tem, nas passadas semanas, por diversas vezes apelado aos soldados pretos para desertarem das tropas portuguesas, sob pena de ajuste de contas após a independência.
MS – Uma guerra, infelizmente não é um jogo de cavalheiros nem um concurso hípico com regras éticas fixas. Tais excessos verbais e ameaças são lamentáveis, mas também muito naturais. Na verdade, não sei se essas ameaças foram feitas, mas considero-as possíveis. Mas até agora tivemos na Guiné e em Moçambique – em Angola ainda não – uma impressionante onda de confraternização e tudo tem corrido muito melhor do que seria de esperar depois de 13 anos de guerra.
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SP – Muitos brancos nas colónias portuguesas sentem-se traídos por Lisboa. Com razão?
MS – Se acreditou nos slogans do antigo regime – que Angola é nossa e sê-lo-á para sempre, e que não são colónias mas simplesmente províncias ultramarinas – então terá razão em sentir-se traído. Mas, na realidade, a traição é do regime de Salazar e Caetano que quiseram fazer esta gente acreditar que seria possível oferecer resistência ao mundo inteiro e à justiça.
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SP – Qual será o futuro destes brancos desiludidos, se, apesar de tudo, quiserem permanecer em África?
MS – Se forem leais para com os novos Estados independentes na cooperação e respeitarem as suas leis, não têm nada a temer. Na Guiné, por exemplo, o próprio movimento de libertação exortou-nos a deixar os nossos técnicos, médicos, engenheiros e agrónomos, porque precisavam deles. É cómico: a extrema esquerda portuguesa exigia a nossa saída imediata, total e sem condições, mas os próprios movimentos de libertação não exigiram nada disso.
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SP – O que será dos brancos que não querem ficar em África? Em Moçambique já se iniciou entre os brancos um grande movimento de fuga.
MS – É verdade. Mas estou certo que dois anos após a independência e quando as instituições do País funcionarem razoavelmente, haverá mais portugueses, em Moçambique, que hoje. Isto é, aliás, um fenómeno geral. O Presidente Kaunda da Zâmbia disse-me, quando estive em Lusaka: “ Saiba que temos aqui na Zâmbia o dobro dos ingleses que tínhamos antes da independência”.
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SP – E o Sr. acredita que isso também acontecerá em Moçambique?
MS – Sim. Primeiro virão muitos para Portugal, porque têm medo, mas depois regressarão.
SP – E em Angola?
MS – Ali ainda não há muitos que abandonaram o País. Ali generaliza-se entre os brancos uma atitude perigosa. Precisamos de convencer os brancos, no seu próprio interesse, que fiquem, mas já não como patrões, como até agora.
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SP – Apesar disso Portugal tem de contar com o regresso de muitos. Como irão resolver o caso?
MS – Isto é para nós um problema económico muito sério, pois não é apenas o regresso dos colonos brancos mas também os soldados – cerca de 150.000 a 200.000 homens que regressam duma assentada. Acrescem ainda os imigrantes que querem regressar desde que Portugal é livre. O assunto está a ser estudado pelo Ministério da Economia e Finanças. Temos de criar novos postos de trabalho, mas isso significa igualmente a reestruturação da totalidade da economia portuguesa, que vai precisar de se adaptar às sociedades industriais modernas.
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SP – Não existem portanto planos concretos para absorver os retornados?
MS – Há investigações adiantadas.
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SP – Entre os brancos que não querem regressar a Portugal, tenta-se criar um exército de mercenários para se opor aos movimentos de libertação. Em Angola, nos últimos tempos, radicais brancos de direita provocaram confrontos raciais sangrentos. Pode Lisboa impedir que tais brancos, especialmente em Angola, tomem o poder?
MS – Eu penso que sim.
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SP – Como?
MS – O exército em Moçambique e em Angola é completamente leal para com os que fizeram a Revolução de 25 de Abril. E o exército não permitirá que mercenários brancos ou grupos semelhantes se levantem contra o exército. Tentativas haverá. Em Moçambique já as houve.
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SP – E em Angola onde vivem mais do dobro dos brancos e um terço menos de pretos que em Moçambique?
MS – Em Angola haverá certamente uma série de situações mais ou menos desesperadas e tensões perigosas entre as raças. Apesar disso, julgo que por ora o exército pode e fará manter a ordem – a ordem democrática.
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SP – Portanto, se necessário, o exército português fará fogo sobre portugueses brancos?
MS – Ele não hesitará e não pode hesitar. O exército já mostrou que tem mão forte e quer manter a ordem a todo o custo.
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SP – Apesar do exército, não se pode excluir a hipótese de os brancos se declararem independentes, como na Rodésia. Pelo menos Angola podia tentar mesmo economicamente uma tal solução.
MS – De princípio, nos primeiros momentos da Revolução tive muito receio que tal pudesse acontecer. Mas quanto mais o tempo passa, mais difícil se tornará uma tal tentativa.
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SP – Suponhamos, no entanto, que tal venha a acontecer – reagiria Lisboa como Londres, na altura, tentando impor um bloqueio económico?
MS – Não creio que em Angola exista uma solução rodesiana, mas se tal acontecesse combatê-la-íamos com todas as nossas forças, pois uma tal solução seria para África e para o Mundo uma aventura inaceitável.
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SP – Também se pensou isso no caso da Rodésia e, no entanto, não se pôde evitar.
MS – Para nós tal solução é improvável a não ser que tivéssemos um golpe de direita aqui em Portugal. Nós – este governo democrático – não permitirá que tal solução rodesiana aconteça em Angola ou Moçambique. Eu repito! Nós combatê-la-emos com todos os meios ao nosso dispor.
SP -  Porquê?
MS – Porque isso poria em causa todo o nosso processo de descolonização, a nossa credibilidade, e a nossa boa vontade. E porque com uma tal solução até o regresso do fascismo poderia ser encaminhado em Portugal.
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SP – Do ponto de vista económico a perda da Guiné e de Moçambique são um alívio para Portugal. Angola, no entanto, com os seus diamantes, petróleo, café trouxe para Portugal as tão necessárias divisas. Pode Portugal dar-se ao luxo de perder essa fonte de divisas?
MS – Todas estas receitas não compensavam os custos de guerra. Nós gastávamos cerca de 2 biliões de marcos por ano com a guerra. O que pouparmos com o fim da guerra compensa plenamente a perda dessas divisas, que de qualquer modo, acabavam na maior parte nos bolsos dos americanos, alemães e ingleses. 
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SP – Lisboa irá ajudar no futuro as suas antigas colónias? Concretamente:  -Se Moçambique independente resolvesse impedir o trânsito de mercadorias da Rodésia para Lourenço Marques ou Beira para exercer pressão política sobre o regime branco de Salisbury, estaria Portugal disposto a compensar Moçambique pela perda de divisas que tal operação acarretaria?
MS – Os nossos meios são escassos, temos de ter em atenção a nossa muito tensa situação económica. Mas, dentro das nossas possibilidades, ajudaríamos, numa tal situação.
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SP – No seu livro “Portugal e o Futuro”, o general Spínola propunha uma espécie de comunidade portuguesa como forma de cooperação futura entre Lisboa e África. Os movimentos de libertação não deram qualquer importância à ideia. Como serão as futuras relações entre Lisboa e África?
MS – O discurso pragmático proferido pelo general Spínola em 27 de Julho sobre o futuro das colónias está muito distante da concepção do seu livro. Se, algum dia, uma espécie de comunidade dos países lusófonos se verificar, só na condição de todos os países serem realmente independentes. E seriam então os países africanos a dizer até que ponto tal associação poderia ir.
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SP – Sr. Ministro, muito obrigado pela entrevista.
 
DER SPIEGEL Nº 34/1974

Ontem o Gen Ramalho Eanes*, em entrevista à Fátima Campos Ferreira, referiu-se a esse livro, do Rui Mateus, e disse que depois de o ler não tem qualquer estima pelo Mário Soares, apesar de lhe reconhecer méritos no processo de democratização do pais.

KAOS:BPN Eles ainda andam po aí


Já muito foi dito e escrito sobre o BPN, já todos sabemos que da corja que o geriu e se aproveitou da roubalheira poucos estão acusados, já todos sentimos no fim do mês as consequências dos milhares de milhões da maior burla bancária conhecida em Portugal.
Não vou por isso escrever muito sobre o assunto, mas recomendar que leiam os artigos sobre o assunto que o DN está a publicar. Talvez depois todos compreendamos que é necessário exigir a demissão de cargos públicos e a condenação dos culpados, a restituição do dinheiro roubado e a devolução dos subsídios que nos foram roubados em seu nome. Eles andam por aí.

PODE LÁ SER O KADHAFI FINANCIAR A CAMPANHA DE SAKKOZY!

Moral: "O Kadhafi está morto, não fala e o Sarkosy inocente. Mas se derem cuidado de escrever na barra do Google: Sarkozy et Kadhafi, vão encontrar umas dezenas de fotos, os dois juntos, em grande cordialidade. A política tem destas coisas e os que inseridos nela venderam a alma ao Diabo". - José Martins



Sarkozy recorre à justiça para negar financiamento líbio em 2007

Carlos Santos Neves, RTP | Publicado há 31 minutos
“Infâmia” é o termo escolhido por Nicolas Sarkozy na reação à notícia, difundida no fim de semana, de um alegado envelope de 50 milhões de euros que teria saído dos cofres de Muammar Kadhafi para apoiar em 2007 a campanha presidencial da conservadora União por um Movimento Popular (UMP). Na abordagem aos últimos dias do combate pelo Eliseu, com o socialista François Hollande a persistir à cabeça das sondagens, o candidato à reeleição anunciou a intenção de apresentar queixa contra o portal Mediapart, que publicou um documento atribuído à cúpula do regime líbio que constituiria a “prova do financiamento”. O diretor da publicação online, Edwy Plenel, contrapõe: “O sarkozysmo não gosta decididamente da independência dos média”.
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As capas dos jornais e as principais notícias de Segunda-feira, 30 de Abril de 2012.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Incêndio deflagra na cadeia de Paços de Ferreira
Valongo: Incêndio em discoteca abandonada
Lagos: Condutor perseguido
Porto: Confrontos em jogo
Menina afoga-se em tanque
Marcelo R. Sousa: Passos esteve mal
Paulo Macedo: Agradece a cubanos

Capa do Público Público

Tenha acesso a mais informação. Torne-se assinante Público.
Pinto da Costa: “Título foi merecidíssimo”
Hulk e os festejos no sofá? "Preferia ser campeão dentro do campo, mas assim também vale"
Vítor Pereira: “Hei-de dar a este clube muitos mais títulos”
Adeptos dividem-se sobre continuidade de Vítor Pereira
Um título ganho nos confrontos com os adversários directos
Reacções: "O FC Porto ganhou e ganhou bem"

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Oito pessoas intoxicadas em fogo em cadeia
Vítor Gaspar: "Onze é de mais!"
Incêndio em edifício abandonado de antiga discoteca
SNS corre o risco de ser um serviço de segunda categoria
PS alerta para perigo nos bairros sociais do Estado
Câmara de Almada reclama prolongamento da linha à Costa de Caparica
"É mais um projeto estruturante que vai ficando pelo caminho"

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Cerca de 202 milhões de pessoas vão ficar sem emprego este ano
Incêndio em discoteca abandonada de Valongo
Intoxicação alimentar em escola no México levou 176 ao hospital
Menos carros nas estradas mas mais contraordenações
Ator de 'Anatomia de Grey' resgata jovem após acidente
Governo tem 18 mil milhões de euros da 'troika' a render na banca
Vítor Pereira: "Hei-de dar muitos títulos ao F.C. Porto"

Capa do i i

Capa do Diário Económico Diário Económico

Bruxelas quer ver versão simplificada do PEC
Último dia do IRS para trabalhadores por conta de outrem
Espanha já aceita entrega de casas para saldar empréstimos
PSD estuda solução para ajudar famílias a saldar dívidas à banca
Estado vai controlar posição accionista de 20% no BCP
Banco do BCP na Polónia aumenta crédito concedido
“Mais alterações ao Código do Trabalho vão criar conflitualidade”

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Trabalhadores "ficam" com dois terços do PIB nacional
"Já há interesse de outras entidades neste projecto"
Como é que a Land Rover consegue crescer no mercado português?
Novo mandato da PT foi o mais votado
"Não iremos investir mais em Portugal"
Votorantim não exerce opção de compra e permite à CGD vender Cimpor na OPA
BlackRock e Norges Bank são as gestoras que mais investem em Portugal

Capa do Oje Oje

Starbucks cai 5% arrastada pela fraca procura
Receitas da Amazon crescem com lucro a recuar
BASF supera previsões com procura de peças de automóveis, petróleo e gás
Lucro da Samsung aumenta 81%
Mitsubishi UFJ quer contratar 3000 colaboradores no exterior
Fuga no Mar do Norte vai afetar produção da Total
Galp e PT impulsionam PSI 20, que fecha a crescer 1,07%

Capa do Destak Destak

Suu Kyi decidiu prestar juramento no Parlamento
Estoril Open - Primeiro dia sem estrelas masculinas, mas com Nadia Petrova
Pelo menos 24 mortos em operação policial anti-máfia
Pelo menos 20 mortos em colisão de autocarros no norte
Kim Jong-un elogia avanços da indústria militar
Al-Qaida alega libertar refém britânico se Londres extraditar imã radical
Nove Pescadores chineses detidos depois de terem atacado guardas costeiros

Capa do A Bola A Bola

Matías está bem mas deve jogar André Martins
«Fui recebido da melhor maneira» - Lucho
Equipa insultada na chegada à Luz
Guardiola diz que goleada ao Rayo Vallecano foi «preparação para a final da Taça do Rei»
Falcao salvou Atl. Madrid da derrota em Sevilha
«Temos de respeitar as outras equipas» - Pinto da Costa
Partizan de Belgrado conquista o penta campeonato

Capa do Record Record

Rolando tem mercado
André Martins é aposta para fazer de Matías
Impugnação vai avançar
Balboa: «Quero renovar contrato»
Liga já está entregue mas a Champions não
Atsu: «Contribuí para o título do FC Porto»
Rodrigo Galo: «Sou muito feliz aqui e há hipótese de ficar»

Capa do O Jogo O Jogo

Pinto da Costa: "Confiei na capacidade dele e no plantel que tinha"
Pinto da Costa: "Estes são jogadores à Porto"
Vítor Pereira: "Este é o meu clube, hei-de ainda de dar-lhe mais títulos"
João Moutinho: "A minha música é bonita, espetacular. E é verdade".
Fernando: "Apesar de ser o meu 10º título, é maravilhoso"
Lucho: "No FC Porto muita coisa pode acontecer"
Rolando: "Os outros perderam, nós aproveitámos"