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sábado, 1 de setembro de 2012

CULTURA: MELHORE SEUS CONHECIMENTOS


CALMA POVÃO NÃO HÁ CORRUPÇÃO

Diretora do DCIAP

"Portugal não é um país corrupto", diz Cândida Almeida

por Lusa, publicado por Ana MeirelesHoje



A procuradora-geral Adjunta Cândida Almeida afirmou sábado que "Portugal não é um país corrupto" e que existe uma "perceção" exagerada da dimensão deste crime, sublinhando que é dos poucos Estados europeus onde se investigam "grandes negócios do Estado".
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"O nosso país não é um país corrupto, os nossos políticos não são políticos corruptos, os nossos dirigentes não são dirigentes corruptos. Portugal não é um país corrupto. Existe corrupção obviamente, mas rejeito qualquer afirmação simplista e generalizada, de que o país está completamente alheado dos direitos, de um comportamento ético (...) de que é um país de corruptos", disse a diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), numa conferência na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.
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Depois de insistir várias vezes nesta ideia, a magistrada disse que, porém, não é essa a "perceção" da opinião pública, referindo que os relatórios da organização Transparência Internacional Portugal e os meios de comunicação social "arrasam-nos permanentemente" com a ideia de que o país "é corrupto".
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Cândida Almeida sublinhou que, no caso da Transparência Internacional, os relatórios "refletem tão só a perceção" que existe num país dois níveis de corrupção e que, no que toca aos meios de comunicação social e a declarações públicas nesse sentido, a maioria dos casos não têm fundamento ou referem-se a outros crimes, sendo o mais frequente a fraude fiscal.
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"Acontece que as pessoas, de uma maneira geral, sem saber exatamente o que estão a dizer, falam de corrupção num conceito sociológico, ético-político eventualmente, mas falam de coisas que não são corrupção, falam de coisas afins", disse, acrescentando que "a corrupção tem a ver com cidadãos ou funcionários que se vendem ou querem vender-se".
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E deu o exemplo do Operação Furação, que a opinião pública perceciona como estando relacionada com corrupção, quando, na realidade, está em causa fraude fiscal.

O BRUXO PROVADOR DE VINHO



Numa loja de vinhos, o degustador havia falecido e o proprietário começou a buscar alguém que fizesse o trabalho.
Um oficial piloto da Marinha, apreciador de vinhos e velho se apresentou para solicitar o lugar.
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O proprietário se perguntava como podia livrar-se dele. Então deram-lhe um copo de vinho para ele tomar. O velho piloto provou e disse:
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- É um Moscatel de três anos, elaborado com uvas colhidas na parte norte da Região de Favaios, guardado em um barril de carvalho. É de baixa qualidade porém aceitável.
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- Correcto, disse o chefe. Outro copo por favor.
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- É um Cabernet, de 8 anos, com uvas colhidas nas montanhas ao sul da região, guardado em barril de carvalho Americano a 8 graus de temperatura. Ainda faltam uns três anos para que alcance sua mais alta qualidade.
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- Absolutamente correto. Um terceiro copo.
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- É um champanhe elaborado com uvas pinot blanc de alta qualidade e exclusivas, disse calmamente o velho piloto já bebado.O proprietário não acreditava no que estava vendo e fez um sinal com os olhos para sua secretaria e pediu a ela que fizesse algo. Ela saiu da loja e regressou com um copo de urina.
O bebum provou e... disse:
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- É de uma pita ruiva de 26 anos de idade, com três meses de gravidez e se não me derem o emprego, digo quem é o pai !...

KAOS: Engolir a laranja envenenada



A lista de professores colocados, ontem conhecida, representa uma redução de 40,5 por cento (menos 7.571 docentes) face à de Agosto do ano passado, segundo contas da Fenprof, que classificou estes números como sendo «de uma violência atroz». 
De acordo com o líder da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, que falava em conferência de imprensa no Porto, após uma primeira análise dos números, só a renovação de contratos caiu 43,5 por cento (menos 4.471), em relação a 2011. 
Seguem-se agora colocações via bolsas de recrutamento que, se caírem na mesma proporção, permitem antecipar, na leitura sindical, a exclusão do sistema de 15.000 a 18.000 professores.
Quando a Sinistra Ministra estava no poder a luta contra o processo de avaliação e a destruição da Escola pública foi encabeçada pelo Mário Nogueira que rapidamente se viu ultrapassado pela união dos professores e de muito movimentos que criaram.
Por duas vezes Lisboa foi palco de gigantes manifestações que fizeram com que finalmente se sentisse uma réstia de esperança e de acreditar que ainda havia poder na luta das pessoas para fazerem recuar as politicas do então governo de socretinos.
Depois de ver os governos atacarem os direitos dos cidadãos e de as lutas sindicais não o conseguirem impedir finalmente se provava que havendo vontade tudo era possível.
A Sinistra Ministra estava derrotada. Inesperadamente, ou talvez não, surge a noticia de que o Mário Nogueira tinha assinado com o governo um Memorando de Entendimento, que se minimizava as medidas da Ministra, lhe possibilitava a continuidade de existência bem como das suas politicas.
Assim morreu uma luta que estava ganha e se desmobilizou os professores. Hoje, após a chegada deste governo e deste DemoCrato que ocupa o cargo de Ministro os professores sentem na pele o resultado dessa derrota e dessa desmobilização.
Os professores que conseguiram colocação não a querem colocar em risco, os que vão para o desemprego estão sós e sem esperança. E agora Mário Nogueira?

OPINIÃO DE VASCO PULIDO VALENTE






Um “consultor” pode na prática mandar ou ser um melancólico ornamento que ninguém ouve e a que ninguém liga. A que espécie pertence o dr. Borges, com o seu arzinho “catedrático” e o seu part-time no “Pingo Doce”? Num caso, não vale o tempo que se perde com ele, no outro merece um exame democrático, que ninguém, por enquanto, se lembrou de fazer.
Vasco Pulido Valente, Público
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P.S. . A grafia é da responsabilidade deste blogue 

FASCISTAS - AFINAL, QUEM SÃO ? ? ?


REPASSANDO SEM COMENTÁRIOS
Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês.
 
Corria o ano de 1960 quando foi publicada no "Diário do Governo" de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e de A. Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro "Salazar e os milionários", publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou "que explorassem actividades em regime de exclusivo". Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes.
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E que dizia, em resumo, a Lei 2105?
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Dizia simplesmente que quem quer que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública não podia ganhar mais do que um Ministro. Claro que muitos empresários logo procuraram espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a Lei 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido pois a redacção do diploma permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, "receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros".
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A publicação desta lei altamente moralizadora, que ocorreu no período do Estado Novo de Salazar, fará muito brevemente 50 anos.  Em 13 de Setembro de 1974, catorze anos depois da lei "fascista", e seguindo sempre as explicações do livro de Pedro Castro, o Governo de Vasco Gonçalves, militar recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105/60 e, pelo Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. 

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Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o Dec.-lei 446/74, pura e simplesmente reduziram os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do vencimento de um Ministro para uma vez e meia o vencimento de um Secretário de Estado. 
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O Decreto- Lei 446/74 justificava a alteração nos referidos vencimentos pelo facto da redacção pouco precisa da Lei 2105/60 permitir "interpretações abusivas", o que possibilitava "elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma".
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Ao lermos hoje esta legislação, parece que se mudámos, não de país mas de planeta, pois tudo isto se passou no tempo do "fascismo" (Lei 2105/60) e do "comunismo" (Dec.-Lei 446/74). Agora, está tudo muito melhor, sobretudo para esses “reis da fartazana” que são os gestores estatais dos nossos dias:é que, mudando-se os tempos mudaram-se as vontades e, onde o sector do Estado pesava 17% do PIB, no auge da guerra colonial, com todas as suas
brutais despesas, pesa agora 50%.
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E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos. Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP,

Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420.000 euros por mês, um "pouco" mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365.000 mensais.
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Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa.


Assim - e seguindo sempre a linha do que foi publicado - conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100.000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200.000. O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250.000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu.
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Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens...) da lista dourada que o "Sol" deu à luz há pouco tempo.
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Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446/74 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: Basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei  2105/60, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar.

UM FILMEZINHO DO SILVA MANHOSO EM 35 QUADROS