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terça-feira, 9 de outubro de 2012

"...que temos vergonha deles."



Por muita distância que haja entre este Governo e os cidadãos, 
por muito que o Governo tenha assumido como seu objectivo central a destruição dos direitos dos cidadãos e o seu empobrecimento, por muito que o Governo diga estar preocupado com o desemprego quando esse é o seu objectivo principal para poder forçar a descida dos salários, precisamos de nos lembrar que os membros do Governo são seres humanos, que possuem um resto de auto-estima. Se se escondem e evitam actos oficiais públicos fora dos ministérios isso não se deve ao facto de terem medo. Deve-se ao facto de saberem que temos vergonha deles.
José Vítor Malheiros, Público

CRUZ VERMELHA ESPANHOLA FAZ FACE À FOME


Sem pragas que afectem a produção agrícola e pestes a fome na península Ibérica é um facto!


Clique em baixo para ver o video

E O MOTA SOARES EMBRULHOU DE MULHER SEM PAPAS NA LÍNGUA!

O Mota Soares, para impressionar, foi tomar posse de motinha....

E dizem que as mulheres nada dizem!!!! Ora toma lá!!!!! O "marmelo" Mota Soares embrulhou...

   Oiçam e continuem a votar  “neles”.
 
 DEPUTADA ARRASA MINISTRO da Segurança Social E GOVERNO
            
  http://videos.sapo.pt/ydZiz8Y52Y84uo0FJZy8

Depois e já ministro vem o pó-pó do Mota Soares

Continuação da história do embaixador "Pimelguinhas"


Acrescento que se Portugal está, economicamente, de tanga se deve à infestação de Pimelgas e Pimelguinhas que depois da perda da independência (dada de bandeja pelo cabrão/pulha Cardeal D.Henrique em 1580 aos castelhanos) não se interessaram pela Pátria Portuguesa construída a fio de espada, mas olhando, paulatinamente, para seus interesses materiais. Depois da Restauração da Independência em 1640 essa canalha de Pimelgas e Pimelguinhas voltou a infiltrar-se em Governos e Portugal nunca mais seria como naquele tempo de glória que surge após Vasco da Gama descobrir o Caminho Marítimo para a Índia em 1498 e que viria a retirar Portugal da miséria e torná-lo uma nação de prestígio entre todas da Europa.
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Clique na imagem para a sátira 


ESTA "CANALHA" DEIXA-NOS DE TANGA

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Estão a vender o nosso património..Não sabemos se este Aguiar Branco "chupa" luvas, na venda e pede para lhe depositarem o ´cacau´ numa  ilha e paraíso fiscal. Esta "canalha" deixa-nos de tanga!
.Clique na imagem para ouvir o encanadinho do Aguiar Barnco

Ministro da Defesa quer vender aviões F-16 da Força Aérea à Roménia e Bulgária


Clique em baixo

Escritório de advogados de Aguiar-Branco presta assessoria - Públi

JUSTIFICATIVO DO IRS DA MENINA VANESSA



IRS-Justificativo ...

- Está? Menina Vanessa?
- Sim, eu própria. Quem fala?
- Sou o António, o guarda-livros… temos problema com o IRS:
as Finanças cruzaram dados e acham que o seu património está muito pr’além das possibilidades do salário de secretária.
- Chatice! E agora?
- Olhe, mande-me cópia actualizada da sua principal fonte de rendimento… verei o que posso fazer.
- OK, Senhor António, vou já tirar uma ‘xerox’. Daqui a pouco, chega aí por ‘fax’.

PARA MAIOR DESGRAÇA É APROVAR A PROFISSÃO DE "PERNA ABERTA".

 Para ver o vídeo clique

CAMPANHA 'TRABALHO SEXUAL É TRABALHO'



  • É hoje lançada, entre as 15 e as 16 horas, numa conferência de imprensa, em Lisboa, na Pensão Amor, a campanha "Trabalho sexual é trabalho" pelo reconhecimento do trabalho sexual como profissão.
  • Num estudo de investigadores do FMI, sobre os desequilíbrios externos que actualmente se verificam nos PIIGS, [External Imbalances in the Euro Area],  afirma-se que o ajustamento externo não pode depender apenas da receita de um "mix" de políticas de consolidação orçamental e desvalorização interna / aumento da produtividade e da competitividade das exportações.
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  • À MARGEM: Na minha juventude ainda haviam as casas de porta aberta (casas de putas) em Portugal. Com a idade de 10 anos cheguei ao Porto e calcorroei as ruas da cidade na qualidade de marçano. Havia na cidade tripeira várias zonas onde havia casas de putas que se localizavam no Bairro da Sé, Caldeireiros, Bonjardim, Camões. Na encosta do Serra do Pilar, lado de Gaia, era frequentada por mulheres da vida, já arrumadas das casas de porta aberta.  
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  • Era normal verem-se raparigas sentadas às portas das casas de putas a chamarem os clientes onde se incluia a  jovens de 12/13 anos. As casas de porta aberta foi uma forma do Governo, de então, controlar as doenças venéreas que grassavam em Portugal e fizeram muitas vítimas. 
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  • Na década 6o do século passado essas casa foram encerradas, mas a prostituição não foi banida e as mulheres que se dedicavam a essa profissão começaram actuar, clandestinamente, nas bermas de estradas e nas pensões. 
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  • Me recordo que um dia uma mulher caminhava pela Rua dos Pelames do Bairro da Sé e outra pergunta-lhe: "para onde vais Micas? Olha para onde ei-de eu ir... Vou trabalhar! A profissão dela era a de perna aberta na casa de putas do 30 da Rua do Corpo da Guarda cujo o proprietário era o conhecido gordo com o alcunha de Manso"
  • José Martins


KAOS:Um governo que é um filme de horrores



O Governo uma vez mais escolhe a Função Pública como inimigo e culpado de todos os males do país. São os médicos e os enfermeiros porque trabalham no Serviço Nacional de Saúde, os Professores porque ensinam nas escolas públicas, os polícias porque não trabalham para empresas privadas e por aí fora. 
 
Para este governo, tudo o que seja público é mau pois podia pertencer a um privado menos os seus tachos como políticos, trabalhadores do banco de Portugal ou assessores. Esses fazem falta à democracia, os outros são despesa.  
 
Assim uma vez mais são eles a sofrer a maior talhada ao que o governo se viu obrigado a somar alguma coisas dos trabalhadores do privado por imposição do Tribunal Constitucional. Claramente este orçamento não cumpre com essa imposição, mas já se está a tornar natural ver a constituição metida na mesma gaveta em que o Mário Soares meteu o socialismo. 
 
A Justificação para a disparidade entre privado e público é porque estes têm regalias. Quais serão? Ganham mais? Já foi provado que não é verdade. Não podem ser despedidos? Pelos vistos já podem e o governo vai tratar disso. Reformam-se mais cedo? A partir de agora já não. Quais são as vantagens então?
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Este governo é composto por gatunos, por vampiros que comem tudo e não nos deixam nada. Dráculas FP.

Ex-vice da Moody's apela a revolução na zona euro




tempo para uma discussão "educada" terminou.
O que está em causa no "Sul" da Europa é a diferença entre um futuro de prosperidade ou depressão.
Palavras duras de Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência Moody's.
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Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
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EXPRESSO 11:37 Sexta feira, 5 de outubro de 2012

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"Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability", publicado no "Project Syndicate".
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Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha.
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Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. Considera-se um "libertário do mercado livre".
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"Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul.
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"A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode atuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. 
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A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair."
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E reforça: "O que advogo é uma rutura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".
A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".

Christopher T. Mahoney is a former Vice Chairman of MoodyR17;s.
Oct. 5, 2012
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ItR17;s time for a revolution in the eurozone; the time for polite discussion has ended. What is at stake is not a percent or two of economic growth in the South, but rather the difference between a future of prosperity and a future of depression. The mindless happy talk of unity, solidarity and an ever closer union is now irrelevant and in bad taste. People are eating out of trash bins, and an entire generation is living on the dole.
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If the South continues to permit the North to administer the poisonous medicine of monetary deflation and fiscal austerity, it will suffer needlessly for years. Yes, we all know that the ECB was modeled after the Bundesbank and part of the deal for Germany was that the euro would be as strong as the mark. But that was then, and this is now.
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The eurozone is a multinational republic in which no country, no matter how high its credit rating, can act as hegemon. Germany has just two votes on the ECBR17;s governing council, not control and not a veto. Germany is just another member of the union, and the Bundesbank is just another regional branch of the Eurosystem. The ECB treaty was not intended as a suicide pact, and it can be interpreted liberally enough to permit what has to be done. If the constitutional court objects, then Germany can exit. She canR17;t force anyone else to.
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The revolution must be led by France, Italy and Spain. They have already acted together at the last summit, when Monti refused to adjourn until Merkel made major concessions (since rescinded) about bank bailouts. These three men, Hollande, Monti and Rajoy, must form the nucleus of a bloc within the eurozone that demands open-ended QE until eurozone nominal growth rises to the mid-single-digits, and stays there.
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First of all, there may already be enough votes on the governing council to ram QE through the Berlin Wall. Failing that, the bloc can refuse further austerity and threaten exit unless the ECB capitulates. Sadly, Mario Draghi is a cipher in all this, having sworn allegiance to the single mandate in order to get MerkelR17;s approval as president. He cannot lead the rebellion, nor would it be appropriate for him to do so.
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What I am advocating is a public break with the Bundesbank and its ideological satellites, and a categorical rejection of minimal nominal growth and fiscal retrenchment. The Southern Bloc must demand nominal growth targeting, unsterilized bond-buying, and an end to self-strangulation by austerity. Those policies have been tried and they have failed for two years.
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The South cannot balance its budget without inflation, nominal growth, and rising nominal government revenue. Structural reform is nice but at this stage quite irrelevant. Budget cuts and labor market reforms are not and must not be a prerequisite for nominal growth. Those are shibboleths unrelated to medium-term growth, and they would be much easier to implement in the context of growth.
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Before this heart-rending tragedy is over the South will revolt, but probably when it is too late. The time is now, before Spain and Italy are forced to capitulate to the TroikaR17;s strychnine and arsenic. France, as a continental leader with market credibility, must lead this effort. Germany and its allies will think twice before going mano a mano with France.
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The cost to the creditor powers will be higher inflation and a decline in value of their claims on the South, but that must occur one way or another. Inflation is much preferable to repudiation, which is the only other viable alternative.
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Maybe it would be more prudent to conduct this revolt in private, but my sense is that it can only work as a public ultimatum. Europe successfully stared down Russia on many occasions during the cold war; she can do the same with Germany today.
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ABRUPTO - BECO SEM SAÍDA



Texto de J. Pacheco Pereira

A situação é parecida com a dos últimos dias do Governo Santana Lopes.

 Parecida, mas longe, muito longe de ser igual. É muito mais grave, mais profunda, e sem aparente saída política de curto prazo em eleições, como acontecia em 2005. Um tempo político acabou em Setembro de 2012, que durava desde o início da primeira década do século, e que se esgotou neste deserto em que parece não existirem forças anímicas na democracia para resolver a profunda crise de representação.
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Em 2005, os últimos dias do Governo
PSD-CDS começaram com a fuga de Barroso, um acto de grande irresponsabilidade no contexto nacional, depois de uma derrota eleitoral. 

Os últimos dias do Governo Barroso já são parecidos com todos os dias do Governo Santana Lopes: Barroso preparava-se para despedir Manuela Ferreira Leite e estava convencido que era a política de restrição orçamental que tinha sido responsável pela derrota eleitoral nas europeias. Não me admirava que fosse, até porque o eleitorado em 2009, prevenido da crise que aí vinha, nem por isso deixou de votar em Sócrates, para um ano e meio depois o correr como um vil político que devia ser preso.
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Barroso, que começou bem ao dizer que o "país estava de tanga", identificou o risco que a herança de Guterres lhe tinha deixado. Tenho há muito tempo a convicção que foi o tandem Guterres-Pina Moura o primeiro responsável da crise actual, porque o tempo político que conduziu ao pântano começou aí. 

As tentativas de puxar para trás a crise para comprometer Cavaco ou "todos os Governos desde o 25 de Abril" tratam tempos políticos, económicos e sociais distintos, metendo-os no mesmo saco. Pode ser útil para a propaganda, ou para uma narrativa ideológica do "Estado despesista", mas é pouco fundado nos factos. Uma coisa que é preciso nunca esquecer é que os tempos em política são diferentes e que isso não se vê apenas nas estatísticas económicas.
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Na verdade, o tempo que tem sequência até ao anúncio da
TSU em Setembro, começou com o "pântano" guterrista e corresponde à noção de que se estava a abrir um abismo entre a necessidade de controlar a despesa do Estado e os bloqueios vindos da partidocracia, do sistema político-constitucional e das escolhas eleitorais dos portugueses. 

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Guterres percebeu-o tarde e foi-se embora. Barroso ainda deu um tempo a Manuela Ferreira Leite para começar a combater os motivos da "tanga" e depois tirou-lho por razões eleitoralistas e de gestão da sua carreira pessoal. Esta foi a primeira tentativa falhada de inversão. 
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A segunda veio dos primeiros anos de Sócrates, entre 2005 e 2007, teve algum sucesso, e embora a dimensão desse sucesso tenha números exagerados, nem por isso deixou de ser meritória. O mesmo Sócrates, que veio mais tarde a rebentar com as finanças públicas, começou como disciplinador do défice. E por aqui se ficaram as tentativas ocorridas no tempo político que vivemos até 2011, de inverter uma situação de corrida ao desastre.
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O espectáculo da governação neste último mês é de facto penoso de se ver. No momento em que escrevo, o primeiro-ministro anda fugido de aparecer em público nas comemorações de 5 de Outubro para evitar ser vaiado, e evitou cuidadosamente "dar a cara", como tinha prometido de peito cheio, para anunciar as "más notícias". 
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Um brutal pacote fiscal, já bem dentro do terreno do puro confisco, foi anunciado por um ministro das Finanças que fez uma declaração de amor aos portugueses que se manifestaram chamando-lhe a ele e aos seus colegas de Governo "gatunos". Sacher-Masoch explica isto muito bem.
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No Parlamento, durante a discussão das moções de censura, o ambiente de fim dos tempos era evidente. Quebrando uma regra protocolar substantiva, o primeiro-ministro recusou-se a responder individualmente aos dirigentes dos partidos que apresentaram a censura, Jerónimo de Sousa e Louçã. 
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Não há outra explicação senão aquela que alguns deputados gritaram: "Tem medo!". E é de ter medo, porque o bom senso terra a terra e a genuína indignação de Jerónimo de Sousa, junto com a retórica parlamentar de Louçã, são poderosos face a um político acossado como é hoje Passos Coelho.
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Na mesma sessão, Paulo Portas fez questão de deixar bem claro que a coreografia do entendimento ocorrida há dias entre CDS e
PSD é pouco mais do que isso e que a coligação se apresenta em público rasgada sem disfarces.
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Tinha no dia anterior recebido uma bofetada de luva preta quando Gaspar falou do "enorme aumento de impostos", como se atirasse a Portas uma resposta pública à sua carta aos militantes dizendo "ai sim, não querias um aumento de impostos, pois leva lá um enorme aumento de impostos".
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Na bancada, Passos e Relvas riam-se quando Honório Novo, do PCP, confrontava Portas com o seu "partido de contribuintes". Ao lado, estava Álvaro Santos Pereira e um Governo que uma "fonte próxima do primeiro-ministro" - o que, em linguagem jornalística, significa ou Passos Coelho ou alguém mandatado por ele - ter dito ao Expresso que era para remodelar o mais depressa possível. E Álvaro Santos Pereira, nomeado individualmente pela mesma "fonte", continua ali, impávido e sereno.
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António Borges somou apenas mais algumas palavras furiosas ao tom revanchista que perpassa em todo o discurso governamental, um remake dos empurrões na incubadora de antanho: são os empresários "ignorantes" que não "perceberam" a "inteligência" da TSU; são os juízes do Tribunal Constitucional que chumbaram a meritória retirada de dois meses de salário à função pública, para protegerem os seus proventos pessoais; são os funcionários públicos que "vivem" como "cigarras", alimentando-se do trabalho das "formigas" privadas e que, se pensam que escapam, estão bem enganados. 
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Um gigantesco "é bem feito" é dito todos os dias pelo Governo ao país. O país retribui em espécie. Depois disto tudo, não adianta queixarem-se de que as pessoas se distraem com faits-divers em vez de irem ao fundo da questão, porque cada vez mais os faits-divers são o fundo da questão, porque não há mais nada.
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O Presidente está perdido no seu labirinto e tem apenas uma tentativa possível, aquilo que impropriamente se designa por "governo de salvação nacional", que é hoje mais provável do que há um ano e que pode vir a ter um escasso tempo útil no meio do desespero vigente. Teria que ser mesmo feito pelo Presidente, fora da partidocracia actual, com acordo parlamentar escrito e assinado por parte do PS,
PSD e CDS que lhe desse legitimidade democrática, com um compromisso mais alargado do que o deste Governo. 
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Esse acordo deveria incluir, preto no branco, todas as medidas julgadas necessárias para cumprir o memorando da troika, algumas que deveriam ser renegociadas sem pôr em causa os compromissos de fundo com os nossos credores.
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Esse Governo teria como prazo-limite o fim da intervenção estrangeira, que é o seu principal objectivo, e deveria, a seguir, haver eleições. A austeridade não acabava, podia até estabilizar-se num patamar superior, mas teria que absolutamente ter um prazo, no fim do qual começaria a abrandar.
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Todas as medidas de emergência deveriam ter um prazo vivido, 2014 por exemplo, porque prazos vagos e indefinidos, ou de dez anos para cima, não são "vividos" e geram uma síndroma de Sísifo: nenhum sacrifício parece ter resultado. 
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As palavras, demasiado repetidas, de que um político
"responsável" não fala em prazos, não servem para os dias de hoje e são desresponsabilizantes. Hoje, os portugueses precisam, para retomar alguma confiança, de prazos que responsabilizem os políticos.
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Não é uma solução perfeita, longe disso. Não tenho dúvidas de que os partidos farão tudo para a torpedear, mesmo que aceitem em desespero de causa. 
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A mediocridade das carreiras políticas no PSD e no PS seria seriamente posta em causa se um Governo destes se revelar eficaz, a extrema-esquerda combatê-lo-ia sem tréguas, mas não vejo outra possibilidade de dar esperança aos portugueses e restaurar alguma confiança. 
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É verdade que muita coisa de urgente não poderia ser feita por uma solução deste tipo: alterar a Constituição, promover um combate eficaz à corrupção, introduzir legislação que inverta o processo de domínio partidocrata, como seja a possibilidade de grupos de cidadãos concorrerem ao Parlamento, a colocação dos nomes das listas partidárias por ordem, etc. Mas muitas outras medidas podem e devem ser tomadas.
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A alternativa a uma solução presidencial deste tipo acabará por ser novas eleições sem garantia de governabilidade nos seus resultados, até porque na actual configuração parlamentar não vejo qualquer possibilidade de haver uma solução que substitua a desagregação acelerada da actual governação. O que não pode continuar é o que está, embora também saiba que o apodrecimento dura demasiado tempo e muitas vezes acontece por apatia e interesse egoísta, e depois parte-se para o que já é inevitável há muito tempo, tarde de mais. 

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Esta responsabilidade, a seu tempo, ou seja, em breve, o Presidente não a pode falhar. É coerente com o mandato que procurou e recebeu e com o seu entendimento do papel presidencial. Se não o fizer, e há-de haver uma altura em que até o PSD e o CDS o pedirão, acabará a presidir ao apodrecimento, com ele como parte do problema, por omissão. Vamos ver.
(Versão do Público de 6 de Outubro de 2012.)

António d'Almeida

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 Aqui está um texto bem escrito e que vai ao fundo da questão da crise que nos assola.
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Concordo com as ideias expressas por Pacheco Pereira excepto nos últimos quatro parágrafos.
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Reconhece que o Presidente da República tem de intervir, demitindo o Governo e nomeando um Governo de Salvação Nacional com elementos não corrompidos pelas várias “doenças” partidárias que têm corroído a nossa democracia.
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Indica como condição obrigatória que seja assinado um acordo com os partidos para evitar que a Assembleia da República “torpedeie” as medidas tomadas em termos de Orçamento e Decretos-Lei.
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Ora é aqui que reside a minha discordância total!
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Esta geração de políticos está completamente desacreditada, corrompida pelas práticas partidárias e muitos dos deputados estão paralisados pelos “telhados de vidro” que os cobrem!
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A manter-se a Assembleia em funções, acontecerá o que sucedeu com o Governo de iniciativa presidencial Nobre da Costa: rejeição permanente de todas as iniciativas legislativas, o que levou à demissão do Governo e a novas eleições onde os mesmos políticos foram reconduzidos para a Assembleia!
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Ora o que o Presidente terá de fazer é demitir também a Assembleia e governar sem ela, até estarem reunidas as condições para uma nova geração de políticos poder chegar ao poder.
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E não será, como advoga Pacheco Pereira, com um horizonte temporal que se extinga com o fim da intervenção da Troika mas sim com a recuperação clara do País, quer no campo das Finanças, quer na área da Justiça, quer no campo do combate eficaz à corrupção, quer na responsabilização dos arguidos que levaram o País a este caos e na garantia de que a actual geração política responsável pela crise que atravessamos não mais deterá as rédeas do poder em funções do Estado.
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Não haverá mais espaço para os Dias Loureiros, Valentins Loureiros, Josés Sócrates, Vítor Constâncios, Armandos Varas, Duartes Lima e tantos outros que a nova Justiça a implantar irá descobrir!
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A não ser esta a solução adoptada pelo Presidente da República, solução essa que lógicamente terá o apoio das Forças Armadas, das Forças da PSP e da GNR, a crise irá tornar-se muito mais perigosa, agora que o Povo começa a ver que foi e continua a ser enganado, o que fatalmente levará a uma convulsão social com resultados violentos e imprevisíveis e nessa crise também o próprio Presidente da República será engolido!
J. M.da Silva

TRANSPLANTES E TRANPOLINEIRICE



Safa! Vou já reencaminhar

Num congresso internacional de medicina.

O médico alemão diz:
Na Alemanha, fazemos transplantes de dedo. Em 4 semanas o paciente está procurando emprego.

O médico espanhol afirma:
A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro. Em 6 semanas o paciente está procurando emprego.

O médico russo diz:
Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar emprego.

O médico grego disse:
Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo pode procurar emprego.

O médico português diz orgulhoso:
Isso não é nada! Em Portugal, nós arranjamos um homem sem cérebro, sem consciência, sem peito, mentiroso, corrupto, e elegêmo-lo primeiro-ministro. Em 6 meses o país inteiro está quase todo à procura de emprego.

Joana Marques Vidal confirmada para o cargo de PGR

Sucessora de Pinto Monteiro

por Licínio Lima e Valentina Marcelino Ontem

Joana Marques Vidal poderá vir a suceder a Pinto Monteiro à frente da Procuradoria Geral da República.
Joana Marques Vidal poderá vir a suceder a Pinto Monteiro à frente da Procuradoria Geral da República. Fotografia © Vasco Neves/Arquivo


O Presidente da República, Cavaco Silva, vai nomear a procuradora-geral adjunta Joana Marques Vidal para procuradora-geral da República, anunciou hoje a Presidência. A tomada de posse está marcada para sexta-feira.

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Pela primeira vez na história a Procuradoria-geral da República vai ser comandada por uma mulher. A escolha caiu em Joana Marques Vidal, magistrada do Ministério Público, filha do juiz-conselheiro José Marques Vidal, que já foi vice-procurador-geral da República e diretor nacional da Polícia Judiciária, e irmão de João Marques Vidal, o procurador que investigou o caso "Face Oculta".

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À MARGEM: Conheço o Pai da nova PGR, Dr. José Marques 
Vidal. Leveio-o no principio da década última do século passado ao Ban Portuguet (Aldeia dos Portugueses) na ex-capital do Reino Sião e ouvi do Dr. Marques Vidal as palavras mais lindas que haja ouvido, de outro português, naquele rincão Luso na Tailândia. 
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Eu conto: "debaixo de uma árvore, frondosa, tamarindeira, havia um pequeno estrado de madeira levantado a meio metro do chão. 
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Estava calor e sob a sombra, generosa daquela ávore, o Dr. Vidal deitado naquele estrado, tosco e a olhar para as folhas, rendilhadas, verdes diz: "sinto-me igual aos portugueses que aqui viveram séculos passados".
José Martins