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domingo, 26 de maio de 2013

Censura livre ao abrigo da liberdade de imprensa


Não faço comentários, a não ser que há uma situação para a qual há muito alertei,quem de modo algum acreditava numa afirmação minha...
CB

E CANTANDO E RINDO...

26/05/13 Bic Laranja
Printemps Français vs. G.O.F. (Paris, 24/5/2013)


 O Sr. Orlando Braga, do blogo Perspectivas, publicou há umas horas uma fotografia do blogo francês Salão Bege com o título «Manifestação de protesto junto ao Grande Oriente de França em Paris». Tratou-se duma manifestação em 24 de Maio do movimento Printemps Français diante da sede da franco-maçonaria. O Printemps Français congrega inúmeros franceses (milhões) contra a destruição do instituto do casamento pelas confrarias dos novos ventos da História...
 Bom, se bem informado estou, isto de marchar contra a ventosidade recta da História (ou contra a maçonaria, que hoje por hoje dá no mesmo) costuma ter reflexo na imprensa nacional, mesmo (principalmente) se lhe não ouvirmos eco.
 Como não tenho dado ouvidos aos noticiários portugueses (a bem da salubridade doméstica e resguardo das emanações palustres) resolvi todavia há pedaço procurar notícias com a chave «Grande Oriente de França» no notícário nacional de 24 de Maio para cá. Queria ver o que se noticiara no burgo sobre esta afronta à maçonaria pelos franceses. Nem de propósito (ou talvez sim) saiu notícia em 24 de Maio a falar no Grande Oriente de França em dois jornais -- o Jornal de Notícias e A Bola --, mas era em tom mais anticlerical do que popular antimaçónico:

Vaticano proíbe padre francês de exercer

 Qual o critério de noticiar da França algo que põe o odioso no Vaticano e como que vitimiza o Grande Oriente de França, e calar no mesmo dia o que o Le Monde e o Figaro diziam de centena e meia de franceses revoltados contra o Grande Oriente de França por este promover o emparelhar homossexual à categoria de famíla?...
 Qual a razão de não haver nenhuma notícia do movimento Printemps Français em páginas electrónicas da imprensa portuguesa?
 Recordam-me aquelas palavras do prof. Marcello Caetano, em Março de 1974, comentando a ruidosa propaganda da oposição sobre notícias que corriam e deixavam de correr após a intentona das Caldas:
 Há por aí frequentes queixumes de que não temos por cá uma informação completa. Nada, porém, que de verdadeiro se passa que ao público interesse, deixa de ser trazido ao conhecimento dele.
  A censura parece que não acabou. O que acabou foi a seriedade de nem procurar sequer escondê-la.

"AMIGOS NÃO SE DESPEDEM,MARCAM NOVO ENCONTRO"

António d'Almeida