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quinta-feira, 16 de maio de 2013

ISTO NÃO É DUBAI É A AR EM PORTUGAL



Meu Caro Amigo 
 Ao contrário do alarmismo sobre a fome que um humanista como o Meu Bom Amigo, reclama com naturalidade AQUI, parece-me que na Assembleia da República este é um assunto que lhes passa lado. Esta cambada de 230 inuteis deveria estar a cavar para produzir batatas e coves para se dar de comer a quem tem fome. Como este e outros problemas do país não lhes interessa porque a incompetência tolda-lhes a visão para os resolver, vão brincando com o Zé Povo divertindo-se com inutilidades. Hoje, por exemplo, uns atrasados mentais do BE passaram a sessão  a propor que os estudantes aprendam a Constituição, esta borrada tendenciosa, que atenta contra a liberdade individual, onde só há direitos sem atender a deveres e onde assegura a protecção a quem não trabalha e a quem rouba e corrompe. Numa altura em que a OCDE recomenda que os cursos escolares portugueses preparem as pessoas para a vida (como acontecia com a velhinha 4ª classe) vem esta corja fazer uma proposta destas!? Andam a gozar nitudamente com o Zé Povo e por isso penso que se impõe reduzir esta cambada de inúteis de 230 para 35, o mais depressa possível.
Um abraço amigo
Vizela Cardoso
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ISTO NÃO É DUBAI É A AR EM PORTUGAL
Hoje, 1 de Maio de 2013 faço um copy/paste do mesmo, desta feita a
propósito de mais um "dignificante" exemplo e esclarecedor facto desta
democracia sui generis. Sim, porque quem os lá colocou? Um golpe de
estado? Uma revolução? Nada disso, mas «O povo é quem mais ordena", o tal do «quanto mais me bates mais eu gosto de ti». E, se não fôr antes, em 2015 ver-nos-emos de novo, sempre os mesmos para os mesmos de sempre! - tal&qual. A ver vamos!
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Portugal, país com assistência económica, onde a austeridade se impõe cada vez mais aos comuns portugueses.  Isto não é o Dubai é a Assembleia da República
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Um jornalista tomou pequeno-almoço, almoçou, lanchou, jantou, e apanhou uma bebedeira por apenas 13,30 € no Bar/Restaurante da Assembleia da República

A propósito de uma tabela de preços do bar da AR (Assembleia da República), postada ontem na página do facebook da Maior Tv, um comentário de um dos nossos leitores lançou-me o desafio. Escreveu ele: “gostava era de saber como é que ainda há pessoas que acreditam nisto!!!! Percam tempo com coisas concretas e inventem menos!!”
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Pois bem, seguindo o conselho deste nosso leitor, vamos então “perder” um pouco do nosso tempo com coisas sérias.

Consta do Orçamento da AR para este ano (publicado em Diário da República) a rubrica: “Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria - 960.850,00” (quase 1 milhão de euros). Prevendo-se a receita de 260 mil euros proveniente da venda de senhas de refeição. Isto é: tendo em conta o preço de custo, as receitas não ultrapassam os 30 por cento, o que equivale a uma venda abaixo de custo na ordem dos 70 por cento.

Mas pior do que isto, é o facto de ser o povo português a pagar a diferença que existe entre os 260 mil e os 960 mil euros.

Para que não restem dúvidas, o povo português paga cerca de 700 mil euros/ano para que os deputados da AR comam e bebam do melhor.

Segundo o caderno de encargos, no refeitório terá de ser servido: Sopa: normal e dieta (obrigatoriamente elaborada com base em vegetais frescos e/ou congelados, sendo proibido o uso de bases pré-preparadas. São admissíveis sopas com elementos proteicos uma vez por semana – sopa de peixe, canja de galinha, etc.).
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Carne, peixe, dieta, opção, Bitoque. Pão, integral ou de mistura; Salada; Sobremesas incluindo, no mínimo, 4 variedades de fruta e 4 de doces/bolos/sorvete, além de maçã assada e salada de frutas.
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Exige ainda o caderno de encargos, uma mesa com complementos frios (saladas), com no mínimo 8 variedades entre as quais se incluem, obrigatoriamente, tomate, alface e cenoura, além de molhos e temperos
variados.
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Uma mesa com um prato vegetariano e mais 4 componentes quentes vegetarianos (cereais, leguminosas e legumes).

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Sobre os ingredientes é exigido o seguinte:
Café: “O café para serviço nas Cafetarias deverá ser de 1ª qualidade, em
grão para moagem local, observando lotes que incluam um mínimo de 50% de “arábica” na sua composição”.
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Bacalhau: “O Bacalhau deverá ser obrigatoriamente da espécie Cod Gadusm morhua. Pode apresentar-se seco para demolha, fresco ou demolhado ultracongelado, observando-se como tamanho mínimo 1 Kg (“crescido”), para confecções prevendo “desfiados” (à Brás, com natas ou similares) ou 2 Kg (“graúdo”) para confecções “à posta”.
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Carnes de Aves: “Peru (inteiro em carcaças limpas com peso superior a 5 Kg, coxas, bifes obtidos exclusivamente por corte dos músculos peitorais).
Frango (inteiro em carcaças limpas com peso aproximado 1,2 Kg, coxas e
antecoxas, bifes obtidos exclusivamente por corte dos músculos peitorais).
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Agora vamos aos preços
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Um jornalista meu amigo tomou pequeno-almoço, almoçou, lanchou, jantou, e apanhou uma bebedeira por apenas 13,30 € no Bar/Restaurante da AR.
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Recorde-se que as refeições escolares no ensino básico atingem os 3,80 euros. O jornalista comparou os preços do bar da Assembleia da República frequentado por deputados e ministros, e ficou abismado.
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Eram 8 da manhã. O jornalista pediu um café e um bolo de arroz, afim de
tomar o pequeno-almoço, tendo pago 15 cêntimos, 5 do café e 10 do bolo.
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Vendo ali “mama da grossa”, o jornalista bebeu 10 (Dez), repito 10 minis,
tendo pago apenas 1 euro, (pois cada mini custa apenas 10 Cêntimos)!
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A meio da manhã, o jornalista “mamou” um gin Bombay Sapphire (1,65 euros), e já perto do Almoço um vodka Eristoff (1,50 euros), para abrir o apetite.
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Ao almoço, o jornalista comeu gambas, camarão tigre, lavagante, sapateira, queijo da Serra, presunto de Barrancos, garoupa e bife do lombo, regado com Palácio da Bacalhoa, por 3 euros!
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Depois e para rematar um whisky Famous Grouse, que custou (2 euros).
Já de tarde solicitou uma garrafa de champanhe Krug (3 euros a garrafa) e caviar beluga (1 euro).
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O jornalista passou a tarde no bar da AR, rodeado das deputadas Rita Rato (PCP), Francisca Almeida (PSD), Ana Drago e Marisa Matias do (BE).
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Assim, por tudo isto, o meu amigo jornalista gastou qualquer coisa como13,30 €uros, num pequeno-almoço, almoço de marisco, com entradas de queijo da serra, presunto e caviar, com vinho do Palácio da Bacalhoa, e pelo meio alternadamente bebeu whisky, vodka e gin, rematando com champanhe Krug.
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Obviamente saiu com uma piela de caixão à cova, mas que foi barato lá isso foi...
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Agora sim, acabamos de perder um pouco do nosso tempo com coisas sérias.