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sexta-feira, 7 de junho de 2013

O que importa saber sobre a crise portuguesa e europeia




Deixo aqui dois artigos que permitem algum esclarecimento sobre o que realmente está por trás da chamada crise do Euro:

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O primeiro refere o já conhecido plano alemão para emprestar dinheiro às PME em Portugal. Este é um plano manhoso, porque o banco em causa, o KfW, é um banco público de fomento alemão. 
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A Alemanha tem um plano de emissão de dívida de 3.8 biliões de euros (é mesmo “biliões” e não “milhares de milhões”), só para o ano de 2013. Sendo um país rico, com excedentes financeiros, é de estranhar que peça tanto dinheiro emprestado. 
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A explicação é simples: beneficiando da especulação sobre os juros da dívida soberana dos países intervencionados, levando a que os investidores se refugiem na dívida alemã, este país, que está a ajudar Portugal e é um bom amigo, vai ao mercado buscar dinheiro a custo zero, ou mesmo a custo negativo (ou seja, ainda recebe para ter dinheiro emprestado), e depois vai usá-lo como ferramenta de conquista da Europa. 
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Em contrapartida dos eventuais empréstimos, os alemães podem vir a ficar com parte do capital social dessas empresas.  Está fácil de ver que, sendo as PME cerca de 90% da nossa economia, os alemães irão seleccionar empresas estratégicas para as controlar, e ao controlá-las controlam a nossa economia e, consequentemente, o nosso país e nós próprios (afinal, eles é que serão os patrões). 
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Esta é que é verdadeiramente a estratégia da Alemanha, que já se está a preparar para o “pós troika”. Depois, nem precisam de ter cá a troika a mandar em nós, pois eles já o fazem directamente. Foi este plano que o Ministro das Finanças – qual Judas – foi, há dias, discutir com o seu grande amigo “rodinhas” (o nickname que atribui ao homólogo alemão). 
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Repare-se que o artigo refere dois aspectos importantes: que o plano vai ser já alargado a Espanha e que o parlamento alemão aprovou facilmente este plano de empréstimo (até já está inscrito no orçamento alemão para 2014). É de estranhar que, o mesmo parlamento, que tanto tem contestado o reforço e o alívio dos planos de resgate, venha agora assinar de cruz este plano de empréstimo.
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O segundo artigo refere que foi preso o primeiro-ministro esloveno (coisa impensável em Portugal). Imagina-se porquê! Por causa da compra de veículos
blindados para o exército, à Finlândia (mais um dos países do contra em relação aos planos de resgate). Nós tivemos por cá um caso idêntico: parece que houve para aí a compra de uns submarinos à Alemanha, mas, ao que conste, por cá ninguém sentiu o apertar das algemas nos pulsos, apesar de na própria Alemanha ter havido gente relacionada ao processo que foi presa. 

A Grécia tem o quinto maior arsenal bélico do mundo. Se olharmos para a lista dos famosos países beligerantes e para as razões que a Grécia tem para tal investimento, dá que pensar como é possível que a Grécia esteja acima de vários países conhecidos por essa vertente. 
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Só em aviões Mirage (de fabrico francês) parece que só é batida pela própria França. No pacote há também umas dezenas de submarinos vindos da terra de Merkel. Ainda sobre este artigo, importa ter presente que a Eslovénia era considerada um aluno exemplar na nova leva de países aderentes ao clube, após o grupo dos quinze.
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Chegou, até, a passar rapidamente Portugal em alguns parâmetros. Mais um caso de um bom aluno que chumba no exame final. Portugal e Irlanda sabem bem o que isto significa.
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Tudo isto me leva a concluir o seguinte: o que se passa realmente na Europa é um plano de invasão dos países por parte de um novo Eixo, e não uma crise monetária. A Alemanha de Merkel está prestes a conseguir, pela via da economia, o que a Alemanha de Hitler não conseguiu alcançar pela via da guerra.
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Um belo dia, vamos acordar orgulhosamente portugueses num país em que nada é nosso (a casa, o carro, a empresa onde trabalhamos, a estrada onde circulamos, o supermercado onde fazemos compras e até a água que bebemos – há já empresas alemãs a posicionarem-se para a privatização das AdP).
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Desculpem lá esta maçada, apaguem o email, esqueçam o que leram e voltem para o sofá para ver o Big Brother.