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domingo, 21 de julho de 2013

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“Mas a crise não vai passar e irá piorar se não houver eleições. Queira o Presidente ou não, se dá ao Governo a remodelação que ele deseja — ela própria a melhor garantia de que vai continuar a haver instabilidade governativa —, e os dois anos até 2015, reforça a arrogância que Passos Coelho já mostrou na crise ao afrontá-lo na Assembleia. O Presidente volta ao contexto do seu discurso de 25 de Abril, mas numa situação muito mais frágil. É só uma questão de tempo até toda a gente perguntar se era para isto, por que perdeu todos estes dias? É que o argumento dos mercados não serve só para aterrorizar os indígenas com as eleições, serve também para Portas, Passos e Cavaco”. – ABRUPTO)
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"Nada voltará a ser como dantes.O Presidente da República olhou para o espelho enquanto escrevia o discurso e acrescentou: Existe em Portugal um ciclo vicioso.O resto da alocução, sem novidade, já conhecem. Um desperdício de tempo caríssimo". LNT – Barbearia do Sr. Luis 
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"Cavaco Silva falou ao país por cerca de 13 minutos para anunciar que mantém o seu governo com Passos e Portas. O mérito de Cavaco esteve na manha de premeditadamente fazer esquecer as demissões de Gaspar e Portas, o descrédito enorme do governo PSD-CDS e a crise e instabilidade constante que a dita “maioria” cavaquista alberga no seu seio. Cavaco manobrou de modo a salvar o seu governo e levar ainda mais descrédito à oposição, mais diretamente ao Partido Socialista, que caiu na ratoeira cavaquista. Atualizaremos de modo sistemático esta novela cavaquista". (Redação Página Global) 
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"Há longos anos, quando era estudante da Faculdade de Direito de Lisboa, a respectiva Associação Académica resolveu chamar todos os anunciados candidatos às eleições presidenciais para que discutissem com os estudantes as suas propostas. Surgiram assim inúmeros candidatos folclóricos, um dos quais aliás era comerciante de queijo da Serra, o que o tornou conhecido como o candidato do queijo da Serra. Mas o candidato que achei mais pitoresco foi um que anunciou vir defender o reforço dos poderes do Presidente da República até ao absoluto. O folheto de propaganda eleitoral que distribuiu continha mesmo um projecto de revisão constitucional e o candidato apresentava-se com o slogan: "Um Presidente para governar". Foi desse episódio que me lembrei quando ouvi hoje o discurso de Cavaco Silva. O Presidente anunciou há duas semanas que rejeitava a remodelação do Governo, exigia aos três partidos que chegassem a acordo, e que haveria eleições no prazo de um ano. Hoje, lamenta que não se tenha atingido o miríifico acordo que propôs, volta a colocar as eleições no fim da legislatura, e mantém o Governo em funções, exigindo, no entanto, que o mesmo reforce a sua coesão interna. E por isso anuncia que o Governo irá apresentar uma moção de confiança no Parlamento. Pelos vistos Cavaco Silva quer mesmo é mandar no Governo. Mas se é assim, acho que Cavaco faria melhor em renunciar ao cargo de Presidente e candidatar-se a Primeiro-Ministro. Porque se é Cavaco quem decide os acordos de Governo e até moções de confiança, qual é o papel de Passos Coelho como Primeiro-Ministro?" (Delito de Opinião) 
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"O Costa das demolições bem pode parar de coçar a sua sarna camarária e preparar-se para o que aí vem. Aqui está um tiro pela culatra*, coisa a que temos de nos habituar. Bem feitas as contas, para Seguro talvez tivesse sido melhor encontrar um provisório modus vivendi com Passos Coelho e Paulo Portas. O discurso belenense terá encavacado muito gente que já contava as favas das eleições de 2014. Pelo que se ouviu, o homem  disse expressamente ..."até ao fim da legislatura". Se os coligados forem muito moderadamente espertos, acautelarão a sua aliança e farão o que há para fazer. O problema do trambolho Constituição, esse será um  empecilho mais difícil de resolver. Aí vem a guerra civil do até agora demasiadamente seguro Seguro. Com o Soares, Alegre, Sampaio e umas carantonhas que anteontem vimos a sair apressadamente do hemiciclo -  quem eram? - à beira de um chelique, vai ser bonito, se vai!" (Estado Sentido). 
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"Cavaco Silva falou novamente ao país. Começou por definir que a governação do país deve servir mercados, especuladores e credores externos, que não devem ser sobressaltados porque senão sofremos sanções. Deixou de fora as pessoas. Prosseguiu definindo democracia como uma subalterna da orientação política da sua introdução. Voltou a deixar de fora as pessoas. Continuou definindo "sentido de responsabilidade" e "interesse nacional" como uma combinação das duas anteriores. As pessoas ficaram novamente de fora. E concluiu que, nestes pressupostos, o melhor que tem a fazer  é manter um Governo que nunca deixou de estar na plenitude das suas funções, expressando ainda a esperança de que, num futuro próximo, os três partidos do seu arco da governabilidade cheguem a um consenso, ao seu, de que o país deve continuar a fazer o que lhe mandam, independentemente da tragédia social e económica que tal obediência consensual acarrete. E as pessoas novamente de fora. Ficámos sem saber então para  que foi todo este Carnaval, que dura desde o primeiro dia do mês. Somos pessoas, não temos nada que nos meter em assuntos que não nos dizem respeito." (País do Burro)

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