Translator

quarta-feira, 24 de julho de 2013

RUI MACHETE: "CONCÓRDIA E DISCÓRDIA"


 O regresso de Rui Machete
Share24 de Julho, 2013por Pedro D'Anunciação

Confesso uma simpatia já antiga por Rui Machete. Foi meu professor em Direito, ainda antes do 25 de Abril, e mostrava-se firma em não deixar entrar nas suas aulas, por razões nenhumas, os famigerados ‘gorilas’ (Policia interna das Faculdades no anterior Regime). 
.
Depois entrou no PSD, onde sempre me lembro de o ver na ala mais social-democrata. Esteve em vários governos, e foi vice-primeiro-ministro e líder do PSD pós-Mota Pinto, no Bloco Central.
.
Não era dos que precisava de sucumbir ao fascínio de entrar num Governo (como parece ter acontecido com figuras como Pires de Lima, Poiares Maduro ou Pedro Lomba – todos críticos do Executivo de Passos Coelho, mas que lá se acomodaram na primeira oportunidade).
.
Machete pode realmente significar uma tentativa de reorientação deste Governo (embora, pela experiência de Poiares Maduro e Pedro Lomba, podamos concluir que essas tentativas nunca passam disso mesmo: tentativas não concretizadas).
.
Custa-me ver o nome de Machete embrulhado nas trapalhadas vigaristas do BPN e do BPP, que tanto custaram aos contribuintes. Mas continuo a acreditar nele. A acreditar nele, e a não acreditar no Governo de Passos, mesmo com o instável Portas agora a ter um poder determinante na área económica.
.
Sem esquecer que Mª Luís Albuquerque continua a ser um elo demasiado fraco, entre o seu comprometimento com as ‘swaps’ e os atropelamentos à verdade no Parlamento. Do ponto de vista ético (ou de falta de ética), fica a desempenhar o papel que já foi de Relvas, mais do que o de Economista obstinado e fora da realidade, à Gaspar.

Sem comentários:

Enviar um comentário