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quarta-feira, 24 de julho de 2013

RUI MACHETE: "MUITO BEM SE ACOMODOU COM A SLN E O BPN...AGORA CHAMA-LHE PODRIDÃO POLÍTICA!"



Rui Machete reage às críticas: são reflexo da “podridão dos hábitos políticos”

Lusa e PÚBLICO
(actualizado às )
Depois de ter tomado posse como ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, o novo elemento do Governo reagiu aos que criticam a sua entrada para o Governo devido às ligações que teve aos bancos BPN e BPP.
Rui Machete e o seu antecessor, Paulo Portas, na tomada de posse
Miguel Manso

Rui Machete tomou posse nesta quarta-feira como ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e considerou que as críticas de que é alvo por ter exercido funções na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do BPN, são reflexo da “podridão dos hábitos políticos”.
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Rui Machete, antigo presidente da comissão política do PSD e ex-vice-primeiro-ministro do Governo do Bloco Central (PS-PSD-CDS), falava aos jornalistas depois de ter tomado posse, num acto que decorreu no Palácio de Belém e ao qual faltou o ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que foi sibstituído nesta remodelação pelo centrista António Pires de Lima.
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Interrogado sobre a polémica em torno da sua passagem pela SLN, a holding do Banco Português de Negócios (BPN), Rui Machete respondeu: “Isso denota uma certa podridão dos hábitos políticos, porque deviam saber em que condições eu passei, em vez de darem notícias bombásticas.”
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Como o PÚBLICO noticiou, o novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foi presidente ao longo de vários anos do conselho superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a proprietária do Banco Português de Negócios (BPN), onde o Estado português injectou a fundo perdido cerca de 4 mil milhões de euros. A biografia oficial omite a ligação de Machete ao BPN, facto que o Governo justifica com o argumento de que nela só constam as funções públicas.
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Na sua qualidade de ex-presidente da Fundação Luso-Americana, Rui Machete esteve ligado ao Banco Privado Português (BPP), onde foi membro também do conselho consultivo, e onde adquiriu cerca de 3% das acções, investimento que a FLAD perdeu quando o banco declarou falência.
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Questionado sobre se a exploração do caso da sua passagem pela SLN o poderá fragilizar em termos políticos, o novo ministro deu uma resposta seca: “Não.” E acrescentou que está de consciência tranquila “há muitos anos”.
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Nas declarações que fez aos jornalistas, Rui Machete referiu que apenas na terça-feira foi convidado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para o cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, sucedendo nestas pastas ao presidente do CDS, Paulo Portas.
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“Foi uma decisão rápida de ontem [terça-feira]. Fui convidado ontem, pedi um tempo e tive três horas para reflectir”, referiu.
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Rui Machete foi também questionado sobre a forma como encara o regresso a um governo 28 anos depois da sua última experiência governativa. “Não tinha pensado voltar ao governo, mas aceitei pela situação do país”, justificou.
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Além de Machete, neste acto foram empossados Paulo Portas, que deixa os Negócios Estrangeiros e passa a vice-primeiro-ministro – com a coordenação na área económica e as negociações com a troika –, Pires de Lima (Economia), Jorge Moreira da Silva (Ambiente, Energia e Ordenamento do Território). 
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Mota Soares e Assunção Cristas mantêm-se à frente dos ministérios da Segurança Social e Agricultura e Mar, respectivamente. Mota Soares assumiu agora a pasta do Emprego, ao passo que Cristas deixou o Ambiente e Ordenamento do Território.

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