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terça-feira, 20 de agosto de 2013

"A PONTE E MAIS A PONTE DOS CAMBALACHOS"



A construção da Ponte Vasco da Gama, a primeira parceria público-privada, foi um negócio ruinoso para o estado português.
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1º Tudo começou, no governo de Cavaco Silva, o pai da divida e das PPP. (O orgulho de muitos portugueses, eleito sempre que precisa, com muito amor).
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Com base numa mentira, convenceram o povo que o estado não tinha dinheiro para construir a ponte e tinham que ser os privados a fazê-la.
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2º No entanto o estado é que entrou com a maior parte do dinheiro, os privados entraram com apenas 1/4 dos 897 milhões de euros. Com a ajuda do Fundo de Coesão da União Europeia (36%), mais a receita das portagens da Ponte 25 de Abril (6,0%) e mais um empréstimo do Banco Europeu de Investimentos (33%).
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3º Quem acabou por investir foi o estado. E o privado com a sua pequena contribuição obteve os frutos todos da colheita. Ou não tivesse sido um ex-ministro das obras a negociar.... Que depois ficou a trabalhar para o "inimigo".
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4º Só em 2010, as receitas das portagens atingiram quase 75 milhões de euros. Para o estado... nada.
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5º Mas não contente com os lucros e com a desculpa de que era necessário "a reposição de reequilíbrio financeiro" os concessionários privados aproveitaram para exigir mais vantagens e o estado aceitava!
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6º Ainda antes da assinatura do contrato de concessão, já o estado atribuía uma verba de 42 milhões de euros à Lusoponte para a compensar por um aumento de taxas de juro. Mas os benefícios de taxas mais baratas, esses reverteram sempre e apenas para a Lusoponte. Segundo aquele contrato, a concessão não incide sobre as pontes existentes mas sobre a travessia do Tejo (como o nome da empresa reflecte: Lusoponte - Concessionária para a Travessia do Tejo, S.A.), isto é, a LUSOPONTE TEM DIREITOS SOBRE QUALQUER FUTURA TRAVESSIA.
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7º Sem razão aparente, o estado prolongou ainda a concessão por sete anos, provocando perdas que foram superiores a mil milhões. E muito mais prejuízos decorrentes de favorecimentos à Lusoponte.
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8º " Aqui chegados, só há agora uma solução justa: a expropriação da Ponte Vasco da Gama, devolvendo aos privados o que lá investiram. As portagens chegam e sobram para tal. Não se pode é continuar a permitir que, por pouco mais de duzentos milhões de euros, uns tantos senhores feudais se tornem donos de uma ponte que não pagaram, cativem as receitas da "25 de Abril" e sejam donos do estuário do Tejo por toda uma geração." Artigo baseado neste de Paulo Morais
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9º Aquando das respectivas inaugurações, o Estado Português comprometera-se a abolir as portagens quando as pontes estivessem completamente pagas, isto é, completado o serviço de dívida às instituições financiadoras. Ainda antes do 25 de Abril, e paga a ponte de Vila Franca, o Estado cumpriu a promessa: foram abolidas as suas portagens.
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Em Lisboa, cumprido o serviço de dívida já depois do 25 de Abril, ESTES SENHORES NÃO SÓ IGNORARAM A PROMESSA DO ESTADO PORTUGUÊS COMO USARAM A PONTE COMO FONTE DE ESCANDALOSO RENDIMENTO PARA A LUSOPONTE.

ARTIGO COMPLETO: http://goo.gl/SblPb


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