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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Passos Coelho não valia, nem vale, nem sequer um caracol


O Passos Coelho que eu conheci!


Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013


Conheci pessoalmente Passos Coelho, se não me falha a memória, em 1985, quando tinha 19 anos, num encontro de Verão da JSD, em Coruche, ainda não se chamavam então as "Universidades de Verão" da JSD.

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A minha verdadeira Universidade de Coimbra haveria de chegar depois, onde me licenciei após 5 anos do curso de Direito, sem ter recebido equivalências ou favores.

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Fui aí apresentado a Passos Coelho por Miguel Relvas. Recordo-me bem, Passos Coelho estava sentado num sofá, estendeu-me a mão para apertar a minha, nunca se levantou, trocamos breves palavras enquanto ele continuava em algazarra com os seus amigos com ele sentados, aos quais não fui apresentado.

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Despedi-me dele com um aperto de mão, sem que Passos Coelho se levantasse para eu daí me ausentar. Ao virar as costas para dali sair, ouvi uma sonora gargalhada dele acompanhada pela galhofa de quem lhe fazia companhia.

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Não gostei mesmo nada daquele encontro, nem sequer da sua sobranceria e modo nada elegante com que me cumprimentou, sem se levantar, e achei mesmo insultuoso rir-se nas minhas costas enquanto me ausentava e, portanto, desde esse dia e com o sucedido que fiquei com a ideia de que Passos Coelho não valia, nem vale, nem sequer um caracol.

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E ainda fiquei mais certo, após o ouvir intervir na palestra desse encontro, que estava perante um indivíduo de ideias superficiais, sem qualquer substância e sem dignos conhecimentos, mas, seguramente nos métodos e na forma de se colocar na política e como a entendia fazer-se, que estávamos perante um marxista, um arrivista e calculista, um sujeito extremamente ambicioso e que queria, como havia de conseguir, chegar à presidência do PSD e, naturalmente, o que ainda mais ambicionava e perseguia, chegar a Primeiro-Ministro de Portugal.

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Já de Miguel Relvas, quem melhor conheci no meu tempo de estudante em Tomar, tenho dele a ideia que era "amigo do seu amigo", mas desde que lhe fossem totalmente leais e se submetessem sem questionar ao seu domínio.

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Há mais de 25 anos que não contacto com nenhum deles e, mais tarde, também havia de pedir a minha desfiliação do PSD logo que em 1999 Durão Barroso chegou ao lugar de seu Presidente.

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Nesta altura, para mim, o ideal liberal, democrático e popular do PPD/PSD havia definitivamente morrido nesse partido e nada mais me ligava ao partido esquerdista, clientelar e cheio de oportunistas em que se tornou.

É como o outro dizia: "é a vida..."



publicado por Sérgio Passos às 17:02
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