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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

OS ARTISTAS E AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

Artistas políticos

As campanhas eleitorais têm a particularidade de transformar personalidades habitualmente discretas e cordatas em furiosas máquinas da mais pura e dura demagogia.
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Por:Paulo Pinto Mascarenhas, Jornalista
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A caminho das autárquicas, mas ainda em fase de pré-campanha, para além dos discursos dos políticos tradicionais, vemos e ouvimos antigos jogadores de futebol e outros artistas dos mais diversos ofícios, incluindo ex-árbitros e cómicos diversos, a prometerem o impossível.

Dos políticos que temos já esperamos quase tudo. De mensagens súbitas de um virtual País das Maravilhas por parte de quem está no poder, a declarações fúnebres sobre a mais triste miséria em que supostamente vivemos dos que se mantêm na oposição.
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É certo e sabido que António José Seguro vive momentos especialmente delicados, com a oposição interna a morder-lhe os calcanhares, sempre na perspetiva de um resultado negativo que o possa remover da liderança do PS, mas nada justifica comparar a atual situação política, económica e social com a dos tempos do salazarismo. 
Com o País a sobreviver ainda numa crise sem precedentes desde 1974 e um Estado endividado até aos ossos, deparamos, por exemplo, com glórias da bola na reforma, como é o caso de João Vieira Pinto, agora candidato a presidente da Junta de Campanhã nas listas do "Porto Forte" de Luís Filipe Menezes, a prometer uma cidade "repovoada". 
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Isto, claro, "com o seu património edificado recuperado, com bairros sociais em que se tratem das pessoas, do desemprego, do aproveitamento escolar das crianças, do acompanhamento dos idosos, e não só das paredes exteriores."
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Ou ainda, "o Porto do Bolhão e do Palácio de Cristal recuperados, ao serviço da população."
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É verdade que, para conhecer todas estas promessas, de norte a sul do País, os portugueses têm de recorrer à internet – os que têm computador – ou pedirem informações nas sedes dos candidatos autárquicos no terreno. Isto porque a Comissão Nacional de Eleições (CNE) resolveu suspender a democracia em Portugal.
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Ao exigir que todos as candidaturas tenham tratamento igual dos órgãos de comunicação social, a burocrática CNE conseguiu que nenhum candidato seja acompanhado. A informação livre pode seguir dentro de momentos. 
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P.S. A grafia é da responsabilidade deste blogue

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