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terça-feira, 5 de novembro de 2013

"AVALIAÇÃO DO PORTAS BARDAMERDA"

 

No Fio da Navalha



O meu artigo de hoje no jornal i. Portas é o novo Freitas do Amaral.
A equidistância de Portas
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A proposta para a reforma do Estado apresentada por Paulo Portas foi uma decepção. Na verdade, o que Portas mostrou foi um rascunho pouco elaborado e com ideias muito vagas sobre o que deve ser o Estado no futuro. Vago e incongruente. Vago e com demasiadas referências a um papel predominante do Estado na vida dos cidadãos, quando o que se pretendia era precisamente o contrário.
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Deste ponto de vista, a apresentação do projecto de Portas foi um desastre para o próprio. Mostra à evidência que o vice-primeiro-ministro não tem uma ideia do país diferente da socialista, onde o  Estado predomina. 
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Ora se isto é verdade para quem esperasse um número dois do governo mais reformista, já não o é quando falamos do melhor político no activo. 
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Portas não dá ponto sem nó. O seu plano mostra- -nos que, se não é exaustivo quanto ao papel do Estado, sabe o que tem de fazer para garantir o seu futuro político.
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É por esta razão que o plano é vago. Permite-lhe existir fisicamente, mesmo não tendo conteúdo. Depois de se afirmar contra o ministro Gaspar, este plano autoriza Portas a piscar o olho aos que desejam um rumo que vá além da austeridade e, ao mesmo tempo, estar disponível para um acordo com o PS. 
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Daí a sua abertura ao diálogo com os socialistas: não passa de um estender a mão a um eventual entendimento. 
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Com o PSD ou o PS, o CDS de Portas esvaziou-se politicamente e realizou a equidistância de Freitas do Amaral. O destino tem coisas que nos deviam deixar atónitos.

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