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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Governo empurra portugueses para a “moderna escravatura” na Europa


( O texto a seguir e a imagem não é deste blogue, apenas nos limitamos a transcrever)

A CGTP aqui tem toda a razão nesta denúncia que faz e ou as elites abrem os olhos a tempo e colocam rapidamente um fim a esta exploração, ou um dia isto acaba em guerra civil sangrenta. O tempo já começa a escassear...

Governo empurra portugueses para a “moderna escravatura” na Europa

Caso atrás de caso: o governo português força os portugueses a emigrar e muitos deles são sujeitos a trabalho escravo em outros países europeus, como acontece em França, segundo denúncia da CGTP.


O governo português força os portugueses a emigrar e muitos deles são sujeitos a trabalho escravo em outros países europeus, como acontece em França, segundo denúncia da CGTP
 
Trabalham maioritariamente nas vindimas, noutros trabalhos agrícolas e na construção civil, recebem o salário mínimo nacional de Portugal quando lhes foi prometido cerca do triplo, são por vezes obrigados a 70 horas semanais e não têm alojamento digno desse nome.

A CGTP pediu uma reunião de urgência ao secretário de Estado das Comunidades para debater a "dramática situação" laboral que vivem os trabalhadores portugueses na região de Narbonne, no Sul de França.

"A situação passa, entre outros, pelo ostensivo incumprimento de promessas aquando da sua contratação, diretamente pelos empregadores franceses ou por engajadores de mão-de-obra nacionais e franceses", referiu a central sindical num comunicado em que anuncia o pedido de reunião com José Cesário.

Os portugueses em questão, que trabalham maioritariamente nas vindimas, noutros trabalhos agrícolas e na construção civil, "têm vindo a ser pagos em muitos casos com o salário mínimo nacional de Portugal quando lhes foi prometido cerca do triplo, trabalhando por vezes 70 horas semanais e não tendo alojamento minimamente condigno", acrescenta o documento da central sindical.

"A CGT de França (União Sindical de Narbonne) e a CGTP-IN estão a desenvolver esforços conjuntos para resolver os graves problemas que estes portugueses enfrentam e para exigir o respeito pela legalidade contratual, de acordo com a legislação francesa e europeia sobre os direitos dos cidadãos europeus que trabalham noutro país da UE", escreve a CGTP, na carta enviada ao governante português.

O secretário de Estado José Cesário admitira em 26 de Outubro à agência Lusa a necessidade de o governo pedir à Inspeção do Trabalho em França uma investigação sobre casos de escravatura de portugueses no sudoeste do país.

Três portugueses que foram para França trabalhar sazonalmente para vinhas na região de Narbonne moveram uma ação contra a entidade empregadora, num caso que o sindicato local qualifica como "escravatura moderna". Os três trabalhadores contactados em Portugal para trabalhar numa zona agrícola em França acabaram por trabalhar mais horas e receber menos do que o inicialmente prometido, e foram instalados em condições muito precárias, segundo relataram à Lusa.

O caso está em tribunal e os trabalhadores receberam apoio do sindicato geral de trabalhadores (CGT) de Narbonne, porque não tinham casa e encontram-se desempregados há alguns meses, à espera do desfecho da ação judicial, previsto para dia 14.

As promessas eram de um salário de 700 euros por mês, menos cerca de 400 euros que o ordenado mínimo francês, com comida e alojamento incluídos, por 35 horas de trabalho semanais.

O alojamento prometido era partilhado entre "dez adultos e duas crianças", numa casa com uma casa de banho, onde "só podiam tomar banho de dois em dois dias", segundo os portugueses contactados pela Lusa. Acabaram por ser forçados a trabalhar vinte e quatro dias consecutivos, sem folgar, até cerca de dez horas por dia, recebendo menos de metade do acordado.

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