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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O mal é deles?

Afinal, como em Hamlet, existe "método" na "loucura" do papelucho do senhor vice PM. Aliás, recordo-me de ter tido de explicar a um agora secretário de Estado (o Bruno Maçães que, comigo e com o Miguel Morgado, compilava os "contributos" dos vários ministérios para o programa do Governo, em Junho de 2011) o que era o "Estado paralelo" a que se aludia no preâmbulo desse programa. 
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Apesar de já não ter idade para ingenuidades, convenci-me que, face ao lastro rapace nessa matéria, o novo Governo iria usar mais a administração pública e os seus organismos de consultadoria e de assessoria jurídicas do que os pequenos e grandes impérios da advocacia portuguesa dos negócios. 
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O próprio PM, antes de o ser, tinha mencionado isso num jantar em que o conheci: "vamos privilegiar a administração pública na composição dos gabinetes do Governo". 
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Mas eis que somos confrontados com o "papelucho Portas" - e com a complacência de muita gente, da esquerda e da direita do regime, com aquilo -, nem que seja a título de "base de trabalho" para futuras coligações regimentais. 
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E uma das "bases" é, justamente, o progressivo abatimento do "Estado não paralelo" para reforçar o outro que se afectava "combater" onde, generosamente, participam as mencionadas "tropas de elite" do direito e dos interesses privados.  
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Este artigo de João D'Espiney explica, em excelente e entendível português, em que medida os contribuintes têm "ajudado" a essa empresa. E, indirectamente, por que, com estes ou outros "homens de palha" nos sucessivos governos, o regime é obrigado a perpetuar-se. 
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Pouco tardará para que os assessores, consultores e juristas do Estado sejam remunerados, e depois tratados, "à chinesa" para não perturbar "o mar como de rosas" (de um verso chinês) do Estado paralelo prometido pelo dr. Portas. Salvo, naturalmente, os do Banco de Portugal que, entre outras actividades (como, por exemplo, consultores do PR e/ou professores universitários), também lá passam. 
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Afinal, não foi em vão que vi tantas vezes desfilar pelos corredores do Governo o "Estado paralelo" que imaginava parvamente andar a contrariar. O mal é deles?
Nota: A versão online do i entretanto retirou o artigo citado embora faça manchete na edição em papel:
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