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domingo, 29 de dezembro de 2013

"A SUBMARINADA: GRÉCIA E PORTUGAL"

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"Nota: Os dois submarinos, portugueses, foram adquiridos no Governo do Durão Barroso/Paulo Portas e suspeitas que o Portas arrecadou, debaixo da mesa, uns largos trocos...Porém nunca se chegou a uma conclusão de certeza. Daqui suspeitamos que os trocos recebidos pelo Portas descansam, num "ilhéu" paraíso fiscal. Da fama o Portas nunca mais se livrará ao que ele pouco se importa... Vida há só uma!!!! Todos os bardamerdas iguais a ele são assim".


Grécia investiga subornos alemães em negócios de tanques e submarinos


Grécia investiga subornos alemães em negócios de tanques e submarinos
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Chris Wattie, Reuters

Um alto funcionário do Ministério da Defesa grego confessou ter recebido 8 milhões de euros em subornos, grande parte dos quais da indústria bélica alemã, para favorecê-las em negócios de tanques e de submarinos. A oposição quer chamar ao parlamento o ministro da Defesa e suspeita de uma influência duradoura dos corruptores sobre as encomendas militares gregas.

O funcionário, identificado pelo Süddeutsche Zeitung (SZ), como Antonios Kantas, dirigiu de 1992 a 2002 a secção de armamento do Ministério da Defesa grego. Foi detido em meados de Dezembro, depois de a polícia ter verificado a existência de milhões de euros, de proveniência pouco clara, em contas secretas que tinha.
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Tanques, submarinos e sistemas antiáereos. 
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Interrogado Kantas admitiu que aceitara subornos na ordem de 8 milhões de euros, dos quais 3,2 milhões de proveniência alemã. Estes tinham sido pagos por três multinacionais do ramo do armamento - a Rheinmetall, a Atlas e a Kraus-Maffei Wegmann. .
Para a polícia grega, a pista mais quente é a da Klaus-Maffei, que terá pago milhões para vender 170 unidades do seu tanque "Leoopard-2" ao Exército grego. Nesse negócio terá facturado, segundo o SZ, 1.700 milhões de euros - uma quantia respeitável para um país, como a Grécia, sufocado pelo défice.

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Para a Justiça alemã, em processo iniciado pela procuradoria da Justiça de Bremen, a informação apurada diz respeito principalmente às outras duas corruptoras - a Rheinmetall e a Atlas, que conseguiram com os subornos favorecimento substancial para os seus produtos na área dos submarinos da classe "Poseidon" e dos sistemas de defesa antiaérea "Asrad".

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Também para a Justiça alemã, um outro processo tinha-se concluído em 2011 com a condenação de dois gestores da Ferrostaal, por terem subornado responsáveis gregos e portugueses.

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Portugal e a FerrostaalA Portugal haviam sido vendidos, segundo Der Spiegel, dois submarinos, pelos quais os gestores da Ferrostaal pagaram subornos. Um suborno que se considerou provado foi o de dois milhões de euros ao então cônsul honorário de Portugal em Munique, Jürgen Adolf - que no entanto não poderia, nessa função, influenciar decisivamente a adjudicação de uma encomenda.
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Em consequência do processo, os dois gestores da Ferrostaal foram condenados em penas de prisão remíveis em dinheiro - quantias relativamente modestas, de 18.000 e 36.000 euros respectivamente. 
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Tendo em conta as suas idades avançadas - 73 anos - não tiveram de cumprir prisão efectiva. Já a firma teve de pagar uma multa de 140 milhões de euros e acabou, em consequência de dificuldades agravadas com o desfecho do pleito judicial, por ser vendida a uma empresa de capitais árabes, sediada no Abu Dhabi.
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Implicação de políticos gregos.  
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O caso agora investigado pela polícia grega promete continuar a dar que falar. O funcionário Antonios Kantas confessou a aceitação de subornos no valor de 8 milhões de euros, mas a polícia tinha encontrado 14 milhões nas suas contas secretas. Kantas acabou por declarar que, desde 1989, tinha recebido 15 milhões em subornos.
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Por outro lado, as empresas alemãs comprometidas pelo declarante negam ter efectuado pagamentos. Mas foi uma busca na filial da Rheinmetall em Atenas que pôs a polícia no encalço das contas sedretas e da prolongada actividade de Kantas.

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As ramificações do processo de corrupção atingem mais do que um alto funcionário do Ministério. O antigo ministro da Defesa Akis Tsochatzopoulos foi condenado a 20 anos de prisão por corrupção passiva, ao passo que o seu sucessor Jannos Papntoniou se viu também denunciado por Kantas, nas declarações prestadas à polícia. A corrupção é, segundo Kantas, transversal aos vários partidos que têm governado o país. A oposição quer ouvir no parlamento o actual ministro, Dimitris Avramopoulos.

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