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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Raspadinha a um euro aumenta febre de apostadores

NUNO MIGUEL ROPIO




Num momento em que raspar cartões da sorte já representa 20% dos lucros dos jogos sociais da Santa Casa, uma nova raspadinha chega às casas de apostas: a Mini Pé-de-Meia, com o custo de um euro.
Para aproveitar a febre das raspadinhas que atinge os apostadores portugueses com maior incidência nos últimos dois anos, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa acaba de lançar um novo exemplar de lotaria instantânea (raspadinha), para se juntar às 11 já existentes. Mini Pé-de-Meia, assim se chama a versão mais barata da Pé-de-Meia - lançada em 2011 - e da Super Pé-de-Meia, que saiu para o mercado em agosto de 2012. 
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Mais de 25 milhões de bilhetes prontos a raspar, a troco de um euro cada - ler detalhes em baixo -, estão a chegar às casas de apostas (noutros casos, de acordo com as reclamações, ainda não se vislumbram), num momento em que as várias raspadinhas estão em segundo lugar dos Jogos Sociais mais vendidos.
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Então aí vai o video da canção antiga o Raspa

As capas dos jornais e as principais notícias de Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013.




Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Salário mínimo para militares na reserva
Marcelo R. de Sousa: No tribunal por escrito
Marques Mendes: Franquelim “entalado”
António Mexia: Acusação a Espanha
Turismo: AHETA quer mais peso
F. Zêzere: Colisão mata
Benavente: Morre em despiste

Capa do Público Público

Futuro director da CIA diz que Estados Unidos usam drones para “salvar vidas”
FC Porto empresta Kléber ao Palmeiras
Franquelim Alves não consegue explicar o que sucedeu ao seu currículo
Conversas com Seguro estão a "correr bem", diz António Costa
Comissão de Jurisdição do PS confirma Joaquim Couto em Santo Tirso
Troika começa a preparar saída da Irlanda do programa de resgate
STCP passa a anunciar previamente linhas que vão ser fiscalizadas

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Maçãs podres
A (talvez) solução para a crise
Concessão de água a privados confirmada sob protestos
Governo diz que "não quer transportar passageiros" para Madrid, apenas mercadorias
Ex-sargento absolvido por tentar matar GNR
Cerca de 200 inquilinos contra nova lei do arrendamento
Dono de lar ilegal acusa Segurança Social de perseguição

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Brasil quer detetar "ADN" de cocaína para rastrear origem
Grande asteroide passa perto da Terra a 15 de fevereiro
Jovens ajudam 70 idosos a combater solidão na Póvoa de Lanhoso
Sr. Aníbal e D. Maria têm novos amigos
Mata de Benfica deverá reabrir sábado
Seguradora pagou um milhão de euros a "Mr. Bean"
Salpicão e presunto pagam IVA diferente

Capa do i i

Associação Transparência e Integridade recorre a tribunais para impedir candidaturas às autárquicas
McDonalds australiano vai servir hambúrgueres em prato e com talheres
Quercus condena plano de construção da Ikea em Reserva Agrícola em Loulé
Presidente do Santander Totta defende extensão a outros sectores do imposto extraordinário à banca
Adolescente recebe 147 euros para deixar o Facebook
Presidência tunisina diz desconhecer qualquer iniciativa de formar novo governo
PPP. Renegociação de seis contratos pouparam 1.800 milhões de euros, diz Costa Pina

Capa do Diário Económico Diário Económico

TGV era a luz ao fundo do túnel de Gaspar
Industrialização? A lição espanhola para o Álvaro
QREN pode ser uma segunda oportunidade
Comentários de Draghi pressionam Wall Street
O regresso do TGV
Bruxelas pressiona BCP a vender banco na Polónia
Câmaras e empresas ignoram ordem do Governo e vão festejar Carnaval

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Almeida Henriques: "Não teremos margem para falhar"
Vodafone leva Novabase para o Reino Unido
O que correu mal: Estado foi obrigado a tomar conta do falido Europarque
Totta pretende voltar a aumentar crédito este ano
Escândalo em Espanha continua a agravar juros
Estado pagará 175 milhões pela nova linha de mercadorias
EDP pondera contestar em tribunal os cortes às renováveis em Espanha

Capa do Oje Oje

Sanofi pode cair 5% devido aos genéricos
George Lucas quer manter Disney
Quebra dos ativos e reestruturação arrastam Alcatel-Lucent para perdas
Nikon corta estimativa devido a fraca procura
Ética é desígnio para investimento em Angola
Aeroporto de N'djili na RD do Congo, terá zona franca
Setor agrícola na RD do Congo recebe 50 milhões de USD em 2013

Capa do Destak Destak

Fortes réplicas têm dificultado operações nas Ilhas Salomão, danos maiores do que o estimado
Dezenas de desaparecidos após naufrágio de ferry no Bangladesh
Blackberry vai retirar-se do mercado japonês - imprensa
Reunião deve ser retomada às 06:30 após analisada nova proposta
Seul e Washington reforçam aliança face a ameaça norte-coreana
Presidente sul-coreana eleita escolhe Chung Hong-won para primeiro-ministro
Exportações chinesas cresceram 25 % em janeiro

Capa do A Bola A Bola

Adriano perto de renovar pelo Barcelona
Chelsea: «Como jogador, homem e companheiro, Lampard vai fazer muita falta» - Cole
Assembleia geral desconvocada
Derlis González agrada ao Tigre
Uma assistência para golo, no mínimo, original (com vídeo)
Barcelona: «Ganhar é um bom vício» - Dani Alves
Marisa Cruz, cinco anos depois, separa-se de João Pinto e está... solteira

Capa do Record Record

Muita ambição na época de estreia da OFM
Neymar abre as portas ao Bayern Munique
Douglão perto de regressar
Benfica favorito na visita à Madeira
NHL: Blackhawks arrasam Coyotes em Phoenix
Sevens com tarefa complicada
Simeone renova ainda este mês

Capa do O Jogo O Jogo

Falcao: 14 mil quilómetros para nada
Chelsea volta com a palavra atrás?
"Champions? Não é impossível"
"Aos invejosos: cheguei onde cheguei devido ao meu trabalho"
River faz contas para ter Mora
Sara Moreira vence e consegue mínimos
Suspenso por agredir jogador de 16 anos

ENTREVISTA



Partilha porque TODOS os Portugueses devem LER isto!



Bem hajas Miguel Sousa Tavares pelas duras palavras que escreveste no Expresso, um longo texto, violentíssimo, mas certeiro.
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Há alguns incompetentes, mas poucos inocentes.
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado?
 

Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” ? descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego. 
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Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. 
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Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.
 
Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta. 
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Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. 
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Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente. 
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Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista ? a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia ? e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. 
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E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro ? isto é, a Alemanha e seus satélites ? se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.
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Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos.
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O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? 
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Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito - de há muito! - se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
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O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?
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O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens? 
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Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
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A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva - sim, retroactiva - que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? 
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Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.
 
Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
 
Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? 
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Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!
 
Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? 
Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem? E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz.
 
Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever.

A MÁFIA NO PALÁCIO DE BELÉM!

 A esposa do Ulrich. Percebem agora?
Esta informação consta do despacho 5776/2011 e está disponível em:
a esposa do Ulrich, o tal do BPI que diz que o povo aguenta tudo. Percebem agora?
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UM CASAL SEM ABRIGO.... QUE SE JUNTOU A OUTRO QUE NÃO CONSEGUE VIVER SÓ COM REFORMA DE MUITOS MILHARES..
Despacho n.º 5776/2011

Nos termos dos artigos 3.º, n.º 2, e 16.º, n.os 1 e 2, do Decreto-Lei n.º 28-A/96, de 4 de Abril, nomeio consultora da Casa Civil Isabel Diana Bettencourt Melo de Castro Ulrich, funcionária do Partido Social Democrata, com efeitos a partir desta data e em regime de requisição, fixando-lhe os abonos previstos nos n.os 1 e 2 do artigo 20.º do referido 15514 Diário da República, 2.ª série — N.º 66 — 4 de Abril de 2011 diploma em 50 % dos abonos de idêntica natureza estabelecidos para os adjuntos.

9 de Março de 2011. — O Presidente da República, Aníbal Cavaco

Silva.

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Vamos lá a acabar com esta “ escumalha “!
E tem que ser é de cima para baixo!
Sejam eles de que partido forem!
Aliás o que interessa, é a pessoa em si, e não a que partido pertence, pois neles todos e em especial nos fundamentalistas, fanáticos e intocáveis do PSD, ainda se poderá???? encontrar alguém sério, honesto e não corrupto???

Um cromo no engate

 
Clique em baixo,ligue o som e divirta-se!
 

Barco encalhado em Aveiro baptizado ‘Cavaco II’


O cargueiro antes designado por "Merle", encalhado a norte de São Jacinto, em Aveiro, foi esta manhã rebaptizado... como “Cavaco II”
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A justificação deste baptismo deve-se ás semelhanças do barco com o presidente da república, trata-se de um mono encalhado que não anda nem desanda não sendo mais do que um monte de sucata. 
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Está para a praia como Cavaco está para o País só empata e polui, resumindo. é uma merda inútil.



CULTURA DA QUECA


Sabedoria chinesa

Uma mulher pergunta a um sábio chinês:


- Mestre, por que um homem que faz sexo com várias mulheres é chamado de campeão, e uma mulher que faz sexo com vários homens é chamada de vagabunda?

E o
mestre responde:

- Filha, uma chave que abre várias fechaduras é uma chave-mestra.
Já uma fechadura que abre com qualquer chave, não serve para nada...!!!! 
Meditemos...!!!!

BENFICA NO SEU MELHOR

Projeto do fecho total da cobertura do estádio da luz
 
Em anexo o projecto, está em discussão pública para eventuais sugestões!
Desconheço o arquitecto………mas  é genialJ
 

Os advogados do diabo


Em Portugal, os escritórios de advogados são activos propulsores da corrupção. 
- Nas maiores sociedades de advogados, cada advogado ganha cerca de 115 mil euros/ano. 
- Encontramos, entre estes advogados, figuras de topo dos partidos políticos integrantes da «troika vende-Pátria». 
 - Possuem ligação, presente ou passada, à Assembleia da República, ao Governo, a assembleias e a executivos municipais.
- Os advogados com nomes sonantes têm sido nomeados para o Sector Público Administrativo e para o Sector Empresarial do Estado.
- São ainda eles que recebem por encomenda governamental, a elaboração de legislação e a preparação de concursos públicos (grandes negócios e grandes despesas onde o estado sai quase sempre lesado).
- Enquanto docentes universitários, conferencistas e comentadores têm poder sobre a opinião pública. 
- Possuem ainda ligações aos grandes grupos económicos capitalistas.
- Funcionam como elos de ligação e instrumentos de expansão dos grupos económicos capitalistas, sejam eles internos ou externos ao País.
- Conclui-se que têm contribuído para a subordinação do poder político ao poder económico. 
Segundo Paulo Morais, neste video, a forma como legislam, só é possível em Portugal e em África. Os advogados fabricam leis com buracos e erros e passam a vida a dar pareceres sobre as leis que eles fizeram mal.  Por exemplo, um escândalo... o código da contratação pública foi feito pelo escritório do Dr Sérvulo Correia, e só em pareceres para explicar o código que ele próprio fez, já facturou 7 milhões e meio de euros. Mas mais corrupto ainda é que estes escritórios intervêm de forma inconstitucional no processo legislativo, executivo e judicial o que viola a lei da separação dos poderes, o que requer intervenção do presidente da república.
Os mais poderosos 
Em Portugal marcam presença activa – as sociedades internacionais de advogados, algumas de âmbito mundial. Exemplo é o escritório Linklaters (remonta ao século XIX), sediado em Londres, que recentemente foi escolhido para prestar assessoria jurídica no processo de alienação de capital público existente na EDP e na REN e na oferta pública de aquisição (OPA) da CIMPOR.
A nível nacional as sete maiores sociedades possuem, cada uma delas, mais de uma centena de advogados (entre sócios, associados e estagiários), sendo de salientar o escritório A. M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados, visto ultrapassar os duzentos advogados (ver Quadro 1).
Quadro 1
Sociedade de Advogados
Nº de advogados
A. M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados
220
Miranda Correia Amendoeira & Associados
173
Abreu & Associados
165
Vieira de Almeida & Associados
164
Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados
160
Cuatrecasas, Gonçalves Pereira
140
Sociedade Rebelo de Sousa & Advogados Associados
110

Fonte: In-Lex – Anuário das Sociedades de Advogados, 2012 (sítio na Internet).

Abreu & Associados, informa ter um volume de negócios anual de 15 milhões de euros (1), Isso significa um volume de negócios anual médio de cerca de € 115.400,00 por advogado (excluindo do cálculo os advogados estagiários) (2).
Em algumas destas sociedades de advogados, com destaque para as maiores, encontramos figuras de topo dos partidos políticos integrantes da «troika vende-Pátria» e personalidades claramente afectas a este leque partidário, com destaque para o PSD (ver Quadro 2).
Quadro 2

Sociedades de Advogados
Advogados
(sócios, associados ou consultores)
A. M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados Manuel Cavaleiro Brandão, Rui Machete, José Miguel Júdice
Abreu & Associados Luís Marques Mendes, Paulo Teixeira Pinto
Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados José Manuel Galvão Teles, António Lobo Xavier
Cuatrecasas, Gonçalves Pereira André Gonçalves Pereira
Sociedade Rebelo de Sousa & Advogados Associados Pedro Rebelo de Sousa, Manuel Lopes Porto
Uría Menéndez-Proença de Carvalho Daniel Proença de Carvalho
Rui Pena, Arnaut & Associados Rui Pena
Correia, Seara, Caldas, Simões e Associados Fernando Seara, Júlio Castro Caldas
José Pedro Aguiar-Branco & Associados José Pedro Aguiar-Branco
APORT – Advogados Portugueses em Consórcio Sílvio Cervan
Fonte: Sítios das sociedades de advogados na Internet, 2012.
A ligação entre advogados e partidos políticos tem a sua continuidade na ligação daqueles aos órgãos do poder político. Efectivamente, basta atentar na quase totalidade dos nomes mencionados no Quadro 2 para reconhecer a ligação dos mesmos, presente ou passada, à Assembleia da República, ao Governo, a assembleias e a executivos municipais.
Como seria de esperar, as ligações supra estendem-se ao aparelho de Estado. Efectivamente, advogados com nomes sonantes têm sido alvo constante de nomeações para estruturas, permanentes ou temporárias, no âmbito do Sector Público Administrativo e para o Sector Empresarial do Estado. A título meramente exemplificativo, apresentamos os seguintes casos entre os nomes referidos no Quadro 2 (3):
§ Rui Machete foi administrador do Banco de Portugal e é vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral da Caixa Geral de Depósitos;
§ Manuel Lopes Porto foi membro da Comissão de Reforma Fiscal e é presidente da Mesa da Assembleia Geral da Caixa Geral de Depósitos;
§ Daniel Proença de Carvalho foi presidente do Conselho de Administração da RTP;
§ Pedro Rebelo de Sousa é vogal do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos.
A ligação das sociedades mencionadas aos órgãos do poder político e ao aparelho de Estado poderá ainda traduzir-se em trabalhos do foro jurídico por encomenda governamental, nomeadamente a elaboração de legislação e a preparação de concursos públicos.
Seria interessante averiguar, por exemplo, até que ponto os advogados integrantes destas entidades simultaneamente jurídicas e políticas têm contribuído para desconfigurar o quadro legislativo progressista saído da Revolução de Abril.
É igualmente visível a influência de membros das sociedades de advogados a nível do aparelho ideológico. A este respeito, sem prejuízo de considerações mais rebuscadas que se podem – e devem – tecer sobre o carácter ideológico da intervenção desses membros enquanto docentes universitários e conferencistas, resulta clara a sua intervenção conformadora da opinião pública na qualidade de comentadores, episódicos ou permanentes, nos órgãos de comunicação social. Por exemplo, quem não foi ainda confrontado com os comentários na comunicação social de José Miguel Júdice ou de António Lobo Xavier?

Advogados, grupos económicos capitalistas e negócios
A teia completa-se com a ligação das sociedades de advogados aos grandes grupos económicos capitalistas. Procurámos demonstrar essa ligação averiguando qual a presença dos nomes enunciados no Quadro 2 nos órgãos sociais de um conjunto relevante de empresas e de grupos económicos referenciados no 
Quadro 3
Sector de Actividade
Empresas e Grupos Económicos
Fabricação de pasta celulósica, de papel e de cartão PORTUCEL-SOPORCEL
Fabricação de cimento CIMPOR
Produção e distribuição de energia GALP Energia, EDP
Construção Mota-Engil, Soares da Costa
Comércio Jerónimo Martins
Transportes BRISA
Informação e comunicação Portugal Telecom, ZON, IMPRESA
Actividades financeiras e seguros BES, Millennium/BCP, BPI, BANIF, Santander Totta, Tranquilidade, Millenniumbcp Ageas Grupo Segurador
Diversos SONAE

A intersecção entre os dados obtidos nos quadros 2 e 3 revela a promiscuidade entre os grupos económicos e as sociedades de advogados, conforme se pode constatar no Quadro 4.
Quadro 4
Advogados
Empresas
Órgãos Sociais
Manuel Cavaleiro Brandão SONAE, SGPS Presidente da Mesa da Assembleia Geral
BPI Vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral
Rui Machete (consultor) Millenniumbcp Ageas Grupo Segurador
Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Daniel Proença de Carvalho GALP Energia Presidente da Mesa da Assembleia Geral
ZON Presidente do Conselho de Administração
BES Vogal da Comissão de Remunerações
José Manuel Galvão Teles EDP Presidente da Comissão de Vencimentos
IMPRESA Vogal do Conselho de Administração
Millennium/BCP Vogal do Conselho de Remunerações e Previdência
António Lobo Xavier Mota-Engil
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