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domingo, 24 de fevereiro de 2013

As capas dos jornais e as principais notícias de Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

‘Argo’, Casa Branca e… ‘mamas’ brilham nos Óscares (COM FOTOS)
Óscares minuto a minuto: Noite foi de 'Argo', Day-Lewis e Lawrence
Português resgatado
Sintra: Ferido em despiste
Marcelo: Gaspar admite “bomba”
Estudantes venezuelanos exigem que Chávez se mostre
Miguel Relvas: CDU quer destituição

Capa do Público Público

O melhor filme é Argo
Jennifer Lawrence vence Óscar para melhor actriz
Daniel Day-Lewis é o melhor actor
E o Óscar de melhor realizador vai para Ang Lee
Óscar de melhor actriz secundária para Anne Hathaway
Christoph Waltz vence Óscar de melhor actor secundário
Amor conquista o Óscar de melhor filme estrangeiro

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Seria pior com Gaspar marceneiro
Advogado de vítimas diz que há arguidos por julgar
Namora e Granja denunciam impunidade de políticos
Abusos em lares: a culpa é do sistema?
Francisco Guerra quer ser cantor lírico
"Há dinheiros que trazem más recordações"
Vítimas arriscam ficar sem indemnizações

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Christoph Waltz vence o Oscar de Melhor Ator Secundário
Chegaram as primeiras "estrelas" de cinema para cerimónia dos Oscares
Participação nas eleições de Itália abaixo do escrutínio de 2008
Câmara quer "comer" 1,5 metros de casa para endireitar a estrada
Advogados reclamam 21,9 milhões de oficiosas
"Trabalhar no INLé igual a trabalharem Nova Iorque"
Missa cheia para apoiar padre que denunciou assédio

Capa do i i

"Argo" vence óscar de melhor filme
Óscares. Daniel Day-Lewis é o melhor actor
Jennifer Lawrence vence o óscar de melhor actriz
Óscar de melhor realizador entregue a Ang Lee
Anne Hathaway é a melhor actriz secundária com o seu papel em "Os Miseráveis"
"Amour" vence o óscar de melhor filme estrangeiro
Animação. “Brave” é o melhor filme e “Paperman” melhor curta-metragem

Capa do Diário Económico Diário Económico

Óscar para o melhor filme vai para...Os Miseráveis
Novabase entra no PSI 20 por troca com Espirito Santo Financial Group
A última oportunidade
Governo sem guião para reforma do Estado à chegada da ‘troika’
“Temos de aumentar a idade da reforma”
Flexibilização do empréstimo só depois da sétima revisão
Pensões em risco de novos cortes

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Turismo de Lisboa está à espera de um milhão de impostos dos casinos
Empréstimos para comprar carro mais baratos que os da casa
Trafaria põe Lisboa a par de Barcelona e Valência
Da espiral (recessiva) ao poço (da morte)
De câmara ou da câmara? Não é isso que legaliza Seara e Menezes
Apostar na TAFTA
A pobreza como futuro?

Capa do Oje Oje

Estado reduz pagamentos em atraso em 332 milhões
Receitas fiscais crescem 2,4% em janeiro
BIC alarga atividade aos Açores
Custo de produção do leite sobe 10 vezes mais do que o preço pago aos agricultores
Azeite elege promoção como principal desafio
CFP alerta para problemas microeconómicos
Óscares são atribuídos no domingo

Capa do Destak Destak

Imigrantes indocumentados cosem os lábios em protesto contra detenção em Nauru
Eleições em abril vão conduzir o Egito ao "caos" -- Oposição
"Argo" vence Óscar de melhor filme
Presidente da Birmânia inicia hoje visita à Europa para reforçar laços
Quatro mortos e 50 feridos em explosão de granada durante concerto na Tailândia
Day-Lewis vence Óscar de melhor ator principal
Jennifer Lawrence vence Óscar de melhor atriz principal

Capa do A Bola A Bola

Inter acertou cedência de Airton
Mangala e Alex Sandro regressam em Alvalade
Jesualdo quer Van Wolfswinkel com mais «cabedal»
Iturbe marca na vitória do River Plate sobre o Tigre (vídeo)
Man. City: «Não podemos pensar que já não temos hipóteses» - Mancini
Tottenham: «Não tememos nenhuma equipa» - Villas Boas
Victoria torceu na bancada com a estreia de Beckham (fotos)

Capa do Record Record

Jorginho: «Ninguém nos dava o devido valor»
Caça ao investimento
Não vale a pena corar...
NHL: Um golo chegou para fazer história
Baiano candidato de esquerda
LA Lakers continuam a sonhar com playoffs
Hassan garante equilíbrio

Capa do O Jogo O Jogo

Árbitro reage no Facebook
Chave do concurso nº 08/2013 do Totobola:
Murros nas partes baixas e...expulsão
Feyenoord-PSV: pancadaria no túnel
Matic, o melhor de dezembro e janeiro
Golo de Salvio. Não terá sido Lima?
Esteve perto do Manchester City e recusou o Benfica

CRIARAM RAÍZES...!!!

Em tempo de crise uma chatice tanta malta ir para o desemprego...!!!

Líder parlamentar do PSD garante que não há manifestação que afaste alguém do executivo


O líder da bancada parlamentar do PSD garante que o governo não prevê mais medidas de austeridade, apesar da revisão em baixa das previsões económicas. Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, Luís Montenegro disse ainda que Passos Coelho nunca afastará membros do Governo por causa dos protestos dos últimos dias.

PASSOS COELHO: "UM NÃO EXISTE"



 A Frase



Passos Coelho não convive ou deixa de conviver bem com a incompetência de Relvas e Gaspar, Passos Coelho é o paladino da incompetência dos dois ministros. O primeiro-ministro não existe sem Relvas e Gaspar e estes não existiriam sem ele. Pedir a demissão de Relvas ou Gaspar é pedir a demissão de Passos Coelho. E é por isso que nem ou outro são remodeláveis. Passos Coelho assim o quis. E Portugal assim o aguenta.
Pedro Marques Lopes Diário de Notícias

Aí temos o nosso "Big Brother"


POIS  É !!!
 O ZÉ  POVO  ESTÁ  MAIS  CONTROLADO,  QUE NO  TEMPO  DA "PIDE", GRAÇAS  AO  ATROPELO  DUM BÁSICO  DIREITO  CONSAGRADO  NA CONSTITUIÇÃO (O  DIREITO À  PRIVACIDADE!!!), PERANTE  A  PASSIVIDADE DE TODO  O  REBANHO  E  A  GANÂNCIA  DUM  SISTEMA  FISCAL, ORIENTADO PARA ALIMENTAR A INSACIÁVEL "RELES CLASSE POLITICA"! DEPOIS  CHAMAM  A  ISTO DEMOCRACIA!!!  
UM ABRAÇO AMIGO
 Vizela Cardoso
Artigo de J. Pacheco Pereira,no "Público" pleno de pertinência.




O NÚMERO QUE ESTÁ TATUADO NOS BRAÇOS DOS PORTUGUESES: O NÚMERO DO CONTRIBUINTE

Aqui há uns anos houve uma discussão sobre o número único a propósito do cartão do cidadão. É uma matéria pouco popular, tida como importando apenas aos intelectuais e aos políticos, que as pessoas comuns vêem com muita indiferença.
.
Se lhes parece mais eficaz que cada um tenha um número único que sirva para o identificar num bilhete de identidade, para reconhecer uma assinatura, na Segurança Social, no fisco, numa ficha médica, num cartão de crédito ou de débito, qual é o problema?
.
Se isso lhe poupa tempo e papéis, qual é a desvantagem?  Se isso permitir perseguir um criminoso, que importa existir uma base de dados com o ADN das pessoas?
.
E se as tecnologias o permitirem, como permitem, qual o mal em podermos vir a ter um chip como os cães, ou uma etiqueta electrónica como as crianças à nascença, por que razão é que nós não podemos ser numerados por um qualquer código de barras tatuado no braço?
.
A maioria das pessoas é indiferente ao abuso do Estado nestas matérias se daí vier uma aparente maior eficácia e menor burocracia. E os proponentes destas medidas, uns tecnocratas, outros fascinados pelos tecnocratas, outros ainda gente mais perigosa e  securitária cujo ideal de sociedade perfeita é o 1984 de Orwell, todos manipulam a opinião contra os antiquados defensores dos "direitos cívicos", que continuam a achar que não se deve ter número único, chip, ou código de barras, em nome dessas coisas tão de "velhos do Restelo" como sejam as liberdades e o direito do indivíduo em ter uma reserva da sua vida íntima e privada, sem intromissão indevida do Estado onde ele não deve estar.
.
Infelizmente, insisto, a indiferença cívica é o pano de fundo de muitos abusos e a sociedade e o Estado que estamos a construir são os ideais para uma sociedade totalitária. Se uma nova polícia política aparecer - e para quem preza a liberdade esse risco existe sempre -, não precisa de fazer nenhuma lei nova, basta usar os recursos já disponíveis para obter toda a informação sobre um cidadão que queira perseguir.
.
A promessa que nos é feita é de que os dados "não são cruzados". Mas esta afirmação não só não é verdadeira como não garante nada. Não impede um serviço de informações que queira abusar, de obter cumplicidades e "cruzar" dados, não impede uma polícia de fazer o mesmo (o episódio do acesso da PSP às filmagens não editadas sem ordem judicial é um exemplo de práticas costumeiras que só são escrutinadas depois de um acidente de percurso), não impede a utilização de software mais sofisticado para fazer buscas na Internet, muito para além da informação já vasta que se pode obter no Google. E se somarmos as câmaras de vigilância e outros meios cada vez mais generalizados de controlo dos cidadãos, mais nos preocupamos com as liberdades no mundo orwelliano em que já vivemos.
.
E quanto ao "cruzamento de dados" a partir de um número único com informação indevida, tudo isso já existe e chama-se NIF, número de identificação fiscal, ou mais prosaicamente, "número de contribuinte".
.
De há dez anos para cá, o Governo Sócrates e depois o Governo Passos Coelho transformaram o fisco no mais parecido que existe com uma polícia global, e uma polícia global é também política, e o número de contribuinte no verdadeiro número único dos portugueses, cujo acesso permite todos os cruzamentos de dados e uma violação sem limites da privacidade de cada cidadão.
.
Se somarmos a isso o facto de o fisco ser a única área da lei em que a presunção da inocência não existe e o ónus da prova cai no cidadão, temos um retrato de um Estado de excepção dentro de um Estado que se pretende de direito.
E não preciso de estar a recitar a litania do combate à evasão fiscal, porque este caminho de abuso tem sido trilhado exactamente porque o combate à evasão fiscal tem sido ineficaz onde deveria ser.
.
O furor do Estado volta-se contra as cabeleireiras, os mecânicos de automóveis e as tabernas, mas ignora os esquecimentos de declaração de milhões de euros, que só são declarados quando descobertos e não merecem uma palavra de condenação nem do ministro das Finanças, nem do Banco de Portugal, nem de ninguém dos indignados com a factura dos cafés.
.
E é exactamente porque o combate à evasão fiscal falha, ou porque a economia está morta, ou porque os Monte Brancos são mais numerosos do que todas as montanhas dos Alpes, dos Andes, do Himalaia, que se assiste a uma espécie de desespero fiscal que leva o Estado (os governos) a entrar pela liberdade e individualidade dos cidadãos comuns de forma abusiva e totalitária.
.
Digo totalitária, mais do que autoritária, porque a tentação utópica de "conhecer" e controlar a sociedade e os indivíduos através da monotorização de todas as transacções económicas é de facto resultado de mente como a do Big Brother.
Num computador do fisco está toda a nossa vida já inventariada e cruzada através do número de contribuinte e dos poderes discricionários da Autoridade Tributária.
.
Se de manhã ao pequeno-almoço não pedir factura do café, pode vir um fiscal e multar-me (não pode porque é ilegal, impossível de facto, e o Governo anda a mentir-nos a dizer que já o fez quando se devem contar pelos dedos da mão as contra-ordenações realizadas, se é que há alguma à data do anúncio), e para lavrar o "auto" terá de dizer onde estou, o que consumi sem factura e informar o Estado sobre se tomo chá, café ou chocolate, doces ou salgados, etc.
.
Depois passo por uma livraria e na factura estão os livros que comprei e está o número de contribuinte. Hum! Este anda a ler livros subversivos, ou quer saber coisas sobre a Tabela de Mendeleev (a química é sempre perigosa), ou uma história sexualmente bizarra como a Lolita, (diga aí ao assessor do senhor ministro que um boato de pedofilia é sempre mortífero e o homem lê livros sobre isso), ou o Vox do Nicholson Baker (uma história de sexo por telefone que o procurador Starr queria usar como prova contra Clinton, pedindo à livraria que lhe confirmasse a compra do livro por Monica Lewinsky, o que a livraria recusou e bem).
.
Depois foi almoçar, e pelo número de contribuinte verifico que almoça muitas vezes a dois, e dois é um número suspeito. Coloque lá no mapa o sítio do pequeno-almoço, mais a livraria, mais o restaurante, e as horas. E depois? A Via Verde cujo recibo tem o número de contribuinte mostra que entrou na portagem X e saiu na portagem Y.
.
Interessante, o que é que ele foi fazer ao Entroncamento? E levantou dinheiro no Multibanco. Muito ou pouco? Bastante. Veja lá as facturas que ele pagou no Entroncamento. Aqui está, comprou uma mala de viagem. Então a factura? Não há, comprou nuns chineses, mas foi visto com a mala na câmara de vigilância de um banco. Anote aí para mandar uma inspecção do fisco e da ASAE aos chineses, imagine o que seria se nós não tivéssemos as imagens do banco! O que é que ele vai fazer com a mala? E por aí adiante.
.
A nossa indiferença colectiva face ao continuo abuso do Estado, que nada melhor nos dias de hoje revela do que o fisco, vai acabar por se pagar caro. Muitos tentaram fugir ao fisco? É verdade, muitos inclusive nunca pagaram impostos e vivem numa economia paralela, mas a sanha contra eles, que face ao fisco não tem direitos, nem defesa, nem advogados, contrasta com a complacência afrontosa com a fraude fiscal com os poderosos.
.
É que também nisso, na perseguição aos pequenos, se revela o mundo totalitário de 1984 e do Triunfo dos Porcos, em que alguns são mais iguais do que outros. E pelo caminho, para garantir que os pequenos sejam apanhados na malha, pelo desespero de um fisco que quer sugar uma economia morta de recursos que ela não tem, é que se usa o número de contribuinte como número único, cruzado nos computadores das finanças, muito para além do que é necessário e equilibrado, numa ameaça às liberdades de cada português.

: O NÚMERO DO CONTRIBUINTE

Aqui há uns anos houve uma discussão sobre o número único a propósito do cartão do cidadão. É uma matéria pouco popular, tida como importando apenas aos intelectuais e aos políticos, que as pessoas comuns vêem com muita indiferença.
 .
Se lhes parece mais eficaz que cada um tenha um número único que sirva para o identificar num bilhete de identidade, para reconhecer uma assinatura, na Segurança Social, no fisco, numa ficha médica, num cartão de crédito ou de débito, qual é o problema?
.
Se isso lhe poupa tempo e papéis, qual é a desvantagem?  Se isso permitir perseguir um criminoso, que importa existir uma base de dados com o ADN das pessoas?
.
E se as tecnologias o permitirem, como permitem, qual o mal em podermos vir a ter um chip como os cães, ou uma etiqueta electrónica como as crianças à nascença, por que razão é que nós não podemos ser numerados por um qualquer código de barras tatuado no braço?
.
A maioria das pessoas é indiferente ao abuso do Estado nestas matérias se daí vier uma aparente maior eficácia e menor burocracia. E os proponentes destas medidas, uns tecnocratas, outros fascinados pelos tecnocratas, outros ainda gente mais perigosa e  securitária cujo ideal de sociedade perfeita é o 1984 de Orwell, todos manipulam a opinião contra os antiquados defensores dos "direitos cívicos", que continuam a achar que não se deve ter número único, chip, ou código de barras, em nome dessas coisas tão de "velhos do Restelo" como sejam as liberdades e o direito do indivíduo em ter uma reserva da sua vida íntima e privada, sem intromissão indevida do Estado onde ele não deve estar.
.
Infelizmente, insisto, a indiferença cívica é o pano de fundo de muitos abusos e a sociedade e o Estado que estamos a construir são os ideais para uma sociedade totalitária. Se uma nova polícia política aparecer - e para quem preza a liberdade esse risco existe sempre -, não precisa de fazer nenhuma lei nova, basta usar os recursos já disponíveis para obter toda a informação sobre um cidadão que queira perseguir.
.
A promessa que nos é feita é de que os dados "não são cruzados". Mas esta afirmação não só não é verdadeira como não garante nada. Não impede um serviço de informações que queira abusar, de obter cumplicidades e "cruzar" dados, não impede uma polícia de fazer o mesmo (o episódio do acesso da PSP às filmagens não editadas sem ordem judicial é um exemplo de práticas costumeiras que só são escrutinadas depois de um acidente de percurso), não impede a utilização de software mais sofisticado para fazer buscas na Internet, muito para além da informação já vasta que se pode obter no Google. E se somarmos as câmaras de vigilância e outros meios cada vez mais generalizados de controlo dos cidadãos, mais nos preocupamos com as liberdades no mundo orwelliano em que já vivemos.
.
E quanto ao "cruzamento de dados" a partir de um número único com informação indevida, tudo isso já existe e chama-se NIF, número de identificação fiscal, ou mais prosaicamente, "número de contribuinte".
.
De há dez anos para cá, o Governo Sócrates e depois o Governo Passos Coelho transformaram o fisco no mais parecido que existe com uma polícia global, e uma polícia global é também política, e o número de contribuinte no verdadeiro número único dos portugueses, cujo acesso permite todos os cruzamentos de dados e uma violação sem limites da privacidade de cada cidadão.
.
Se somarmos a isso o facto de o fisco ser a única área da lei em que a presunção da inocência não existe e o ónus da prova cai no cidadão, temos um retrato de um Estado de excepção dentro de um Estado que se pretende de direito.
.
E não preciso de estar a recitar a litania do combate à evasão fiscal, porque este caminho de abuso tem sido trilhado exactamente porque o combate à evasão fiscal tem sido ineficaz onde deveria ser.
.
O furor do Estado volta-se contra as cabeleireiras, os mecânicos de automóveis e as tabernas, mas ignora os esquecimentos de declaração de milhões de euros, que só são declarados quando descobertos e não merecem uma palavra de condenação nem do ministro das Finanças, nem do Banco de Portugal, nem de ninguém dos indignados com a factura dos cafés.
.
E é exactamente porque o combate à evasão fiscal falha, ou porque a economia está morta, ou porque os Monte Brancos são mais numerosos do que todas as montanhas dos Alpes, dos Andes, do Himalaia, que se assiste a uma espécie de desespero fiscal que leva o Estado (os governos) a entrar pela liberdade e individualidade dos cidadãos comuns de forma abusiva e totalitária.
.
Digo totalitária, mais do que autoritária, porque a tentação utópica de "conhecer" e controlar a sociedade e os indivíduos através da monotorização de todas as transacções económicas é de facto resultado de mente como a do Big Brother. Num computador do fisco está toda a nossa vida já inventariada e cruzada através do número de contribuinte e dos poderes discricionários da Autoridade Tributária.
.
Se de manhã ao pequeno-almoço não pedir factura do café, pode vir um fiscal e multar-me (não pode porque é ilegal, impossível de facto, e o Governo anda a mentir-nos a dizer que já o fez quando se devem contar pelos dedos da mão as contra-ordenações realizadas, se é que há alguma à data do anúncio), e para lavrar o "auto" terá de dizer onde estou, o que consumi sem factura e informar o Estado sobre se tomo chá, café ou chocolate, doces ou salgados, etc.
.
Depois passo por uma livraria e na factura estão os livros que comprei e está o número de contribuinte. Hum! Este anda a ler livros subversivos, ou quer saber coisas sobre a Tabela de Mendeleev (a química é sempre perigosa), ou uma história sexualmente bizarra como a Lolita, (diga aí ao assessor do senhor ministro que um boato de pedofilia é sempre mortífero e o homem lê livros sobre isso), ou o Vox do Nicholson Baker (uma história de sexo por telefone que o procurador Starr queria usar como prova contra Clinton, pedindo à livraria que lhe confirmasse a compra do livro por Monica Lewinsky, o que a livraria recusou e bem).
.
Depois foi almoçar, e pelo número de contribuinte verifico que almoça muitas vezes a dois, e dois é um número suspeito. Coloque lá no mapa o sítio do pequeno-almoço, mais a livraria, mais o restaurante, e as horas. E depois? A Via Verde cujo recibo tem o número de contribuinte mostra que entrou na portagem X e saiu na portagem Y.
.
Interessante, o que é que ele foi fazer ao Entroncamento? E levantou dinheiro no Multibanco. Muito ou pouco? Bastante. Veja lá as facturas que ele pagou no Entroncamento. Aqui está, comprou uma mala de viagem. Então a factura? Não há, comprou nuns chineses, mas foi visto com a mala na câmara de vigilância de um banco. Anote aí para mandar uma inspecção do fisco e da ASAE aos chineses, imagine o que seria se nós não tivéssemos as imagens do banco! O que é que ele vai fazer com a mala? E por aí adiante.
.
A nossa indiferença colectiva face ao continuo abuso do Estado, que nada melhor nos dias de hoje revela do que o fisco, vai acabar por se pagar caro. Muitos tentaram fugir ao fisco? É verdade, muitos inclusive nunca pagaram impostos e vivem numa economia paralela, mas a sanha contra eles, que face ao fisco não tem direitos, nem defesa, nem advogados, contrasta com a complacência afrontosa com a fraude fiscal com os poderosos.
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É que também nisso, na perseguição aos pequenos, se revela o mundo totalitário de 1984 e do Triunfo dos Porcos, em que alguns são mais iguais do que outros. 
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E pelo caminho, para garantir que os pequenos sejam apanhados na malha, pelo desespero de um fisco que quer sugar uma economia morta de recursos que ela não tem, é que se usa o número de contribuinte como número único, cruzado nos computadores das finanças, muito para além do que é necessário e equilibrado, numa ameaça às liberdades de cada português

A LEGIÃO DE SANGUESSUGAS DE S.BENTO




Gabinete do Primeiro-Ministro - É obra!!!!!
Austeridade é para os outros, não para os boys, girls, mentirosos,
falsos licenciados.
Ora Vejam:
O Presidente do Conselho de Ministros Marcelo Caetano (já nem refiro o antecessor), "sobreviviam" com 1 Chefe de Gabinete, 3 Assessores (diplomático, militar e de imprensa) e outras tantas
secretárias..........!!!!!    
e sem computadores, acrescento eu...
Não admira o estado das finanças deste país....
Actualmente é assim:
Composição do Gabinete do Primeiro- Ministro  Passos Coelho
(com Função - Nome - Idade - Nomeação - Vencimento EURO)
Chefe de Gabinete (1)
- Francisco Ribeiro de Menezes - 46 anos - 06-08-2011 - 4.592,43
Assessores (10)
- Carlos Henrique Pinheiro Chaves - 60 anos - 21-06-2011 - 3.653,81
- Pedro Afonso A, Amaral e Almeida - 38 anos - 18-07-2011 - 3.653,81
- Paulo João L, Rêgo Vizeu Pinheiro - 48 anos - 11-07-2011 - 3.653,81
- Rudolfo Manuel Trigoso Rebelo - 48 anos - 21-06-2011 - 3.653,81
- Rui Carlos Baptista Ferreira - 47 anos - 21-06-2011 - 3.653,81
- Eva Maria Dias de Brito Cabral - 54 anos - 12-10-2011 - 3.653,81
- Miguel Ferreira Morgado - 37 anos - 21-06-2011 - 3.653,81
- Carlos A Sá Carneiro Malheiro - 38 anos - 01-12-2011 - 3.653,81
- Marta Maria N, Pereira de Sousa - 34 anos - 21-06-2011 - 3.653,81
- Bruno V de Castro Ramos Maçaes - 37 anos - 01-07-2011 - 3.653,81
Adjuntos (7)
- Mafalda Gama Lopes Roque Martins - 35 anos - 01-07-2011 - 3.287,08
- Carlos Alberto Raheb Lopes Pires - 38 anos - 21-06-2011 - 3.287,08
- João Carlos A Rego Montenegro - 34 anos - 21-06-2011 - 3.287,08
- Cristina Maria Cerqueira Pucarinho - 46 anos - 23-08-2011 - 3.287,08
- Paula Cristina Cordeiro Pereira - 41 anos - 22-08-2011 - 3.287,08
- Vasco Lourenço C P Goulart Ávila - 47 anos - 21-11-2011 - 3.287,08
- Carla Sofia Botelho Lucas - 28 anos - 25-01-2012 - 3.287,08
Técnicos Especialistas (4)
- Bernardo Maria S Matos Amaral - 38 anos - 07-09-2011 - 3.287,08
- Teresa Paula Vicente de Figueiredo Duarte - 44 anos - 21-07-2011 - 3.653,81
- Elsa Maria da Palma Francisco - 40 anos - 16-01-2012 - 3.653,81
- Maria Teresa Goulão de Matos Ferreira - 49 anos - 18-07-2012 - 3.653,81
Secretária pessoal (10)
- Maria Helena Conceição Santos Alves - 54 anos - 18-07-2011 -
1.882,76
- Inês Rute Carvalho Araújo - 46 anos - 18-07-2011 -
1.882,76
- Ana Clara S Oliveira - 38 anos - 13-07-2011 -
1.882,76
- Maria de Fátima M L Hipólito Samouqueiro - 47 anos - 21-06-2011 -
1.882,76
- Maria Dulce Leal Gonçalves - 52 anos - 01-07-2011 -
1.882,76
- Maria M, Brak-Lamy Paiva Raposo - 59 anos - 13-07-2011 -
1.882,76
- Margarida Maria A A Silva Neves Ferro - 53 anos - 21-06-2011 -
1.882,76
- Maria Conceição C N Leite Pinto - 51 anos - 21-06-2011 -
1.882,76
- Maria Fernanda T C Peleias de Carvalho - 45 anos - 01-08-2011 -
1.882,76
- Maria Rosa E Ramalhete Silva Bailão - 58 anos - 01-09-2011 -
1.882,76
Coordenadora (1)
- Luísa Maria Ferreira Guerreiro - 48 anos - 01-01-2012 -
1.506,20
Técnico administrativo (13)
- Alberto do Nascimento Cabral - 59 anos - 01-01-2012 -
1.506,20
- Ana Paula Costa Oliveira da Silva - 42 anos - 01-01-2012 - 1.506,20
- Elisa Maria Almeida Guedes - 47 anos - 01-01-2012 - 1.500,00
- Isaura Conceição A Lopes de Sousa - 59 anos - 01-01-2012 - 1.506,20
- José Manuel Perú Éfe - 60 anos - 01-01-2012 - 1.506,20
- Liliana de Brito - 50 anos - 01-01-2012 - 1.500,00
- Maria de Lourdes Gonçalves Ferreira Alves - 61 anos - 01-01-2012 - 1.506,20
- Maria Fernanda Esteves Ferreira - 57 anos - 01-01-2012 - 1.506,20
- Maria Fernanda da Piedade Vieira - 61 anos - 01-01-2012 - 1.506,20
- Maria Umbelina Gregório Fernandes Barroso - 47 anos - 01-01-2012 - 1.500,00
- Zulmira Jesus G Simão Santos Velosa - 47 anos - 01-01-2012 - 1.506,20
- Artur Vieira Gomes - 53 anos - 01-01-2012 - 1.600,15
- Benilde Rodrigues Loureiro da Silva - 58 anos - 01-01-2012 - 975,52
Apoio Auxiliar (9)
- Fernando Manuel da Silva - 68 anos - 01-01-2012 - 975,52
- Francisco José Madaleno Coradinho - 45 anos - 01-01-2012 - 1.472,82
- Joaquim Carlos da Silva Batista - 57 anos - 01-01-2012 - 975,52
- José Augusto Morais - 51 anos - 01-01-2012 - 975,52
- Maria Lurdes da Silva Barbosa Pinto - 58 anos - 01-01-2012 - 975,52
- Maria de Lurdes Camilo Silva - 65 anos - 01-01-2012 - 975,52
- Maria Júlia R Gonçalves Ribeiro - 58 anos - 01-01-2012 - 975,52
- Maria Natália Figueiredo - 64 anos - 01-01-2012 - 975,52
- Maria Rosa de Jesus Gonçalves - 58 anos - 01-01-2012 - 975,52
Motorista (12)
- António Francisco Guerra - 52 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- António Augusto Nunes Meireles - 61 anos - 01-01-2012 - 2.028,28
- António José Pereira - 48 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- Arnaldo de Oliveira Ferreira - 49 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- Jaime Manuel Valadas Matias - 52 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- Jorge Henrique S Teixeira Cunha - 52 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- Jorge Martins Morais - 46 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- José Hermínio Frutuoso - 53 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- Nuno Miguel R Martins Cardoso - 37 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- Paulo Jorge Pinheiro da Cruz Barra - 40 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- Rui Miguel Pedro da Silva Machado - 42 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
- Vitor Manuel G Marques Ferreira - 42 anos - 01-01-2012 - 1.848,53
Resumindo:
Chefe de Gabinete - 01
Assessores - 10
Adjuntos - 07
Técnicos Especialistas - 04
Secretárias Pessoais - 10
Coordenadora - 01
Técnicos Administrativos - 13
Apoio Auxiliar - 09
Motoristas - 12
Total - 67
Total/Mês - 149.486,76 EURO

O banqueiro, a sua Isabel e o senhor Presidente

 Mais  AQUI



 Sabem quem é uma das «consultoras» do senhor Presidente da República? Não sabem? Então comecem pelas quadras. Se não acreditarem, vejam, mais abaixo, o Despacho do Aníbal.
 Era uma vez um banqueiro
a Dona Isabel ligado.
Vive do nosso dinheiro,
mas nunca está saciado.

Vai daí, foi a Belém
E pediu ao presidente
que à sua Isabel também
desse um job consistente.

E o bom do senhor Cavaco
admitiu a senhora,
arranjando-lhe um buraco
e o cargo de consultora.

O banqueiro é o Fernando,
conhecido por Ulrich,
e que diz, de vez em quando,
«Quero que o povo se lixe!».

E o povo aguenta a fome?
«Ai aguenta, aguenta!».
E o que o povo não come
enriquece-lhe a ementa.

E ela, Dona Isabel,
com Cavaco por amigo.
não sabe da vida o fel
nem o que é ser sem-abrigo.

Cunhas, tachos, amanhanços,
regabofe à descarada.
É fartar, que nós, os tansos,
somos malta bem mandada.

Mas cuidado, andam no ar
murmúrios de madrugada.
E quando o povo acordar
um banqueiro não é nada.

É só um monte de sebo,
bolorento gabiru.
Fora do banco é um gebo,
um rei que passeia nu.

Cavaco, Fernando Ulrich,
Bancos, Troikas, Capital.
Mas que aliança tão fixe
a destruir Portugal!
 


Manifestação 2 Março APRE)



Que ninguém falte.!
 Vamos provar-lhes que ainda temos voz! Que estamos vivos !!!!
Se não puderem estar presentes , publicitem a iniciativa
 Abraços
 Envio uma imagem que podem ignorar ampliar, reproduzir, divulgar, usar como entenderem e a vossa imaginação permitir.

Renegociação das PPP, um sucesso... para os donos de Portugal.

HÁ FAMÍLIAS QUE TODOS OS ANOS, LEVAM, PARA CASA, GARANTIDAMENTE UMA BELA FATIA DO ORÇAMENTO DE ESTADO - AS FAMÍLIAS DAS PPP’S
No século XIX, Portugal, estava nas mãos dos proprietários da terra e dos Banqueiros credores da Coroa. Acumulavam títulos políticos, títulos de nobreza e rendas do Estado, com as concessões.
Em pleno século XXI, Portugal está nas mãos dos proprietários de PPP’s e dos Banqueiros credores do Estado. Acumulam títulos políticos, títulos universitários e rendas do Estado, com as concessões.
Nota: para quem quiser confirmar os encargos previstos no OE 2013, no link em baixo (pág. 56, Quadro II.3.5.)  - Quadro II.3.5. Previsão dos encargos plurianuais com as PPP
Citação de parte desse relatório:
"Os encargos líquidos estimados atualizados à data da elaboração do Orçamento do Estado de 2012 para os contratos de PPP rodoviárias, apontavam para um valor estimado de 9.218 M€, resultante dum total estimado de 19.992 M€ de encargos brutos atualizados e 10.774 M€ dos proveitos previstos correspondentes.
A esta data, e considerando o efeito da redução expectável nos encargos brutos, no valor mínimo de 250 M€ no ano de 2013, (...)"
Ou seja, num abrir e fechar de olhos se negociaram as PPP de modo a distribuir, por um punhado de esfomeados, 9.218 M€ dos nossos impostos... 
Num abrir e fechar de olhos se renegociaram novamente as PPP, para distribuir mais 600 milhões, pelas concessionárias, que clamavam por mais e mais... 
De um dia para o outro, concessões rodoviárias, que custavam nicles ao tesouro público, passaram a custar 600 milhões. Quem saiu beneficiado? Uma empresa do universo Mota-Engil, essa entidade omnipresente.
De um momento para o outro, o governo do eng. Sócrates e do dr. Paulo Campos mudou a lei para beneficiar objectivamente uma construtora em total prejuízo do nosso dinheiro público.  Como explica Marques Mendes neste vídeo... 

Foi fácil, claro, entre os verdadeiros lesados, ninguém soube, ninguém foi consultado e mudaram a lei para agilizar a coisa, e aí está... 600 milhões para somar ás offshores dos lordes. 
Entretanto o escândalo expôs o abuso. Como se relata neste artigo... 
O governo é pressionado pela Troika, a acabar com a roubalheira descarada, e todos ficamos esperançados que, os cortes nas rendas das concessionárias, iriam finalmente, ser justos e favoráveis ao interesse nacional.
Mas dos muitos mil milhões que se disponibilizam para as rendas das concessionárias, o governo mais uma vez não mostrou ser eficaz, nem justo ou corajoso, conseguiu apenas propor aos chefões cortar uns míseros 250 milhões!!!!!
Estamos ou não estamos impressionados??? É ou não é mais uma situação ao estilo das nossas adoradas fundações? Cómica?  A troika obriga... , o governo finge que corta nas fundações nas PPP, nos boys, mas apenas finge, no entanto quando se trata de cortar aos cidadãos, aí não finge, corta a eito, e até corta mais do que o exigido pela troika. 
Mas ainda não ficamos por aqui... não se iludam, os 250 milhões que eles esperam cortar... sairão do lombo dos portugueses.
Pois as concessionárias apenas contribuirão para a meta dos 250 milhões, com 4%, e em contrapartida, a manutenção e limpeza das estradas dos senhores lordes, passam a ser pagas e realizadas pelo estado, ou seja não cortaram, e talvez ainda fiquem a ganhar, pois não se sabe quanto custarão esses serviços que passam a ser pagos por todos nós.
Além disso a maior fatia para chegar aos 250 milhões, ou seja 40%, resulta de um aumento de receitas com portagens com a introdução de 15 novos pontos de cobrança em dez lanços de ex-Scut e outras concessões... mas há mais... Queira continuar a descobrir o que eles tramaram na famosa e tão esperada renegociação das PPP, o artigo completo, aqui.

DIGAM LÁ QUE NÃO DÁ GOSTO VIVER GOVERNADO POR ESCUMALHA???? Principalmente quando ainda é o povo roubado e enganado que lhes dá o poder, o dinheiro e a liberdade para continuarem.
A cobardia do governo, em todo o seu esplendor
- Educação: "Governo corta o triplo do que a troika mandou. "
- SNS: "A ‘troika’ mandou cortar 550 milhões e o Governo cortou mais 650 milhões e este ano vai cortar mais”, sublinhou.
- Baixar TSU foi iniciativa do Governo, não da troika, diz chefe de missão do FMI." fonte
- Portugal reduziu em mais de 5% dos funcionários públicos entre dezembro de 2011 e setembro de 2012. Superando, assim, em mais do dobro a meta anual imposta pelo memorando da troika.




KAOS:Não há desemprego para vampiros

O ex-primeiro-ministro José Sócrates desempenha, desde o início do ano, o cargo de presidente do conselho consultivo da farmacêutica suíça Octapharma.. A Octafarma, faturou, por ajuste directo com o Estado português entre 2005 e 2011, cerca de seis milhões de euros. 
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Nesse período, José Sócrates era primeiro ministro e foi quando o hospital Curry Cabral e os centros hospitalares de Setúbal e Coimbra, os principais clientes públicos da Octapharma, compraram à empresa mais de 50% do total adquirido de plasma do sangue e derivados. No caso do Centro Hospitalar de Setúbal, o contrato por ajuste directo com a multinacional suíça foi alvo de uma investigação plo Tribunal de Contas. 
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Só no ano de 2009, o Estado português deu à Octapharma mais de um milhão e meio de euros plo fornecimento de  plasma do sangue e derivados ao centro hospitalar de Setúbal. De acordo com o relatório do Tribunal de Contas, contratos superiores a 350 mil euros devem ser remetidos para fiscalização prévia do Tribunal de Contas. E isso não aconteceu.  
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A Octapharma fornece a maioria dos hospitais públicos portugueses.Ainda bem que a vida política portuguesa é toda ela de uma transparência acima de qualquer suspeita. Se assim não fosse até podíamos supor que havia aqui pagamento de favores. Claro que eles fornecem o plasma, mas quem paga em sangue, suor e lágrimas somos nós.