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segunda-feira, 25 de março de 2013

Novo provérbio português


Ladrão que desgraça a Nação, tem programa na Televisão!

KAOS:Concrecto e objectivo



miguel relvas de partida

Mas, tinha de fazer o boneco do Relvas só para poder colocar a sua frase quando questionado sobre a sua possível saída do governo:
«Eu quis aqui estar hoje porque, num tempo em que somos confrontados diariamente com a gestão da incerteza e a gestão das incógnitas, é importante que aqueles que têm responsabilidades públicas sejam capazes em cada uma das áreas de ter respostas concretas para o que é concreto e respostas objectivas para o que é específico».
Porra nem o Camões conseguiu dizer nada tão brilhante.


Arre, o homem não conseguiu aprender nada.



 LEMBRETE PARA 2013...foi em 1993

EMBRETE PARA 2013...foi em 1993

 
Veja-se:Gaspar previu um crescimento do PIB de 2% em 1993, mas a economia acabou por recuar 0,7%, ou seja, o pretenso oásis que Braga de Macedo anunciava, acabou numa recessão; o Orçamento do Estado para 1993 previa um encaixe à volta de 3.340 milhões de contos (16.660 milhões de euros) com as receitas correntes, mas houve necessidade de fazer um orçamento rectificativo que já estimava menos 364,7 milhões de contos (1,8 milhões de euros), porque a receita fiscal teve um desempenho bem pior do que se estava à espera.



JÁ NEM ME LEMBRAVA !!

Mas olha que é o mesmo que estás a pensar !!

Arre, o homem não conseguiu aprender nada.

Desalento no Governo


24 de Março, 2013por David Dinis e Helena Pereira - Sol

São cada vez menos os que acreditam que o rumo leva a bom porto, mesmo na bancada do PSD. Ex-colaboradores de Passos na campanha também não poupam críticas. Até Eduardo Catroga.«Então? Isto está a acabar, não é?». A pergunta retórica, lançada por um membro da maioria num corredor da Assembleia, é a imagem da descrença que se instalou no próprio Governo depois da sétima avaliação da troika.

As dúvidas que se ouviam esta semana em vários gabinetes do Governo espelham-se numa listagem simples: desemprego provavelmente acima dos 20% já ao dobrar do ano, ausência de ferramentas (ou dinheiro) para estimular a economia e nenhuma margem para baixar a carga fiscal até ao final da legislatura. E, pior, uma total incerteza sobre a evolução da crise do euro, começando pelo descalabro da evolução no Chipre e o que isso pode significar para o ambicionado regresso de Portugal aos mercados.

Mesmo descontando os efeitos imprevisíveis da decisão do Tribunal Constitucional, já poucos dizem acreditar numa luz ao fundo do túnel – ou seja, em chegar-se ao final da legislatura com um mínimo de hipóteses de vitória.

No CDS, o estado de espírito é conhecido: se Vítor Gaspar for Deus, os centristas são agnósticos. A novidade agora é que estão acompanhados por boa parte do PSD. Na audição parlamentar de terça-feira, o deputado social-democrata Miguel Frasquilho nem hesitou na pergunta a Gaspar: «Era importante que se começasse a libertar a asfixia fiscal que recai sobre a sociedade portuguesa. Será possível avançar nesse caminho?». Ficou sem resposta.

«Expliquem aos vossos eleitores», pediu Gaspar

Horas depois, na reunião à porta fechada com os deputados da maioria, o ministro fez-lhes uma sugestão: expliquem «aos vossos eleitores» a situação do país. Foi o suficiente para que dois deputados sociais-democratas, incluindo o líder da JSD, disparassem: «Nossos? Também são os seus!».

Nessa reunião, segundo depoimentos cruzados pelo SOL, Vítor Gaspar reconheceu que a divulgação dos resultados da negociação com a troika foi mal recebida. Justificação: «O PS foi bem sucedido ao passar a sua mensagem de que o Governo tinha falhado os objectivos». À saída, um deputado sintetizava o espírito do encontro: «Antes, dizia-se que o Gaspar tinha uma obsessão, agora é uma questão de fé».

Será um exagero dizer que Gaspar e Passos Coelho já não têm seguidores na bancada do PSD. Mas é correcto dizer-se que esse núcleo é cada vez mais pequeno. «O grande problema é este crescimento do desemprego. É de tal forma drástico que tudo o resto fica suplantado, mesmo as coisas muito boas e difíceis que o Governo conseguiu», diz Teresa Leal Coelho, vice do grupo parlamentar.

Fora do hemiciclo, também escasseiam os defensores. Esta semana Miguel Beleza foi excepção, oferecendo-se na TSF para ajudar Gaspar no que quisesse. Sobram ainda vozes como António Borges, João César das Neves ou Braga de Macedo (que não respondeu às perguntas do SOL esta semana).

Daniel Bessa, que colaborou com Passos na campanha eleitoral, diz agora que o país está a tentar, tão-somente e de forma desesperada, «evitar declarar a falência». Loureiro dos Santos, que também esteve no início do caminho de Passos, pediu já a Cavaco (no Público, na segunda-feira) que demita o Governo.

Quanto a Eduardo Catroga, que coordenou o programa eleitoral, mostra-se céptico, em declarações ao SOL: «O Governo, mal se tornou bom aluno, devia ter-se tornado um bom aluno refilão». Ou seja: ao fim de três avaliações da troika, devia ter pedido uma mudança do memorando, corrigindo o ritmo do ajustamento e abrindo espaço a incentivos ao crescimento. «O barco ainda não está a salvo», avisa.

Quanto ao novo argumento usado, de criticar o memorando inicial, há no Governo quem ache que é «tarde» para o usar. «Agora, é muito difícil», diz uma fonte.

VOLTA SÓCRATES QUE ESTÁS PERDOADO...!!!


"Neste país cada vez menos nação tudo é possível acontecer"
 
Comentador 
A estratégia de Sócrates para chegar a Belém
O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, está a preparar terreno para se candidatar às próximas eleições presidenciais. Pelo menos, assim o crê Marcelo Rebelo de Sousa, que na noite deste domingo atribuiu o regresso de Sócrates à cena política e aos palcos mediáticos como o primeiro passo para o caminho até Belém.
A estratégia de Sócrates para chegar a Belém

POLíTICA
“Sócrates acha que já passou período de nojo, sente que está perdoado”. É desta forma que o comentador político Marcelo Rebelo de Sousa sustenta o regresso do antigo primeiro-ministro aos holofotes televisivos, ao protagonizar um formato de comentário semanal na RTP1.
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O social-democrata falava este domingo, no âmbito do seu espaço de opinião na antena da TVI, sendo que a leitura que faz deste retorno do ex-governante se divide por vários capítulos, mas o principal, sem dúvida, é o de que está a apalpar terreno para concorrer a Belém. “Quer saber se tem hipóteses para as presidenciais”, assinalou Marcelo. Aliás, só o colega de partido, Luís Marques Mendes, havia lançado no sábado semelhante ideia.
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No entender do conselheiro de Estado, nomes como os de António Costa, António Vitorino, Jorge Coelho ou mesmo Nuno Amado perfilam-se enquanto potenciais candidatos socialistas a substituir o Presidente da República, Cavaco Silva, não obstante, “Sócrates pode vir a ser um suplente”, de peso, por sinal.
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Ao mesmo tempo, o antigo líder do PSD sublinhou que o ex-líder do Executivo voltou também para “condicionar” o secretário-geral do PS, António José Seguro, por forma a assegurar que este “não ataca o passado socrático”.
Por fim, salientou Marcelo, “Seguro sai fragilizado” com o regresso de Sócrates, mas não corre o risco de ser “liquidado”.

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Segunda , 25 de Março de 2013
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Sócrates como comentador na RTP

Limites


O meu artigo de hoje no Diário Económico:
Há umas semanas discutia-se no Parlamento a programação da RTP e se deveria voltar a esta o TV Rural. Na altura critiquei que no órgão legislativo se discutisse uma decisão interna de um canal de televisão, ainda que estatal.
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Utilizando o mesmíssimo critério, não assinei a petição que pede agora que o parlamento se pronuncie sobre a inclusão de um qualquer comentador na programação desse mesmo canal.
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Mas isso não me impede de fazer um apelo aos responsáveis da RTP: tenham noção dos limites e revertam o convite. Porque a confirmar-se a entrada de Sócrates para a grelha da RTP, surge a dúvida: o que é que alguém tem que fazer para ser excluído de uma lista de possíveis comentadores da RTP? 
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Aparentemente, levar o País à bancarrota, provocar centenas de milhares de despedimentos e outras centenas de milhares de emigrações de jovens qualificados, e fazer a economia perder uma década de crescimento e, com o saldo que deixou, talvez uma segunda, não é suficiente.
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Nos dias de hoje, a cultura da meritocracia está fora de moda. Os heróis da juventude são pessoas de ascensão rápida e não os industriosos de outrora. 
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A contratação de Sócrates pela empresa tutelada por Relvas leva este desvio para um nível completamente estratosférico: não há limites. Pode-se cometer a pior atrocidade que, depois de uma reforma dourada, só possível devido às tais atrocidades, haverá sempre alguém para ajudar a branquear a situação. Indústria, honestidade, fortaleza e sapiência ficam definitivamente ‘démodé’.
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No actual xadrez político, Seguro perderá, pois terá concorrência forte na venda de ilusões e a ‘entourage’ de Sócrates terá nova força no PS – só assim se justifica a inversão de Seguro sobre a Moção de Censura em 5 dias. 
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Inicialmente, tais movimentações no PS darão força a Passos Coelho, mas com o tempo este será obrigado a ter uma comunicação mais profissional, ou perderá para a máquina Socrática. 
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Mas a principal mudança é a ascensão da forma sobre o conteúdo, na pior altura para isso acontecer.
Ligações úteis: Luís Bernardo sobre o mesmo tema.
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P.S. A grafia é da responsabilidade deste blogue

ALTA FINANÇA...

Em cima dois artistas da alta finança

Analisem bem e vejam como é possível
Imaginem que um casal chega a um hotel da vossa terra e pergunta quanto custa um quarto para o fim-de-semana.
O recepcionista responde: 100 euros pelos 2 dias.
Muito bem. Responde o cavalheiro. Mas gostaríamos de conhecer as vossas instalações antes de reservarmos. O quarto, a piscina, o restaurante...
- Não há problema, responde o recepcionista. Os Srs. deixam uma caução de 100 euros, levam a chave e podem visitar as nossas instalações à vontade.
Se não gostarem nós devolvemos o dinheiro.
- Combinado, disse o casal.
Deixaram os 100 euros e foram visitar o hotel.
Acontece que:
O recepcionista devia 100 euros à mercearia do lado e foi a correr pagar a dívida.
O merceeiro devia 100 euros na sapataria e foi a correr pagar a dívida.
O sapateiro devia 100 euros no talho e foi a correr pagar a dívida.
O talhante devia 100 euros à agência de viagens e foi a correr pagar a dívida.
O dono da agência devia 100 euros ao hotel e foi a correr pagar a dívida…
Nisto o casal completou a visita e informou que afinal não vai ficar no hotel.
- Não há problema. Tal como lhe disse, aqui tem o seu dinheiro, devolveu o recepcionista.
Conclusão:
Toda a gente pagou a quem devia... sem dinheiro nenhum.
O casal levou os 100 euros que pagaram todas as 5 dívidas no valor total de 500 euros.
Ponham aqui os olhos e percebam que todo o sistema financeiro pode ser
uma fraude.
Zero euros pagaram 500 em dívida.
E podíamos continuar indefinidamente.
Como disse Milton Friedman:
"Não perguntem onde está o dinheiro porque ele não está em lado nenhum!"

DESCUBRA UM BELMIRO DE AZEVEDO DESCONHECIDO


Belmiro de Azevedo.
 
É o tal que acha que o ordenado mínimo não deve subir! Sempre ouvi dizer que... "dinheiro puxa dinheiro"... AS PALAVRAS VOAM, MAS OS DOCUMENTOS FICAM.........
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Belmiro de Azevedo. Defensor de ordenados baixos. Para ler e meditar.
 
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O texto abaixo relata de como um simples agente técnico no Banco Pinto de Magalhães se torna um dos homens mais ricos de Portugal. A maioria das pessoas pensa que a fortuna de Belmiro de Azevedo veio de heranças ou coisa no género.
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Segundo o relato Belmiro de Azevedo fora militante da UDP (União Democratica Popular)  e e era uma especie de coordenador da CT (comissão de trabalhadores) que controlava o banco.
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Foi assim que muitos espertalhões no calor do verão quente de 74/75 se tornaram donos e senhores de muitas empresas sem mexerem uma palha e enquanto os trabalhadores andavam na luta nas ruasa defender o seus direitos, os mesmos manobravam na sombra e por isso é que o 25 de Abril que foi uma esperança para o povo e para os trabalhadores deu no que deu e chegamos ao último reduto dos tesos. Como o Belmiro começou a enriquecer... ...Nadava nas águas da UDP...
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Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. 
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O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. 
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A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava “chefe da comissão de trabalhadores”, mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
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É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa… Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.
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Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias…
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Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro.
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Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção. Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical (Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto “Tal & Qual”, nenhum o publicou…

Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado

O MÁGICO



This magician’s name is Jaehoon Lim. You may not remember it, but I’ll bet you will remember his act. 


Clique a seguir

Acabar com o monopólio da SIBS com os CTT?


http://arundel.wordpress.com/2012/09/02/sibs-como-lidar-com-o-monopolio/
Leiam o texto todo para perceberem bem o enquadramento.
Abaixo, deixo-vos o essencial.
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Ora como se pode então resolver este problema da falta de concorrência credível, sem intervenção legislativa que seria de dúbia legalidade num mercado livre?
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Bom, temos um Ministro das Finanças que não é propriamente um Mr Nice Guy. Eu se fosse ao Vítor Gaspar convidava os banqueiros accionistas da SIBS para uma conversinha particular. E apresentava-lhe o seguinte problema: o Estado é um utilizador do serviço Multibanco. Milhares de milhões passam todos os dias pela SIBS, tanto para fazer pagamentos de salários, pensões e bolsas, como para receber praticamente a totalidade das receitas de impostos, segurança social, taxas, multas e coimas. Sobre tudo isto o Estado português paga toneladas de comissões — de certeza que muito mais que os cinco milhões anuais do Grupo Jerónimo Martins!
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Ora, no interesse em fazer contenção da despesa, o Estado português iria deixar de usar o Multibanco… passando a usar um sistema próprio. Incrédulos, os banqueiros rir-se-iam na cara de Vítor Gaspar, pois o investimento numa estrutura paralela à do Multibanco custaria milhares de milhões e levaria anos, senão décadas, a implementar. E confiariam os portugueses num «ATM do Estado Português»? 
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Mas a verdade é que Vítor Gaspar não precisa de investir nada. É que o Estado português já tem um sistema paralelo em funcionamento. Na realidade, já o tem há alguns séculos: chama-se CTT.
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Os CTT são uma entidade pública curiosa. Apesar de ser reconhecida alguma incompetência interna, e ter processos de decisão que levam 10 anos (verdade!), são das raras empresas públicas que dão lucro. E não é pouco: contribuem com cerca de 1,5% do PIB, o que não é nada mau. Prestam em geral um bom serviço: só quem já teve de lidar com correios «estrangeiros» é que aprecia verdadeiramente a qualidade do serviço dos CTT. Estranhamente, fora do sistema bancário, os CTT até emitem a coisa mais parecida com «moeda»: um selo «vale» dinheiro, e pode ser usado como tal, se bem que em Portugal, nos dias que correm, essa modalidade de pagamento seja muito pouco usada (já há poucos selos em circulação).
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Apesar da utilização dos CTT ter mudado drasticamente, continuam sólidos enquanto empresa. Cada vez se escrevem menos cartas, é verdade. Com a entrada em funcionamento da factura electrónica, ainda vão passar menos cartas pelos CTT. Mas em compensação aumentaram a entrega de encomendas, graças a parceiros como a La Redoute, mas também com coisas como a Amazon.com. Ironicamente, é esta parte dos correios — a das encomendas — que está liberalizada, mas os CTT concorrem bem nessa faixa e compensam a perda de dinheiro na parte «monopolista» (as cartas).
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Os balcões CTT não vendem apenas selos — há muito tempo que fazem muito mais do que isso, e são pequenas lojas que vendem coisas tão diversas como livros e CDs. Mas os CTT também têm um operador móvel. Têm um sistema de pagamentos anónimos conhecido por PayShop, que estende a rede de balcões CTT para aceitar pagamentos em 4000 lojas espalhadas por todo o país. Aceitam pagamentos de todo o tipo de coisas — luz, água, telefone, impostos… E gerem, claro, os famosos certificados de aforro, tão odiados pelo sistema bancário por lhes fazerem concorrência directa, mas que Governo algum os conseguiu abolir.
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Ironicamente, os CTT não usam Multibanco, excepto em algumas (muito raras!) estações de correio. Uma vez perguntei porquê. Eles responderam que não conseguiam chegar a acordo com a SIBS àcerca das comissões. E para vender uns selos não compensava…
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E, recentemente, também passaram a ser operador de email privilegiado do Estado para receber as notificações electrónicas. Ora bem. Olhemos bem para isto. Uma entidade que já é do Estado, que está presente em todas as terriolas do país (Continente e Ilhas) — mas que estende a sua rede para fora dos seus balcões via PayShop. Todos os balcões, próprios e de terceiros, estão interligados informaticamente. Tem um operador móvel. Gere uma quantidade estupidificante de dinheiro que passa pela sua rede de balcões, e, além disso, emite «produtos bancários». 
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Na realidade, muito antes de haver computadores nos bancos portugueses, já se podia enviar dinheiro pelos CTT: o vale postal existe há eternidades. Não são, pois, uns «novatos» a transferir dinheiro entre pontos remotos: já o faziam muito antes dos bancos saberem como. Ironicamente, no século XIX, os bancos usavam os CTT para transferir dinheiro via telégrafo instantaneamente: os CTT foram a primeira rede Multibanco do país para transferências bancárias…
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Eu, se fosse o Vítor Gaspar, é claro que preferia usar os CTT, que já tenho de suportar em Orçamento de Estado de qualquer das formas (mas que já é uma entidade lucrativa, logo, ganho mais com os CTT do que coloco dinheiro neles!) e tenho controlo absoluto sobre a direcção do mesmo. Com os CTT não preciso de «negociar» ou de assumir uma posição «subserviente» — mando um despacho e pronto. Sou eu, Vítor Gaspar (ou melhor, eu, Governo) que digo aos CTT o que deve fazer. E ninguém se pode opôr.
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Agora, humm, há apenas um pequeno probleminha. É que os CTT teriam de emitir cartões de pagamento e instalar terminais no Pingo Doce. Bem, nada mais fácil do que isso: o sistema PayShop é tão simples que o «cartão» é, nada mais, nada menos, do que uma sequência aleatória de caracteres alfanuméricos, que pode ser impressa numa folha de papel térmico. Terminais de pagamento? Ora essa, já têm a experiência de gerir uma rede de 4000. Pagamento por telemóvel? 
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Simples, já têm o seu próprio operador, e há muita flexibilidade em usar a rede deles para fazer «coisas malucas», que os outros operadores levam eternidades a discutir (sou suspeito, porque estive envolvido num projecto para fazer pagamentos de telemóvel a partir do Second Life, e conheço outro projecto semelhante para o PayShop — os CTT nunca se preocuparam muito com a «burocracia» para fazer estas inovações tecnológicas «aparecer do nada». Fazem e pronto).
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A única coisa que lhes falta é um alvará bancário. Tal como acontece em montes de outros países da Europa, onde os correios são quase sempre um banco. É natural que assim seja: movimentam balúrdios e estão sob a alçada do Estado. Por cá isso nunca aconteceu porque… os bancos não deixam. Se os bancos conseguissem acabar com os certificados de aforro, já tinham desaparecido há muito. Houve uma altura em que os CTT tentaram lançar alguns fundos de investimento, e a banca portuguesa caiu em cima e veio choramingar ao Governo a protestar pela «concorrência desleal». Os governos sucessivos sempre respeitaram essa choradeira e nunca fizeram mais nada. Os certificados de aforro só não desapareceram porque há centenas de milhares de portugueses que dependem deles para as suas poupanças.
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Mas, como disse, eu se fosse o Vítor Gaspar, na minha atitude de «eu não sou uma pessoa simpática», fazia apenas um sorriso amarelo e dizia:
— Eu não posso interferir no mercado livre. Talvez a SIBS seja um monopólio ou não, não sei; se é, a Autoridade da Concorrência que lide com o problema; eu não posso legislar àcerca do que a SIBS faz ou deixa de fazer. Mas posso, e devo, poupar os custos do Estado. Não tenho de andar a suportar os lucros da SIBS. Se tenho a minha própria rede paralela de transferência de dinheiro — e, note-se, as pessoas já pagam ao Estado através dos CTT, não é uma novidade! — então devo usá-la. No entanto, para agilizar o processo, vou conceder um alvará bancário aos CTT.
Imaginem o rosto dos bancários aflitos.
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Aí Vítor Gaspar olharia assim para o tecto, e, pausadamente, pensaria em voz alta: — Mas talvez não me fique por aí. Tenho tudo para tornar os CTT num PayPal (o nome até é parecido com o PayShop!): pagamentos por email. Ainda por cima, os CTT já fornecem email. Posso integrar com o Cartão de Cidadão em três tempos. Mas posso anunciar isto para o mundo todo, porquê ficar limitado a Portugal? 
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O PayPal goza de má reputação em certos círculos porque ninguém sabe quem os «controla». O nosso sistema terá o aval do governo português! E, já agora, que tal meter todos os produtos dos nossos parceiros num site tipo Amazon.com? Interligo isto tudo com o «novo» BancoCTT, um sistema de homebanking modernaço, acessível via uma aplicação a instalar nos telemóveis da Phone-Ix… coisas que as direcções do CTT andam a pensar há anos mas que ainda não implementaram. Mas basta um telefonemazinho para pôr tudo isto a andar…
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Aterrados, os banqueiros suplicam que não faça nada disso. Já de joelhos, imploram por clemência ministerial. Vítor Gaspar, no entanto, tem a mão no auscultador do telefone e ergueu-o. Mas reflecte ainda mais um pouco antes de fazer a chamada: — É verdade que a maioria dos portugueses não iria mudar de banco, claro. E depois há a questão de como é que me pagariam os impostos todos, se não fossem meus clientes no BancoCTT. Mas acabei de me recordar de uma coisa gira. Já nem me lembrava disso.
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É que a União Europeia proibiu as comissões sobre transferências bancárias intracomunitárias, e ainda por cima limitou o tempo a que bancos podem «ficar com o dinheiro» sem o transferir. Que chatice para vocês. É que todos os contribuintes poderão fazer os seus pagamentos por transferência bancária para o BancoCTT sem que vocês lhes cobrem um único tostão, e ainda por cima não lhes podem «atrasar» os pagamentos! E, inversamente, posso lançar os salários do BancoCTT para qualquer banco português, que também não me podem cobrar comissão por isso. 
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Que chatice; que grande chatice. Em vez de emitir uma referência Multibanco nos documentos das Finanças e da Segurança Social, emito um código PayShop, que qualquer português poderá pagar por transferência bancária sem pagar comissões a ninguém. Olha que chatice! Adeus pagamentos por Multibanco para o Estado. A polícia andará com terminais PayShop ligados ao Phone-Ix para receber as multas. Se calhar a minha próxima reunião vai ser com o Paulo Azevedo, com o Soares dos Santos, e o pessoal simpático da ANF. Eles não gostam de mim, mas actualmente ainda gostam menos de vocês… E lamento que vocês não possam fazer nada. A legislação europeia protege-me. Mesmo que quisesse não vos podia autorizar a cobrar-me comissões. Mas, sabem, é um mercado livre, e eu por acaso também gosto de ganhar dinheiro, ou pelo menos de poupá-lo… 
.
Já a discar o número directo do Francisco de Lacerda, Presidente do Conselho de Administração dos CTT, os banqueiros agarram-se aos joelhos de Vítor Gaspar, prometendo que fazem tudo para que ele não avance com essa ideia terrível, que lançaria a SIBS na bancarrota e acabaria com o seu precioso monopólio.
— Tudo? Bem, podem fazer uma coisinha: revejam lá essa vossa ideia revolucionária de aumentarem as comissões sobre os pagamentos via Multibanco. Acho que se pensarem bem como gente crescida que julgo serem, verão que há de certeza alternativas. Eu sei que tenho alternativas para mim. Talvez queiram mandar uma nota de imprensa a dizer que estão a rever a vossa posição relativamente às comissões…
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De notar que nada do que disse acima é ficção científica  O Vítor Gaspar pode fazer isso; tem toda a tecnologia para substituir a rede Multibanco em pouco tempo. E se calhar nem precisa sequer de dar um alvará bancário aos CTT. O mais divertido de tudo é que nem sequer precisa de meter isto em prática: nesta altura do campeonato, um anúncio na imprensa de que o Governo português está a estudar montar a sua própria rede de pagamento de serviços, concorrente ao Multibanco, e baseada na infra-estrutura dos CTT, seria mais que suficiente para lhe dar a alavanca negocial de que precisa. 
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É que não se pode «lutar» contra os bancos, nem se pode legislar contra empresas privadas a agirem num mercado livre, mas pode-se assustar os monopólios ameaçando concorrer contra eles…