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terça-feira, 9 de abril de 2013

As capas dos jornais e as principais notícias de Quarta-feira, 10 de Abril de 2013.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Cartomante sacava milhares
Palmela: condenado a 19 anos
Bragança: acidente ‘trai’ ilegal
V. N. Gaia: agredida pelo marido
Porto: confusão no aeroporto
Loures: atropela mulher e foge
PSP: funcionária acusada

Capa do Público Público

Google abre loja online de música em Portugal
Passos Coelho deve integrar PS no Governo, diz Faria de Oliveira
Brasil e Portugal retomam preparativos para Cimeira bilateral
PS critica Governo “sem força anímica” por atraso na substituição de Relvas
Sobrevivência dos media locais e regionais está ameaçada, afirmam representantes
Reformados recorrem aos tribunais fiscais contra a taxa de solidariedade aceite pelo TC
O sonho europeu do Málaga desfez-se aos 93 minutos

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Google alarga serviço de compra de música a Portugal
Portugal a meio da lista no bem-estar das crianças
Baleias avistadas na costa algarvia
Detido por sequestro de ex-namorada fica em liberdade
A fraude e a barafunda
Maturidade, sim, é do que precisamos
Marinho Pinto recusa comentar queixa da Associação dos Juízes contra si

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Álvaro Amaro aguarda ação cautelar "com tranquilidade"
Eleitos pelo Movimento 5 Estrelas ocupam Parlamento italiano
Família do Mali comeu camelo oferecido a Hollande
Google Play Music chega a Portugal
Vaticano pirateia filmes "porno" na Net
UTAD e IPB são segredo para fixar os jovens em Trás-os-Montes
Irina explosiva em nova campanha de moda

Capa do i i

Reitores demarcam-se de críticas de Sampaio da Nóvoa e escrevem a Crato
Entidade de Contas promete intensificar fiscalização em ano de autárquicas
Imagem da Barbie sem maquilhagem faz furor na internet
Ryan Gosling assume paixoneta adolescente por Britney Spears
Sobreviviência dos media locais e regionais está ameaçada, afirmam representantes
Candidato à ANF diz que grande desafio “é sobrevivência das farmácias”
Acesso à universidade deve basear-se no mérito, diz António Barreto

Capa do Diário Económico Diário Económico

A ditadura de Gaspar
A Dama de Ferro não mora aqui
Os impostos e a competitividade do País
Passos e Portas negoceiam remodelação
Governo e ‘troika’ discutem cortes máximos de 3.800 milhões
Universidades e centros de saúde preocupados com proibição nos gastos
“Estou na disposição de rasgar o acordo tripartido”

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Eleitos pelo Movimento 5 Estrelas ocupam parlamento italiano
Seguro pirou de vez?
Nicolás Maduro promete subir 45% do salário mínimo se vencer as eleições venezuelanas
A UE, a austeridade e a democracia
A falta que a França faz
Uma epidemia na China
O assalto ao Palácio de Inverno

Capa do Oje Oje

Lagardère vende participação de 7,4% no EADS
Empresas chinesas falham 34 mil milhões em ofertas no setor mineiro
Volkswagen atinge vendas recorde no primeiro trimestre
Billabong estuda oferta liderada pela Sycamore
C&W e Worx colocam Beckman Coulter no Parque Suécia
África tem mais de 136 mil milhões em fundos soberanos
Prime Yield MZ reforça serviços em Moçambique

Capa do Destak Destak

Sobe para 37 número de mortos em sismo no sul do Irão
Fronteira entre a Coreia do Norte e a China fechada a turistas -- responsável chinês
Eleições gerais na Malásia convocadas para 05 de maio
Alterações ao Código da Estrada discutidas hoje no parlamento
Número de mortos devido ao vírus da gripe aviária H7N9 na China sobe para nove
Principais bolsas da Ásia em alta, preços do petróleo em baixa
Excedente comercial da China somou 32,91 mil milhões de euros até março

Capa do A Bola A Bola

Salvio entusiasmado com a Champions
Dez punidos com um jogo
Paulo Fonseca na linha da frente para a sucessão de Peseiro
«Suspeitamos de Platini» - Joaquín
Matic no radar da Juventus
Cláusula afasta Insúa da Luz
Phil Neville deixa Everton no final da época

Capa do Record Record

Intercâmbio vem de longe
Helton: «Minoria não percebe que há adversários»
Março ainda não foi pago
Benítez assume mudanças diante do Rubin Kazan
Acidente envolve Kuca e Tijane
Mozer: «Por mim voltava a treinar já!»
Aníbal Capela: «Fiz uma boa aposta»

Capa do O Jogo O Jogo

"Espero que o Real chegue à final"
"Sempre que ganhei a Drogba, venci a Champions"
Pepe admite dez minutos de desorientação
Djokovic em dúvida para Monte Carlo
"Isto não é futebol, é racismo"
"Acho que preciso de ir ao médico"
"Meteram-nos na área a empurrões e cotoveladas"

A "POCILGA" DO VATICANO


A HISTÓRIA SECRETA DA RENÚNCIA DE BENTO XVI" por Eduardo Febbro



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Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção. A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.

Eduardo Febbro - Carta Maior

Paris - Os especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o Papa Bento XVI decidiu renunciar em março passado, depois de regressar de sua viagem ao México e a Cuba. Naquele momento, o papa, que encarna o que o diretor da École Pratique des Hautes Études de Paris (Sorbonne), Philippe Portier, chama “uma continuidade pesada” de seu predecessor, João Paulo II, descobriu em um informe elaborado por um grupo de cardeais os abismos nada espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro. O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios a frente das instituições religiosas.

Muito longe do céu e muito perto dos pecados terrestres, sob o mandato de Bento XVI o Vaticano foi um dos Estados mais obscuros do planeta. Joseph Ratzinger teve o mérito de expor o imenso buraco negro dos padres pedófilos, mas não o de modernizar a igreja ou as práticas vaticanas. Bento XVI foi, como assinala Philippe Portier, um continuador da obra de João Paulo II: “desde 1981 seguiu o reino de seu predecessor acompanhando vários textos importantes que redigiu: a condenação das teologias da libertação dos anos 1984-1986; o Evangelium vitae de 1995 a propósito da doutrina da igreja sobre os temas da vida; o Splendor veritas, um texto fundamental redigido a quatro mãos com Wojtyla”. Esses dois textos citados pelo especialista francês são um compêndio prático da visão reacionária da igreja sobre as questões políticas, sociais e científicas do mundo moderno.

O Monsenhor Georg Gänsweins, fiel secretário pessoal do papa desde 2003, tem em sua página web um lema muito paradoxal: junto ao escudo de um dragão que simboliza a lealdade o lema diz “dar testemunho da verdade”. Mas a verdade, no Vaticano, não é uma moeda corrente. Depois do escândalo provocado pelo vazamento da correspondência secreta do papa e das obscuras finanças do Vaticano, a cúria romana agiu como faria qualquer Estado. Buscou mudar sua imagem com métodos modernos. Para isso contratou o jornalista estadunidense Greg Burke, membro da Opus Dei e ex-integrante da agência Reuters, da revista Time e da cadeia Fox. Burke tinha por missão melhorar a deteriorada imagem da igreja. “Minha ideia é trazer luz”, disse Burke ao assumir o posto. Muito tarde. Não há nada de claro na cúpula da igreja católica.

A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi uma operação sabiamente montada cujos detalhes seguem sendo misteriosos: operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI à renúncia e colocar em seu lugar um italiano na tentativa de frear a luta interna em curso e a avalanche de segredos, os vatileaks fizeram afundar a tarefa de limpeza confiada a Greg Burke. Um inferno de paredes pintadas com anjos não é fácil de redesenhar.

Bento XVI acabou enrolado pelas contradições que ele mesmo suscitou. Estas são tais que, uma vez tornada pública sua renúncia, os tradicionalistas da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo Monsenhor Lefebvre, saudaram a figura do Papa. Não é para menos: uma das primeiras missões que Ratzinger empreendeu consistiu em suprimir as sanções canônicas adotadas contra os partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre e, por conseguinte, legitimar no seio da igreja essa corrente retrógada que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de ultradireita do mundo.

Bento XVI não foi o sumo pontífice da luz que seus retratistas se empenham em pintar, mas sim o contrário. Philippe Portier assinala a respeito que o papa“se deixou engolir pela opacidade que se instalou sob seu reinado”. E a primeira delas não é doutrinária, mas sim financeira. O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que surgiram no último ano têm a ver com as finanças, as contas maquiadas e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise atual.

Em setembro de 2009, Ratzinger nomeou o banqueiro Ettore Gotti Tedeschi para o posto de presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano. Próximo à Opus Deis, representante do Banco Santander na Itália desde 1992, Gotti Tedeschi participou da preparação da encíclica social e econômica Caritas in veritate, publicada pelo papa Bento XVI em julho passado. A encíclica exige mais justiça social e propõe regras mais transparentes para o sistema financeiro mundial. Tedeschi teve como objetivo ordenar as turvas águas das finanças do Vaticano. As contas da Santa Sé são um labirinto de corrupção e lavagem de dinheiro cujas origens mais conhecidas remontam ao final dos anos 80, quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o arcebispo norteamericano Paul Marcinkus, o chamado “banqueiro de Deus”, presidente do IOR e máximo responsável pelos investimentos do Vaticano na época.

João Paulo II usou o argumento da soberania territorial do Vaticano para evitar a prisão e salvá-lo da cadeia. Não é de se estranhar, pois devia muito a ele. Nos anos 70, Marcinkus havia passado dinheiro “não contabilizado” do IOR para as contas do sindicato polonês Solidariedade, algo que Karol Wojtyla não esqueceu jamais. Marcinkus terminou seus dias jogando golfe em Phoenix, em meio a um gigantesco buraco negro de perdas e investimentos mafiosos, além de vários cadáveres. No dia 18 de junho de 1982 apareceu um cadáver enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres. O corpo era de Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano. Seu aparente suicídio expôs uma imensa trama de corrupção que incluía, além do Banco Ambrosiano, a loja maçônica Propaganda 2 (mais conhecida como P-2), dirigida por Licio Gelli e o próprio IOR de Marcinkus.

Ettore Gotti Tedeschi recebeu uma missão quase impossível e só permaneceu três anos a frente do IOR. Ele foi demitido de forma fulminante em 2012 por supostas“irregularidades” em sua gestão. Tedeschi saiu do banco poucas horas depois da detenção do mordomo do Papa, justamente no momento em que o Vaticano estava sendo investigado por suposta violação das normas contra a lavagem de dinheiro. Na verdade, a expulsão de Tedeschi constitui outro episódio da guerra entre facções no Vaticano. Quando assumiu seu posto, Tedeschi começou a elaborar um informe secreto onde registrou o que foi descobrindo: contas secretas onde se escondia dinheiro sujo de “políticos, intermediários, construtores e altos funcionários do Estado”. Até Matteo Messina Dernaro, o novo chefe da Cosa Nostra, tinha seu dinheiro depositado no IOR por meio de laranjas.

Aí começou o infortúnio de Tedeschi. Quem conhece bem o Vaticano diz que o banqueiro amigo do papa foi vítima de um complô armado por conselheiros do banco com o respaldo do secretário de Estado, Monsenhor Bertone, um inimigo pessoal de Tedeschi e responsável pela comissão de cardeais que fiscaliza o funcionamento do banco. Sua destituição veio acompanhada pela difusão de um “documento” que o vinculava ao vazamento de documentos roubados do papa.

Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção. A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. Nada muito diferente do mundo no qual vivemos: corrupção, capitalismo suicida, proteção de privilegiados, circuitos de poder que se autoalimentam, o Vaticano não é mais do que um reflexo pontual e decadente da própria decadência do sistema.

Tradução: Katarina Peixoto

KAOS:Loucura





vitor gaspar cavaco silva arrancar dente
O País até pode estar a necessitar de um tratamento que certamente não é este que este governo lhe receitou que só está a matar o doente ainda mais rapidamente. E, poder-se-ia dizer que o erro está só no diagnóstico ou na terapêutica escolhida, mas na realidade esta gente fá-lo propositadamente e pior com prazer e sadismo. O país pode estar com uma cárie, mas não há necessidade de, com prazer,  lhe arrancar o queixo só porque alguns lhe querem ficar com os dentes.

KAOS:A saga continua




vitor gaspar maos de tesoura e a arvor das patacas
Felizmente há algum tempo que me deixei de assistir a noticiários nas nossas televisões por uma questão de sanidade mental, mas hoje, nem sei porquê resolvi sentar-me em frente ao televisor e carregar no botão. Fiquei completamente horrorizado com a campanha a que assisti.
Desde a chantagem dos nossos "amigos" europeus que ameaçam cortar com o dinheiro, ao arrebanhar de comentadores, uns para criticarem o Tribunal Constitucional por ter cumprido com a sua função de fazer respeitar a lei inscrita na Constituição,  outros para nos mostrarem já onde o governo vai obrigatoriamente ter de cortar, na saúde, na educação e na segurança social, com a sugestão de milhares de despedimentos na função pública.
Eram 2 mil milhões aqui, mais 700 milhões acolá, mais 1500 milhões noutro lado, mais mil milhões por todo lado. Aquilo somado dava muitos milhares de milhões sem haver quem dissesse que o Tribunal Constitucional só cortou 1300 milhões.
Se fizerem todos os cortes que foram anunciando vamos ser um país riquíssimo heio de gente sem um pão para comer. É que nos jornais os cortes já se transformam em mais impostos e o IRS para os funcionários públicos vai subir.
É um fartar vilanagem. Mas não refilem, tenham medo porque já paira a ameaça de não haver dinheiro para pagar os salários de Abril (a próxima tranche de ajuda só estava prevista chegar em Maio), Este país entrou em loucura e a comunicação social já está a fazer a cabeça das pessoas para a inevitabilidade, para aguentarem e calarem.
Ah, e afinal o tal relatório do FMI, a dizer aquilo que o governo pediu para lá vir escrito e que era só um estudo, uma achega ao debate da "refundação do estado" agora já é a Bíblia dos próximos tempos e há que começar a cumprir com os seus mandamentos. 
Mais gente para o desemprego, mais cortes nos salários, nos subsídios, aumento das taxas moderadoras, das propinas, dos horários de trabalho, da idade da reforma e sei la´que mais. Ah, e para a semana troika vem de novo a Portugal entregar mais um caderninho de exigências e medidas e quem sabe um segundo resgate. Realmente não somos a Grécia mas alguém me vai ter de explicar a diferença que não seja um ano de atraso na rota da miséria.
O Bastonário da Ordem dos Médicos já veio avisar que se houver mais cortes na saúde há o perigo de começarem a morrer mais gente nos hospitais por falta de condições. A Troika mata e tudo em nome do lucro, dos mercados.
Num país onde o Mexia da EDP ganha 8500 euros por dia e onde o tal bandalho do Ulrich, veio dizer que os portugueses aguentam, a pergunta a fazer.
Vamos mesmo aguentar ou vamos dizer basta? vamos ficar parados a assistir a mais esta vergonha? Vamos ficar à espera que alguém se lembre de convocar mais uma manifestação para daqui a uns meses?