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quarta-feira, 24 de abril de 2013

INSTITUTO DE ODIVELAS - VIDEO

Video feito pelas atuais alunas do
IO ( Instituto de Odivelas )
Amigos/as
Já conseguimos levar à Assembleia a petição pela "continuidade dum colégio com 113 anos"  (foi o meu colégio durante 7 anos)
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Visualizem e divulguem, por favor




ADSE



UM PEQUENO ESCLARECIMENTO A TODOS  OS NÃO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS 
 
"Ora bem, para responder à pergunta como te sentes hoje Alexandra, começo por dizer que me sinto f...da vida (o que começa a ser hábito). De facto, argumentos não faltam, todos os dias um diferente, que é para a malta não enjoar!!
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Assim, vamos ao argumento do dia, a já famosa, quanto mais não seja pela sua natureza absolutamente estúpida, discussão acerca da extinção, ou não, da ADSE.
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Do que tenho ouvido, e tenho de facto ouvido de tudo um pouco, e daqueles comentários que não merecem sequer resposta, não posso, contudo, deixar de responder alguma coisa, na esperança, com certeza vã, de esclarecer algumas mentes confusas (hoje estou dada a eufemismos), que, para além de não saberem do que falam (mas ainda assim o fazem), tentam, sem sucesso dos seus argumentos, esconder aquilo que realmente são, ou seja, mesquinhos, invejosos, maldizentes, mas, acima de tudo, ignorantes!
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E como deveria falar quem do que fala sabe, dei-me ao trabalho de pesquisar e perguntar a quem de facto sabe, antes de escrever este relambório.
Posto isto cá vai:
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Ouvi (várias vezes) que o desgraçado do trabalhador privado desconta 11% do seu salário para o SNS enquanto o afortunado (fdp) funcionário publico desconta uns míseros 1.5% para a ADSE, usufruindo assim, por muito menos, de todo um conjunto de regalias na área da saúde que não estão ao dispor do trabalhador privado, sujeito às contingências (desastrosas) do SNS.
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Bom, nunca a expressão "misturar alhos com bugalhos" fez tanto sentido!!
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Assim sendo, vamos ao esclarecimento:
O trabalhador privado desconta 11% do seu salário para o Instituto de Gestão Financeiro da Segurança Social, dos quais, 10% são para o Fundo Nacional de Pensões (a reformazinha que todos querem) e 1% para o Fundo de Garantia Salarial e para o Fundo de Desemprego. E assim se explica a razão pela qual a entidade patronal só desconta 10%, uma vez que não tem direito a fundo de desemprego.
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O (fdp) funcionário público desconta 1.5% para a ADSE, um subsistema de saúde sem fins lucrativos, e 11% para a Caixa Geral de Aposentações (lá está, a reformazinha que todos querem) Contas feitas, o (fdp) funcionário público desconta 12.5% do seu salário, face aos 11% do trabalhador privado
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Mas, para sermos justos neste esclarecimento, vamos retirar da discussão o desconto para a ADSE e ficamos assim com descontos equiparados para os mesmos fins, ou seja, 11% para a reformazinha que todos querem. E o SNS (também conhecido por Sistema Nacional de Saúde), onde fica no meio disto?
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Pois bem, o SNS é financiado através do Orçamento Geral do Estado, que, como todos sabem, ou deveriam saber, é GRANDEMENTE financiado pelos impostos dos portugueses, que por acaso, mas apenas por mera coincidência, são também (para não dizer quase todos), dos (fdp) funcionários públicos.
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Chegamos assim à conclusão que o (fdp) funcionário público não só desconta para ter um subsistema de saúde que lhe permita alguma qualidade na área da saúde, como também paga para que aqueles que não tendo ADSE, ou qualquer outro do género, tenham um SNS.
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Ainda ontem ouvi no fórum da TSF um trabalhador privado falar do alto da sua indignação que se levantava as 4 da manha para ir para o centro de saúde para ter direito a uma consulta, que morava no centro da capital(!!!!, isto fazia parte da indignação, porque dizia o sr., não morava atrás do sol posto, mas sim na capital da nação, sim porque até se aceita que quem mora atrás do sol posto se levante às 4 da manhã para ir ao centro de saúde, o que se torna absolutamente inaceitável é que tal aconteça aos residentes no centro da capital da nação), e que não tinha médico de família atribuído, e mais uma carrada de desgraças, tudo porque na sua qualidade de trabalhador privado, e depois de descontar 11% do seu salário, não tinha ADSE ou qualquer outra regalia que lhe permitisse deslocar-se a outro local que não ao centro de saúde e, forçosamente, usufruir dos bons ofícios do SNS.
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Bom, a questão dos descontos estará por esta altura, espero eu, devidamente esclarecida, mas ainda assim, para que não se alegue mais tarde uma profunda ignorância na matéria, os trabalhadores privados não descontam para o SNS, pelo menos directamente. Indirectamente, TODOS os portugueses financiam o SNS através dos seus impostos. E aí caro sr e outros ignorantes do género, é só fazer as contas e ver, no final da matemática, quem mais contribui afinal para o SNS.
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Encerrado este assunto, apraz-me ainda um outro comentário, a título de resposta ao sr em causa e a todos os ignorantes do género, acabem com a ADSE e todos os sub sistemas de saúde e vão ver a fila aumentar!!! E como a grande maioria dos (fdp) dos funcionários públicos residirá nos grandes centros urbanos e não atrás do sol posto, o melhor será começar a pôr o despertador para as 2 da manhã.
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A sorte será que alguns dos (fdp) dos funcionários públicos optarão por fazer seguros de saúde privados e assim substituir a ADSE (associação sem fins lucrativos, directamente vinculada ao Estado) por outro qualquer subsistema chamado MEDIS ou outro qualquer (associação com fins lucrativos, directamente ligada às seguradoras e aos bancos), contribuindo assim, sem dúvida, para o aumento da riqueza…de alguns (basicamente, dos mesmos de sempre).
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Quanto ao SNS, esse permanecerá como sempre, precário e abandonado à sua má sorte, com a diferença de que passará a ter mais utentes, que engrossarão as fileiras dos desesperados das listas de espera desesperada.
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E pronto, para os que estoicamente resistiram até ao fim, espero ter ajudado."
POR ALEXANDRA FERNANDES
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À MARGEM: Eu sou um fdp de um funcionário público, reformado, a viver no estrangeiro e o cartão da ADSE não me vale nada e se não tiver dinheiro para pagar ao hospital estou fodido e sujeito-me, como fdp, a ir desta para os anjinhos.  Devolve-me a ADSE umas miolas daquilo que eu paguei no hospital para ser tratado. Quando se nasce num país sem pão e de merda todos ralham sem razão nenhuma...!!! - José Martins

KAOS:Da maior colecção de gangsters da história



isaltino morais gangster inc
Se desejarem oferecer um prenda aos vossos filhos neste 25 de Abril, dia em que se celebra o fim de uma ditadura, este boneco do Isaltino pode ser uma boa opção. Trinta e nove anos depois ainda conseguimos, pelo menos, que não haja presos políticos mas já conseguimos que haja um político preso e isso pode ser um bom exemplo para o futuro. Não sei é se teríamos prisões para todos os que andam a roubar o país e os portugueses.
 P.S. Será que ele vai transferir o Gabinete da Presidência da Câmara para a prisão de Caxias?

Isto não é on Dubai é a Assembleia da República


 

Um jornalista tomou pequeno-almoço, almoçou, lanchou, jantou, e apanhou uma bebedeira por apenas 13,30 € no Bar/Restaurante da Assembleia da República

 

Publicado em 17 Abril 2013, 11:35
Isto não é o Dubai é a Assembleia da República
A propósito de uma tabela de preços do bar da AR (Assembleia da República), postada ontem na página do facebook da Maior Tv, um comentário de um dos nossos leitores lançou-me o desafio. Escreveu ele: “gostava era de saber como é que ainda há pessoas que acreditam nisto!!!! Percam tempo com coisas concretas e inventem menos!!”

Pois bem, seguindo o conselho deste nosso leitor, vamos então “perder” um pouco do nosso tempo com coisas sérias.

Consta do Orçamento da AR para este ano (publicado em Diário da República) a rubrica: “Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria - 960.850,00” (quase 1 milhão de euros). Prevendo-se a receita de 260 mil euros proveniente da venda de senhas de refeição. Isto é: tendo em conta o preço de custo, as receitas não ultrapassam os 30 por cento, o que equivale a uma venda abaixo de custo na ordem dos 70 por cento.

Mas pior do que isto, é o facto de ser o povo português a pagar a diferença que existe entre os 260 mil e os 960 mil euros.

Para que não restem dúvidas, o povo português paga cerca de 700 mil euros/ano para que os deputados da AR comam e bebam do melhor.

Segundo o caderno de encargos, no refeitório terá de ser servido:
Sopa: normal e dieta (obrigatoriamente elaborada com base em vegetais frescos e/ou congelados, sendo proibido o uso de bases pré-preparadas. São admissíveis sopas com elementos proteicos uma vez por semana – sopa de peixe, canja de galinha, etc.).

Carne, peixe, dieta, opção, Bitoque. Pão, integral ou de mistura; Salada; Sobremesas incluindo, no mínimo, 4 variedades de fruta e 4 de doces/bolos/sorvete, além de maçã assada e salada de frutas.

Exige ainda o caderno de encargos, uma mesa com complementos frios (saladas), com no mínimo 8 variedades entre as quais se incluem, obrigatoriamente, tomate, alface e cenoura, além de molhos e temperos variados.

Uma mesa com um prato vegetariano e mais 4 componentes quentes vegetarianos (cereais, leguminosas e legumes).

Sobre os ingredientes é exigido o seguinte:
Café: “O café para serviço nas Cafetarias deverá ser de 1ª qualidade, em grão para moagem local, observando lotes que incluam um mínimo de 50% de “arábica” na sua composição”.
Bacalhau: “O Bacalhau deverá ser obrigatoriamente da espécie Cod Gadusm morhua. Pode apresentar-se seco para demolha, fresco ou demolhado ultracongelado, observando-se como tamanho mínimo 1 Kg (“crescido”), para confecções prevendo “desfiados” (à Brás, com natas ou similares) ou 2 Kg (“graúdo”) para confecções “à posta”.

Carnes de Aves: “Peru (inteiro em carcaças limpas com peso superior a 5 Kg, coxas, bifes obtidos exclusivamente por corte dos músculos peitorais). Frango (inteiro em carcaças limpas com peso aproximado 1,2 Kg, coxas e antecoxas, bifes obtidos exclusivamente por corte dos músculos peitorais).

Agora vamos aos preços
Um jornalista meu amigo tomou pequeno-almoço, almoçou, lanchou, jantou, e apanhou uma bebedeira por apenas 13,30 € no Bar/Restaurante da AR.
Recorde-se que as refeições escolares no ensino básico atingem os 3,80 euros. O jornalista comparou os preços do bar da Assembleia da República frequentado por deputados e ministros, e ficou abismado.

Eram 8 da manhã. O jornalista pediu um café e um bolo de arroz, afim de tomar o pequeno-almoço, tendo pago 15 cêntimos, 5 do café e 10 do bolo.

Vendo ali “mama da grossa”, o jornalista bebeu 10 (Dez), repito 10 minis, tendo pago apenas 1 euro, (pois cada mini custa apenas 10 Cêntimos)!

A meio da manhã, o jornalista “mamou” um gin Bombay Sapphire (1,65 euros), e já perto do Almoço um vodka Eristoff (1,50 euros), para abrir o apetite.

Ao almoço, o jornalista comeu gambas, camarão tigre, lavagante, sapateira, queijo da Serra, presunto de Barrancos, garoupa e bife do lombo, regado com Palácio da Bacalhoa, por 3 euros!

Depois e para rematar um whisky Famous Grouse, que custou (2 euros).

Já de tarde solicitou uma garrafa de champanhe Krug (3 euros a garrafa) e caviar beluga (1 euro).

O jornalista passou a tarde no bar da AR, rodeado das deputadas Rita Rato (PCP), Francisca Almeida (PSD), Ana Drago e Marisa Matias do (BE).

Assim, por tudo isto, o meu amigo jornalista gastou qualquer coisa como13,30 €uros, num pequeno-almoço, almoço de marisco, com entradas de queijo da serra, presunto e caviar, com vinho do Palácio da Bacalhoa, e pelo meio alternadamente bebeu whisky, vodka e gin, rematando com champanhe Krug.

Obviamente saiu com uma piela de caixão à cova, mas que foi barato lá isso foi...

Agora sim, acabamos de perder um pouco do nosso tempo com coisas sérias.

Vítor Santos

Sindicato dos trabalhadores consulares quer reapreciação de diploma sobre regime laboral



  Número de Documento: 16048534

  Lisboa, Portugal 24/04/2013 15:32 (LUSA)
  Temas: Política, Diplomacia, Sociedade


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Lisboa, 24 abr (Lusa) – O sindicato dos trabalhadores consulares vão pedir a reapreciação no parlamento do decreto-lei que define o novo regime laboral dos funcionários externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, publicado a 05 de abril, disse hoje um responsável da estrutura sindical.
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“Nós estamos em regime de diligências junto dos parlamentares para que recorram, bastam dez deputados requererem o processo de reapreciação”, disse Jorge Veludo, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).
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Veludo lembrou que um decreto-lei é um instrumento legal feito sob a autorização da Assembleia da República e que, após a sua publicação, pode ser reapreciado pelo parlamento, podendo ser alterado ou confirmado.
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O regime jurídico-laboral dos funcionários externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), que foi negociado pelo Governo com o STCDE, entra em vigor a 01 de maio.
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“Houve uma negociação em torno do decreto-lei que consagra o novo estatuto profissional, um processo que correu razoavelmente bem, mas houve pontos que, desde logo, não chegámos a acordo”, declarou o sindicalista.
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Segundo Jorge Veludo, um deles é o regime de horário de trabalho das residências dos embaixadores, no qual “o Governo pretende impor 44 horas semanais, o que contraria convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho)”.
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“Outra questão em que não se chegou a acordo foi o regime de feriados”, indicou. O Governo propôs inicialmente como feriados fixos a gozar pelos trabalhadores o 10 de junho e o 25 de dezembro, acrescentando posteriormente o 25 de abril, deixando ao chefe de cada posto a decisão de optar pelo gozo de feriados portugueses ou dos países onde está localizado o posto, até um total de nove.
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“Aquilo que nós consideramos que seria pertinente, para não termos um privilégio de gozar mais dias livres que os demais trabalhadores, seria continuar a gozar todos os feriados portugueses e locais, compensando em horas de trabalho o número de feriados que excedesse o estabelecido pela lei portuguesa”, indicou.
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“O Governo, já depois de pedir autorização legislativa à Assembleia da República para fazer o decreto-lei, alterou algumas coisas que nos parecem complicadas”, sublinhou.
O sindicalista referiu que o decreto-lei não garante as compensações pelas variações cambiais ou dos processos de inflação nos países onde estão alocados os funcionários externos do MNE, podendo agravar substancialmente os rendimentos dos trabalhadores.
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“Há ainda, além destas questões do decreto-lei, diplomas complementares que não estão ainda publicados, decretos regulamentares sobre as estruturas retributivas e diversas portarias, sendo que uma delas diz respeito ao seguro de saúde dos países nos quais (os funcionários) não tenham acesso ao seguro de saúde nos termos das leis locais”, sublinhou.
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O sindicalista disse que estão “em processo negocial relativamente a um acordo coletivo de trabalho sobre horários, porque a lei remete, quando em trabalho em função pública, a regulamentação e a aplicação de horários e diversas modalidades para acordo coletivo e esse processo ainda não está concluído”.
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“Há ainda o processo de revisão do estatuto profissional dos colegas dos centros culturais do instituto Camões (…) Queremos ainda negociar com o instituto a revisão deste estatuto”, acrescentou.
CSR // VM
                 Lusa/Fim

"NÃO HÁ PORTUGUESES DE PRIMEIRA E DE SENGUDA"





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MEMORIAS DO TEMPO IDO 25 DE ABRIL DE 1974


O homem põe e o destino dispõe.

Longe estaria eu de pensar que o 25 de Abril de 1974 iria, no futuro, modificar o meu viver. As revoluções são isto.Trazem felicidades a uns e miséria a outros. 
Não me acredito que os antigos e novos revolucionários fazem as revoluções pelo amor às cores da bandeira e ao próximo, executam-nas pelo amor a eles.  
O 25 de Abril de 1974, vivia em Salisbury (ex-Rhodesia) era uma quinta-feira e no dia seguinte, às cinco da tarde, a companhia de transportes, destinados à África do Sul, entregava-me um envelope com o avultado salário, semanal, um sábado e domingo à cabeça para o gozar no “Queens ou Elizabeth Hotel”,  na Manica Road, entre umas canecas de cerveja e moldado por jovens, apetitosas, raparigas de todas as étnias.  
Na frente e em cima de uma plataforma vistoriava o motor do camião gigante, de 26 rodas, acabado de regressar de madrugada da África do Sul, com um carregamento de 50  toneladas de areia, moida, para  fabricar vidro, quando se aproxima de mim o conterrâneo e mecânico, como eu, Bernardino Mendes a dar a novidade que em Portugal tinha acontecido uma revolução e deposto Marcelo Caetano.   
Nada de entusiasmo ou alegria pela “tal” caída ditadura, porque eu, o Bernardino e mais os 50 mil portugueses que na Rodésia eramos acolhidos, não batemos palmas porque viviamos excelentemente bem e nas tintas para a Revolução dos Cravos. Em suma: “estavamos a ´cagar´ para o 25 de Abril!”.  
Na Rodésia, antes do 25 de Abril, a paz era relativa (embora com alguma insurgência pela parte de grupos terroristas ligados à FRELIMO e COREMO, moçambicanos), circulava-se por todas as vias do país com segurança. 
O exército português conseguia segurar os “turras” do outro lado da fronteira, em Moçambique e aqueles que viessem disturbar a paz, eram severamente castigados, pela, pouco macia, tropa rodesiana. Entretanto os problemas para o Governo da Rodésia e para os portugueses viriam pouco depois do 25 de Abril de 1974. Ouvia-se o Rádio Club de Moçambique em toda a Rodésia e começou ouvir-se as vozes dos revolucionários Samora Machel e de outros “lacaios” ao serviço do comunismo de linha dura da União Soviética. 
Samora Machel o alcunhado de “peniqueiro” do hospital da cidade da Beira e ladrão de aneis que roubava aos mortos da capela mortuária do hospital, drogava milhares de moçambicanos no estádio de Lourenço Marques onde entre várias passagem do discurso do “bossal” se ouvia: “o povo vai deixar de viver nos quintais da cidade e ocupar os apartamentos, mas não levem o cabrito e o pilão; os alunos das escolas devem levar e mostrar ao professor 30 moscas mortas, para se eliminar as moscas em Moçambique e outras mais bacoradas de agitação das massas".  
Na Rodésia, cito no meu caso, os pretos que eram dóceis e obedientes dizem-nos, na oficina, a cada instante: “Samora Machel good, good!”. 
As emissões revolucionárias, radiofónicas, em vários dialetos, eram ouvidos por toda a Rodésia que inflamavam a população preta.   Os portugueses a viver na Rodésia estão apreensivos embora ainda confiados que continuariam a fazer ali suas vidas. Antes o Rádio Club de Moçambique que me servia para ouvir música portuguesa, o Zito, as Irmãs Muges e a Techa, passou a estar conectado 24 horas no carro e no apartamento. 
Havia portugueses vindos da cidade da Beira a 500 quilómetros de Salisbury que se hospedava nas pensões portugueses, Internacional, Beira e Coimbra traziam-nos más novas e os mais cépticos: “Moçambique terminou para os portugueses....”. 
Chegou o 7 de Setembro de 1974 e a Cimeira de Lusaka onde nela estão presentes Mário Soares, Almeida Santos, Samora Machel e o presidente da Zâmbia Kaunda e fica assente que a independência de Moçambique seria entregue à FRELIMO.   
A Rádio Club de Moçambique é tomada por um grupo de brancos patriotas, barricam-se e pedem auxílio aos emigrantes portugueses da África do Sul e da Rodésia que sigam para Lourenço Marques e os ajudem. 
Tem início o terrível “massacre” dos portugueses que se colocam em fuga para atingirem a fronteira de Ressano Garcia, África do Sul, várias famílias são queimadas dentro dos automóveis. 
Uns milhares de portugueses, fugidos à fúria da FRELIMO, chegam a Salisbury, atravessando, a fronteira a "salto" com a roupa do corpo. O Governo da Rodésia todos acolheu. Os emigrantes portugueses solidários com esta pobre gente.    
Dois dias antes da independência de Moçambique, faz escala no aeroporto de Salisbury um avião da TAP com presos, portugueses, das cadeias de Moçambique, transferidos para Portugal, pois temia-se que a FRELIMO os eliminasse.  
Depois da Independência de Mambique a Rodésia deixou de ser um país seguro e dá-se a debandanda dos portugueses. Ainda me conservei um ano, parti e o adeus a África depois de 16 anos. Comigo uma caixa de ferramenta de mecânico e mil dólares americanos, em "travel checks" a minha fortuna com que cheguei à Pátria onde tinha sido parido.  
Com 41 anos, alguma juventude e força de vontade para principiar nova vida e na minha mente: "A VIDA COMEÇA TODOS OS DIAS"
José Martins
25 de Abril de 2013 

 

A Frase



Olho para os rostos destes que nos têm governado e não reconheço neles qualquer semelhança com os nossos rostos comuns. Observem bem: abreviados, ausentes. As sombras que neles poisaram são repintadas de vigílias tétricas em que se arredaram o bater comovido do coração humano e o pulsar da mais escassa ternura. Como conseguem viver nesta miséria de fazer mal, de nos fazer mal? Têm-nos extorquido tudo e ainda querem mais, numa obscura vingança, cujo propósito decidido e inclemente é o de nos tornar infelizes.
Baptista-Bastos, Diário de Notícias

HISTÓRIA EM 4 QUADROS