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quinta-feira, 16 de maio de 2013

As capas dos jornais e as principais notícias de Sexta-feira, 17 de Maio de 2013.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Lisboa: choque em cadeia
Leiria: ferido à facada pelo rival
Cartaxo: ambulância despista-se
Portas: incompatível com a taxa
Meia Praia: golfinho morre
Albufeira: funeral de pescador
EN125: colisão limita circulação

Capa do Público Público

Álvaro Santos Pereira defende "baixa substancial de IRC" mas sem falar em datas
Windows Phone é o que mais cresce e alcança terceiro lugar
“Os que nos representam e deviam olhar para o povo português, não olham”, critica Soares dos Santos
Portas: “Sou politicamente incompatível com TSU dos pensionistas"
Queixas contra serviços de saúde baixam pela primeira vez
Absolvidos militantes do PCP que pintaram inscrições nas Monumentais de Coimbra
Oposição acusa maioria de não querer jovens conscientes da Constituição

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Da equidade e do karma
É mau terem partido. E péssimo voltarem
IPO entre os piores na resposta a cirurgia
Neve fecha estradas de acesso ao maciço central da Serra da Estrela
Professores fazem greve ao exame de Português
Neve cai na Serra da Estrela a um mês do verão
Comboio direto entre Porto e Vigo a 1 de julho

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Professor de Sernancelhe acusa pai de agressão
Tapetes 5 estrelas para a Dior e Louis Vuitton
PSD e CDS podem chegar a quase uma centena de alianças
Votação renhida para coadoção gay
Aluna diz ter sido agredida por professora
Nintendo acusada de homofobia
Deram alta a emigrante ilegal sem osso do crânio

Capa do i i

Capa do Diário Económico Diário Económico

Para que serve o Conselho das Finanças Públicas?
Uma crise diferente das outras
Siderurgia, industrialização e electricidade
O biombo
Siderurgia Nacional ameaça despedir 750 trabalhadores
Reforma do Estado pode afinal não ter folgas
Caixa Seguros admite vender negócio Vida separado do Não Vida

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Manuela Ferreira Leite não acredita que troika tenha imposto as novas medidas para os pensionistas
Banco Mundial: Países em desenvolvimento vão deter metade do capital mundial em 2030
Lusodescendente Ernest Moniz é novo secretário norte-americano da Energia
Fuga aos impostos no Reino Unido: documentos comprometem Google
Dívida das empresas rende até 8% aos pequenos investidores
Liquidação do BPP já recuperou 330 milhões
Grupo Elevo arranca com 70% da actividade fora de Portugal

Capa do Oje Oje

Tráfego de dados sobe lucro da Cisco
Panasonic limita impacto do iene com o exterior
Fiat equaciona mudar sede para os EUA
Dongfeng inicia consolidação do mercado auto na China
Pedro Soares dos Santos: "Temos de antecipar e evitar a diluição da identidade do grupo Jerónimo Martins”
China: Cresce apetite pelo “made in Portugal”
Cartilha para investir na China

Capa do Destak Destak

Dois dissidentes vietnamitas condenados até oito anos de prisão por propaganda contra o Estado
Australiano condenado a 45 anos de prisão pela morte de indiana
Human Rights Watch denuncia tortura levada a cabo pelo regime sírio
Pelo menos 33 mortos devido ao mau tempo no sul da China
Presidente do Peru promulgou lei para combater a obesidade infantil
Enviado japonês reuniu-se com o número dois do regime norte-coreano
Coreógrafo australiano alega ter sofrido abusos sexuais de Michael Jackson

Capa do A Bola A Bola

Tudo por tudo por Vítor Oliveira
Tikito para o lugar de Roberge
Eleições marcadas para o próximo dia 25
Profunda remodelação no plantel
Tottenham prepara-se para melhorar contrato de Gareth Bale
Adepto de 11 anos invade festa do Chelsea (com vídeo)
Raul Meireles novamente tramado pelas imagens (vídeo)

Capa do Record Record

AG continua prevista para 31
Maxi e Jardel regressam
Angolanos na Academia
Oriental: Um exemplo de paixão por uma causa eterna
Antunes pode valer jackpot
Serginho vai a jogo
México: Caixinha precisa de milagre para chegar à final

Capa do O Jogo O Jogo

João Pereira está na Dinamarca mas é campeão moldavo
UEFA tira um ano ao castigo do Málaga
Federer "passeou" e Nadal teve que suar
Valdés deixa já o Barça e segue... para o Mónaco
Garay orgulhoso com a equipa
A sensacional reviravolta de Marcos Freitas
Vagner não quer pensar só no empate

DO COLEGA "CANTIGUEIRO"


Para a peça completa clique em baixo

Mudar – Um acto de coragem!


O comissário europeu Lászlór Andor descobriu a pólvora! Diz o génio que uma forma de os trabalhadores contornarem o fenómeno do desemprego nos seus países... é estarem dispostos a ir trabalhar para outro país onde a sua força de trabalho seja necessária.

A Frase




Num país onde há cada vez menos confiança nos políticos, onde é tudo reduzido a escaramuças partidárias, pobreza e vingança, havia naquele voo de Paris uma oportunidade qualquer de normalidade - já nem digo de grandeza - que não se concretizou. Um à frente, outro atrás; um no presente, o outro no passado; ambos com o futuro incerto, como nós. Nem em business nem em económica, Portugal viaja no porão.
André Macedo, Diário de Notícias

O MEGAFONE DE BRASILINO GODINHO




Prezadas Senhoras,
Caros Senhores,
Em anexo, procedo ao envio da minha crónica, desta data, que tem o seguinte título:
OS FULGORES DO DIVINO ESPÍRITO INCIDEM SOBRE O FEMINISMO. TARDOU" MAS ESTÁ ARRECADANDO...
Atentamente,
Brasilino Godinho

ISTO NÃO É DUBAI É A AR EM PORTUGAL



Meu Caro Amigo 
 Ao contrário do alarmismo sobre a fome que um humanista como o Meu Bom Amigo, reclama com naturalidade AQUI, parece-me que na Assembleia da República este é um assunto que lhes passa lado. Esta cambada de 230 inuteis deveria estar a cavar para produzir batatas e coves para se dar de comer a quem tem fome. Como este e outros problemas do país não lhes interessa porque a incompetência tolda-lhes a visão para os resolver, vão brincando com o Zé Povo divertindo-se com inutilidades. Hoje, por exemplo, uns atrasados mentais do BE passaram a sessão  a propor que os estudantes aprendam a Constituição, esta borrada tendenciosa, que atenta contra a liberdade individual, onde só há direitos sem atender a deveres e onde assegura a protecção a quem não trabalha e a quem rouba e corrompe. Numa altura em que a OCDE recomenda que os cursos escolares portugueses preparem as pessoas para a vida (como acontecia com a velhinha 4ª classe) vem esta corja fazer uma proposta destas!? Andam a gozar nitudamente com o Zé Povo e por isso penso que se impõe reduzir esta cambada de inúteis de 230 para 35, o mais depressa possível.
Um abraço amigo
Vizela Cardoso
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ISTO NÃO É DUBAI É A AR EM PORTUGAL
Hoje, 1 de Maio de 2013 faço um copy/paste do mesmo, desta feita a
propósito de mais um "dignificante" exemplo e esclarecedor facto desta
democracia sui generis. Sim, porque quem os lá colocou? Um golpe de
estado? Uma revolução? Nada disso, mas «O povo é quem mais ordena", o tal do «quanto mais me bates mais eu gosto de ti». E, se não fôr antes, em 2015 ver-nos-emos de novo, sempre os mesmos para os mesmos de sempre! - tal&qual. A ver vamos!
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Portugal, país com assistência económica, onde a austeridade se impõe cada vez mais aos comuns portugueses.  Isto não é o Dubai é a Assembleia da República
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Um jornalista tomou pequeno-almoço, almoçou, lanchou, jantou, e apanhou uma bebedeira por apenas 13,30 € no Bar/Restaurante da Assembleia da República

A propósito de uma tabela de preços do bar da AR (Assembleia da República), postada ontem na página do facebook da Maior Tv, um comentário de um dos nossos leitores lançou-me o desafio. Escreveu ele: “gostava era de saber como é que ainda há pessoas que acreditam nisto!!!! Percam tempo com coisas concretas e inventem menos!!”
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Pois bem, seguindo o conselho deste nosso leitor, vamos então “perder” um pouco do nosso tempo com coisas sérias.

Consta do Orçamento da AR para este ano (publicado em Diário da República) a rubrica: “Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria - 960.850,00” (quase 1 milhão de euros). Prevendo-se a receita de 260 mil euros proveniente da venda de senhas de refeição. Isto é: tendo em conta o preço de custo, as receitas não ultrapassam os 30 por cento, o que equivale a uma venda abaixo de custo na ordem dos 70 por cento.

Mas pior do que isto, é o facto de ser o povo português a pagar a diferença que existe entre os 260 mil e os 960 mil euros.

Para que não restem dúvidas, o povo português paga cerca de 700 mil euros/ano para que os deputados da AR comam e bebam do melhor.

Segundo o caderno de encargos, no refeitório terá de ser servido: Sopa: normal e dieta (obrigatoriamente elaborada com base em vegetais frescos e/ou congelados, sendo proibido o uso de bases pré-preparadas. São admissíveis sopas com elementos proteicos uma vez por semana – sopa de peixe, canja de galinha, etc.).
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Carne, peixe, dieta, opção, Bitoque. Pão, integral ou de mistura; Salada; Sobremesas incluindo, no mínimo, 4 variedades de fruta e 4 de doces/bolos/sorvete, além de maçã assada e salada de frutas.
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Exige ainda o caderno de encargos, uma mesa com complementos frios (saladas), com no mínimo 8 variedades entre as quais se incluem, obrigatoriamente, tomate, alface e cenoura, além de molhos e temperos
variados.
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Uma mesa com um prato vegetariano e mais 4 componentes quentes vegetarianos (cereais, leguminosas e legumes).

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Sobre os ingredientes é exigido o seguinte:
Café: “O café para serviço nas Cafetarias deverá ser de 1ª qualidade, em
grão para moagem local, observando lotes que incluam um mínimo de 50% de “arábica” na sua composição”.
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Bacalhau: “O Bacalhau deverá ser obrigatoriamente da espécie Cod Gadusm morhua. Pode apresentar-se seco para demolha, fresco ou demolhado ultracongelado, observando-se como tamanho mínimo 1 Kg (“crescido”), para confecções prevendo “desfiados” (à Brás, com natas ou similares) ou 2 Kg (“graúdo”) para confecções “à posta”.
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Carnes de Aves: “Peru (inteiro em carcaças limpas com peso superior a 5 Kg, coxas, bifes obtidos exclusivamente por corte dos músculos peitorais).
Frango (inteiro em carcaças limpas com peso aproximado 1,2 Kg, coxas e
antecoxas, bifes obtidos exclusivamente por corte dos músculos peitorais).
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Agora vamos aos preços
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Um jornalista meu amigo tomou pequeno-almoço, almoçou, lanchou, jantou, e apanhou uma bebedeira por apenas 13,30 € no Bar/Restaurante da AR.
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Recorde-se que as refeições escolares no ensino básico atingem os 3,80 euros. O jornalista comparou os preços do bar da Assembleia da República frequentado por deputados e ministros, e ficou abismado.
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Eram 8 da manhã. O jornalista pediu um café e um bolo de arroz, afim de
tomar o pequeno-almoço, tendo pago 15 cêntimos, 5 do café e 10 do bolo.
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Vendo ali “mama da grossa”, o jornalista bebeu 10 (Dez), repito 10 minis,
tendo pago apenas 1 euro, (pois cada mini custa apenas 10 Cêntimos)!
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A meio da manhã, o jornalista “mamou” um gin Bombay Sapphire (1,65 euros), e já perto do Almoço um vodka Eristoff (1,50 euros), para abrir o apetite.
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Ao almoço, o jornalista comeu gambas, camarão tigre, lavagante, sapateira, queijo da Serra, presunto de Barrancos, garoupa e bife do lombo, regado com Palácio da Bacalhoa, por 3 euros!
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Depois e para rematar um whisky Famous Grouse, que custou (2 euros).
Já de tarde solicitou uma garrafa de champanhe Krug (3 euros a garrafa) e caviar beluga (1 euro).
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O jornalista passou a tarde no bar da AR, rodeado das deputadas Rita Rato (PCP), Francisca Almeida (PSD), Ana Drago e Marisa Matias do (BE).
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Assim, por tudo isto, o meu amigo jornalista gastou qualquer coisa como13,30 €uros, num pequeno-almoço, almoço de marisco, com entradas de queijo da serra, presunto e caviar, com vinho do Palácio da Bacalhoa, e pelo meio alternadamente bebeu whisky, vodka e gin, rematando com champanhe Krug.
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Obviamente saiu com uma piela de caixão à cova, mas que foi barato lá isso foi...
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Agora sim, acabamos de perder um pouco do nosso tempo com coisas sérias.

DEMOCRACIA.

MENSAGEM CURTA MAS MUITO REVELADORA DA NOSSA DEMOCRACIA.

PORTUGAL: "TERRA DE MILAGRES"



O comentador e a mãe
Muito confuso mas interessante…


Milagre!!!!!!!
Mas, olhando bem, Portugal até é um País de milagres.
O Milagre das Rosas (D. Isabel de Aragão - a Rainha Santa), o milagre de D. Fuas Roupinho (cujo cavalo estacou na rocha no alto da falésia na Nazaré), o milagre de Fátima em que N. Senhora apareceu aos três pastorinhos (Jacinta, Francisco e Jacinta), e muitos mais...

Agora, para não fugir às regras temos os milagres da mamã Adelaide:
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1º Milagre - Com um mero rendimento mensal de 250 Euros (declarado às Finanças), consegue comprar um apartamento em Braamcamp no valor de 240 mil Euros.
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2º Milagre - (A primeira vez em Portugal que a mesma pessoa realiza dois milagres).
Com o mesmo rendimento (250 Euros), consegue uma pensão mensal de 3.000 Euros.
Isto sim, são milagres.

Leiam e divulguem...
A Mamã do ex-Primeiro-Ministro -Sócrates(MILAGRE ?????

A mamã Adelaide e a misteriosa pensão superior a 3000 euros

Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, "viveu modestamente em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis...".(24 H)

Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) .

Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano.

Neste mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250 ?.(CM), o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da Segurança Social nem da CGA.

Entretanto morre o pai (Júlio Araújo Monteiro) que lhe deixa "uma pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje" (24H).

Pode-se saber qual foram as funções desempenhadas que lhe permitiram poder receber tal pensão?

E há mais...
A Dona Adelaide comprou um apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã.
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Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos - cerca de 224 mil euros -, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).

Ora vejam lá como a senhora deve ter sido poupadinha durante toda a vida. Com um rendimento anual de 50 contos, que nem dá para comprar um mínimo de alimentação mensal, ainda conseguiu juntar 224.000 euros para comprar um apartamento de luxo, não em Oeiras ou Almada, na Picheleira ou no Bairro Santos, mas no fabuloso edifício Heron, no nº40, da rua Braamcamp, a escassos metros do Marquês de Pombal e numa das mais nobres e caras zonas de Lisboa. Notável exemplo de vida espartana que permitiu juntar uns dinheiritos largos para comprar casa no inverno da velhice.
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Vocês lembram-se daquela ideia genial do Teixeira dos Santos, que queria que pagássemos imposto se dessemos 500 euros aos filhos ?
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Quem terá ajudado, com algum cacau, para que uma cidadã, que declarou às Finanças um RENDIMENTO ANUAL de 50 contos, pudesse pagar A PRONTO, a uma sociedade OFFSHORE, os tais 224.000 euros ?
ESTE E-MAIL É PARA CIRCULAR...
A VERDADE DEVIA SER APURADA !!!!!
SÓ ESTA GENTE NÃO É FISCALIZADA....
 

BAGÃO FÉLIX. TRIBUTAÇÃO SOBRE PENSÕES


Um corajoso artigo de Bagão Felix. Subscrevo inteiramente. O homem, se estivesse em Belém faria, sem a menor réstea de dúvida um serviço muito melhor ao país do que a patética criatura que diz que foi a influência da nossa senhora de Fátima que levou os cabrões da Troika a terminar a 7 Esbulhação, ou seja, a 7ª Avaliação.
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E ainda há uns sabujos, uns jovens que nem currículo têm, a escreverem umas imbecilidades na imprensa de ontem e hoje a atacar o homem, Os mesmos que apoiam este governo insen´sivel em matéria social. Fonte: um leitor deste blogue)

para o triunfo do mal,   é que os homens de bem nada façam" (Edmund Burke)

BAGÃO  FÉLIX

 Pelas razões da sua inegável oportunidade e importante valia da forma e do conteúdo, com a devida vénia, transcrevemos do “Público, o excelente artigo do Dr. António Bagão Félix, a que tivemos acesso através da recepção de correio electrónico.

A GROSSEIRA INCONSTITUCIONALIDADE
DA TRIBUTAÇÃO SOBRE PENSÕES

 Aprovado o OE 2013, Portugal arrisca-se a entrar no "Guinness Fiscal" por força de um muito provavelmente caso único no planeta: a partir de um certo valor (1350 euros mensais), os pensionistas vão passar a pagar mais impostos do que outro qualquer tipo de rendimento, incluindo o de um salário de igual montante! Um atropelo fiscal inconstitucional, pois que o imposto pessoal é progressivo em função dos rendimentos do agregado familiar [art.º 104.º da CRP], mas não em função da situação activa ou inactiva do sujeito passivo e uma grosseira violação do princípio da igualdade [art.º 13.º da CRP].
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Por exemplo, um reformado com uma pensão mensal de 2200 euros pagará mais 1045 € de impostos do que se estivesse a trabalhar com igual salário (já agora, em termos comparativos com 2009, este pensionista viu aumentado em 90% o montante dos seus impostos e taxas!).
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Tudo isto por causa de uma falaciosamente denominada "contribuição extraordinária de solidariedade" (CES), que começa em 3,5% e pode chegar aos 50%. Um tributo que incidirá exclusivamente sobre as pensões. Da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações. Públicas e privadas. Obrigatórias ou resultantes de poupanças voluntárias. De base contributiva ou não, tratando-se por igual as que resultam de muitos e longos descontos e as que, sem esse esforço contributivo, advêm de bónus ou remunerações indirectas e diferidas.
Nas pensões, o Governo resolveu que tudo o que mexe leva! Indiscriminadamente. Mesmo - como é o caso - que não esteja previsto no memorando da troika.
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Esta obsessão pelos reformados assume, nalguns casos, situações grotescas, para não lhes chamar outra coisa. Por exemplo, há poucos anos, a Segurança Social disponibilizou a oferta dos chamados "certificados de reforma" que dão origem a pensões complementares públicas para quem livremente tenha optado por descontar mais 2% ou 4% do seu salário. Com a CES, o Governo decide fazer incidir mais impostos sobre esta poupança do que sobre outra qualquer opção de aforro que as pessoas pudessem fazer com o mesmo valor...
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Ou seja, o Estado incentiva a procura de um regime público de capitalização (sublinho, público) e logo a seguir dá-lhe o golpe mortal. Noutros casos, trata-se - não há outra maneira de o dizer - de um desvio de fundos através de uma lei: refiro-me às prestações que resultam de planos de pensões contributivos em que já estão actuarialmente assegurados os activos que caucionam as responsabilidades com os beneficiários.
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Neste caso, o que se está a tributar é um valor que já pertence ao beneficiário, embora este o esteja a receber diferidamente ao longo da sua vida restante. Ora, o que vai acontecer é o desplante legal de parte desses valores serem transferidos (desviados), através da dita CES, para a Caixa Geral de Aposentações ou para o Instituto de Gestão Financeira da S. Social!
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O curioso é que, nos planos de pensões com a opção pelo pagamento da totalidade do montante capitalizado em vez de uma renda ou pensão ao longo do tempo, quem resolveu confiar recebendo prudente e mensalmente o valor a que tem direito verá a sua escolha ser penalizada. Um castigo acrescido para quem poupa.
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Haverá casos em que a soma de todos os tributos numa cascata sem decoro (IRS com novos escalões, sobretaxa de 3,5%, taxa adicional de solidariedade de 2,5% em IRS, contribuição extraordinária de solidariedade (CES), suspensão de 9/10 de um dos subsídios que começa gradualmente por ser aplicado a partir de 600 euros de pensão mensal!) poderá representar uma taxa marginal de impostos de cerca de 80%!
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Um cataclismo tributário que só atinge reformados e não rendimentos de trabalho, de capital ou de outra qualquer natureza! Sendo confiscatório, é também claramente inconstitucional. Aliás, a própria CES não é uma contribuição. É pura e simplesmente um imposto. Chamar-lhe contribuição é um ardil mentiroso. Uma contribuição ou taxa pressupõe uma contrapartida, tem uma natureza sinalagmática ou comutativa. Por isso, está ferida de uma outra inconstitucionalidade. É que o já citado art.º 104.º da CRP diz que o imposto sobre o rendimento pessoal é único.
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Estranhamente, os partidos e as forças sindicais secundarizaram ou omitiram esta situação de flagrante iniquidade. Por um lado, porque acham que lhes fica mal defender reformados ou pensionistas desde que as suas pensões (ainda que contributivas) ultrapassem o limiar da pobreza. Por outro, porque tem a ver com pessoas que já não fazem greves, não agitam os media, não têm lobbies organizados.
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Pela mesma lógica, quando se fala em redução da despesa pública há uma concentração da discussão sempre em torno da sustentabilidade do Estado social (como se tudo o resto fosse auto-sustentável...). Porque, afinal, os seus beneficiários são os velhos, os desempregados, os doentes, os pobres, os inválidos, os deficientes... os que não têm voz nem fazem grandiosas manifestações. E porque aqui não há embaraços ou condicionantes como há com parcerias público-privadas, escritórios de advogados, banqueiros, grupos de pressão, estivadores. É fácil ser corajoso com quem não se pode defender.
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Foi lamentável que os deputados da maioria (na qual votei) tenham deixado passar normas fiscais deste jaez mais próprias de um socialismo fiscal absoluto e produto de obsessão fundamentalista, insensibilidade, descontextualização social e estrita visão de curto prazo do ministro das Finanças.
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E pena é que também o ministro da Segurança Social não tenha dito uma palavra sobre tudo isto, permitindo a consagração de uma medida que prejudica seriamente uma visão estratégica para o futuro da Segurança Social. Quem vai a partir de agora acreditar na bondade de regimes complementares ou da introdução do "plafonamento", depois de ter sido ferida de morte a confiança como sua base indissociável?
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Confiança que agora é violada grosseiramente por ditames fiscais aos ziguezagues sem consistência, alterando pelo abuso do poder as regras de jogo e defraudando irreversivelmente expectativas legitimamente construídas com esforço e renúncia ao consumo.
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Depois da abortada tentativa de destruir o contributivismo com o aumento da TSU em 7%, eis nova tentativa de o fazer por via desta nova avalanche fiscal. E logo agora, num tempo em que o Governo diz querer "refundar" o Estado Social, certamente pensando (?) numa cultura previdencial de partilha de riscos que complemente a protecção pública. Não há rumo, tudo é medido pela única bitola de mais e mais impostos de um Estado insaciável.
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Há ainda outro efeito colateral que não pode ser ignorado, antes deve ser prevenido: é que foram oferecidos poderosos argumentos para "legitimar" a evasão contributiva no financiamento das pensões. "Afinal, contribuir para quê?", dirão os mais afoitos e atentos. Este é mais um resultado de uma política de receitas "custe o que custar" e não de uma política fiscal com pés e cabeça.
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Um abuso de poder sobre pessoas quase tratadas como párias e que, na sua larga maioria, já não têm qualquer possibilidade de reverter a situação. Uma vergonha imprópria de um Estado de Direito. Um grosseiro conjunto de inconstitucionalidades que pode e deve ser endereçado ao Tribunal Constitucional.
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PS1: Com a antecipação em "cima da hora" da passagem da idade de aposentação dos 64 para os 65 anos na função pública já em 2013 (até agora prevista para 2014), o Governo evidencia uma enorme falta de respeito pela vida das pessoas. Basta imaginar alguém que completa 64 anos em Janeiro do próximo ano e que preparou a sua vida pessoal e familiar para se aposentar nessa altura. No dia 31 de Dezembro, o Estado, através do OE, vai dizer-lhe que, afinal, não pode aposentar-se.
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Ou melhor, em alguns casos até poderá fazê-lo, só que com penalização, que é, de facto, o que cinicamente se pretende com a alteração da lei. Uma esperteza que fica mal a um Governo que se quer dar ao respeito.
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PS2: Noutro ponto, não posso deixar de relevar uma anedota fiscal para 2013: uma larga maioria das famílias da classe média tornadas fiscalmente ricas pelos novos escalões do IRS não poderá deduzir um cêntimo que seja de despesas com saúde (que não escolhem, evidentemente). Mas, por estimada consideração fiscal, poderão deduzir uns míseros euros pelo IVA relativo à saúde dos seus automóveis ,pagos às oficinas e à saúde capilar nos cabeleireiros.
É comovente...

GRASSA A FOME EM PORTUGAL!

 Não quero imaginar que em Portugal existe o fantasma da fome! 
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Que "caralho" de gajos governaram Portugal depois da revolução dos cravos, que dizem ter conseguido a liberdade, de barriga vazia, aos portugueses!!!...  
Incrível! 
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Em Portugal não houverem pestes, nuvens de gafanhotos que destruissem as culturas, as terras dão fruto, como sempre o hajam dado, para encher a barriga aos portugueses.  
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Houveram criminosos nos governos que ainda seguem, por aí, a "vomitar" merda da boca em vez de palavras que chegassem à acção.  
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Cambada de pulhas execráveis!  
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Não aceito haver fome em Portugal de 10 milhões de almas com a extensão do mar que possui e terras que bastem para produzir comida. - José Martins

Famílias de desempregados recorrem a distribuição de comida gratuita


Manuela Sousa/Nuno Tavares/Carlos Valente | Publicado há 49 minutos
Muitas famílias de desempregados em desespero até já levam os filhos às carrinhas que distribuem comida gratuita. Algumas destas pessoas ainda tem casa ou abrigo, mas poucas ainda têm dinheiro para comprar comida.

KAOS:Cavaco Nosferatu Silva



AUTO DAS "DISGRÁCIAS" QUE POR AÍ PAIRAM NO AR....

Em verdade o digo que com a tanta tristeza que por aí segue com a derrota do Benfica, desejo (apesar de portista) que o Paços de  Ferreira faça um jeito ao Benfica... Os adeptos do clube da Luz necessitam de ganhar a taça da liga!