Translator

segunda-feira, 20 de maio de 2013

As capas dos jornais e as principais notícias de Terça-feira, 21 de Maio de 2013




Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Olhão: Detido com nota falsa
Carvoeiro: Fogo em lixo e pasto
Lagos: Primeira bandeira azul
Acidente mata três emigrantes
Viseu: Magistrado com álcool
P. Lanhoso: Criança atropelada
Famalicão: Morto em casa


Capa do Público Público

Tornado causa devastação e dezenas de mortos em Oklahoma
Conselho de Estado quer equilíbrio entre disciplina financeira e estímulo à economia
Anúncio da Dove sobre beleza feminina torna-se o mais visto no YouTube
Morreu Ray Manzarek, teclista e fundador dos Doors
Panelas, buzinas e gargalhadas no dia do Conselho de Estado
Juízes decidem não levar Mário Crespo a julgamento por acusações de censura ao director do JN
Quercus cria micro-reserva em Leiria para proteger flor rara e em extinção


Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Jovem detido com 50 euros falsos para comprar tabaco
O Conselho de Estado adivinha o futuro?
De frase em frase, enchendo-se de focos
Juventude não é impedimento para benção de St. António
Maioria dos jovens acha normal a violência no namoro
Euro "cria obrigações à Alemanha" perante Portugal
Trabalhador que ficou soterrado está livre de perigo


Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Gigantesco tornado fez mais de 50 mortos em Oklahoma
As imagens da destruição após o tornado
Cabelos brancos podem ter fim à vista
Álbum digital de pais para filhos
Conselho de Estado defende equilíbrio entre disciplina financeira e solidariedade
Segurança Social comete erro com quadrigémeos mas reclama juros
Ray Manzarek, teclista dos Doors, morreu aos 74 anos


Capa do i i


Capa do Diário Económico Diário Económico

A banca do vizinho não é melhor do que a nossa
O meu depósito está infectado com um vírus
A dura prova dos professores
Segurança Social vai reforçar a compra de dívida pública nacional
Governo deverá decretar serviços mínimos na greve dos professores
Fisco aperta controlo a cabeleireiros, oficinas e restaurantes
Concessionárias perdem até metade do tráfego no último ano


Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

E se acabassem com o Conselho de Estado?
Cyber Crime cada vez mais tem de ser uma prioridade das empresas
"Paga agora, daqui a dez anos logo se vê?"
Facebook em bolsa? É complicado
Governo e sindicatos reúnem-se hoje
Galp Energia abandona poço Wingat-1 no "offshore" da Namíbia
Conselho de Estado quer equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à actividade económica


Capa do Oje Oje

Novas rotas sobem lucro da Ryanair
Danone forma parceria com a Mengniu na China
Actavis compra Warner Chilcott
Goldman Sachs aliena participação no ICBC
João Noronha Lopes: "Somos a 1.ª região do mundo da McDonald’s a instalar quiosques de realização de pedidos"
Segurança alimentar em Portugal ronda os 83%, diz research do BES
Expand responde ao crescimento com novo escritório no Barreiro


Capa do Destak Destak

PM chinês defende maior abertura do mercado à Índia
Líder norte-coreano visita unidade militar após lançamento de mísseis
Sobe para 91 mortos número de vítimas do tornado em Oklahoma
Sobe para 21 número de mortos em desabamento em mina de cobre na Indonésia
Rinoceronte branco nasce em zoo da Austrália
Coreia do Norte confirma surto de gripe das aves
Presidente chinês vai visitar América Latina e encontrar-se com Obama na Califórnia


Capa do A Bola A Bola

Atl. Madrid pergunta por Cardozo
Inter: «Ninguém sabe o que tenho em mente» - Moratti
Helton melhor que Jackson por um minuto
Fábio Espinho desejado
Dezanove convocados para a digressão ao Brasil
Edinho assina por duas épocas
Acordo de Jesus com a SAD aguarda a oficialização


Capa do Record Record

Arranca a operação Jamor
Jardim torna-se sócio número 100.950
Nuno Gomes admite ficar no Blackburn
Nildo a caminho do Cluj
Final da Taça interferiu no campeonato
Continuidade de Paulo Alves debatida
Vilarrubí: «Mourinho foi um flagelo para o futebol»


Capa do O Jogo O Jogo

No desespero, atira a dentadura!
Sai Mourinho e podem chegar Isco e Lewandowski
Besiktas tenta Tiago com 600 mil euros
Jogadores reunidos num jantar
Chiclete de Ferguson à venda
PSG já escolheu: Rafa Benítez
"Assassino Silencioso" diz adeus

NOTAS VERBAIS


20 Maio 2013

BARÓMETRO? Avaliação dos cinco protagonistas

RESULTADOS? De início, a participação foi fraca, muito fraca mesmo. Nos últimos quatro dias a participação subiu e atingiu um bom número, bastante bom. Por ordem alfabética, eis os resultados dos cinco protagonistas da imagem externa do Estado, com as percentagens mais elevadas à cabeça, e que, valendo o que valem, dão uma ideia:

Cavaco
71,43% Péssimo
12,86% Medíocre
 7,14% Razoável
 5,71% Muito bom
 2,86% Bom

Gaspar
43,48% Medíocre
36,23% Péssimo
11,59% Bom
 5,80% Razoável
 2,90% Muito bom

Passos
37,31% Razoável
29,85% Péssimo
19,40% Medíocre
10,45% Muito bom
  2,99% Bom

Portas
67,61% Péssimo
23,94% Medíocre
 5,63% Razoável
 2,82% Bom
 0.00% Muito bom

Seguro
41,67% Péssimo
29,17% Razoável
15,28% Bom
11,11% Medíocre
 2,78% Muito bom

JORNAL NA HORA




A Frase



Querer debater o País depois do Verão de 2014 parece um delírio de Cavaco Silva quando todos temos a sensação de que a situação social e política pode rebentar a qualquer momento. Há cada vez mais dúvidas de que o Governo resista ao Verão quente de contestação social - os professores são os primeiros a irem para a rua - e à aprovação do Orçamento do Estado para 2014. Bruno Proença, Diário Económico

Lá como cá à conta do futebol


Lembram-se dos 10 Estádios lançados pelo Guterres sob o lema de "Alguém irá pagar"??? 
A lição é simples: -Quem acabou por pagar fomos nós e serão os nossos netos !! 
A verdade é que nunca ninguém se interessou em saber, quem recebeu as luvas?
Lá como Cá!!!
https://www.facebook.com/video/embed?video_id=491648664228895

MAS A ESPERANÇA É UM FACTO!




AOS "BOTAS" DE ELÁSTICO

A todos os pais (e alguns avós) de Portugal 
Meu filho,

Chegaste a casa empolgado da manifestação, vieste com os olhos brilhantes a falar da mudança do sistema e do grande crime que as gerações mais velhas cometeram para com os da tua idade.

Vieste a falar do “massacre geracional” e dos benefícios dos reformados que serão vocês que sustentam.

Disseste até que são explorados hoje e que, quando for a vossa vez, não terão o dinheirinho da reforma à vossa espera.

Pois, filho, deixa que te diga umas coisas para acrescentares à tua reflexão.

Eu e a tua mãe vivemos sempre do que pudemos ganhar com o nosso trabalho.


Eu entrei para o Ministério como auxiliar de contabilidade, depois de tirar o curso à noite, a trabalhar de dia como vendedor, porque o meu pai, pobre agricultor, mal ganhava para o sustento dos meus irmãos mais pequenos.

Nunca gostei de contabilidade, gostava era de vender, mas era uma profissão certa e eu tinha família para sustentar.

A tua mãe ficou em casa, a cuidar de ti e da tua irmã, porque não havia escolas para os pequenitos e as vizinhas já não podiam tomar conta de mais crianças.

Sempre sonhei montar o meu escritório de contabilista mas o que queres?

Como funcionário teria direito à pensão para a qual descontava, a minha família beneficiava da ADSE, para a qual descontei, era a segurança da minha velhice e da tua mãe.

Fiquei, fiquei 42 anos e reformei-me como chefe de repartição, a tua mãe com muito menos porque só descontou 20 anos como auxiliar numa escola.

Com a velhice assegurada, ainda que modestamente, pagámos os teus estudos até tarde, já tinhas mais de 25 anos quando acabaste o curso na Universidade privada porque nunca tiraste média para ir para o ensino público.

Foi com o meu salário que te compramos a mota, depois te demos a carta e o automóvel, foi porque pensámos que não precisaríamos de juntar para a velhice mais do que o que descontávamos que te pagámos os anos de inglês, o karaté, as viagens nas férias com os teus amigos.

Sim filho, deixa que te diga, acusaste-me tantas vezes de ser conformado, de ir para a repartição e ter um salário modesto, querias que arriscasse, abrisse um negócio, como o pai da Elsa, a rapariga de quem estás divorciado, mas se eu deixasse tudo lá se ia a minha pensão e a protecção na saúde, teria que juntar para a minha velhice e da tua mãe e não poderia dar-te e à tua irmã o que tanto gostavam.

Comprámos a casa a crédito porque já não suportavas o bairro modesto, a casa alugada e velha, querias viver bem, a tua irmã dizia que tinha vergonha de levar lá os amigos do colégio, pagámos a casa mesmo a tempo de te ajudar a comprar a tua, quando casaste e o pai da Elsa já estava em sarilhos com os seus negócios.

Ainda te disse para ficarem lá em casa, até endireitarem a vida, a tua irmã já estava a estudar fora, no Algarve, no curso que escolheu, com um esforço acomodávamo-nos todos, mas não quiseste, gritaste que eu era manga-de-alpaca, que nunca teria uma vida capaz, a prova é que nunca saí da repartição, a contar com a reforma e as pantufas.

Pois é, filho, desculpa, pensei que podia gastar contigo e com a tua irmã o que os meus pais não puderam gastar comigo.

Pensei que tinha uma reforma e por isso não precisava de proteger mais os meus anos de velho.

O que eu não sabia era que te estava a explorar.Agora gritas que me sustentas, e à minha reforma e eu não sei porquê mas talvez tenhas razão, eu devia ter sido mais prudente e guardar para mim e para a tua mãe o que te dei com tanto amor.

A contar que não te seria pesado, que não terias que me sustentar como eu fiz com os meus pais e a tua mãe com os dela, lembras-te? Vieram viver cá para casa, admiraram-se com a nossa casa tão grande, com o nosso nível de vida, e dividimos com eles o que havia.

Ainda bem que terei uma reforma, pensei tantas vezes, posso gastar com eles o que ganho, e com os meus filhos, talvez com os meus netos se precisarem.

Nunca levei a tua mãe ao México, ou ao Brasil, nem sequer a Paris, gasta com os garotos, dizia ela, eles têm que viver o tempo deles, a gente não precisa.

Tu foste, foste a tantos lados, ficavas 6 meses e mais, dizias que era dos estudos, depois voltavas cheio de ideias para comprar um computador novo, um plasma, uns sofás novos, pai, dizias, os tempos são outros, se tens dinheiro compra, para que te agarras ao dinheiro se vais ter uma reforma?

Desculpa, filho, acho que te estou a massacrar, e à tua geração mas deixa que te diga que me preocupa muito a tua mãe, quando eu morrer ela só vai ficar com metade do que eu recebo, se ainda a deixarem receber isso, e não chega, não chega para te ajudar a pagar as pensões de alimentos aos meus netos, não chega, filho, não chega.

Deixa que te diga que te dei tudo o que tinha, com orgulho e com amor.

Hoje, filho, quando te ouço, penso quem me dera ter poupado para a minha velhice e da tua mãe, em vez de te ser tão pesado agora, com a minha pensão.

KAOS:Conselho de Estado prepara o futuro





DEFENDA-SE DOS VIGARISTAS



FINALMENTE. Entidades portuguesas (ASAE, Defesa Consumidor, etc.) publicam Livro Negro dos Esquemas e Fraudes.

NÃO DEIXE DE LER. APRENDA A DEFENDER-SE DOS ESQUEMAS E DAS FRAUDES.NESTES TEMPOS EM QUE OS VALORES MORAIS E TANTOS OUTROS, FORAM LANÇADOS PARA A SARJETA, APRENDAMOS TODOS A DEFENDERMO-NOS DOS " CHIMUNOS".
A Direcção Geral Consumidor(DGC) lançou o "Livro Negro das Fraudes" - versão portuguesa do "Little black book of schemes" australiano.

Pelo sucesso alcançado por esta publicação junto da população e no seio do ICPEN, a DGC pediu autorização para traduzir e adaptar este pequeno manual à realidade portuguesa, com o propósito de informar os consumidores e prevenir que os mesmos venham a ser alvo de esquemas como aqueles ali descritos.

A ideia é reenviar o manual a todos os vossos contactos de amigos e conhecidos, como forma de disseminar o mais possível a informação.
O Livro Negro dos Esquemas e Fraudes na NET.pdfO Livro Negro dos Esquemas e Fraudes na NET.pdf
223K   Visualizar   Transferência  

OUTRO VERDADEIRO FILHO DA PUTA




Realmente, é inacreditável! Ao que se chegou!


 
A selvajaria
 
POR FAVOR VEJAM ATÉ AO FIM, NUNCA ESPEREI VER ISTO, NUNCA PENSEI QUE ISTO FOSSE POSSÍVEL.

A selvajaria. Até onde vai a política Neoliberal desta maioria. Parece que recuámos 100 anos.
Vejam o vídeo

TIMOR-LESTE: BAÚ DE MINHAS RECORDAÇÕES


Hoje, passados 11 anos, foi celebrado em Díli Timor-Leste a independência seguindo-se ao referendo de 1999, que concretiza a vontade dos timorenses.Altas individualidades, políticas, portuguesas e estrangeiras estiveram no território a celebrar o importante acontecimento. Porém aquelas pessoas, anónimas, que muito contribuíram para esse sucessos foram as grandes ignoradas.
 .
Evidentemente que eu em Banguecoque, estive dentro da luta para essa autodeterminação quando o caminho ainda era longo a percorrer. A primeira vez que ouvi um político português a defender a causa de Timor-Leste, foi de quando o Prof. Cavaco Silva, em 1987, vindo da China onde foi tratar com as autoridades chinesas o Acordo da entrega da administração do antigo enclave, que viria acontecer no final de 1999, numa conferência de imprensa na Embaixada de Portugal.
 .
Defendeu a autodeterminação do território e denunciou as violações dos direitos humanos pela a Indonésia, à gente timorense. Mas as palavras de Cavaco Silva, proferidas em Banguecoque não fizeram efeito algum.
.
Os países do Sudeste asiático, estavam ao lado do parceiro mas forte da ASEAN, a Indonésia. Nada se conhecia em cima da tragédia que o Povo de Timor estava a sofrer. A comunicação social da capital tailandesa ignorava o assunto, por falta de conhecimento. Timor-Leste terra esquecida!
.
Portugal tinha entrado na União Europeia, os governantes, estavam ocupadíssimos, onde deveriam aplicar os fundos e as negociações com a Indonésia ficariam para tarde, ou até ao “ao dia de São Nunca”. O Dr. Ramos Horta, em verdade, não era figura que eu já conhecesse a lutar pela causa da independência.
.
Demoraria ainda, 7 anos, que ele viesse ao meu encontro, que narrarei, mais adiante. Timor era uma ilha, enclave, à mercê de sevícias e exploração pelas tropas da ocupação indonésias.
.
Em Julho de 1987, foi recebida, na Embaixada de Portugal, em Banguecoque, uma carta do jornalista Nuno Rocha (falecido recentemente) para que a missão lhe prestasse assistência, perante as autoridades tailandesas, dado que tinha planeado uma visita aos campos de refugiados cambojanos e vietnamitas na fronteira da Tailândia.
.
O Embaixador Mello-Gouveia encarregou-me para tratar das formalidades; a entrega de uma Nota com um pedido dirigido ao Ministério de Defesa da Tailândia para autorizar a visita ao campo de refugiados. Acompanhei o Nuno ao campo de refugiados, durante três dias, tivemos de assinar um termo de responsabilidade perante as autoridades militares, tailandesas. na hipóteses da viatura pisar uma mina na picada e fossemos pelos ares.
Ora o Nuno Rocha, um dos melhores jornalistas, entre os vários que conheci em Banguecoque, conseguiu, entrar em Timor-Leste, coisa proibitiva a qualquer jornalista português penetrar em Timor.
.
Consegui-o dado ao seu perfil e ladino jornalista. Mas vamos transcrever o que o Nuno escreveu e publicado no “Tempo” que era director: “ em 25 de Julho encontrava-se em Bangkok para participar numa conferência sobre os refugiados do Camboja e do Vietname, quando li uma notícia no “Bangkok Post” anunciando a passagem pela capital da Tailândia, vindo de Hanói do ministro da Indonésia Mochtar... “ .
.
Sem estar a diantar mais, por agora, o Nuno partiu de Banguecoque, com o ministro Mochtar no seu avião pessoal para Jacarta e dai partiria para Díli.
No dia do regresso de Nuno de Díli, via Hong Kong, foi recebida uma comunicação na Embaixada de Portugal que nessa noite chegava, mais uma vez a Banguecoque.
.
Incumbiu-me o Encarregado de Negócios a.i., Dr. Paulo Rufino (Embaixador Mello-Gouveia de férias em Portugal) ir esperá-lo ao aeroporto.
Os jornalista vinha radiante pela reportagem e missão impossível e dizia-me: “é caixa, é caixa o meu trabalho”!
.
Era a vitória de um jornalista, que não olha a perigos e a embates políticos que viria, depois, a receber e a até considerado um traidor!
Em fim ossos do ofício que um jornalista pode esperar e estes me chegaram a mim, como um humilde correspondente e gosto pelo jornalismo.
 .
O Tempo publicou todos os trabalhos de reportagem e entrevistou, em Díli o Governador Mário Carrascalão, o Administrado Apostólico Ximenes Belo, E adianta numa das páginas: “Em 30 de de Agosto, Almeida Santos, um dos grandes responsáveis pela desastrosa, e por vezes criminosas, descolonização portuguesa, tanto em Timor como em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, deixa Jacarta a caminho da Austrália. 
 
A Austrália recusa envolver-se na questão de Timor, dizendo que esta respeita inteiramente a Portugal, único responsável pela situação existente. Almeida Santos, de regresso a Jacarta, diz que Portugal não suporta especialmente a Fretilin”. Não vou adiantar outros pormenores, que são muitos e verdades. Numa caixa imprimida no “Tempo” designa onde param os ex-dirigentes de Timor: Foto do recorte Ramos Horta.
 .
Foi o jornalista Nuno Rocha que meteu em mim o “bichinho” da informação que viria, passados quatros anos, a envolver-me na informação séria e nunca a falsa ou irreverente. Os meus primeiros trabalhos foram publicados na “Tribuna de Macau” e relativos ao caso de Timor-Leste pela simpatia e aliviar o sofrimento de um povo martirizado.
.
Quase no final de Agosto de 1990, aparece na Embaixada de Portugal em Banguecoque, o primeiro refugiado timorense, Paulino Gama a solicitar um passaporte português e protegido pelo “Jesuit Refugee Service Ásia Pacific”.
Ao Paulino Gama foi-lhe solicitado, pelo então Vice-Cônsul José de Sousa, que escrevesse a sua biografia. Foi-lhe dada autorização de a bater numa máquina e dactilografou 9 páginas (que tenho nos meus arquivos) num português excelente. Natural de Laga-Baucau.
.
O seu nome de revolucionário: “Moruk Ran Nakaly Lemoray Teky Timur”. Foi atendido como as normas habituais aos cidadãos portugueses, no consulado emitido um passaporte português e seguiu para Lisboa. Nada previa que pouco depois de passado 15 meses um trágico acontecimento viria a dar-se em Díli, no Cemitério de Santa Cruz onde foram mortos muitos timorenses inocentes.
.
No principio do mês de Dezembro de 1991, entrou na chancelaria da Embaixada de Portugal em Banguecoque, um homem alto a pedir-me que desejava falar com o chefe-de-missão.
.
Era mais nem menos o Max Stahl, o jornalista, que aninhado junto ao túmulo, filmou o massacre de quando os soldados indonésios assassinavam gente.
À minha frente tinha o jornalista (venham os heróis de onde venham) que contribuiu para sensibilizar a opinião mundial, ao serem exibidas, nos canais de televisão, as imagens.
.
Ora o Max Stahl conseguiu que a cassete chegasse ao mundo por um canal que não mo revelou, mas ainda não tinha dado entrevista nenhuma a jornais e teria sido eu o privilegiado a conceder-me a primeira entrevista gravada e publicada em cinco páginas ma “Tribuna de Macau”.
.
O motivo de Max Sthal de ir à embaixada foi o pedir assistência diplomática para que s fizesse chegar um trabalho seu à revista “Grande Reportagem” dirigida pelo jornalista Miguel de Sousa Tavares.
 .
De Lisboa e da redacção da revista, foi recebido um faxe, a solicitar assistência ao jornalista, que lhe foi concedida a autorização e eu tratei de expedir o material para Lisboa, via DHL, para o Miguel de Sousa Tavares.
.
Max Sthal, seguia cheio de medo em Banguecoque, porque suspeitava que a polícia secreta da Indonésia lhe seguia-lhe o rasto desde Jacarta, dado que a exibição do filme, relacionado com o “massacre”, já era conhecido no mundo e irritado o Governo indonésio e fácil, prendê-lo na capital tailandesa ou mesmo abate-lo. Como acima o escrevi a Tailândia apoiava a Indonésia, e a imprensa de Banguecoque apenas noticiou o massacre em pequenas caixas e nenhum canal de televisão emitiu as imagens.
.
A Tailândia, na altura, tinha igualmente problemas políticos para resolver e o acontecimento de Timor-Leste passou despercebido. Pedi uma entrevista ao Max Sthal, de princípio houve alguma recusa, dado que se tinha comprometido com a “Grande Reportagem” ser um exclusivo.
.
Porém coloquei-o descansado, dado que a Tribuna de Macau só publicaria a sua entrevista depois de publicada a sua peça. De facto, assim não teria sido, dado que a diferença de mais 8 horas de Lisboa a Macau, foi publicada primeiro, em Macau.
.
O jornalista amedrontado hospedava-se no hotel de 3 estrelas o “Tower Inn” que me era familiar levando-o lá, ao fim de sair da embaixada e depois, já ao cair da noite levei-o para minha casa, onde jantou comigo e gravou uma longa entrevista.
.
Antes de chegar a minha casa, telefonei a minha mulher para abrir o portão de ferro e logo que o carros entrasse que os trancasse. O jornalista partiu, nunca mais o vi, mas sei que continuou em Timor e ainda hoje certamente por lá se encontra.
.
Em Julho de 22 e 28 de 1994 ir-se-ia realizar uma Cimeira Ministerial da Asean, num hotel em Banguecoque. Uns dias antes José Ramos Horta, Mari Alkatiri e 11 membros da resistência timorense vieram à capital tailandesa cujo objectivo seria o juntarem-se a outros grupos de países da ASEAN, onde os direitos humanos eram violados.
.
Entrou na chancelaria da embaixada um homem ainda novo, vestido de calças e casaco “jeans” com um saco. Perguntei-lhe à entrada da porta: “É o Dr. Ramos Horta”? Respondeu-me afirmativamente e logo ali nos apresentamos.
.
Passado uma hora telefonou-me, de um hotel o Dr. Mari Alkatiri que pretendia saber onde se localizava a embaixada de Portugal. Não estava distante, apenas a pouco mais de 500 metros. Indiquei-lhe o caminho e passado uns minutos estava a entrar na chancelaria.
.
Porém, desde logo, as polícia tailandesa passou a fazer-lhes caça e pretende colocá-los fora da Tailândia. O Embaixador Castello-Branco deu-lhes guarida, hospedou-os na residência e nunca mais a polícia os encontrou, tão-pouco os jornalistas.
.
Desde logo eu fiquei encarregado de transmitir, em peças pelo telefone para a Rádio Renascença, a presença de Ramos Horta e Mari Alkatiri, sem nunca indicar o paradeiro em Banguecoque. Graças às minhas peças radiofónicas, a televisão de Macau (TDM) enviou uma jornalista e um operador de câmara, para reportar a presença dois líderes timorenses.
.
A Adida Cultural, bem relacionada, com uma jornalista do “Bangkok Post” conseguiu reunir Ramos Horta e Mari Alkatiri com jornalistas de confiança, no seu apartamento, na avenida Sathorn. Ao outro dia o jornal publica na primeira página as fotografias dos dirigentes timorenses que foi uma caixa jornalística.
.
Os jornais de Banguecoque dão mais atenção à presença de Ramos Horta e Mari Alkatiri que à Cimeira Ministerial da Ásia. Mas agora é necessário que Ramos Horta e Mari Alkatiri saiam da Tailândia. Uma conferência de imprensa estava agendada nas proximidades do aeroporto de Don Muang.
.
O Embaixador Castello-Branco, incautamente, dispõe o carro da embaixada com a matrícula diplomática para transportar Ramos Horta e Mari Alkatiri ao local da conferência. No meu Volvo segui à frente, do Mercedes, com a jornalista e o operador de câmara da TDM. Ninguém sabia onde seria o local.
 .
A jornalista da TDM dava-me indicações (mais ou menos) e, deitei-me advinhar e guiei por entre caminhos margeados por campos de arroz e consegui descobrir o local, nua residência, onde acolhia mulheres maltratadas pelos maridos.
.
Quando ali cheguei, uns 50 metros atrás de mim, vinha o Mercedes da Embaixada. Um batalhão de jornalistas. Logo que estacionei e abri a porta um grupo numeroso de jornalistas, fotógrafos, operadores de câmara vem até mim para colher imagens.
.
Gritei-lhes: “not me, not me, the people do yours wanted to be back of me”. Em redor da residência havia policies trajando à civil, com câmaras de vídeo para filmar as pessoas que ali se encontravam. Ao fim da conferência, que que foi um sucesso, onde outros dirigentes dos países da Ásia se encontravam, das ONGs, terminando sem qualquer intervenção policial e foi livre.
.
Dali partiu Ramos Horta e Mari Alkatiri para o aeroporto cujo o destino seria as Filipinas. A polícia esperava por eles, não para os deter, mas convidá-los a ocupar uma sala VIP do aeroporto e as palavras: “admiramos muito a vossa luta”.
.
Passados dias o Embaixador Castello-Branco foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, tailandês e ali foi-lhe dito: “Senhor Embaixador não volte a fazer o que haja feito, porque as relações entre Portugal de 500 anos podem deteriorar-se”. O Mercedes da Embaixada de Portugal saiu a fotografia chapada num jornal, matutino, de Nova Iorque com Ramos Horta e Mari Alaktiri.
.
Há muito para relatar, sobre a questão “Timor-Leste” ficam para um dia!
José Martins