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quarta-feira, 31 de julho de 2013

As capas dos jornais e as principais notícias de Quinta-feira, 1 de Agosto de 2013.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Impostos: Prazo alargado
Lisboa: Criança e idoso feridos
Santarém: Ex-GNR condenado
Portimão: Festa da sardinha
Alcoutim: Incêndio em mato
C. Laranjeira: Morre em Espanha
EN125: Ferido em despiste

Capa do Público Público

Finanças dão mais um dia para pagar impostos
Sorteio do Totoloto (61º/2013)
Facebook ultrapassa valor de estreia
Condutor com álcool oito vezes acima do legal fica na prisão 40 fins-de-semana
Fernando Seara, o candidato que não vai para Lisboa “fazer de conta”
ONU vai investigar no terreno uso de armas químicas na Síria
Dia de festa para Missy Franklin, Sun Yang e para a África do Sul

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Vinte quilos de peixe apreendidos em restaurante
Incumprimento do serviço público suspende compensações
Cartilha João de Deus
Mafra já deu razão ao meu amigo...
Despedido por álcool tem de ser readmitido por empresa
Polícia apanha venda ambulante ilegal na praia
Pitbull que matou bebé entregue à associação Animal

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Infanta Cristina vai viver para a Suíça sem o marido
EUA lideram pedidos de informação sobre utilizadores do Twitter
Banqueira cazaque exilado foi preso no sul de França
Pedala 80 quilómetros por semana para ver os filhos
Dois mil alunos do ensino profissional sem escola
Juíza poupa vida a "Zico", o cão que matou bebé em casa
Quatro pessoas sobrevivem num carro soterrado

Capa do i i

Capa do Diário Económico Diário Económico

Patrões e sindicatos querem reforma fiscal alargada ao IRS e ao IVA
Prepare-se, vem aí um terramoto da Europa
Os militares não vão trazer a democracia ao Egipto
Desemprego ou precaridade? Nada é bom
Prolongamento de contratos a prazo fica limitado a um ano
Despesas com pessoal podem derrapar 300 milhões de euros
O que Portugal ficou a saber através do Wikileaks

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Catroga: "Ainda estamos no meio do caminho" do programa de corte da despesa
Eles não pensam nos desempregados
A grande confiança
A energia e a grande farra
Governo quer chegar aos 7.000 milhões de poupança nas PPP
Novas regras do crédito fazem disparar pedidos de mediação
Projecções económicas e exportações portuguesas

Capa do Oje Oje

Mastercard fecha segundo trimestre a ganhar mais 21,1%
Air France suprime 2500 postos de trabalho até 2014
Empresa de Eletricidade e Água da Guiné-Bissau “tecnicamente falida”
Contração do mercado europeu arrasta Sonae Indústria
PSI20 fecha no vermelho pressionado pelo retalho e banca
Ambev melhora resultado em cervejas apesar de recuo no lucro
Sérgio Monteiro admite "sacrifício" do terminal de contentores da Trafaria

Capa do Destak Destak

John Kerry iniciou primeira visita oficial ao Paquistão
Tempestade tropical Gil transformou-se em furacão
Ex-presidente do Banco Mundial contratado por empresa estatal de Singapura
Polícias cabo-verdianos detidos em Bissau já se encontram no arquipélago
Rei da Tailândia vai deixar hoje o hospital para palácio de verão
China felicita e apoia retoma do diálogo entre Israel e Palestina
Enfermeiro condenado a prisão perpétua na Austrália pela morte de idosos num lar

Capa do A Bola A Bola

Fábio Paim reforço por um ano
Madjer nos eleitos para a superfinal da Liga Europeia
Rolando vale quatro milhões
Racing dá 450 mil euros pela cedência de Viola
«Momento mais alto da carreira? Ter entrado na universidade» - Clarisse
Rogério Ceni também falha penalties (com vídeo)
«Não é normal estar a vencer o Milan por 5-0 aos 30 minutos » - Pellegrini

Capa do Record Record

Wilson Eduardo feliz em Alvalade
Agente de Melga vem a Lisboa
Impasse por Cardozo pode atrasar negócio
Rinaudo perde espaço no esquema de Jardim
Atenções centradas em Joana
Sandro Lima parado apenas por precaução
Conceição e Mota em rota de colisão

Capa do O Jogo O Jogo

Barton disposto a tudo pelo Everton
Hirvonen começa rápido na Finlândia
Boavista-Salgueiros, o reencontro
River Plate oferece Funes Mori para ter Mora
Yohan Tavares e Ricardo Ribeiro no ataque à Liga Europa
Fucile convocado para a seleção do Uruguai
Empate com o Corunha na apresentação

SWAPS:"estado de pré-falência e recessão económica".




Aprender com os ‘swaps’ tóxicos

31/07/13 00:35 | Bruno Proença 
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A polémica sobre os ‘swaps' é um caso paradigmático do regime que levou Portugal a este estado de pré-falência e recessão económica.
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A polémica sobre os ‘swaps' é um caso paradigmático do regime que levou Portugal a este estado de pré-falência e recessão económica. PS e PSD têm muitas culpas, a factura de milhares de milhões será paga pelos de sempre - os contribuintes - e o debate político é tão pobre que não permite resolver coisa nenhuma.
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Vamos por partes.
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Este Governo tem culpas óbvias. Os trabalhos da comissão de inquérito já provaram que Vítor Gaspar, então ministro das Finanças, e Maria Luís Albuquerque, quando foi secretária de Estado, foram avisados para a bomba-relógio que estavam a receber do anterior Executivo socialista.
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A informação recebida no Verão de 2011, quando chegaram ao Governo, podia não ser detalhada ao cêntimo, mas era mais do que suficiente para perceber que era uma questão grave, que na altura já correspondia a perdas potenciais de 1,4 mil milhões de euros para as contas do Estado.
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E o que fizeram?
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Durante quase dois anos, muito pouco. Seguindo a boa tradição lusitana, pediram relatórios e auditorias. Só actuaram junta da banca quando as perdas potenciais tinham duplicado para os três mil milhões de euros.
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Não é indiferente que um elemento do Governo minta no Parlamento, para mais numa comissão de inquérito. E é hoje perfeitamente claro que Maria Luís Albuquerque contou uma versão da história que lhe convém mas que não coincide totalmente com a verdade.
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Nas suas palavras, recebeu dados sobre os ‘swaps' do Governo socialista mas que eram insuficientes para tomar uma decisão. Isto é questionável. A equipa das Finanças deste Governo tem que justificar porque demorou tanto tempo para fazer alguma coisa.
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Já o Executivo socialista de José Sócrates tem outro tipo de culpas, mais profundas. Primeiro, deixou que os ‘swaps' tóxicos nascessem nas empresas públicas como cogumelos.
Sem qualquer tipo de controlo. Segundo, depois de avisado pelos bancos internacionais e pelos serviços do ministério das Finanças também nada fez. 
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Das explicações de Carlos Costa Pina, antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças, percebe-se que entende que as empresas públicas - e as suas administrações - tinham autonomia para fazerem e gerirem os ‘swaps'. Não seria um problema político, mas de gestão corrente, sobre o qual a tutela governamental não tem que actuar.
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É importante reflectir sobre esta justificação. Faz sentido se fossem empresas privadas, o que não é o caso. São empresas públicas, por isso, são de todos os portugueses. Os activos e o dinheiro que os gestores públicos têm nas suas mãos são dos contribuintes, por isso devem ser geridos com particular cuidado e prudência.
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Foi o que faltou em muitos dos ‘swaps' tóxicos contratualizados pelas diferentes empresas públicas junto da banca. Os gestores seguiram uma política financeira demasiado arriscada, que correu mal e agora os contribuintes são obrigados a pagar os erros suportando impostos mais altos.
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Desta forma, importa evitar que situações como esta se repitam no futuro. Este é o tema que os deputados deviam estar a debater no Parlamento. E a questão resolve-se com legislação e regulamentação clara sobre o que os gestores públicos podem ou não fazer na gestão financeira das empresas do Estado. Isto já existe em outras áreas.
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Os gestores de fundos de pensões sabem que estão proibidos de investirem em determinado tipo de activos. Pois os gestores das empresas, que são de todos nós, também devem saber que há fronteiras que não podem passar, sob pena de responsabilização criminal.
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Isto não resolverá todos os problemas mas diminuirá o risco de novas surpresas desagradáveis no futuro. Além de debater os ‘swaps' tóxicos, é necessário aprender e fazer alguma coisa para resolver o assunto de vez.