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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

As capas dos jornais e as principais notícias de Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013.


Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Visite o mundo de ‘Os Simpsons’
Dieta mediterrânica
Carro abalroa menino
Assinaturas corrigidas
‘Heli’ aterra de emergência
Bragança: Verbas para bombeiros
Apenas 78 ministérios validados

Capa do Público Público

Quase um terço das propostas dos ministérios para o OE não foram submetidas dentro do prazo
Descoberta nova espécie de tubarão que “anda”
Reino Unido decidirá sobre ataque à Síria depois de conclusões de peritos
Fogo em Foz Côa não ameaça figuras rupestres
Descoberta a estrela gémea do Sol mais velha conhecida até agora
Obama tem um sonho: igualdade económica para todos os americanos
Sorteio do Totoloto

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Os "estranjas" que vêm aos mercados
Sou europeu porque sou português
Promotores enganam britânicos com "Algarve espanhol"
Crato provoca "dano inqualificável" no sistema educativo
Sara Santos será protagonista de filme norte-americano
Fogo ameaçou dezenas de casas na freguesia de Penafiel
Oito pessoas condenadas por auxílio à imigração ilegal

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Sorteada a chave do Totoloto
Sem-abrigo rouba um dólar para receber tratamento médico na prisão
Quase um terço das propostas de Orçamento de Estado não foram submetidas dentro do prazo
FC Barcelona ganhou Ssupertaça espanhola sem vencer Atlético de Madrid
Peritos da Volvo vão analisar camião em que morreu irmão de Domingos
Mulher mordida por matilha à saída da missa
Ministério confirma rescisões para professores

Capa do i i

Ronaldo e Messi nos finalistas ao prémio da UEFA, mas é Ribéry o candidato mais forte
CIA ajudou Saddam Hussein a gazear tropas iranianas
Carvalho da Silva estranha relevo dado novamente à sua saída do PCP
Fenprof promete lutar contra cortes nas instituições e quer reunir com governo
Grávidas e mulheres a amamentar aconselhadas a tomar iodo
Vila Real registou 356 incêndios em 12 dias
Presidente da FPF defende centralização dos direitos televisivos no futebol

Capa do Diário Económico Diário Económico

Endesa recupera quota no mercado de electricidade
A agenda de ruptura laboral do FMI
A tensão do botão vermelho
A semana de 40 horas, o Estado e a Constituição
Governo revê decisão e escolhe secretária de Estado do Tesouro
FMI quer voltar a discutir reduções salariais em Setembro
“Há jornalistas dispostos a fazerem favores a amigos”

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Quota da EDP no mercado liberalizado cai pela primeira vez em seis meses
Assad vai ser punido por ter usado armas químicas "mas nós sentimos que é permitido ele matar-nos com armas normais"
OE2014: Quase um terço das propostas dos Ministérios ficou por apresentar
Criatividade sai do forno das ruínas industriais
Aljubarrota - Uma viagem no tempo
José Cordeiro "Cozinhem para família e amigos"
Onde estão os melhores hostels do mundo? Em Lisboa

Capa do Oje Oje

Bancos aumentaram comissões de manutenção de conta 23% em 5 anos
Prejuízos da La Seda crescem 85,7% no 1.º semestre
Euro perde para o dólar com crise na Síria
Abengoa aumenta negócios em 15% com biocombustíveis
PSI20 fecha a cair pressionado pela Jerónimo Martins
Pires de Lima aposta no reforço das relações com Angola
Sintra vai receber conferência anual do BCE a partir de 2014

Capa do Destak Destak

Polícia chinês morre em ação contra uigures em Xinjiang
Deputados brasileiros recusam petição para afastar parlamentar em prisão
"Ninguém deve interferir" na investigação da ONU, diz MNE chinês
Economia filipina cresceu 7,6 % no primeiro semestre
Serviços de Informações da Coreia do Sul detiveram três membros de partido minoitário
Coreia do Norte condena manobras militares conjuntas dos EUA e Coreia do Sul
Austrália acusa cinco estrangeiros de tráfico de pessoas

Capa do A Bola A Bola

José Mota quer colocar quarteto
Abdoulaye deve ser emprestado
Markovic apto para Alvalade
«Saio feliz e desejo sucesso ao Braga» - Hélder Barbosa
Hulk regressou ao Porto para tratar lesão na coxa com o médico dos dragões
«Treinador do Zenit ficou fã do Paços» - Costinha
«Já andamos a incomodar muita gente» - Vítor Pontes

Capa do Record Record

Centrais no mercado
Martins e Yannick à espera
Depois da polémica venham as medalhas
Eric Dier: «São para ganhar»
Kléber perdeu terreno
Com todas as armas
O outro lado de Aleksander Donner

Capa do O Jogo O Jogo

Eto'o uma época no Chelsea
Barcelona conquista Supertaça
Tabárez chama Fucile e Maxi Pereira
Everton sofre para passar na Taça da Liga
Estoril leva 19 à Áustria
Sub-17 entram a ganhar em Inglaterra
"Spalletti ficou fã de mais uma equipa portuguesa"

"UMA DE RIBIMBA-Ó-MALHO"


Banditismo - Haverá vantagens reais em fazer-se alguém passar por idiota?


Apesar de, como quase todos os consumidores de literatura policial, ter uma considerável admiração pela superior inteligência de alguns grandes criminosos (felizmente, quase todos figuras de ficção!), aquilo que me diverte mesmo, mesmo... são os criminosos estúpidos.
É o caso de mais um desses indigentes, um bandidozeco que, não resistindo à vaidade, decidiu publicitar o seu “poderio” de tal forma... que foi imediatamente preso ficando sem todo o seu arsenal.
Outra coisa que me “diverte” são os criminosos que, longe de serem estúpidos, antes pelo contrário, carregados de cursos e com currículos impressionantes construídos em grandes escritórios de advogados, administrações de empresas e até governos, numa qualquer altura das suas vidas e medindo as possíveis consequências dos seus actos... preferem fazer-se passar por parvos.
É o caso do “nosso” ministro dos Negócios estrangeiros que, perante a dificuldade de explicar as suas tão extraordinariamente lucrativas accções do BPN... prefere fazer a figura de um imbecil, que não sabe muito bem quanto gasta em acções, ou, sequer, quanto é que elas valem realmente.
É o caso dos membros do “nosso” governo... que preferem fazer a figura de idiotas capazes de se esquecerem de que cortaram os salários a milhares de trabalhadores... "esquecimento" que tem "justificado" a insistência do FMI em mais cortes salariais.
Depois... lembramo-nos daquilo que são na verdade: 
bandidos, canalhas, aproveitadores... e perdem a “piada” toda!!!

Angela Merkel diz que Grécia não deveria ter aderido ao euro

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"E salvou, sem culpa formada, a Merkel a honra de Portugal na entrada do euro. Palmas daqui à Merkel!"



Em campanha eleitoral, a chanceler alemã culpou o Governo anterior, dos sociais-democratas do SPD, por ter permitido a adesão da Grécia à moeda única. Merkel acredita que esta decisão contribuiu para fragilizar a estabilidade do euro e que levou aos actuais problemas que atingem a Europa.

SEMEADORES DE SEMENTE EM TERRA SECA



Blair confirma visita a Banguecoque


The Nation

BANGUECOQUE - Ministro das Relações Exteriores Surapong Tovichakchaikul, que também é vice-primeiro-ministro, disse ontem que o ex-líder britânico, Tony Blair, iria fazer um discurso em Banguecoque próxima segunda-feira (2.9.2013) apesar dos protestos contra sua presença essa semana.

O sr. Surapong Tovichachaikul enviou a mensagem aos que protestam  à vinda de Blair a Banguecoque e um dos oradores do fórum do governo, "Unidade para o Future: aprendendo uns com os outras experiências", que seria  parte de uma solução e acrescentando que seu ministério realizava   o fórum para que os tailandeses podessem aprender com as experiências de outros países. 


Embora ministro Surapong não tenha acusado os manifestantes como pessoas que queriam arrastar a sociedade para baixo, afirmou que realmente não entendia por que eles eram contra a presença de  Blair .



O ex-PM britânico foi amplamente condenado por seu papel fundamental na invasão do Iraque em 2003.

Os manifestantes alegaram que Blair foi pago 20 milhões bates (cerca de 400 mil euros) para fazer um discurso - uma acusação que o governo nega.


-- The Nation 2013-08-29

A Frase


Depois de ter sido deixado às portas da insolvência, Portugal atravessa um período de ajustamento que exige sacrifícios duros em troca de uma recuperação que será difícil e demorada. Reforçar a dose de austeridade sob o resguardo de números incompletos que conduzem a conclusões adulteradas é dispensável. Parece estar na hora de o Governo e o FMI verificarem se o velocímetro é fiável, antes de carregarem nos travões ou de pisarem no acelerador. De outra forma, estampam-se.
João Cândido da Silva, Jornal de Negócios

BRASILINO GODINHO ESCREVEU






HUMOR, AÉREO, BRITÂNICO


Olhar a foto com atenção... É um exemplo brilhante do humor britânico!
Depois de o governo britânico ter desistido da frota aérea de Harrier, esta esquadrilha fez um voo de despedida sobre o Parlamento, e aproveitou para enviar uma mensagem ao governo. Para ver a mensagem, afaste-se cerca de 50 cm do monitor do computador e cerre um pouco os olhos.

MUNDO DE MERDA



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COMENTÁRIO EM CIMA DA MORTE DO BORGES

 



Anónimo
Anónimo disse...
O que acho curioso é esta simbiose entre ser-se católico para alguns, como Borges e apoiar e defender determinado tipo de políticas que atentam (da pior forma) indiscutivelmente contra os mais desfavorecidos. Se Cristo fosse hoje vivo, não duvido que o repudiaria e correria com ele como fez com os vendilhões do Templo. Infelizmente, a Igreja está hoje cheia de católicos como Borges, pessoas desapiedadas, sem um pingo de sensibilidade social. O oposto daquilo que a Igreja, na sua essência, diz defender e defendeu na sua génese.
P.Rufino
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Fonte:

SÍRIA





Siria (era assim) antes dos combates

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Siria (que não conhecemos).pps
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Um artigo que dói e revela a lama e a escória que nos (des) governa

Das desigualdades da morte.

 por Lúcia Gomes
Morreu António Borges.

Certamente morreram muitos mais. Aqueles cujo nome não é passível de aparecer nos jornais. Nem nas televisões.

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Mas o importante não é ele ter morrido, como morreu, como viveu (sobre isso os meus companheiros de blogue dirão bem melhor do que eu). O que eu quero sublinhar é a desigualdade da morte, de como se morre.

Não se pode dizer, para não ferir susceptibilidades, que me choca a forma como se morre em Portugal. 
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Como um rico, com cancro, morre melhor do que um pobre. Aparentemente isto é raiva, ódio aos ricos. É falar sem racionalidade. Pois racionalidade é algo que nunca vi no tratamento de doentes crónicos, nomeadamente oncológicos, no nosso país.

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E descrevo uma história que não é a minha. Tem todos os nomes, ou quase todos. Em 22 de Março foi diagnosticado um cancro de pulmão, carcinoma de pequenas células, estágio IV ao meu pai. Era dia de greve geral. Terceiro aniversário da minha irmã. Abandonei os piquetes às cinco da manhã e parti para cima. 
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O diagnóstico demorou meses. Desde infecções respiratórias, ataques de ansiedade (?), gripes. Meses até dizerem: cancro. O meu pai era já um doente de risco, sempre seguido no hospital dados os problemas cardíacos que tinha. Nunca ninguém detectou o cancro que lhe corroía as entranhas.
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Nesse momento soube que o meu pai ia morrer em breve, embora nunca o tivesse verbalizado. Começou, pois, a saga dos tratamentos. Protocolos com quimioterapia e radioterapia. Medicamentos, atrás de medicamentos.

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O meu pai acabava de concretizar o sonho de uma vida, licenciou-se em Direito. Velho demais para trabalhar, novo demais para a reforma, dizia-me, com os olhos pregados no chão «quem quer alguém com cancro?». Nunca lhe tinha ouvido nada derrotista. Desde o primeiro minuto, desde sempre, nunca desistia ou se sentia derrotado. Desta vez era diferente. Pronto para enfrentar o mundo e a doença, sabia bem das limitações.

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Fomos então pedir a invalidez. A Segurança Social recusou. Sem subsídio de desemprego, sem pensão, a companheira desempregada de longa duração. Uma filha de três anos.

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Os medicamentos eram pagos entre mim e a minha irmã. A família ajudava no que podia. O meu pai não tinha carro. A minha lata velha servia-lhe, enquanto pôde conduzir, para ir aos tratamentos (não há transportes públicos nem hospitalares). Acabada a quimioterapia, seguia-se a radioterapia paliativa. O hospital recusou. Era paliativa.

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Levantámos uma tempestade, todos os órgãos de comunicação social se interessaram. O hospital voltou atrás. Foi ao IPO – Porto onde tinha que ficar todo o dia porque só havia um transporte para os doentes. Caso quisesse vir mais cedo, porque não aguentava estar lá, teria que pagar. Ficava lá.

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Houve meses em que não tomou toda a medicação. Não tinha dinheiro e era demasiado orgulhoso. Não pedia. Era preciso descobrir e estar atento ao que faltava. Liguei para a Fundação Champalimaud mal soube da máquina que apenas com uma sessão de radioterapia diminuía o tumor de forma significativa. Responderam-me que precisava de uma consulta de avaliação e a sessão de radio seria 5 000 euros. Perguntei se no público haveria máquina idêntica. Disseram-me que não. Agradeci e desliguei. 
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Descobri que havia uma máquina parecida no Hospital do Barreiro. E que o médico, por querer que todos pudessem aceder aos tratamentos teria sido afastado. Ouvi o meu pai uma vez «para sofrer tanto para poder ter tratamentos mais vale morrer de uma vez. Isto não é vida». Lentamente ia perdendo o seu corpo, a sua mente.

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Acompanhava-o nos longos dias de exames, feitos no hospital privado da Boavista porque nenhum hospital público dispunha das máquinas necessárias. Almoçávamos uma francesinha a meio dos tratamentos e víamos coisas para o único neto do meu pai. E voltávamos ao hospital.

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Nunca lhe propuseram estar internado. Não lhe deram soro nem morfina, fomos nós que exigimos. Já não aguentava mais ver o sofrimento contínuo do meu pai. A cadeira articulada, foi emprestada, arranjou-a a minha tia, e uma grade para a cama. O meu cunhado passou a levar e a trazer o meu pai, ele já não conseguia conduzir. A companheira dividia a medicação e aplicava. 
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Aprendi a dar injecções porque a Joana, que é minha amiga e é enfermeira me ensinou, ensinou-me a dar-lhe banho, a virá-lo na cama para que não ganhasse feridas, a limpar-lhe a boca e a alimentá-lo. Tirei licença para estar com o meu pai. A minha irmã não pôde, era um falso recibo verde.

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Pedi um empréstimo para poder pagar tudo isto. Tive que mudar de banco e vou pagar o empréstimo nos próximos dez anos. Estive sempre ao lado do meu pai. Colocámos o soro, dei-lhe de comer. Começou a tossir, sem parar. A família reuniu-se em volta dele. O gato, saiu dos pés do meu pai e começou a aproximar-se lentamente do seu peito. E eu pensei, é agora.

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Corri para o lado dele, dei-lhe a mão e vi uma lágrima a correr-lhe na face esquerda. O meu pai morreu. Não houve jornais, não houve televisão. De vez em quando há uma notícia que diz que os tratamentos estão a ser negados aos doentes oncológicos, que o IPO não tem dinheiro.

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O meu pai tinha 54 anos. A vida inteira pela frente. Nunca defendeu salários baixos nem privatizações. Trabalhou desde os 14. Tirou um curso aos 53 porque era o seu sonho. A estes não há homenagens. Aos que lutam pela sobrevivência durante todos os dias com dores excruciantes e a violência do Estado. Não, para estes não há memória, não há camas de hospital, medicamentos.

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António Borges tinha cancro no pâncreas. Daqueles fulminantes que supostamente matam de imediato. Durou bem mais do que o meu pai. «Trabalhou sempre», dizem. Certamente não terá passado por nada disto. Certamente, até na morte, ou perto dela, teve conforto e o melhor tratamento para não sentir dor e adiar a inevitabilidade da morte.

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Não lhe sinto raiva pela forma como morreu, mas desprezo o que defendeu em vida. Porque foram homens como ele e são homens como ele que ditam que homens, mulheres e crianças passem o que o meu pai passou para morrer. E ninguém merece estas mortes lentas.

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Que lhe pese a terra? Não, não acredito em nada depois da morte. Preferia que lhe pesassem as suas ideias durante a vida. Principalmente nos dias e meses antes da morte.

E se fossem espiar a vossa maezinha?




miguel macedo espiar escutar
Quer o Facebook quer a Google darem com frequência dados pessoais de utilizadores das suas redes sociais, do YouTube ou de contas de e-mail, às polícias portuguesas. 
O nosso país aparece numa lista de 71 Estados, que o Facebook ontem divulgou, onde esta prática ocorre. Aquela rede social informou que, em Portugal, recusou cerca de 58% dos pedidos feitos pelas autoridades. 
A Google revelou que recusou 70% desse tipo de pedidos. Mesmo assim, as informações recolhidas apontam para uma média anual de mil utilizadores nacionais cujos dados são entregues aos investigadores criminais.
 
Ia escrever um texto sobre o assunto e até tinha umas coisas para dizer, mas como estou com sono resumo.
Primeiro não gosto que andem a meter-se na minha vida pessoal e considero um abuso este desrespeito pela minha privacidade.
 
Dito isto, sei que todos nós somos espiados quer pelas chamadas forças de segurança do poder instituído assim como por empresas para nos impingirem os seus produtos. 
A esses modernos vendilhões do templo, que gastam ou ganham milhões a comprar ou vender dados de potenciais clientes digo que comigo é dinheiro mal gasto que quanto mais me impingem publicidade de um determinado produto com mais raiva lhe fico e na minha teimosia a vontade de o boicotar. 
Aos outros, aos investigadores, aos policias lhes digo que podem escutar e vasculhar à vontade que não será isso que me impedirá de dizer o que penso, de chamar gatunos a quem nos rouba, corruptos aos "Chicos espertos" e assassinos e bandalhos a quem não respeita a dignidade nem a vida humana. 
Puta que os pariu a todos e sim quero mudar este sistema podre, quero ver o capitalismo implodir, quero ver a vontade dos cidadãos ser respeitada. 
Sei que o fazem e sei que o meu processo já deve ser bem gordo, sei que gostavam de poder ter a pata da justiça sobre mim para que "acalmasse" e não batesse tantos tachos. Sim, participei nas actividades da Pagan contra a NATO, dos  indignados, nas acampadas, nos piquetes, nas manifestações, nos protestos, nas greves, na desobediência civil e não me calo. 
Sim, ando a ser um "terrorista contra o sistema" procurando alternativas para o seu colapso. Quero que se lixem. Estão a ouvir bem, quero que se lixem. Não posso impedir que me vigiem, que me escutem, mas posso muito bem dizer-lhes que sei que o fazem. Não acreditem por isso em tudo o que digo que posso estar a enganá-los. 
Ou não. Mas acreditem numa coisa, não é pelo medo que me vão calar assim como não calarão muitas outras vozes de companheiros bem melhores e mais corajosos que eu. Ah, e já agora, quando eu estiver a falar ao telefone e disser "vão á merda" é com vocês que estou a falar.

MAIS SOBRE O DEFUNTO BORGES

António Borges 

BAPTISTA-BASTOS 

Hoje
No mesmo dia em que o Governo retirava o rendimento social a 136 mil pessoas; em que decrescia o número de alunos no básico, no secundário e nas universidades - nesse mesmo dia morreu, com um cancro no pâncreas, António Borges, um dos mais ortodoxos doutrinadores portugueses do neoliberalismo. 
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Um homem implacável na aplicação das convicções ideológicas e indiferente às consequências que essas aplicações implicavam. 
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Borges era partidário da redução de salários para equilíbrio da economia; do corte substancial de funcionários públicos; da diminuição do papel interventivo do Estado; das privatizações; do aumento das horas de trabalho; da entrega "faseada" da Educação, da Saúde, da Segurança Social porque entendia, e dizia-o, verbi gratia, que o sector privado era melhor gestor do que o público.
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Sublinhava a opinião de que os portugueses viviam acima das possibilidades; de que estavam habituados a que a Nação suportasse a sua inércia histórica e a colectiva e tradicional ausência de criatividade e de "empreendedorismo"; e, enfim, de que precisávamos de mão de ferro para ser governados. 
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De passagem, e num fórum público, declarou, irado, que os empresários não concordantes com estas sábias conclusões eram "ignorantes" e irremediavelmente condenados ao purgatório da História.
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Frio nas decisões, os "objectivos" é que determinavam e, de certo modo, justificavam e explicavam este homem que não cultivava a pieguice, e em cujo vocabulário as locuções "compaixão" e "bondade" estavam ausentes. Segundo António Borges, a democracia existe para se adaptar às exigências da economia, e nunca o contrário, e a questão dos direitos culturais e sociais constitui um pormenor insignificante. 
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A preservação das diversidades é uma pretensão, um pouco tola, de um humanismo serôdio, que se não compadece com as aspirações e as reclamações dos "novos tempos." E que são esses "novos tempos"? 
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O todo humano é muito mais do que uma forma definível de contrato celebrado entre as partes envolventes. E as elites estão sempre no topo de qualquer definição de relações sociais, determinando o que julgam melhor para os outros.
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O próprio António Borges exemplificou e personalizou a forma e o conteúdo nefastos, digamos assim, dos conceitos doutrinais de que era cruel paladino. Acaso mais rígido e áspero do que Vítor Gaspar, nunca se retractou nem abdicou, como aquele o fez, dos erros e dos maus compromissos advogados com obstinação e fé, e que tantos malefícios nos têm causado. 
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Transmitiu esses ideais a Passos Coelho, numa concepção tão absurda como perigosa do mundo e do capitalismo. 
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Pouco importa que o trabalho seja deliberadamente desprezado, pois esse "desprezo" corresponde à separação dos diferentes níveis económico, político, social e cultural prescritos pela prática do neoliberalismo.
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António Borges foi, até ao fim, António Borges.

FMI utiliza dados sobre cortes salariais em Portugal abaixo do valor real




O Fundo Monetário Internacional publicou um relatório com números sobre cortes salariais em Portugal que são muito inferiores ao valor real, revela a edição desta quarta-feira do Jornal de Negócios. A instituição encabeçada por Christine Lagarde diz ter-se baseado nos números enviados pelo governo português, sem que os tivesse confirmado. O executivo já reconheceu, por sua vez, que os dados que enviou não estão completos. Um valor incorreto poderia justificar a necessidade de novas medidas de ajustamento.